PROBIÓTICO E BRÓCOLIS REDUZEM CÂNCER COLORRETAL EM 75%

308_saude_4_1O preparado probiótico secreta a enzima mirosinase para transformar compostos presentes no brócolis em sulforafano, uma molécula orgânica com conhecida atividade anticancerígena.


Anticancerígeno quase natural

O câncer colorretal é um dos cânceres mais comuns no mundo, com sua ocorrência aumentando conforme melhoram os níveis de desenvolvimento econômico e se difunde o chamado modo de vida ocidental.

Embora as taxas de sobrevivência nos cinco anos seguintes ao diagnóstico – para estágios iniciais do câncer – sejam relativamente boas, nos estágios posteriores a sobrevivência diminui e o risco de recorrência do câncer aumenta consideravelmente.

Com potencial para ajudar a resolver este problema, uma equipe da Universidade Nacional de Cingapura descobriu agora uma maneira de pegar um coquetel simples de bactérias e vegetais e transformá-lo em um sistema capaz de rastrear e matar especificamente as células cancerígenas colorretais.

Para isso, eles modificaram geneticamente as bactérias E. coli Nissle para que elas convertam uma substância encontrada em alguns vegetais em um agente anticancerígeno.

O resultado da mistura de bactérias e vegetais é uma substância probiótica que gruda na superfície das células de câncer colorretal e segrega uma enzima que converte uma substância encontrada nos vegetais crucíferos (como brócolis, couve-de-bruxelas etc.) em um potente agente anticancerígeno. Como as células normais não conseguem fazer essa conversão e nem são afetadas pela enzima, o probiótico é bem direcionado às células tumorais, não afetando as células sadias.

Probiótico contra câncer de cólon

Nos primeiros testes em laboratório, usando culturas de células, a substância probiótica matou mais de 95% das células de câncer colorretal, não tendo efeito sobre células de outros tipos de câncer, como câncer de mama e estômago.

Nos testes feitos a seguir em cobaias, a combinação de bactérias probióticas e brócolis reduziu os tumores em 75% em camundongos com câncer colorretal. Além disso, os tumores remanescentes detectados nos animais eram 3 vezes menores do que aqueles nos camundongos de controle, que não foram alimentados com a mistura.

“Um aspecto entusiasmante da nossa estratégia é que ela simplesmente tira proveito do nosso estilo de vida, potencialmente transformando nossa dieta normal em um regime terapêutico sustentável e de baixo custo. Esperamos que nossa estratégia possa ser um complemento útil para as atuais terapias contra o câncer,” disse o professor Matthew Chang, cuja equipe publicou os resultados na revista Nature Biomedical Engineering.

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Fonte: www.diariodasaude.com.br - Imagem: Ho CL et al. – 10.1038/s41551-017-0181-y]