﻿{"id":15841,"date":"2014-06-08T00:22:26","date_gmt":"2014-06-08T00:22:26","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=15841"},"modified":"2014-06-08T00:22:26","modified_gmt":"2014-06-08T00:22:26","slug":"menos-face-mais-look-ildo-meyer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=15841","title":{"rendered":"&#8220;MENOS FACE, MAIS LOOK&#8221; &#8211; ILDO MEYER"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-6467\" alt=\"Ildo\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Ildo.jpg\" width=\"342\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Ildo.jpg 427w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Ildo-130x135.jpg 130w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Ildo-242x250.jpg 242w\" sizes=\"(max-width: 342px) 100vw, 342px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos sendo dominados e virando prisioneiros da tecnologia que n\u00f3s mesmos criamos. S\u00f3 que a pris\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma cela pequena e escura onde ficamos isolados. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 uma tela que nos oferece um universo sem fronteiras, repleto de distra\u00e7\u00f5es e amigos virtuais.<\/p>\n<hr style=\"height: 1px; border-width: 1px; border-style: solid; border-color: #CCCCCC; color: #ffffff;\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Mensagem recebida pelo Facebook: \u201cFiquei feliz em te ver no restaurante. Est\u00e1s muito bem!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta ao amigo: \u201cQuerido Carlos, por que n\u00e3o vieste conversar comigo? Somos amigos e eu tamb\u00e9m ficaria muito feliz em te rever, trocar um abra\u00e7o e algumas palavras. D\u00e1 pr\u00f3xima vez, deixa de lado o computador, a rede social e senta comigo. Vai ser mais divertido.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos sendo dominados e virando prisioneiros da tecnologia que n\u00f3s mesmos criamos. S\u00f3 que a pris\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma cela pequena e escura onde ficamos isolados. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 uma tela que nos oferece um universo sem fronteiras, repleto de distra\u00e7\u00f5es e amigos virtuais. Podemos com um pequeno computador realizar mil atividades diferentes e concomitantes. Mandar e receber e-mails, mensagens, torpedos, assistir televis\u00e3o, ver filmes, realizar buscas, namorar, fazer sexo, conectar com pessoas do mundo inteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, apesar da suposta liberdade, a pena \u00e9 a mesma: Isolamento em uma vida pequena, trancada na solid\u00e3o de uma telinha e amarrada a uma rede social virtual que prefere mostrar fotos e n\u00e3o emo\u00e7\u00f5es, conversa horas sem contato visual, curte sem ao menos ler o que est\u00e1 escrito, cruza por voc\u00ea na rua e nem lhe cumprimenta. Criamos telefones inteligentes e nos tornamos burros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao abrir o computador, fechamos as portas de nossas vidas e passamos a apreciar a dos outros, que editam e exageram seus momentos em uma rede de auto promo\u00e7\u00e3o e felicidade continua. Por que tudo isto? Quando come\u00e7ou esta tend\u00eancia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez no momento em que a felicidade passou a ser uma obriga\u00e7\u00e3o pessoal. Ningu\u00e9m mais tem o direito de se sentir infeliz, isso \u00e9 considerado uma incompet\u00eancia social. Ningu\u00e9m quer se sentir ou ser visto como melanc\u00f3lico. A necessidade de estar e se mostrar sempre feliz em comemora\u00e7\u00f5es, baladas, viagens, restaurantes, est\u00e1 produzindo depressivos e ao mesmo tempo excluindo-os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para escapar deste mal, procura-se freneticamente tapar os prov\u00e1veis buracos de uma vida vazia e sem sentido espiando a vida dos outros ou se auto promovendo. \u00c9 um ciclo sem sa\u00edda, quanto mais desperdi\u00e7amos o tempo nas redes, menos nos sobra para viver e mais dependentes ficamos de postagens nas redes sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perceberam como dizer \u201cte amo\u201d pela internet \u00e9 f\u00e1cil? Ficou banalizado dizer que se ama. Basta digitar, apertar um bot\u00e3o e enviar. \u00c9 preciso amar as pessoas como se n\u00e3o houvesse internet, ferramenta que aparentemente aproxima, mas na verdade \u00e9 um abismo emocional. Conecta, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Junta, mas nem tanto. Ama, mas n\u00e3o sente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era uma vez um casal que n\u00e3o tinha internet. Ele vendeu seu computador e comprou um par de alian\u00e7as. Ao inv\u00e9s de curtir postagens, amavam-se. N\u00e3o precisavam dizer para centenas de pessoas o que fizeram, compartilhavam entre si. Tinham um velho computador, mas o utilizavam como livro, e n\u00e3o como um amigo. Sobrava tempo para abra\u00e7os, sorrisos, calor dos corpos, brilho no olhar, toque de pele, pulsar dos cora\u00e7\u00f5es. Estavam \u201con line\u201d para amar. N\u00e3o sei se viveram felizes para sempre, mas se curtiram um monte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 que estamos buscando alguma coisa nos outros por estarmos carentes de nossas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es? A vida \u00e9 feita de desafios, um deles \u00e9 se desligar do computador e se ligar nas pessoas, na vida e em n\u00f3s mesmos. Quer ser meu amigo? O m\u00ednimo que espero \u00e9 um abra\u00e7o apertado.<\/p>\n<hr style=\"height: 1px; border-width: 1px; border-style: solid; border-color: #CCCCCC; color: #ffffff;\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ILDO MEYER &#8211; M\u00e9dico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. <a title=\"ILDO MEYER\" href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=5090\">Saiba mais.<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos sendo dominados e virando prisioneiros da tecnologia que n\u00f3s mesmos criamos. 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