﻿{"id":10011,"date":"2013-09-22T08:51:29","date_gmt":"2013-09-22T08:51:29","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=10011"},"modified":"2013-09-22T08:51:29","modified_gmt":"2013-09-22T08:51:29","slug":"sucot-a-festa-das-cabanas-rabino-ruben-najmanovich","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=10011","title":{"rendered":"SUCOT \u2013 A FESTA DAS CABANAS \u2013 RABINO RUBEN NAJMANOVICH"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-6964\" alt=\"Rabino Ruben'\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Rabino-Ruben-233x250.jpg\" width=\"233\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Rabino-Ruben-233x250.jpg 233w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Rabino-Ruben-126x135.jpg 126w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Rabino-Ruben.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b>Nestes dias devemos pensar em toda a benevol\u00eancia que teve e tem o nosso Criador (Bor\u00ea Ol\u00e1m) para conosco. Quando sa\u00edmos do Egito, apiedou-Se de n\u00f3s e protegeu-nos durante quase quarenta anos ao prover-nos de cabanas (sucot), que nos protegiam do sol durante o dia e do frio durante a noite.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De todas as festas do calend\u00e1rio hebreu, h\u00e1 tr\u00eas que t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o entre si. Estas festas conhecemos como shalosh regal\u00edm (as tr\u00eas festas de peregrina\u00e7\u00e3o). Nestas festas, cumpria-se com a obriga\u00e7\u00e3o de peregrinar \u00e0 cidade de Yerushal\u00e1yim nas \u00e9pocas em que a Casa Santa (Bet Hamikdash) estava em p\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas festas n\u00e3o s\u00f3 est\u00e3o relacionadas com sucessos hist\u00f3ricos determinados como tamb\u00e9m t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com o trabalho da terra. Na festa de P\u00eassach &#8211; que sempre cai na \u00e9poca da primavera &#8211; recordamos a sa\u00edda da terra do Egito. Na festa de Shavuot &#8211; \u00e9poca na qual se colhe o produto do campo &#8211; recordamos a entrega da Tor\u00e1h no Monte Sinai. E, na festa de Sucot, recordamos que D\u2019us nos fez anan\u00ea hacabod (as nuvens da honra). Por outro lado, nossa festa tem rela\u00e7\u00e3o com a finaliza\u00e7\u00e3o da colheita de toda a produ\u00e7\u00e3o do campo, ou seja, o momento em que se a armazenava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nestes dias devemos pensar em toda a benevol\u00eancia que teve e tem o nosso Criador (Bor\u00ea Ol\u00e1m) para conosco. Quando sa\u00edmos do Egito, apiedou-Se de n\u00f3s e protegeu-nos durante quase quarenta anos ao prover-nos de cabanas (sucot), que nos protegiam do sol durante o dia e do frio durante a noite. Todavia, sua prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limitava ao natural, sen\u00e3o que tamb\u00e9m tinha lugar no rol do sobrenatural, atrav\u00e9s das nuvens de honra ou gl\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, desde o passado, em Sucot tamb\u00e9m temos desfrutado de Sua B\u00ean\u00e7\u00e3o na \u00e1rea econ\u00f4mica. Tivemos a parnass\u00e1h (sustento) necess\u00e1ria para alimentar-nos e obtivemos todas as nossas necessidades vitais. \u00c9 por isso que devemos nos tornar pequenos e sairmos do lugar mais seguro que temos &#8211; nosso lar &#8211; para viver, durante os dias da festa, na suc\u00e1h. Desta maneira, expressamos a id\u00e9ia de que toda a nossa seguran\u00e7a vem do Senhor e n\u00e3o de nosso poder e esfor\u00e7o, ou seja, aprendemos a ser mais sens\u00edveis \u00e0 nossa concep\u00e7\u00e3o humana e liberar-nos da vaidade que nos deixa cegos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando sa\u00edmos de um lugar t\u00e3o protegido de ventos, frio, calor e chuvas e entramos na suc\u00e1h, experimentamos uma sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a, sentimo-nos indefesos e desprotegidos e \u00e9 neste preciso momento que devemos nos lembrar de D\u2019us, verdadeira fonte de tranq\u00fcilidade e prote\u00e7\u00e3o em todos os aspectos de nossa vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, pode-se encontrar uma mensagem na mitzv\u00e1h da suc\u00e1h, observando sua localiza\u00e7\u00e3o no calend\u00e1rio. H\u00e1 poucos dias, em Yom Kipur (O Dia do Perd\u00e3o), fomos julgados e D\u2019us perdoou nossas atitudes erradas porque viu nosso sincero arrependimento. Quando n\u00f3s deixamos nossas casas e vamos \u00e0 suc\u00e1h para vivenciar, durante alguns dias, a intemp\u00e9rie, estamos mostrando, de alguma forma, que at\u00e9 agora \u201cprotegemo-nos da seguran\u00e7a de nossas casas\u201d, porque est\u00e1vamos cheios de erros e o temor nos invadia por medo de suas conseq\u00fc\u00eancias. Por\u00e9m, agora que j\u00e1 fomos perdoados, sa\u00edmos de nossas casas sem medo algum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta id\u00e9ia \u00e9 insinuada na Tor\u00e1h. No livro Bereshit (G\u00eanesis), cap\u00edtulo 32 e seguintes, conta-nos a Tor\u00e1h a respeito do regresso do nosso patriarca Yaacob \u00e0 terra de Israel. Yaacob encontrou-se com seu irm\u00e3o Essav depois de residir v\u00e1rios anos com seu tio Laban. Ele tenha escapado da casa de seus pais e de sua terra, pois seu irm\u00e3o Essav queria mat\u00e1-lo por ter tomado suas b\u00ean\u00e7\u00e3os. Depois do reencontro, Essav pediu-lhe que fossem juntos e, Yaacob explicou-lhe que era imposs\u00edvel, pois tinha meninos pequenos e gado que devia cuidar, e pediu-lhe que se adiantasse. Logo, diz a Tor\u00e1h: \u201cRetornou, nesse dia, Essav ao seu caminho, at\u00e9 Seir; mas Yahacob viajou a Sucot.\u201d (Bereshit &#8211; G\u00eanesis, 33: 16-17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este epis\u00f3dio pode-se interpretar da seguinte forma: Essav simboliza o Y\u00eatzer Har\u00e1 (instinto negativo) e nosso patriarca Yahacob simboliza todo o Povo de Israel. Seir, o nome do lugar at\u00e9 onde foi Essav, significa em hebraico \u201ccabra\u201d, e faz alus\u00e3o \u00e0 cabra que se enviava em Yom Kipur ao lugar chamado Azazel, no deserto. Por meio deste ritual, D\u2019us perdoava as transgress\u00f5es dos filhos de Israel, como explica a Tor\u00e1h no livro Vayikr\u00e1 (Lev\u00edtico), cap\u00edtulo 18.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois que o instinto negativo (Essav) v\u00ea que a cabra foi enviada ao deserto, n\u00e3o denuncia os erros dos filhos de Israel. Ele os abandona e regressa ao seu lugar no deserto. E, quando o Povo de Israel (YaHacob) v\u00ea que o instinto negativo (Essav) abandonou-os, saem \u00e0 suc\u00e1h, demonstrando, assim, que j\u00e1 n\u00e3o temem pelos erros cometidos.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong>\u00a0&#8211;\u00a0livros Tzeror Hamor e Sift\u00ea Cohen<\/p>\n<\/div>\n<hr \/>\n<p><strong style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">RUBEN NAJMANOVICH<\/strong>\u00a0\u2013 Rabino, Professor da Ci\u00eancia da Religi\u00e3o, Mestre em Ci\u00eancias Sociais e humanidades men\u00e7\u00e3o educa\u00e7\u00e3o.\u00a0<a title=\"RABINO RUBEN NAJMANOVICH\" href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=6963\">Saiba mais.<\/a><\/p>\n<p><a href=\"mailto:rubenaj@terra.com.br\">rubenaj@terra.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nestes dias devemos pensar em toda a benevol\u00eancia que teve e tem o nosso Criador (Bor\u00ea Ol\u00e1m) para conosco. 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