﻿{"id":10036,"date":"2013-09-22T08:51:28","date_gmt":"2013-09-22T08:51:28","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=10036"},"modified":"2013-09-22T08:51:28","modified_gmt":"2013-09-22T08:51:28","slug":"taisa-nasser-abre-seu-vernissage-alchemie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=10036","title":{"rendered":"TAISA NASSER ABRE SEU VERNISSAGE &#8220;ALCHEMIE&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-10073\" alt=\"taisa\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/taisa.jpg\" width=\"393\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/taisa.jpg 819w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/taisa-180x135.jpg 180w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/taisa-333x250.jpg 333w\" sizes=\"(max-width: 393px) 100vw, 393px\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><b><i>A arquiteta e artista contempor\u00e2nea com atua\u00e7\u00e3o e pr\u00eamios na Europa inaugura sua exposi\u00e7\u00e3o na Galeria Des Arts na quinta-feira (26\/9)<\/i><\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>A artista contempor\u00e2nea brasileira\u00a0<b>Taisa Nasser,<\/b>\u00a0com atua\u00e7\u00e3o no circuito S\u00e3o Paulo, Paris e Berlim, realiza seu vernissage\u00a0<b>\u201cAlchemie\u201d<\/b>,<b>\u00a0<\/b>a convite da Galeria des Arts, marcando a inaugura\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. Haver\u00e1 a exibi\u00e7\u00e3o de 33 telas das quais seis de grandes formatos (230x195cm), 15 desenhos a pastel e apresenta\u00e7\u00e3o dos filmes\u00a0<b>\u201cKlarheit\u201d<\/b>\u00a0e\u00a0<b>\u201cKlarheit die Reise\u201d<\/b>, que abordam os conceitos da artista em di\u00e1logo entre seus filmes e telas. Taisa recebeu em Paris os pr\u00eamios: Toile D\u2019Or de l\u2019an 2011, na exposi\u00e7\u00e3o do Salon Des Ind\u00e9pendants &#8211; Grand Palais, Paris; Revelation 2012 \u2013 Medaille D\u00b4Or Europ\u00e9enne, Merite Culturel 2012 \u2013 Grand Medaille D\u00b4Or, Consecration 2013 \u2013 Medaille D\u00b4Or, todos pela Federation Nationale de Culture Fran\u00e7aise .<\/p>\n<div>\n<p>Na Europa, seu trabalho tem seguido sob a curadoria de Dieter Ronte, professor-doutor aclamado no cen\u00e1rio internacional da Hist\u00f3ria da Arte, ex-diretor diretor do Museu de Arte Moderna de Viena, do Sprengel-Museum em Hannover e do Museu de Arte de Bonn, estando hoje \u00e0 frente do Frohner-Museum na cidade austr\u00edaca de Krems); Elmar Zorn,\u00a0<strong>curador da instala\u00e7\u00e3o da mostra KLARHEIT, em Berlim; e<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>Jochen Boberg, diretor do Museum Sp\u00e4dagogischer Dienst, em Berlim e organizador da \u201cLange Nacht der Museen\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p><b style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">ALCHEMIE<\/b><\/p>\n<\/div>\n<p><b><i>\u201cA cor \u00e9 o meu elemento b\u00e1sico de cria\u00e7\u00e3o\u201d<\/i><\/b><\/p>\n<p>A pesquisa art\u00edstica de Taisa Nasser em sua exposi\u00e7\u00e3o\u00a0<b>\u201cAlchemie\u201d<\/b>\u00a0\u00e9 toda direcionada para demonstrar o poder da arte contempor\u00e2nea na contribui\u00e7\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia, atrav\u00e9s da catarse que provoca nos observadores.<\/p>\n<p>A compreens\u00e3o da cor nas obras de Taisa n\u00e3o se desconecta da percep\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. Suas \u201cpinceladas\u201d s\u00e3o por\u00e7\u00f5es de mat\u00e9ria que projetam sombras e revelam texturas, permitindo a percep\u00e7\u00e3o de volumes. A cor \u00e9 tratada como subst\u00e2ncia \u2013 ess\u00eancia \u2013 e percebida como parte integrante e indissoci\u00e1vel da material, sens\u00edvel e concreta.<\/p>\n<p>A tonalidade, a variedade de cores, segue cada caminho selecionado. O resultado s\u00e3o obras particularmente complexas que se oferecem \u00e0 medita\u00e7\u00e3o. Ela busca refer\u00eancias, por exemplo, na mandala, nas imagens m\u00edsticas em c\u00edrculo ou pol\u00edgono, t\u00edpicas das religi\u00f5es indianas e que nos levam \u00e0 medita\u00e7\u00e3o mediante um material vol\u00e1til. O especial em Taisa Nasser \u00e9 a fixa\u00e7\u00e3o de suas imagens como se fosse para uma eternidade, tirando delas e a subjetividade, o astral passageiro, o moment\u00e2neo.<\/p>\n<p>Taisa utiliza at\u00e9 144 tons em uma s\u00f3 tela sem mistur\u00e1-los, colocando-os em movimento de acordo com sua percep\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes de forma ordenadas, \u00e0s vezes em um aparente caos. E a peculiaridade: os quadros n\u00e3o parecem \u201ccoloridos\u201d, mas literalmente e no melhor dos sentidos \u201ca cores\u201d, promovendo uma compreens\u00e3o visual \u201cpalp\u00e1vel\u201d, despertando a clareza dos sentidos.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-10074\" alt=\"fique_taisa\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/fique_taisa.bmp\" width=\"354\" height=\"301\" \/><\/p>\n<p>Entre as obras, Nasser destaca nessa exposi\u00e7\u00e3o o quadro \u201c<b>Ecce Homo 3<\/b>\u201d, como marco final da fase \u201c<b>Klarheit<\/b>\u201d e como em \u201c<b>Ourob\u00f3rus<\/b>\u201d, o in\u00edcio de uma nova, onde o ritmo, como ordem do movimento se apresenta de forma not\u00f3ria dentro do conceito caos e ordem.<\/p>\n<hr \/>\n<p><b style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">KLARHEIT<\/b><\/p>\n<p>O filme\u00a0<b>\u201cKlarheit\u201d<\/b>, com textos conceituais e produ\u00e7\u00e3o da artista, aborda a arte como materializa\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito. A percep\u00e7\u00e3o das cores, do movimento no caos e na ordem, se acolhe nos sons como integrantes do espa\u00e7o sensorial.<\/p>\n<p>Assista ao filme dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ai7WhMsHj40\" target=\"_blank\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ai7WhMsHj40<\/a><\/p>\n<p>O v\u00eddeo\u00a0<b>\u201c<span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=oEw5crB2UiY\" target=\"_blank\">Klarheit die Reise<\/a><\/span>\u201d<\/b>, incorpora o sentimento do ritmo, como ordem do movimento, representado pelas formas repetitivas de sua mat\u00e9ria que se apresentam no in\u00edcio dessa nova fase como m\u00f4nadas. Apresenta momentos de sua instala\u00e7\u00e3o em Berlim (2013). A m\u00fasica de Nacho Garcia e a realiza\u00e7\u00e3o por Miguel Cianca, que acompanham a artista na Europa, completam de forma contempor\u00e2nea sua linguagem.<\/p>\n<p>Assista ao filme dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=oEw5crB2UiY\" target=\"_blank\">http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=oEw5crB2UiY<\/a><\/p>\n<div>\n<hr \/>\n<p><b style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">LIVRO<\/b><\/p>\n<\/div>\n<p><b>ALCHEMIE DER FARBEN \u2013 ALCHEMY OF COLORS<\/b><\/p>\n<p>Com o lan\u00e7amento, previsto na Crac\u00f3via no dia 12 de outubro; depois em Berlim em 16 de outubro, e, posteriormente, S\u00e3o Paulo em 12 de\u00a0novembro\/2013, na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira A Hebraica de S\u00e3o Paulo,\u00a0\u00a0o livro\u00a0<b>\u201cAlchemie der Farben \u2013 Alchemy of Colors\u201d,<\/b>\u00a0pela premiada editora\u00a0<b>Damm um Lindle<\/b>,<b>\u00a0<\/b>\u00e9 de autoria do curador alem\u00e3o Elmar Zorn. Al\u00e9m de retratar a motiva\u00e7\u00e3o e metodologia de Taisa Nasser, o volume tamb\u00e9m inclui um pref\u00e1cio de Dieter Ronte, professor-doutor aclamado no cen\u00e1rio internacional da Hist\u00f3ria da Arte (Ronte j\u00e1 foi diretor do Museu de Arte Moderna de Viena, do Sprengel-Museum em Hannover e do Museu de Arte de Bonn, estando hoje \u00e0 frente do Frohner-Museum na cidade austr\u00edaca de Krems).<\/p>\n<p>O livro engloba textos de Jochen Boberg, curador que organiza h\u00e1 anos a chamada \u201cLonga Noite dos Museus\u201d da capital alem\u00e3, e di\u00e1logos interessantes com as curadoras Alexandra Grimmer e Ulrike Damm. Por fim, a obra apresenta igualmente cita\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio Elmar Zorn e um importante manifesto de Taisa Nasser.<\/p>\n<p>Acesse:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.taisanasser.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.taisanasser.com\/<\/a>\u00a0&#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.taisanasser.com.br\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.taisanasser.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<table style=\"border-collapse: collapse; width: 100%;\" border=\"1\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><strong>Exposi\u00e7\u00e3o \u201cALCHEMIE\u201d<\/strong><strong>Galeria des Arts \u2013 Bar des Arts<\/strong><strong>Rua Pedro Humberto, 09 \u2013 Itaim Bibi \u2013 S\u00e3o Paulo\/SP &#8211; Telefone: 11 3074-6363<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vernissage: 26 de setembro (quinta-feira), \u00e0s 18h30<\/strong><\/p>\n<p><strong> Exposi\u00e7\u00e3o: de 27 de setembro a 6 de outubro<\/strong><\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1rios: de segunda a sexta, das 13h \u00e0s 20h; domingo das 13h \u00e0s 17h<\/strong><\/p>\n<p><strong>Organizador: Luiz Arena<\/strong><\/p>\n<p><strong>Valet<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b><span style=\"text-decoration: underline;\">Taisa Nasser &#8211; O corpo da cor \u2013 por Jochen Boberg<\/span><\/b><\/p>\n<p>Em 7 de fevereiro de 1798, depois de estudar intensamente a teoria das cores, Goethe escreveu a Wilhelm von Humboldt \u201ccomo \u00e9 claro\u201d que a hist\u00f3ria da cor seja capaz de mapear \u201cde forma\u00a0miniaturizada\u00a0a hist\u00f3ria do esp\u00edrito humano\u201d. Paul C\u00e9zanne, por sua vez, viu a cor at\u00e9 mesmo como o lugar onde nosso c\u00e9rebro e o universo se encontram (cita\u00e7\u00e3o retirada do texto de Christoph Wagner para a exposi\u00e7\u00e3o \u201cCosmos Cor. Itten \u2013 Klee\u201d no\u00a0<i>MueumsJournal<\/i>\u00a02-2013, Berlim).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s alguns precursores, foi com C\u00e9zanne que se come\u00e7ou aquela \u201cpintura de olho\u201d que at\u00e9 o Pontilhismo refletia a estrutura at\u00e9 ent\u00e3o conhecida do olho humano, sem ter a realidade concreta como alvo, mas sim o subjetivo resultante da vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Com isso foi aberto o caminho para a percep\u00e7\u00e3o de que as imagens, os espa\u00e7os e as cores n\u00e3o s\u00e3o simples e prontamente projetadas aos olhos, mas concebidas apenas depois de processos qu\u00edmicos e, em seguida, \u201celetr\u00f4nicos\u201d no c\u00e9rebro. Assim se podem explicar ilus\u00f5es de \u00f3tica, mudan\u00e7as de perspectiva, \u201ccegueiras\u201d individuais. E como tudo isso ocorre no \u00f3rg\u00e3o central do homem, \u00e9 evidente o efeito psicol\u00f3gico que desencadeiam espa\u00e7os, arquiteturas e especialmente cores.<\/p>\n<p>Mesmo as civiliza\u00e7\u00f5es mais primitivas de que se tem not\u00edcia j\u00e1 obtinham da natureza as tintas-cores para criar imagens como uma forma pr\u00f3pria de se consolidar no mundo, fazendo-as inicialmente no corpo, depois nas cavernas e por fim em espa\u00e7os espec\u00edficos para tal.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio, as religi\u00f5es estavam cientes do efeito potente das cores, empregando-as de uma maneira estrat\u00e9gica at\u00e9 nas complexas jogadas do Barroco. Elas criaram mundos imagin\u00e1rios para uma \u00fanica realidade cr\u00edvel do divino.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o esp\u00edrito filos\u00f3fico tamb\u00e9m se voltou para o registro das cores, primeiramente refletindo fen\u00f4menos como o arco-\u00edris ou a aurora (o c\u00e9u vermelho do amanhecer) em vertiginosas teorias.<\/p>\n<p>Dessa maneira, Goethe est\u00e1 provavelmente certo quando conecta a hist\u00f3ria de cor \u00e0 do esp\u00edrito humano, e tamb\u00e9m o coment\u00e1rio de C\u00e9zanne pode ser verdadeiro.<\/p>\n<p>Para muitos seres vivos n\u00e3o existem cores. A cor n\u00e3o \u00e9 uma coisa em si. Ela se origina a partir de impulsos cerebrais, de modo que surge de acordo com a luz. Tanto o grau de reflex\u00e3o das superf\u00edcies quanto da profundidade do material determinam nossa percep\u00e7\u00e3o crom\u00e1tica. A escurid\u00e3o, ou mesmo o crep\u00fasculo, \u201cdevora\u201d as cores \u2013 tamb\u00e9m enquanto pintadas, como nas primeiras \u201cImagens Noturnas\u201d de Adam Elsheimer, por exemplo.<\/p>\n<p>Se a \u201ccor\u201d vira o tema da pr\u00f3pria arte de modo bastante expl\u00edcito e exclusivo, um desafio gigantesco est\u00e1 definido. Nos encontramos aqui no vasto c\u00edrculo de te\u00f3ricos e artistas que se dedicaram a este assunto. Philipp Otto Runge, que ao lado de C. D. Friedrich \u00e9 o pintor mais significativo do Romantismo no norte da Alemanha, criou a primeira representa\u00e7\u00e3o tridimensional do globo-cor com polo preto e polo branco, inaugurando assim um di\u00e1logo com Goethe. No S\u00e9culo XX foi a vez da\u00a0<i>Bauhaus<\/i>, com os artistas Johannes Itten e Paul Klee, que permitiram o avan\u00e7ar de nossa consci\u00eancia a respeito da cor. Klee escreveu em seu di\u00e1rio: \u201cA cor me tem. Eu n\u00e3o preciso alcan\u00e7\u00e1-la. Ela me pegou para sempre&#8230;\u201d Muitos artistas importantes o seguiram.<\/p>\n<p>Parece que, para Taisa Nasser, a frase de Klee \u00e9 decisiva. A artista diz: \u201cA cor \u00e9 o meu elemento b\u00e1sico de cria\u00e7\u00e3o. Em meu trabalho h\u00e1 um car\u00e1ter subjetivo da percep\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica e psicol\u00f3gica. Crio composi\u00e7\u00f5es impactantes ou tranquilizantes que interagem com o observador, trazendo ao consciente amarras psicol\u00f3gicas e ocasionando a catarse.\u201d<br \/>\nNasser utiliza at\u00e9 144 tons sem mistur\u00e1-los em uma s\u00f3 tela, colocando-os em movimento de acordo com sua percep\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes de forma ordenada, \u00e0s vezes em um aparente caos. E a peculiaridade: os quadros n\u00e3o parecem \u201ccoloridos\u201d, mas literalmente e no melhor dos sentidos \u201ca cores\u201d.<\/p>\n<p>Um dos princ\u00edpios do trabalho art\u00edstico \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o que ele transmite: a arte deve sempre reluzir atrav\u00e9s da mat\u00e9ria. Um exemplo esclarecedor \u00e9 a tranforma\u00e7\u00e3o ocorrida do in\u00edcio do Renascimento at\u00e9 a Alta Renascen\u00e7a, do bronze polido e da cer\u00e2mica vidrada at\u00e9 o m\u00e1rmore, do material altamente reflexivo at\u00e9 o m\u00e1rmore fotoabsorvedor, do corpo at\u00e9 o ventre, o corpo animado como sinal de uma vis\u00e3o humanista do mundo.<\/p>\n<p>Taisa Nasser enxerga a mat\u00e9ria, o material de suas obras, da seguinte forma: A mat\u00e9ria \u00e9 a carne e a pele do quadro.\u00a0A materialidade \u00e9 o elemento b\u00e1sico da pintura; ela \u00e9 essencial pois \u00e9 uma subst\u00e2ncia sens\u00edvel atrav\u00e9s da qual posso vislumbrar o conceito da energia que vive animando a din\u00e2mica at\u00f4mica de nosso mundo. A energia \u00e9 o sopro divino que ativa qualquer ess\u00eancia, sobretudo a ess\u00eancia espiritual. Com isso, Taisa Nasser trabalha\u00a0nossos conhecimentos a respeito do micro e do macrocosmo, aproximando-se deles de uma maneira muito especial. A mat\u00e9ria que comp\u00f5e tudo a leva a contemplar que o homem \u2013 verdadeiramente alquimista \u2013 pode \u201cconhecer a si mesmo e descobrir por reflex\u00e3o o todo\u201d.<\/p>\n<p>Nesse contexto, tr\u00eas aspectos do trabalho de Taisa Nasser tornam-se compreens\u00edveis.<\/p>\n<p>Em suas pinturas, ela aplica um tipo de material de modo quase empilhado ou amontoado, sendo que os relevos decorrentes, al\u00e9m de transmitirem um certo peso visual, re\u00fanem em si as cores (como um buraco negro) para, depois, novamente liber\u00e1-las. A textura dos pigmentos \u00e9 grossa e mineral, uma provoca\u00e7\u00e3o t\u00e1til que faz com que at\u00e9 mesmo o maior aglomerado de material pare\u00e7a n\u00e3o gerar sombras, como se fosse um pr\u00f3prio corpo de cor \u2013 incondicionalmente.<\/p>\n<p>Conforme a microestrutura de qualquer mat\u00e9ria, Taisa Nasser ordena tais corpos de cores sobre as telas em parte segundo estruturas e movimentos reconhec\u00edveis, em parte sob uma nova sequ\u00eancia aparentemente ca\u00f3tica. A tonalidade, a variedade de cores, segue cada caminho selecionado. O resultado s\u00e3o obras particularmente complexas que se oferecem \u00e0 medita\u00e7\u00e3o. E a artista sabe desta peculiaridade. Ela busca refer\u00eancias, por exemplo, na mandala, nas imagens m\u00edsticas em c\u00edrculo ou pol\u00edgono, t\u00edpicas das religi\u00f5es indianas e que nos levam \u00e0 medita\u00e7\u00e3o mediante um material vol\u00e1til. No caso de C. G. Jung, s\u00e3o imagens de sonhos ou feitas pelos pacientes que os ajudam no caminho\u00a0\u200b\u200bpara a autodescoberta. O especial em Taisa Nasser \u00e9 a fixa\u00e7\u00e3o de suas imagens como se fosse para uma eternidade, tirando delas a subjetividade, o astral passageiro, o moment\u00e2neo.<\/p>\n<p>Sabendo que toda a mat\u00e9ria consiste, basicamente, em um movimento en\u00e9rgico que nada tem de s\u00f3lido em seu n\u00facleo, a compreens\u00e3o da din\u00e2mica na arte de Taisa Nasser \u00e9 uma forma de reconhecer ou identificar sua verdade. Isso fica claro no filme que ela encenou para acompanhar seus trabalhos: os corpos em movimento, os casais, a \u00e1gua em movimento, as \u00e1rvores ao vento, as figuras dispersadas na areia, tudo entreposto a suas obras. Descobrimos uma surpreendente coincid\u00eancia e enxergamos as imagens de uma nova maneira.<\/p>\n<p>A\u00ed fica claro: os quadros de Taisa Nasser n\u00e3o s\u00e3o objetos de um momento inicial, fugaz. Deve-se colocar de lado os preconceitos de costume, deve-se evitar o julgamento r\u00e1pido, envolver-se com o que est\u00e1 diante dos olhos, perceber-se em si mesmo e p\u00f4r-se em rela\u00e7\u00e3o ao que se v\u00ea. As obras de Taisa Nasser s\u00e3o ent\u00e3o de um intr\u00ednseco proveito.<\/p>\n<div>\n<hr \/>\n<p><b style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">A materialidade da cor na obra de Taisa Nasser &#8211; por Lilian Ried Miller Barros,\u00a0<\/b><b style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">Centro de Estudos e Pesquisas sobre as Cores \u2013 Universo da Cor, S\u00e3o Paulo \u2013 SP\u00a0<\/b><b style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\"><i>27 de mar\u00e7o de 2013<\/i><\/b><\/p>\n<\/div>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 neuroci\u00eancia, a percep\u00e7\u00e3o da cor pode ser compreendida hoje no contexto amplo do sistema visual humano, envolvendo n\u00e3o apenas a primeira etapa de sensibiliza\u00e7\u00e3o dao retina por sinais luminosos, mas tamb\u00e9m os processos cerebrais de constru\u00e7\u00e3o das imagens e reconhecimento dos objetos<a title=\"\" href=\"https:\/\/snt146.mail.live.com\/mail\/#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Essa perspectiva de an\u00e1lise da percep\u00e7\u00e3o da cor nos permite refletir sobre os efeitos visuais das obras de Taisa Nasser, concebidas em sua proposta art\u00edstica intitulada \u201cLucidez\u201d.<\/p>\n<p>Nosso sistema visual constr\u00f3i a sensa\u00e7\u00e3o da cor por meio de complexos processos neurobiol\u00f3gicos. A cor \u00e9 um fen\u00f4meno inerante ao olhar humano \u2013 informa\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 nossa apreens\u00e3o do mundo vis\u00edvel -, e \u00e9 o resultado de um longo processo evolutivo. Grande parte dos mam\u00edferos n\u00e3o enxergam as cores, ou melhor, n\u00e3o as diferenciam. Eles possuem apenas o sistema visual denominado pela neurobiologia como \u201cwhere system\u201d (<i>sistema o qu\u00ea<\/i>) \u2013 sistema de informa\u00e7\u00e3o visual associado \u00e0 distin\u00e7\u00e3o das cores -, que \u00e9 bem desenvolvido nos primatas e em nossa esp\u00e9cie, formou-se a partir de um processo evolutivo mais recente que se sobrep\u00f4s ao primeiro (<i>sistema onde<\/i>), conferindo-nos tamb\u00e9m a capacidade de distinguir os coprimentos de ondas, reconhecendo cores e objetos (incluindo rostos). Esses dois sistemas visuais paralelos extraem informa\u00e7\u00f5es distintas do ambiente e constroem, em diversas \u00e1reas especializadas do nosso c\u00e9rebro, todas essas dimens\u00f5es do vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Efeitos de vibra\u00e7\u00e3o de cores e sensa\u00e7\u00f5es de ilus\u00e3o de \u00f3tica t\u00eam sido explorados em diversas correntes art\u00edsticas, basta lembrar os fauvistas (Matisse, Derain), a Op Art (Vasarely, Albers), ou mesmo Rothko. Essas sensa\u00e7\u00f5es de cores que se desprendem da tela, vibram e resistem \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o espacial, provocando o engano dos sentidos, ocorre quando o<i>sistema onde<\/i>\u00a0est\u00e1 inoperante, ou seja, quando n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a suficiente de luz e sombra entre as \u00e1reas de cor para ativar a nossa percep\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o, profundidade. \u201cAs estampas em cores saturadas da est\u00e9tica psicod\u00e9lica nos anos 70, sugerindo movimento e efeitos visuais que remetiam aos efeitos alucin\u00f3genos, assim como a luminosidade incomum da pintura impressionista e pontilhista, s\u00e3o exemplos desses encontros de cor, desprovidos de contrates de lumin\u00e2ncia, provocam certa vibra\u00e7\u00e3o.\u201d<a title=\"\" href=\"https:\/\/snt146.mail.live.com\/mail\/#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>Nas obras de Taisa Nasser a apreens\u00e3o da cor n\u00e3o se desconecta da percep\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. Suas \u201cpinceladas\u201d s\u00e3o por\u00e7\u00f5es de mat\u00e9ria que projetam sombras e revelam texturas, permitindo a percep\u00e7\u00e3o de volumes e ativando assim tanto o\u00a0<i>sistema o qu\u00ea<\/i>\u00a0como o\u00a0<i>sistema onde<\/i>. Ou seja, na presen\u00e7a simult\u00e2nea das diferen\u00e7as de cor e profundidade acionamos ao mesmo tempo a percep\u00e7\u00e3o espacial e o recohecmiento das cores, de maneira semlhante \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o de uma paisagem. No contexto visual dos seus quadros, a cor n\u00e3o \u00e9 explorada em seus efeitos ilus\u00f3rios como fizeram os movimentos art\u00edsticos comentados acima. Ao contr\u00e1rio, na obra de Taisa, a cor \u00e9 tratada como subst\u00e2ncia \u2013 ess\u00eancia \u2013 e, percebida como parte integrante e indissoci\u00e1vel da mat\u00e9ria, sens\u00edvel e concreta. Neste sentido podemos falar de uma\u00a0<i>materialidade de cor<\/i>\u00a0em seu trabalho, que encontra resson\u00e2ncia no conceito de \u201cLucidez\u201d proposto pela artista, j\u00e1 que o sistema visual \u00e9 convocado de forma global ao captar cor e especialidade no contexto da tela, promovendo uma compreens\u00e3o visual \u201cpalp\u00e1vel\u201d, despertando a clareza dos sentidos. Podemos apreciar esse efeito nas obras L\u00b4ABSOLUT II e PHARMAKON ATHANASIAS.<\/p>\n<p>David Batchelor nos alerta para a exist\u00eancia, ainda que n\u00e3o declarada, de um desprezo ou medo da cor (cromofobia) persistente na cultura ocidental<a title=\"\" href=\"https:\/\/snt146.mail.live.com\/mail\/#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Somos levados a interpretar a cor como um est\u00edmulo de valor inferior ao da percep\u00e7\u00e3o da forma. A evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia qu\u00edmica das tintas, corantes e pigmentos tornou poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o das cores intensas e saturadas sobre qualquer superf\u00edcie, mascarando a sua apar\u00eancia natural. Neste sentido, surge a ideia de que cor \u00e9 algo abstrato, desvinculado da ess\u00eancia das coisas. Wittgenstein j\u00e1 ressaltava a exist\u00eancia de diferentes \u201cnaturezas das cores\u201d: \u201cparece existir o que se chama \u00b4cores de subst\u00e2ncias\u00b4e \u00b4cores de superf\u00edcie\u00b4. Os nossos conceitos de cor referem-se, por vezes, \u00e0 subst\u00e2ncia (a neve \u00e9 branca), por vezes, \u00e0 superf\u00edcie (esta mesa \u00e9 castanha), por vezes, \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o (a luz avermelhada ao anoitecer), por vezes, aos corpos transparentes\u201d.<a title=\"\" href=\"https:\/\/snt146.mail.live.com\/mail\/#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>Taisa busca esse elo entre cor e ess\u00eancia que anda esquecido na cultura ocidental. Em oposi\u00e7\u00e3o ao nosso condicionamento \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o da realidade virtual nas telas planas dos aparelhos eletr\u00f4nicos, a materialidade da cor atrai e prende o olhar nas suas composi\u00e7\u00f5es. Por um lado, as cores em suas sutis tonalidades qualificam e diferenciam a mat\u00e9ria, e por outro, a mat\u00e9ria, tendo em sua composi\u00e7\u00e3o o pigmento, confere \u00e0 cor seu ar de subst\u00e2ncia.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">LILIAN RIED MILLER BARROS,<\/strong> doutora em design e arquitetura pela Universidade de S\u00e3o Paulo (FAU USP) com enfoque nos usos criativos da cor, autora do livro \u201cA cor no processo criativo\u201d (Ed. Senac, S\u00e3o Paulo: 2006), hoje em sua quarta edi\u00e7\u00e3o, e adotado como bibliografia fundamental em cursos sobre composi\u00e7\u00e3o de cores por diversas institui\u00e7\u00f5es de ensino no Brasil. Professora e palestrante sobre a percep\u00e7\u00e3o e composi\u00e7\u00e3o de cores em institui\u00e7\u00f5es e empresas, dirige o Centro de Estudos e Pesquisas sobre as Cores Universo da Cor (<a style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\" href=\"http:\/\/www.universodacor.com.br\/\" target=\"_blank\">www.universodacor.com.br<\/a>) em S\u00e3o Paulo, que atende profissionais nas \u00e1reas de design, arquitetura e moda. Participou do curso de especializa\u00e7\u00e3o Internacional Colour Design Workshop, pela NCS Colour Academy \/ F\u00c4RGSKOLAN, Su\u00e9cia, 2011. (Curr\u00edculo Lattes)<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"ecxftn2\">\n<p><strong>David HUBEL, Margaret LIVINGSTONE, V. S. RAMACHANDRAN.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ecxftn3\">\n<p><strong>BARROS, Lilian Ried Miller.<\/strong> \u201cA cor inesperada: uma reflex\u00e3o sobre os usos criativos da cor\u201d. Tese de Doutorado \/ \u00c1rea de concentra\u00e7\u00e3o: Design e Arquitetura \u2013 FAU USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S\u00e3o Paulo. Orientador: Silvio Melcer Dworecki. S\u00e3o Paulo, 2012.<\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">BATCHELOR, David. 2000<\/strong>. \u201cChromophobia\u201d, Reaktion Books Ltd, London.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ecxftn4\">\n<p><strong style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">WITTGENSTEIN<\/strong>. Ludwig. 1977. \u201cAnota\u00e7\u00f5es sobre as cores\u201d, edi\u00e7\u00e3o bil\u00edng\u00fce, tradu\u00e7\u00e3o Filipe Nogueira e Maria Jo\u00e3o Freitas, Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70 Ltda. P115, \u00a7254-255<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A arquiteta e artista contempor\u00e2nea com atua\u00e7\u00e3o e pr\u00eamios na Europa inaugura sua exposi\u00e7\u00e3o na Galeria Des Arts na quinta-feira (26\/9) A artista contempor\u00e2nea brasileira\u00a0Taisa Nasser,\u00a0com atua\u00e7\u00e3o no circuito S\u00e3o Paulo, Paris e Berlim, realiza seu vernissage\u00a0\u201cAlchemie\u201d,\u00a0a convite da Galeria des Arts, marcando a inaugura\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. 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