﻿{"id":27908,"date":"2016-02-13T21:33:28","date_gmt":"2016-02-13T21:33:28","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=27908"},"modified":"2016-02-13T21:33:28","modified_gmt":"2016-02-13T21:33:28","slug":"partida-e-chegada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=27908","title":{"rendered":"PARTIDA E CHEGADA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_LS_1.1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-27909\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_LS_1.1-333x250.jpg\" alt=\"258_LS_1.1\" width=\"333\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_LS_1.1-333x250.jpg 333w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_LS_1.1-180x135.jpg 180w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_LS_1.1.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A vida \u00e9 feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros \u00e9 a chegada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espet\u00e1culo de beleza rara. O barco, impulsionado pela for\u00e7a dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. N\u00e3o demora muito e s\u00f3 podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o c\u00e9u se encontram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamar\u00e1: J\u00e1 se foi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ter\u00e1 sumido? Evaporado?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o, certamente. Apenas o perdemos de vista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha, quando estava pr\u00f3ximo de n\u00f3s. Continua t\u00e3o capaz, quanto antes, de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro n\u00e3o evaporou, apenas n\u00e3o o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que algu\u00e9m diz: J\u00e1 se foi, haver\u00e1 outras vozes, mais al\u00e9m, a afirmar: L\u00e1 vem o veleiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim \u00e9 a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o vis\u00edvel do invis\u00edvel dizemos: J\u00e1 se foi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ter\u00e1 sumido? Evaporado?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o, certamente. Apenas o perdemos de vista. O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental n\u00e3o se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado. Conserva o mesmo afeto que nutria por n\u00f3s. Nada se perde, a n\u00e3o ser o corpo f\u00edsico de que n\u00e3o mais necessita no outro lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 assim que, no mesmo instante em que dizemos: J\u00e1 se foi, no mais Al\u00e9m, outro algu\u00e9m dir\u00e1 feliz: J\u00e1 est\u00e1 chegando. Chegou ao destino levando consigo as aquisi\u00e7\u00f5es feitas durante a viagem terrena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida jamais se interrompe nem oferece mudan\u00e7as espetaculares, pois a natureza n\u00e3o d\u00e1 saltos. Cada um leva sua carga de v\u00edcios e virtudes, de afetos e desafetos, at\u00e9 que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecess\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida \u00e9 feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros \u00e9 a chegada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia partimos do mundo espiritual na dire\u00e7\u00e3o do mundo f\u00edsico; noutro, partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da Imortalidade que somos todos n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">***********************<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Victor Hugo, poeta e romancista franc\u00eas, que viveu no s\u00e9culo XIX, falou da vida e da morte dizendo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar \u00e0 sepultura aquilo que n\u00e3o sou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando eu descer \u00e0 sepultura, poderei dizer, como tantos: meu dia de trabalho acabou. Mas n\u00e3o posso dizer: minha vida acabou. Meu dia de trabalho se iniciar\u00e1 de novo na manh\u00e3 seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t\u00famulo n\u00e3o \u00e9 um beco sem sa\u00edda, \u00e9 uma passagem. Fecha-se ao crep\u00fasculo e a aurora vem abri-lo novamente\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte<\/strong> &#8211; Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com pensamentos finais de Victor Marie Hugo, do livro A reencarna\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, de Nair Lacerda, ed. Pensamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida \u00e9 feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros \u00e9 a chegada. Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espet\u00e1culo de beleza rara. 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