﻿{"id":25059,"date":"2015-08-08T19:45:30","date_gmt":"2015-08-08T19:45:30","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=25059"},"modified":"2015-08-08T20:18:19","modified_gmt":"2015-08-08T20:18:19","slug":"gentissima-alexandra-baldeh-loras-consulesa-da-franca-por-glorinha-cohen%e2%80%8f","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=25059","title":{"rendered":"GENT\u00cdSSIMA \u2013 ALEXANDRA BALDEH LORAS, CONSULESA DA FRAN\u00c7A &#8211; POR GLORINHA COHEN\u200f"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPreconceito \u00e9 um ato cruel, velado e escondido. D\u00e1 at\u00e9 vergonha de contar sobre os atos t\u00e3o violentos que a sociedade nos manda de maneira subliminal e sutil. Eu gosto de despertar as consci\u00eancias a respeito disto, porque as pr\u00f3prias pessoas que fazem atos racistas, nem se d\u00e3o conta e n\u00e3o se consideram racistas\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_01.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-25060\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_01-141x250.jpg\" alt=\"246_fristclass_04_01\" width=\"215\" height=\"382\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_01-141x250.jpg 141w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_01-76x135.jpg 76w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_01.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 215px) 100vw, 215px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imposs\u00edvel n\u00e3o se quedar perante o charme mesclado com a simplicidade e simpatia da consulesa Alexandra Loras, esposa do c\u00f4nsul geral da Fran\u00e7a em S\u00e3o Paulo, Damien Loras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alta, magra, de longos cabelos crespos e de uma eleg\u00e2ncia a toda prova, a francesa de origem judaica e mu\u00e7ulmana est\u00e1 desde 2013 no Brasil e tem muito do que se orgulhar aos 37 anos. Dentre outros predicados, \u00e9 formada em Ci\u00eancias Pol\u00edticas com Mestrado na Sciences Po, de Paris, foi apresentadora de TV e \u00e9 escritora \u2013 publicou o livro \u201cOne Day in Paris\u201d e o segundo ser\u00e1 lan\u00e7ado em setembro. Atualmente profere palestras sobre inclus\u00e3o social, valoriza\u00e7\u00e3o e fortalecimento da comunidade negra e empreendorismo social, sendo tamb\u00e9m a respons\u00e1vel pelo blog www.alexandradoras.com , no qual destaca grandes l\u00edderes negros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Preconceito racial? Inevit\u00e1vel que ela o conhecesse. \u00danica negra entre cinco irm\u00e3os, oriundos dos quatro casamentos de sua m\u00e3e, com quem viveu somente entre brancos, foi alvo de preconceito quando estudava num col\u00e9gio parisiense de freiras e j\u00e1 o experimentou no Brasil ao adentrar em um clube com seu filho Raphael, um loirinho de tr\u00eas anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, \u201ccrescer na adversidade a ajudou tamb\u00e9m a crescer como ser humano e a definir seu car\u00e1ter e sua forma de enxergar o mundo\u201d, como ela afirma nesta entrevista que nos concedeu especialmente e onde desnuda sua alma para mostrar a mulher incr\u00edvel que \u00e9.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Nasceu quando e onde?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: 16 de janeiro de 1977 em Paris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; Comida preferida?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Couscous marroquino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; Perfume preferido?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Elixir de clinique.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Hobby?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta, cultura da paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; Pratica algum esporte?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Equita\u00e7\u00e3o, golfe e esquiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; Defina felicidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Ter empatia, compaix\u00e3o e respeito para cada ser de nosso mundo. Felicidade \u00e9 compartilhar um mundo melhor com todos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_02.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"  alignnone wp-image-25061 size-large\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_02-660x94.jpg\" alt=\"246_fristclass_04_02\" width=\"660\" height=\"94\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_02-660x94.jpg 660w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_02-228x33.jpg 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_02.jpg 908w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Sociedade:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Um espa\u00e7o codificado com protocolo subliminar, onde as pessoas tentam jogar sem conhecer o fim o as regras do jogo. Atualmente a sociedade \u00e9 um espa\u00e7o de reprodu\u00e7\u00e3o de desigualdades e exclus\u00e3o, precisamos, juntos, reverter esse quadro e n\u00e3o colocar o individual\/familiar acima do coletivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Justi\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Em primeiro lugar, igualdade de oportunidades. Al\u00e9m disso, significa equipara\u00e7\u00e3o de direitos e sobretudo acesso universal \u00e0 cidadania, em todas as suas inst\u00e2ncias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; Pessoa ideal:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela, desafiadores da paz, sem viol\u00eancia para consegui-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; O que a faz perder a paci\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: As pessoas verbalmente agressivas com preconceitos e falta de inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; Experi\u00eancia inesquec\u00edvel.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Meu encontro com Barack Obama na Normandia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; Como foi sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Uma sucess\u00e3o de desafios dif\u00edceis que parecia ser minha normalidade e \u00fanica refer\u00eancia, mas que me ajudou muito a gerar uma sobreviv\u00eancia otimista natural por tudo. Crescer na adversidade me ajudou a crescer enquanto ser humano e definiu meu car\u00e1ter e minha forma de enxergar o mundo, assim, como teve peso fundamental no que eu iria me dedicar a trabalhar na minha vida.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_03.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-25062 size-large\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_03-660x107.jpg\" alt=\"246_fristclass_04_03\" width=\"660\" height=\"107\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_03-660x107.jpg 660w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_03-228x37.jpg 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_03.jpg 907w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Fale-me sobre a \u00e9poca em que era apresentadora de televis\u00e3o em Paris.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Em vez de reclamar que n\u00e3o tinha negros na televis\u00e3o francesa, eu decidi ir l\u00e1 para ser parte da mudan\u00e7a e funcionou. Eu consegui apresentar v\u00e1rios programas em 7 anos: fui apresentadora de um show de pol\u00edtica e de outro de entretenimento, parecido com o programa da Regina Cas\u00e9 na Globo. E de jockey tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>GC \u2013 O que esta experi\u00eancia lhe trouxe?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Muito carinho das pessoas. A televis\u00e3o tem o poder de mudar a percep\u00e7\u00e3o delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; Como \u00e9 a vida de esposa de diplomata?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Muito estimulante intelectualmente e, em muitos momentos, desafiadora no sentido de acreditar sempre num mundo mais justo e com igualdade social.<\/p>\n<p><strong>GC &#8211; Voc\u00ea est\u00e1 no Brasil desde quando? Que balan\u00e7o faz deste tempo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: H\u00e1 dois anos estou no Brasil. \u00c9 um pa\u00eds bastante acolhedor e o mais fascinante \u00e9 a diversidade de povos, ra\u00e7as e credos. A diversidade cultural \u00e9 impressionante e, em minha opini\u00e3o, \u00e9 o que faz os brasileiros t\u00e3o \u00fanicos em rela\u00e7\u00e3o ao resto do mundo. No entanto, o pa\u00eds ainda tem muito a avan\u00e7ar em rela\u00e7\u00e3o a inclus\u00e3o das minorias, principalmente em rela\u00e7\u00e3o aos negros, que em contradi\u00e7\u00e3o s\u00e3o a maior parcela da popula\u00e7\u00e3o. O Brasil perde muito &#8211; principalmente o setor privado &#8211; ao ignorar talentos e potenciais das comunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Voc\u00ea tem um site muito interessante que \u00e9 o www.alexandraloras.com . Fale-me sobre ele e o que a inspirou a cri\u00e1-lo<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Eu resgatei minha autoestima quando comecei a fazer meu mestrado sobre a inviabilidade do negro na televis\u00e3o francesa &#8211; a Fran\u00e7a teve 400 anos de escalvado e 300 anos de coloniza\u00e7\u00e3o, o que quer dizer que ela tamb\u00e9m tem um ar multicultural e multirracial, mesmo que n\u00e3o queira assumir. A Fran\u00e7a \u00e9 muito parada na \u00e9poca das luzes e n\u00e3o quer se modernizar e enxergar os frutos das sementes plantadas. Eu amo meu pa\u00eds, mas foi muito dif\u00edcil crescer l\u00e1 sendo negra. Decidi criar um blog quando descobri que tinha muito arquivos sobre grandes l\u00edderes negros, intelectuais como Esope, Aim\u00e9 Cesaire, Alexandre Dumas, Alexandra Pushkin, etc. Achei que tinha que compartilhar esse conhecimento que me ajudou muito a me reconhecer capaz de ir em qualquer caminho, ambiente e cargo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_04.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-25063 size-large\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_04-660x86.jpg\" alt=\"246_fristclass_04_04\" width=\"660\" height=\"86\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_04-660x86.jpg 660w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_04-228x30.jpg 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/246_fristclass_04_04.jpg 906w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Voc\u00ea faz palestras em quais lugares e sobre quais assuntos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Escolas p\u00fablicas, institui\u00e7\u00f5es e empresas. As palestras geralmente abordam inclus\u00e3o social, valoriza\u00e7\u00e3o e fortalecimento da comunidade negra e empreendedorismo social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Voc\u00ea \u00e9 de origem mu\u00e7ulmana e judaica. Como lidou com isto e por qual religi\u00e3o optou?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: \u00c9 pol\u00eamico dizer que 90 % das tr\u00eas religi\u00f5es monote\u00edstas t\u00eam o mesmo conte\u00fado. Sou muito religiosa, mas minha rela\u00e7\u00e3o com Deus n\u00e3o precisa se encaixar numa religi\u00e3o. Eu tento praticar o amor, a compaix\u00e3o e o respeito para com os outros de maneira incondicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; Como v\u00ea o crescente antissemitismo no mundo e como reagir diante dele?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Vejo que o medo do outro est\u00e1 crescendo. Precisamos incluir mais e dar muito amor para essas almas que s\u00e3o geradoras de atos violentos, antissemitas, xen\u00f3fobos, racistas e terroristas. Elas precisam receber amor para despertar&#8230; Se seguimos a pensar que somos n\u00f3s contra os outros, nunca vai acabar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Voc\u00ea tem a pele negra e um filho loiro. Assim, j\u00e1 deve ter sofrido algum tipo de preconceito. Desde quando e como reage a isto?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Preconceito \u00e9 um ato cruel, velado e escondido. D\u00e1 at\u00e9 vergonha de contar sobre os atos t\u00e3o violentos que a sociedade nos manda de maneira subliminal e sutil. Eu gosto de despertar as consci\u00eancias a respeito disto, porque as pr\u00f3prias pessoas que fazem atos racistas, nem se d\u00e3o conta e n\u00e3o se consideram racistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 E aqui no Brasil, como v\u00ea o racismo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: \u00c9 o mesmo racismo gerado no mundo inteiro. Tem um apartheid social e territorial, que n\u00e3o deixa a minoria negra, que \u00e9 na verdade uma maioria &#8211; 57% da popula\u00e7\u00e3o -, acessar todos os direitos sociais. S\u00e3o 120 milh\u00f5es de negros!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC &#8211; Voc\u00ea j\u00e1 morou em quais pa\u00edses e para qual deles gostaria de voltar? Por que?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: J\u00e1 morei na Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Espanha, M\u00e9xico, Su\u00e9cia e Fran\u00e7a e voltaria para todos, porque acho que \u00e9 a qualidade das pessoas que voc\u00ea encontra que faz voc\u00ea gostar ou n\u00e3o de um pa\u00eds. Eu sempre encontrei pessoas maravilhosas e inspiradoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Onde achou que o racismo era mais evidente?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Em cada pa\u00eds, infelizmente. Mas, \u00e9 dif\u00edcil enxergar quando voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 negro, como para um homem saber o que \u00e9 sofrer de discrimina\u00e7\u00e3o por ser mulher. No Brasil, o racismo \u00e9 evidente na televis\u00e3o tanto pela falta de representatividade negra tanto pelo fato de que, quando representada, \u00e9 sempre carregada de estigmas negativos. As universidades tamb\u00e9m s\u00e3o racistas, locais de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento acess\u00edvel apenas para jovens ricos e brancos. Por isso, a necessidade de implantar o sistema de cotas raciais tanto como uma forma de repara\u00e7\u00e3o ao povo negro, de transformar a universidade do povo e para o povo e valorizar a juventude negra. Pena que a USP, maior universidade do Brasil, n\u00e3o avan\u00e7ou sobre a quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GC \u2013 Qual mensagem daria \u00e0queles que sofrem algum tipo de preconceito?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alexandra Baldeh Loras: Pesquisa para se formar. Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a melhor arma contra racismo. Estudar, saber o que responder ao agressor, mas sempre com compaix\u00e3o, empatia e amor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPreconceito \u00e9 um ato cruel, velado e escondido. 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