﻿{"id":25490,"date":"2015-09-05T22:15:32","date_gmt":"2015-09-05T22:15:32","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=25490"},"modified":"2015-09-05T22:15:32","modified_gmt":"2015-09-05T22:15:32","slug":"rosh-hashana-5776-o-calendario-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=25490","title":{"rendered":"ROSH HASHAN\u00c1 5776 &#8211; O CALEND\u00c1RIO DA VIDA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O mais not\u00e1vel Rabi da Idade M\u00e9dia, Moshe Maim\u00f4nides, explicava por que tocamos o shofar em Rosh Hashan\u00e1, o Ano Novo Judaico, que celebramos por um per\u00edodo de seis dias. Segundo ele, \u00e9 o toque de despertar soado por D&#8217;us, Sua maneira de nos perguntar: &#8220;Voc\u00ea sabe que horas s\u00e3o? A vida que Eu lhe dei, como voc\u00ea a tem usado? Para si mesmo, ou para o pr\u00f3ximo? Para ferir ou para curar? O que fez com o ano que Me pediu doze meses atr\u00e1s? Qual ser\u00e1 sua anota\u00e7\u00e3o no Livro da Vida?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passamos pela vida, diz Maim\u00f4nides, meio adormecidos durante a maior parte do tempo. Dia ap\u00f3s dia num entorpecimento. Fazemos os movimentos de acordar, trabalhar, comer, relaxar, mais conscientes dos minutos que dos anos. Sentimos a tirania do rel\u00f3gio, mas esquecemos o calend\u00e1rio da vida. \u00c0 medida que os anos passam, muitas vezes renunciamos aos sonhos de nossa juventude e nos acomodamos numa rotina que oscila entre a fuga do t\u00e9dio denominada trabalho e a fuga ao trabalho chamada lazer. \u00c0s vezes \u00e9 preciso uma sacudidela \u2013 um acidente de carro, uma doen\u00e7a, uma crise \u2013 para nos fazer perguntar: Quem sou eu e por que estou aqui? O que estou fazendo com minha vida?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 parte da beleza do Juda\u00edsmo que em Rosh Hashan\u00e1, sejamos ordenados a fazer exatamente esta pergunta. O Tempo \u00e9 o maior presente concedido por D&#8217;us e um dos poucos que Ele nos d\u00e1 em termos iguais. Sejamos ricos ou pobres, poderosos ou indefesos, existem apenas vinte e quatro horas num dia, e um total de anos curto demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para cada um de n\u00f3s (como para Mosh\u00ea) haver\u00e1 um futuro que n\u00e3o veremos, um Rio Jord\u00e3o que jamais cruzaremos, uma Terra Prometida na qual jamais pisaremos. Portanto, temos de fazer escolhas, e a que tem mais conseq\u00fc\u00eancias \u00e9 como usamos o nosso tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez feita, a pergunta quase que responde a si mesma. Ningu\u00e9m jamais morreu desejando ter passado mais tempo no escrit\u00f3rio ou lamentando n\u00e3o ter possu\u00eddo um celular mais moderno. Muitos dos desejos dos quais corremos atr\u00e1s s\u00e3o artificialmente arquitetados, e muitas das coisas para as quais n\u00e3o temos tempo \u2013 refei\u00e7\u00f5es em fam\u00edlia, longas caminhadas com nossos filhos, ajudar a estranhos, dizer obrigado a nosso c\u00f4njuge e a D&#8217;us \u2013 s\u00e3o a ess\u00eancia da vida bem vivida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez ao ano precisamos do toque daquela trombeta para lembrar do tempo e us\u00e1-lo para fazer uma diferen\u00e7a, para ser uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, para amar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shana Tova Umetuka !<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nota<\/strong> \u2013 Artigo enviado por uma leitora, sem nome do autor, mas pertinente \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o de Rosh Hashan\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mais not\u00e1vel Rabi da Idade M\u00e9dia, Moshe Maim\u00f4nides, explicava por que tocamos o shofar em Rosh Hashan\u00e1, o Ano Novo Judaico, que celebramos por um per\u00edodo de seis dias. 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