﻿{"id":16015,"date":"2014-06-08T00:22:28","date_gmt":"2014-06-08T00:22:28","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=16015"},"modified":"2014-06-08T00:34:22","modified_gmt":"2014-06-08T00:34:22","slug":"celso-lafer-doutor-honoris-causa-pela-universidade-de-haifa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=16015","title":{"rendered":"CELSO LAFER &#8211; DOUTOR HONORIS CAUSA PELA UNIVERSIDADE DE HAIFA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O jurista Celso Lafer, ex-ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do governo Fernando Henrique Cardoso, foi homenageado pela Universidade de Haifa com o t\u00edtulo honor\u00e1rio Doutor Honoris Causa, em cerim\u00f4nia realizada no dia 27 de maio no audit\u00f3rio da institui\u00e7\u00e3o. O evento fez parte da 42\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Meeting of The Board of Governors, organizado anualmente pela universidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUm reconhecimento acad\u00eamico tem sempre um grande significado e o fato de ser concedido pela Universidade de Haifa o torna, para mim, ainda mais relevante. Esta \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o que se caracteriza pelo empenho no pluralismo e na diversidade de seu p\u00fablico: entre seus valores est\u00e1 o reconhecimento da import\u00e2ncia de absorver n\u00e3o apenas a popula\u00e7\u00e3o judaica, como tamb\u00e9m a crist\u00e3 e a mu\u00e7ulmana. Ela tem o objetivo de ser um \u2018blue print\u2019 do que seriam os ideais de uma sociedade democr\u00e1tica\u201d, afirmou Lafer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), presidida por ele, mant\u00e9m acordo de coopera\u00e7\u00e3o com a institui\u00e7\u00e3o. Lafer tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia da Universidade de Haifa no \u00e2mbito das pesquisas oceanogr\u00e1ficas e da aplica\u00e7\u00e3o da tecnologia \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No momento da entrega do diploma, a Universidade de Haifa frisou a import\u00e2ncia de Lafer como l\u00edder pol\u00edtico e diplomata, e ressaltou sua excel\u00eancia acad\u00eamica na \u00e1rea da Filosofia e do Direito. O presidente sul-africano Frederik de Klerk, outro dos oito homenageados da noite, proferiu o discurso com o qual o evento foi encerrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia abaixo a entrevista concedida por Lafer \u00e0 jornalista Miriam Sanger, em Israel, na qual ele avalia as rela\u00e7\u00f5es Brasil-Israel e a situa\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica na Europa e no Oriente M\u00e9dio. Para ele, palestinos e israelenses t\u00eam que aprender a lidar com um grau de insatisfa\u00e7\u00e3o suport\u00e1vel, uma vez que a forma\u00e7\u00e3o de dois Estados \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda para a paz na regi\u00e3o. Ele acrescenta que san\u00e7\u00f5es internacionais a Israel n\u00e3o contribuem para a sustentabilidade pol\u00edtica interna necess\u00e1ria para a consolida\u00e7\u00e3o de um processo de paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conib &#8211; O que significa para voc\u00ea receber o t\u00edtulo de Doutor Honoris Causa da Universidade de Haifa?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celso Lafer &#8211; Um reconhecimento acad\u00eamico tem sempre grande significado. Este Doutorado Honoris Causa me foi concedido, segundo os termos em que a homenagem foi institu\u00edda, por conta de minha atividade acad\u00eamica, de minha atividade p\u00fablica e de minha atua\u00e7\u00e3o no campo das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais. Tamb\u00e9m foi considerada a minha atividade na Fapesp, que est\u00e1 voltada \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o internacional em mat\u00e9ria de pesquisa, al\u00e9m do que tenho feito no tocante \u00e0s rela\u00e7\u00f5es Brasil-Israel, em especial com a Universidade de Haifa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o interessante, de grande qualidade, e voltada \u00e0 pesquisa, o que \u00e9 um dado muito importante para mim. Ela tamb\u00e9m \u00e9 uma universidade que se caracteriza por seu empenho pelo pluralismo. Entre seus valores, est\u00e1 o reconhecimento da diversidade e da import\u00e2ncia de absorver n\u00e3o s\u00f3 a popula\u00e7\u00e3o judaica, como tamb\u00e9m a isl\u00e2mica e a crist\u00e3. Ela tem o objetivo de ser uma \u2018blue print\u2019 do que seriam os ideais de uma sociedade democr\u00e1tica que, sem desconsiderar o forte componente judaico, confere import\u00e2ncia ao reconhecimento do outro no processo de constru\u00e7\u00e3o da universidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Israel tem v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e centros de pesquisa, todos muito interessantes, mas este componente pr\u00f3prio da Universidade de Haifa, em sua miss\u00e3o voltada \u00e0 diversidade e ao pluralismo, \u00e9 para mim um dado muito importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que Brasil tem a ganhar no relacionamento com Israel?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No plano da pol\u00edtica internacional, falamos sobre o \u201csoft power\u201d, o poder brando, de atra\u00e7\u00e3o. A \u00e1rea onde o poder de atra\u00e7\u00e3o \u00e9 mais significativo em Israel \u00e9 a do conhecimento \u2013 inova\u00e7\u00e3o, compet\u00eancia, pesquisa. \u00c9 disso que Israel reconhecidamente disp\u00f5e no plano global. Acho que, nesse aspecto, o pa\u00eds tem com o Brasil um grande ponto de converg\u00eancia, e \u00e9 nisso que institui\u00e7\u00f5es como a Fapesp t\u00eam investido, com a cria\u00e7\u00e3o de parcerias e acordos de coopera\u00e7\u00e3o. Criou-se uma situa\u00e7\u00e3o \u201cwin-win\u201d, em que todos s\u00e3o beneficiados e n\u00e3o h\u00e1 maiores margens de atrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os principais desafios de Israel e da Europa?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 v\u00e1rios. O Oriente M\u00e9dio \u00e9 uma regi\u00e3o de grande conflitualidade. A primavera \u00e1rabe n\u00e3o se desdobrou como se imaginava. O problema da S\u00edria se arrasta sem perspectiva de solu\u00e7\u00e3o. Por outro lado, os norte-americanos atribuem hoje \u00e0 regi\u00e3o uma import\u00e2ncia menor do que atribu\u00edram no passado, porque passaram a contar com a independ\u00eancia energ\u00e9tica em fun\u00e7\u00e3o do xisto de que anteriormente n\u00e3o dispunham. Isso os liberou um pouco da \u201chipoteca\u201d do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a Europa est\u00e1 envolvida em uma situa\u00e7\u00e3o muito delicada, que passa pelo desafio que representa a posi\u00e7\u00e3o da R\u00fassia, da Ucr\u00e2nia e a desestabiliza\u00e7\u00e3o das regras tradicionais do sistema internacional trazido por essa configura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naturalmente, Israel enfrentar\u00e1, no prazo mais longo, uma situa\u00e7\u00e3o adversa. Eu ouvi uma vez uma distin\u00e7\u00e3o que me parece muito importante: qual a diferen\u00e7a entre as posi\u00e7\u00f5es pol\u00edtica de esquerda e de direita em Israel? A esquerda acha que o tempo hist\u00f3rico n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel a Israel; a direita pensa o contr\u00e1rio. A minha leitura \u00e9 de que o tempo n\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel a Israel em um contexto mais amplo e, por isso, o processo de paz \u00e9 muito desej\u00e1vel e significativo. Al\u00e9m disso, toda a problem\u00e1tica dos territ\u00f3rios e dos assentamentos amea\u00e7a a democracia do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o desconhe\u00e7o nenhuma das muitas dificuldades existentes no processo de paz, mas ela deve ser um objetivo a ser perseguido. A manuten\u00e7\u00e3o do status quo \u00e9 aparentemente confort\u00e1vel, mas muito perigosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acredita que um boicote internacional for\u00e7aria o governo israelense a se posicionar de forma diferente em rela\u00e7\u00e3o ao processo de paz?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boicotes s\u00e3o sempre muito complicados. Naturalmente, \u00e9 um processo penoso e dif\u00edcil. Imaginar um boicote em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s universidades e institutos de pesquisa me incomoda muito, pois s\u00e3o eles os \u201cstakeholders\u201d do processo da paz \u2013 e, com um boicote, eles seriam atingidos. Essas san\u00e7\u00f5es s\u00e3o direcionadas \u00e0s pessoas e \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, s\u00e3o eles quem mais se ressentem. E isso n\u00e3o contribuiria de nenhuma forma para a sustentabilidade pol\u00edtica interna, fator necess\u00e1rio ao processo de paz em Israel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea analisaria a pol\u00edtica brasileira com rela\u00e7\u00e3o a Israel, tanto nos governos do PT como no governo de FHC?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O per\u00edodo em que fui ministro de Fernando Henrique foi muito construtivo em mat\u00e9ria de pol\u00edtica externa e da vis\u00e3o do papel de Israel. Integrei a primeira delega\u00e7\u00e3o brasileira chefiada por um ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores depois de muitos anos \u2013 eu era, ent\u00e3o, embaixador do Brasil em Genebra. Foi um per\u00edodo de f\u00e1cil converg\u00eancia, porque, aqui, YItzhak Rabin era o primeiro-ministro e Shimon Peres, o ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. As afinidades entre os dois pa\u00edses eram boas e significativas. Claro que a posi\u00e7\u00e3o brasileira, e a minha pr\u00f3pria, foi sempre pela import\u00e2ncia do processo da paz, a implementa\u00e7\u00e3o dos acordos de Oslo e a solu\u00e7\u00e3o de dois Estados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acho que o governo Lula, por conta do papel que o Partido dos Trabalhadores desempenhou em seu governo e continua desempenhando no governo Dilma, foi mais sens\u00edvel a vis\u00f5es mais cr\u00edticas de Israel. Mas essa \u00e9 uma avalia\u00e7\u00e3o que passa pelo fato de que fui ministro de FHC, e estive na oposi\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica externa do PT. Esse \u00e9 um aspecto da minha cr\u00edtica, mas tenho outras, como por exemplo sobre a condu\u00e7\u00e3o atual dos assuntos relacionados \u00e0 Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que a esquerda se identifica com a causa palestina?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que, para a \u201cesquerda de catecismo\u201d, os Estados Unidos \u2013 aliados de Israel \u2013 encarnam o capitalismo, e por que os palestinos s\u00e3o vistos como o povo ofendido e humilhado. Mas h\u00e1 outro aspecto importante: em pol\u00edtica externa, assim como interna, a percep\u00e7\u00e3o da realidade \u00e9 parte dela. Ou seja, as expectativas integram a realidade. E a percep\u00e7\u00e3o externa de Israel \u00e9 a de um pa\u00eds forte e vigoroso, n\u00e3o apenas no sentido militar e estrat\u00e9gico, mas tamb\u00e9m no econ\u00f4mico e em termos de autonomia. A ideia de que Israel se sinta fragilizado diante de seu contexto diplom\u00e1tico \u00e9 menos percept\u00edvel para quem est\u00e1 fora da vida israelense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea acredita que a cria\u00e7\u00e3o de dois Estados solucionaria definitivamente o conflito entre israelenses e palestinos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o milagrosa, mas \u00e9 a melhor solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. O escritor Amos Oz deu, recentemente, uma confer\u00eancia interessante em S\u00e3o Paulo \u2013 e, claro, falou sobre o processo de paz. Ele disse: \u2018Existem as trag\u00e9dias gregas e as de Shakespeare, que s\u00e3o monumentais e acabam mal, com pessoas sendo destitu\u00eddas ou sofrendo finais tr\u00e1gicos. E existem as de Tchecov, nas quais as pessoas saem infelizes, mas n\u00e3o destru\u00eddas\u2019. \u00c9 \u00e0 maneira de Tchecov que ele gostaria de ver a finaliza\u00e7\u00e3o do processo de paz. Eu concordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos livros de Henry Kissinger, grande figura da diplomacia, aborda o Concerto Europeu. Napole\u00e3o representava o novo princ\u00edpio de legitimidade e, para ter seguran\u00e7a, ele precisava da seguran\u00e7a absoluta. E a seguran\u00e7a absoluta de Napole\u00e3o gerou a inseguran\u00e7a absoluta de todos os demais pa\u00edses, levando \u00e0s guerras napole\u00f4nicas. O Concerto Europeu, escreveu Kissinger, foi uma solu\u00e7\u00e3o em que o equil\u00edbrio resultou na percep\u00e7\u00e3o de que todos tinham bastante seguran\u00e7a, mas n\u00e3o seguran\u00e7a absoluta. Havia sempre certo grau de insatisfa\u00e7\u00e3o de todas as partes, e era ela que sustentava o equil\u00edbrio das coisas. Aplicando a reflex\u00e3o dele para a situa\u00e7\u00e3o do Oriente M\u00e9dio e para o conflito israelo-palestino, creio que nem um lado nem outro ter\u00e3o satisfa\u00e7\u00e3o ou seguran\u00e7a absoluta. Cada um ter\u00e1 que lidar um grau de insatisfa\u00e7\u00e3o que, desde que n\u00e3o seja insuport\u00e1vel, levar\u00e1 a um acordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual seria o conselho que, caso pudesse, voc\u00ea daria a Binyamin Netanyahu?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o daria. Ele n\u00e3o \u00e9 o tipo de pessoa que ouve o conselho de ningu\u00e9m. A \u00fanica aten\u00e7\u00e3o que d\u00e1 em mat\u00e9ria de pol\u00edtica externa \u00e9 para a a\u00e7\u00e3o de Israel nos Estados Unidos e no Congresso norte-americano. Acho que a aten\u00e7\u00e3o que o governo dele d\u00e1 ao que outros pa\u00edses t\u00eam a dizer n\u00e3o \u00e9, digamos, muito grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fotos: Miriam Sanger<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-15911 aligncenter\" alt=\"217_especial_1\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_1.jpg\" width=\"480\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_1.jpg 600w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_1-101x135.jpg 101w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_1-187x250.jpg 187w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-15912 aligncenter\" alt=\"217_especial_2\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_2.jpg\" width=\"480\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_2.jpg 600w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_2-180x135.jpg 180w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_2-333x250.jpg 333w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-15913 aligncenter\" alt=\"217_especial_3\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_3.jpg\" width=\"480\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_3.jpg 600w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_3-180x135.jpg 180w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/217_especial_3-333x250.jpg 333w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/p>\n<p>FONTE:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.conib.org.br\/\" target=\"_blank\">www.conib.org.br<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jurista Celso Lafer, ex-ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do governo Fernando Henrique Cardoso, foi homenageado pela Universidade de Haifa com o t\u00edtulo honor\u00e1rio Doutor Honoris Causa, em cerim\u00f4nia realizada no dia 27 de maio no audit\u00f3rio da institui\u00e7\u00e3o. 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