﻿{"id":13509,"date":"2014-02-12T22:47:52","date_gmt":"2014-02-12T22:47:52","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=13509"},"modified":"2014-02-12T22:59:49","modified_gmt":"2014-02-12T22:59:49","slug":"resenha-do-livro-de-paulo-rosenbaum-a-verdade-lancada-ao-solo-por-regina-igel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=13509","title":{"rendered":"RESENHA DO LIVRO DE  PAULO ROSENBAUM &#8220;A VERDADE LAN\u00c7ADA AO SOLO&#8221;- POR  REGINA IGEL*"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-13510 aligncenter\" alt=\"209_fique_1.1\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/209_fique_1.1.jpg\" width=\"315\" height=\"449\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/209_fique_1.1.jpg 394w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/209_fique_1.1-94x135.jpg 94w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/209_fique_1.1-175x250.jpg 175w\" sizes=\"(max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 certos sabores que s\u00f3 podem ser apreciados lentamente, para que a l\u00edngua tenha mais vantagens em degust\u00e1-los e ganhe tempo para informar o c\u00e9rebro sobre eles. Respeitadas as coordenadas referenciais, \u00e9 o caso do livro A verdade lan\u00e7ada ao solo, de Paulo Rosenbaum. \u00c9 obra que exige lenta leitura, com pausas regulares, preenchidas por contempla\u00e7\u00f5es, reflex\u00f5es e medita\u00e7\u00f5es. Para se aprender, pelos caminhos do rabino Zult Talb, o que \u00e9 a alma, se ela transmigra ou n\u00e3o, onde se pode encontrar Deus, como chegar at\u00e9 o Criador (ainda como ser vivo), enfim, para ser saboreado em seus meandros m\u00edsticos, filos\u00f3ficos, cient\u00edficos, pessoais e universais, este livro tem de ser lido lentamente. (Eu levei um m\u00eas mais uma semana para terminar a leitura \u2013 pois parei em v\u00e1rias passagens, para pensar no que acabava de ler\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 livro denso, pode-se dizer, enciclop\u00e9dico pois, ao redor de um verbete \u2013 devekut \u2013giram tr\u00eas hist\u00f3rias, um ep\u00edlogo e uma parte iconogr\u00e1fica. Cada uma das tr\u00eas primeiras especula, analisa, questiona, por personagens ativos e di\u00e1logos din\u00e2micos, o que vem a ser \u2018devekut\u2019. Na primeira narrativa, que transcorre na cidadezinha de Tisla, em meados do s\u00e9culo XIX (mais precisamente em 1856, que corresponde ao ano judaico 5.616), a hist\u00f3ria esclarecedora de \u2018devekut\u2019 tem in\u00edcio numa casa modesta, adaptada para ser tamb\u00e9m casa de ora\u00e7\u00f5es para os judeus naquele remoto e parcamente povoado lugarejo. O rabino Zult, l\u00edder da comunidade, \u00e9 visto com respeito e com desconfian\u00e7a: na sinagoga, ele dirigia judeus que respeitavam a religi\u00e3o e eram pouco afeitos a interpreta\u00e7\u00f5es esot\u00e9ricas, \u00e0s quais ele se dedicava de tempos em tempos. N\u00e3o que ele fosse um rebelde ou motivador de rebeldias religiosas, mas era um homem que n\u00e3o aceitava a palavra escrita como prova irrefut\u00e1vel de uma verdade, nem tampouco a interpreta\u00e7\u00e3o tradicional do Talmud (o texto que re\u00fane c\u00f3digos de comportamento \u00e9tico, composto por uma sequ\u00eancia de rabinos a partir do segundo s\u00e9culo da Era Comum aos judeus e crist\u00e3os). Na p\u00e1gina em que se identifica \u201c \u2026 Zult era um iconoclasta\u201d (p. 24), se encontra o cerne desta narrativa, que \u00e9 a imers\u00e3o na \u2018devekut\u2019. O autor coloca uma nota explicativa ao p\u00e9 do texto (como faz com quase todas as palavras de origem hebraica, em translitera\u00e7\u00e3o ao portugu\u00eas), esclarecendo que \u2018devekut\u2019 significa \u201caproxima\u00e7\u00e3o, ader\u00eancia, apego. Termo m\u00edstico que define proximidade com Deus. Estado modificado de consci\u00eancia, no qual os homens podem experimentar no corpo a pr\u00f3pria energia de Deus.\u201d No mister de provar tal experi\u00eancia, o rabino pode ser observado como se fosse um submarino cortando \u00e1guas profundas, interceptado por diversas correntes (as perguntas, os coment\u00e1rios e observa\u00e7\u00f5es de seus ouvintes), mas com uma trajet\u00f3ria firme, articulada por sua vontade de experimentar um fen\u00f4meno m\u00edstico, arrebatador, que se manifestaria nele num del\u00edrio de integra\u00e7\u00e3o ao Divino e do qual ele lan\u00e7aria luzes a seus seguidores. Entender os caminhos de Zult \u00e9 um desafio \u2013 n\u00e3o s\u00f3 para a sua plateia, mas para os leitores tamb\u00e9m. O iconoclasta \u2013 na verdade, um homem interessado no di\u00e1logo, numa discuss\u00e3o esclarecedora, numa dial\u00e9tica quase plat\u00f4nica (talvez) \u2013 tentava arrancar dos ouvintes a capacidade latente deles em argumentar, discutir, trocar ideias. Seus discursos desafiavam a crosta conservadora da sua comunidade e de conselhos rab\u00ednicos, quando defendiam a ideia de que a Di\u00e1spora ou o Ex\u00edlio era melhor para os judeus do que se aglomerarem em Israel, como queriam os sonhadores do seu tempo \u2013 que se tornou realidade pela for\u00e7a sionista. Como era formado em Filosofia, por uma universidade n\u00e3o-judaica, Zult trazia para suas pr\u00e9dicas a ideia de que as ci\u00eancias eram ben\u00e9ficas para todos e que os judeus religiosos n\u00e3o deveriam se fincar apenas na f\u00e9 ou na espera de milagres, pois a medicina (sua voca\u00e7\u00e3o frustrada), por exemplo, era um pilar de suma import\u00e2ncia na preven\u00e7\u00e3o e na cura de doen\u00e7as. Um de seus muitos filhos, o Nay, era um atento interlocutor e provocador, que muitas vezes substitu\u00eda um p\u00fablico de ouvidos um tanto moucos em suas pr\u00e9dicas, pois o menino de 14 anos lhe fazia perguntas, apresentando desafios e sugest\u00f5es. E tamb\u00e9m houve ocasi\u00f5es em que Zult, o iconoclasta, n\u00e3o tinha p\u00fablico nem filho para contestar suas verdades; mesmo assim, ele falava, ou se calava, preparando-se para receber a \u2018devekut\u2019 \u2013 e a recebia, gerando em si mesmo uma energia de alta frequ\u00eancia, de pulsa\u00e7\u00e3o ins\u00f3lita, que o levava a pensar que se impregnava da energia divina. N\u00e3o que quisesse se igualar a Deus, mas queria usufruir da divindade o que a patologia de ser um ente humano n\u00e3o lhe permitia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a \u2018devekut\u2019 foi definida no in\u00edcio da primeira narrativa e gradualmente explicada ao longo das primeiras cem p\u00e1ginas, o t\u00edtulo da obra s\u00f3 vai receber esclarecimento para al\u00e9m da p\u00e1gina 100, como se fosse necess\u00e1rio preparar os leitores para a ess\u00eancia de uma escrita laica num contexto carregado de religiosidade. \u201cA verdade lan\u00e7ada ao solo\u201d (fragmento que se encontra no Livro de Daniel 8:12) se tornou uma esp\u00e9cie de mantra ou b\u00fassola para o pensamento, utilizada por Zult, na sua busca por uma interpreta\u00e7\u00e3o do vers\u00edculo em todas suas possibilidades sem\u00e2nticas ou racionais e m\u00edsticas ou movidas pelo supernatural. Em resumo, a verdade est\u00e1 dilu\u00edda no p\u00f3 ou \u00e9 o p\u00f3 que se alimenta da verdade? O livro se apropria dessas (entre outras) vers\u00f5es para explicar Deus, o mal, o bem, a doen\u00e7a, a cura, o \u00eaxtase, o milagre, a indiferen\u00e7a, a alma, o esp\u00edrito, indo do geral ao particular, ao mencionar a necessidade de se estudar textos b\u00edblicos em duplas (como o fazem os estudantes dos semin\u00e1rios judaicos), pois uma leitura individual n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel \u2013 faz-se necess\u00e1rio discuss\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o de ideias conflitantes, di\u00e1logo, \u00e9 preciso liberar o ep\u00edlogo, a conclus\u00e3o, de todo o emaranhado que nos desafia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O di\u00e1logo vem a ser o cerne da segunda narrativa, \u201cA balada de Yan e Sibelius\u201d. Os personagens s\u00e3o dois homens perdidos nos Alpes, em meio a uma nevasca. Um deles \u00e9 m\u00e9dico, o outro \u00e9 seu ex-paciente; um deles \u00e9 o Dr. Talb, descendente do Zult Talb, personagem proeminente na narrativa anterior. Numa \u00e1rea escavada numa montanha gelada, que mal abriga os dois, \u00e0 espera de n\u00e3o se sabe o qu\u00ea, ou que o tempo melhore ou que eles se entendam, discorrem sobre a \u00f3tica m\u00e9dica e a \u00f3tica dos pacientes que n\u00e3o s\u00f3 podem diferir uma da outra, mas chocar-se tamb\u00e9m. F\u00e9 e raz\u00e3o passam a ser elementos de fric\u00e7\u00e3o e pondera\u00e7\u00f5es para os dois perdidos na brancura da neve e na negritude da noite. Ambos mant\u00eam o fogo do conhecimento aceso e reciprocamente sopram as chamas, como querendo que um se apagasse para o outro continuar a existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o fez na primeira hist\u00f3ria, o narrador interp\u00f5e ao texto \u2018recados\u2019 ou intercala\u00e7\u00f5es de cunho explanat\u00f3rio sobre a religi\u00e3o, h\u00e1bitos dos judeus ao longo dos s\u00e9culos e outros temas. Imitariam os \u2018coment\u00e1rios\u2019 ou \u2018ridushim\u2019, notas ou observa\u00e7\u00f5es marginais ao texto do Talmud. Nesta narrativa, as interfer\u00eancias explicam certas rea\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas a alguns rem\u00e9dios, os efeitos da sua \u2018produ\u00e7\u00e3o industrial\u2019, a manipula\u00e7\u00e3o do corporativismo, o darwinismo, o congelamento dos \u00f3rg\u00e3os internos, a fome cont\u00ednua, o perigo da morte pela in\u00e9rcia f\u00edsica no panorama congelado \u2013 em enunciados breves, n\u00e3o-invasivos, que complementam o desenrolar dos eventos. Com a precariedade da situa\u00e7\u00e3o, o judeu impulsiona o tema da \u2018devekut\u2019, que passa a ser o jogo dial\u00e9tico entre os dois alpinistas. Ela \u00e9 ent\u00e3o praticada: os sentidos se renovam, os membros congelados se movem, a cabe\u00e7a se esvazia do medo e da incerteza, a \u201cPresen\u00e7a\u201d penetra pelos olhos dos seus praticantes. \u201c\u2026 n\u00e3o tem como comparar com droga nenhuma. Nem alucin\u00f3genos, nem estupefacientes, nem nada da farmacopeia\u201d(p. 479). \u00c9 a f\u00e9 ou \u00e9 a alucina\u00e7\u00e3o dos corpos deteriorados?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira e \u00faltima das narrativas, \u201cSonho n\u00e3o interpretado\u201d, concerne tratamentos de dependentes qu\u00edmicos, na \u00e9poca contempor\u00e2nea. Um jogo de xadrez se coloca entre m\u00e9dico e paciente e mais: doutrinas esp\u00edritas, um papiro que contava vidas dos antepassados do m\u00e9dico (entre eles, o rabino Zult Talb), transes, incurs\u00f5es a cemit\u00e9rios de judeus poloneses depois do Holocausto, perspectivas para o mundo sob o comando dos norte-americanos, terrorismo, Al-Qaeda, a destrui\u00e7\u00e3o das vidas e das torres g\u00eameas em Nova York, exorcismo, os justos em cada gera\u00e7\u00e3o judaica\u2026 um repert\u00f3rio que instala personagens e quest\u00f5es dentro de uma moldura atual, atravessando Israel, Gr\u00e9cia, Egito, o Brasil e a inclus\u00e3o do velho Zult Talb, que reaparece em esp\u00edrito. Atmosfera sufocante, perturbadora e liberadora, instiga perguntas que exigem respostas, como se indicassem que, no mundo ca\u00f3tico em que vivemos, s\u00f3 o questionamento pode nos encaminhar para o conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ep\u00edlogo \u00e9 uma tentativa de amarrar os eventos principais, transcorridos pelas tr\u00eas narrativas mas, na verdade, s\u00e3o os leitores que devem fazer o acerto das circunst\u00e2ncias lidas, visualizadas e imaginadas, com o roteiro fornecido pelo autor. Este tamb\u00e9m insere fotos dos \u2018pergaminhos\u2019 deixados por Zult (em papel brilhante, de um colorido esmaecido como num daguerre\u00f3tipo, em escrita art\u00edstica), para que as futuras gera\u00e7\u00f5es soubessem que a \u2018devekut\u2019 \u00e9 uma atividade que pode e deve ser experimentada para uma aproxima\u00e7\u00e3o real com Deus, ainda que paradoxalmente seja abstrata, como parte do absurdo da exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem eu recomendaria este livro? Para aqueles que n\u00e3o sabem absolutamente nada sobre juda\u00edsmo, para aqueles que, como eu, sabem um pouquinho e para aqueles que sabem bastante. Esta obra, imersa em conhecimento, divulgado por di\u00e1logos e medita\u00e7\u00f5es dos personagens, \u00e9 in\u00e9dita no repert\u00f3rio de obras brasileiras de fic\u00e7\u00e3o, pois mostra inten\u00e7\u00f5es impl\u00edcita e expressas de provocar nossa curiosidade intelectual, espiritual e emocional. Quem a ler, ganhar\u00e1 em conhecimento sobre a religi\u00e3o judaica, seus mitos, rituais, tradi\u00e7\u00f5es, transgress\u00f5es e acertos; sobre alma, Deus, julgamentos humanos e divinos mas, principalmente, ganhar\u00e1 em conhecimento de si mesmo. O estilo da escrita tem volteios e sinuosidades, trazendo \u00e0s narrativas possibilidades de caminhadas mentais, por uma leitura lenta e gradual. D\u00eaem o tempo necess\u00e1rio para seu c\u00e9rebro e suas emo\u00e7\u00f5es procurarem \u2018a verdade lan\u00e7ada ao solo\u2019.<\/p>\n<hr style=\"height: 1px; border-width: 1px; border-style: solid; border-color: #CCCCCC; color: #ffffff;\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">*Regina Igel \u00e9 professora titular de Literaturas e Culturas em L\u00edngua Portuguesa no Departamento de Espanhol e Portugu\u00eas da Universidade de Maryland. \u00c9 autora de in\u00fameros artigos, publicados em diversas revistas especializadas nos Estados Unidos, Europa e Brasil. A Profa. Dra. Regina Igel \u00e9 tamb\u00e9m encarregada da se\u00e7\u00e3o Brazilian Novels do Handbook of Latin American Studies, uma publica\u00e7\u00e3o da Biblioteca do Congresso, em Washington, D.C., e colabora para esta publica\u00e7\u00e3o com cerca de 70 resenhas de romances publicados num per\u00edodo de dois anos no Brasil. Foi colaboradora do Jornal \u201cO Estado de S\u00e3o Paulo\u201d (Suplemento Liter\u00e1rio e Cultura). \u00c9 autora dos livros: \u201cOsman Lins, uma bibliografia liter\u00e1ria\u201d (1978) e \u201cImigrantes Judeus, Escritores Brasileiros \u2013 O Componente Judaico na Literatura Brasileira (1997).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>*Um trecho desta resenha ser\u00e1 publicada no Handbook of Latin American Studies, uma publica\u00e7\u00e3o da Biblioteca do Congresso, Washington, D. C. que est\u00e1 programado para sair em 2015 (Vol. 60)<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blogs.estadao.com.br\/conto-de-noticia\/resenha-do-livro-a-verdade-lancada-ao-solo-por-regina-igel\/\" target=\"_blank\">\u00a0http:\/\/blogs.estadao.com.br\/conto-de-noticia\/resenha-do-livro-a-verdade-lancada-ao-solo-por-regina-igel\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong style=\"text-align: justify;\">Paulo Rosenbaum<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"mailto:rosenb@netpoint.com.br\" target=\"_blank\">rosenb@netpoint.com.br<\/a><br \/>\n<a href=\"mailto:rosenbau@usp.br\">rosenbau@usp.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 certos sabores que s\u00f3 podem ser apreciados lentamente, para que a l\u00edngua tenha mais vantagens em degust\u00e1-los e ganhe tempo para informar o c\u00e9rebro sobre eles. 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