﻿{"id":27975,"date":"2016-02-13T21:33:27","date_gmt":"2016-02-13T21:33:27","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=27975"},"modified":"2016-02-13T22:04:47","modified_gmt":"2016-02-13T22:04:47","slug":"a-polemica-publicacao-do-livro-minha-luta-de-hitler%e2%80%8f","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=27975","title":{"rendered":"A POL\u00caMICA PUBLICA\u00c7\u00c3O DO LIVRO &#8220;MINHA LUTA&#8221; DE HITLER\u200f"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Com sua venda e divulga\u00e7\u00e3o proibida no Rio de Janeiro mediante decis\u00e3o da Justi\u00e7a, o livro \u201cMinha Luta\u201d de Hitler vem causando pol\u00eamica e personalidades v\u00e1rias t\u00eam se manifestado contra, ou a favor da publica\u00e7\u00e3o, como o escritor Luis Fernando Ver\u00edssimo. Confira aqui esta e outras opini\u00f5es e saiba porque a obra foi proibida no Rio.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>O SONO DA MEM\u00d3RIA &#8211; POR LUIS FERNANDO VER\u00cdSSIMO<\/strong><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4.1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" size-large wp-image-27976 alignnone\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4.1-199x250.jpg\" alt=\"258_fique4.1\" width=\"199\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4.1-199x250.jpg 199w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4.1-108x135.jpg 108w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4.1.jpg 270w\" sizes=\"(max-width: 199px) 100vw, 199px\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 problema em publicar o \u201cMein Kampf\u201d do Hitler, cujos direitos de edi\u00e7\u00e3o rec\u00e9m ca\u00edram em dom\u00ednio p\u00fablico. O livro interessa a historiadores e estudiosos da psicologia de massa e a qualquer pessoa curiosa sobre o poder das suas ideias, um poder capaz de galvanizar uma na\u00e7\u00e3o e mudar radicalmente a sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-27977\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4-397x250.jpg\" alt=\"258_fique4\" width=\"397\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4-397x250.jpg 397w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4-142x90.jpg 142w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4-214x135.jpg 214w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4-1024x645.jpg 1024w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/258_fique4.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 397px) 100vw, 397px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu s\u00f3 acho que as novas edi\u00e7\u00f5es de \u201cMein Kampf\u201d deveriam vir com um DVD encartado, com cenas dos cad\u00e1veres empilhados e dos moribundos esqu\u00e1lidos descobertos em Auschwitz e outros campos de exterm\u00ednio, no fim da Segunda Guerra Mundial. Cenas terr\u00edveis dos esqueletos das cidades bombardeadas e dos milhares de refugiados tentando sobreviver em meio aos escombros, enquanto o mundo ficava sabendo, nos julgamentos dos criminosos, das barbaridades cometidas em concord\u00e2ncia com a Kampf do Hitler. Assim, o comprador do livro teria o nazismo como teoria e o nazismo na pr\u00e1tica. As ideias e suas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria bom se as ideias viessem sempre acompanhadas de suas consequ\u00eancias. As pessoas pensariam melhor no que dizem e pregam, para n\u00e3o terem remorso depois. J\u00e1 se disse que muitas barbaridades teriam sido evitadas no mundo se existisse algo parecido com o remorso antes do fato, uma esp\u00e9cie de remorso preventivo. N\u00e3o se imagina o pr\u00f3prio Hitler se arrependendo das suas teses e, diante dos horrores que elas desencadearam, dizendo \u201cEi, pessoal, n\u00e3o era nada disso!\u201d. Est\u00e1 claro que no cerne patol\u00f3gico da prega\u00e7\u00e3o de Hitler h\u00e1 uma vol\u00fapia de destrui\u00e7\u00e3o, um desejo secreto de caos que tem tanto a ver com o romantismo alem\u00e3o quanto com a geopol\u00edtica da \u00e9poca. Mas outros n\u00e3o t\u00eam o mesmo motivo para desprezarem as consequ\u00eancias. Ou para esquecerem-se delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquela famosa legenda de uma gravura do Goya est\u00e1 escrito que o sono da raz\u00e3o cria monstros. Pior que o sono da raz\u00e3o, Goya, \u00e9 o sono da mem\u00f3ria. As pessoas que hoje defendem a volta da ditadura militar no Brasil esqueceram-se de como foi. Esqueceram-se das pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, das torturas, do terror e dos assassinatos de Estado, da censura, do n\u00famero de estrelas nos ombros como \u00fanica credencial para governar. Se n\u00e3o lhes falta mem\u00f3ria, lhes falta raz\u00e3o. Ou miolos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Jair Bolsonaro, principal proponente da volta \u00e0 ditadura, \u00e9 o deputado mais votado do Rio. Tem uma multid\u00e3o de apoiadores. E tem mais do que isso: na recente mudan\u00e7a no Comando Militar do Sul, Bolsonaro foi um convidado especial do novo comandante para a cerim\u00f4nia de posse. N\u00e3o se sabe se o comandante tamb\u00e9m \u00e9 um nost\u00e1lgico como ele. De qualquer maneira, tenho tido longas conversas com a minha paranoia, tentando acalm\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nota \u2013 Mat\u00e9ria publicada no jornal O Globo de 31\/01<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luis Fernando Verissimo (Porto Alegre, 26 de setembro de 1936) \u00e9 escritor, humorista, cartunista, tradutor, roteirista de televis\u00e3o, autor de teatro e romancista bissexto. J\u00e1 foi publicit\u00e1rio e revisor de jornal. \u00c9 ainda m\u00fasico, tendo tocado saxofone em alguns conjuntos. Com mais de 60 t\u00edtulos publicados, \u00e9 um dos mais populares escritores brasileiros contempor\u00e2neos. \u00c9 filho do tamb\u00e9m escritor <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">\u00c9rico\u00a0Ver\u00edssimo.<\/span><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>OUTRAS OPINI\u00d5ES SOBRE A PUBLICA\u00c7\u00c3O DO LIVRO<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>LIVRO PROIBIDO \u2013 POR H\u00c9LIO SCHWARTSMAN, NA FOLHA DE S.PAULO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de minha ascend\u00eancia judaica e de ter perdido v\u00e1rios parentes para os campos de concentra\u00e7\u00e3o, penso que \u00e9 um erro proibir, como fez liminarmente o Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro (TJ-RJ), a venda de &#8220;Mein Kampf&#8221; (minha luta), o manifesto nazista que Adolf Hitler escreveu em 1925 e 1926 e que entrou em dom\u00ednio p\u00fablico no in\u00edcio deste ano. Em primeiro lugar, o livro \u00e9 um documento hist\u00f3rico \u2013 e nenhum Estado democr\u00e1tico tem o direito de censurar a hist\u00f3ria. Proscrever o texto, como a Justi\u00e7a brasileira amea\u00e7a fazer, seria o equivalente liter\u00e1rio de fechar \u00e0 visita\u00e7\u00e3o o que restou dos campos de concentra\u00e7\u00e3o na Europa. \u00c9 importante n\u00e3o s\u00f3 que eles sejam conservados como tamb\u00e9m que sejam visitados por muitos, para que os horrores do Holocausto n\u00e3o se apaguem da mem\u00f3ria coletiva. A pr\u00f3pria comunidade judaica se divide bastante quanto ao tema, mas o livro n\u00e3o \u00e9 vetado nem em Israel nem na Alemanha. Em segundo lugar, a obra dep\u00f5e contra si mesma. &#8220;Mein Kampf&#8221; n\u00e3o passa de um amontoado de clich\u00eas antissemitas e anticomunistas que circulavam \u00e0 \u00e9poca, expressos de forma verborr\u00e1gica, repetitiva, raivosa e com fortes tra\u00e7os de paranoia. O estilo tamb\u00e9m \u00e9 p\u00e9ssimo. O livro \u00e9 t\u00e3o obviamente errado que, ao menos no campo daqueles que est\u00e3o dispostos a um debate p\u00fablico qualificado, sua leitura s\u00f3 enfatiza qu\u00e3o absurdo foi o fen\u00f4meno do nazismo. Existem, \u00e9 verdade, os grupos neonazistas e seus simpatizantes, para os quais novas edi\u00e7\u00f5es da obra poderiam funcionar como incentivo. Ainda assim, penso que a proibi\u00e7\u00e3o constitui um erro. Essa turma j\u00e1 tem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o na internet e de gra\u00e7a n\u00e3o apenas o panfleto hitlerista como material ainda pior. N\u00e3o h\u00e1 como impedi-los de flertar com ideias est\u00fapidas. O que o Estado democr\u00e1tico precisa fazer \u00e9 assegurar, por meio da for\u00e7a se necess\u00e1rio, que n\u00e3o as colocar\u00e3o em pr\u00e1tica \u2013e isso basta.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUEM DECIDE O QUE MERECE SER LIDO \u00c9 O LEITOR &#8211; POR FERNANDO LEAL, EM O GLOBO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na democracia, limitar o abastecimento do mercado de ideias com informa\u00e7\u00f5es e vis\u00f5es de mundo, boas ou n\u00e3o, \u00e9 sempre um problema. O argumento padr\u00e3o \u2014 e plenamente aplic\u00e1vel ao caso \u2014 \u00e9 o de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade de express\u00e3o, condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para uma democracia saud\u00e1vel: deixar nas m\u00e3os de agentes p\u00fablicos ou privados o filtro do que pode ou n\u00e3o ser divulgado inibe o pluralismo, aumenta o custo da sinceridade e da convic\u00e7\u00e3o. Afeta, ainda, as liberdades de informar, de buscar se informar e de ser informado. No fundo, decis\u00f5es desse tipo subestimam a capacidade de a pr\u00f3pria sociedade criar os seus par\u00e2metros para definir o que \u00e9 conveniente ou n\u00e3o e, de acordo com eles, avaliar opini\u00f5es e teorias. No caso de \u201cMein kampf\u201d, h\u00e1 ainda outro componente. A obra tem relev\u00e2ncia hist\u00f3rica, e pode ser importante para pesquisadores profissionais, ou mesmo para curiosos, que pretendem compreender melhor ideias que foram t\u00e3o nocivas e perigosas quanto centrais para a hist\u00f3ria do s\u00e9culo passado. Quem decide o que merece ser lido \u00e9 o leitor; o que merece ser pesquisado, o pesquisador. Restringir a propaga\u00e7\u00e3o dessas ideias dificulta a promo\u00e7\u00e3o e limita os incentivos \u00e0 pesquisa e ao desenvolvimento cient\u00edfico \u2014 deveres que a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o imp\u00f5e ao Estado. Nesse aspecto, parece fr\u00e1gil o argumento do magistrado, que simplesmente considera que a publica\u00e7\u00e3o da obra n\u00e3o tutela o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Na Alemanha, ali\u00e1s, \u201cMein kampf\u201d acabou de ser objeto de uma edi\u00e7\u00e3o anotada por historiadores, em tiragem mais limitada, voltada para pesquisadores, professores e formadores de opini\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cMINHA LUTA\u201d DE ADOLF HITLER: VENDA E DIVULGA\u00c7\u00c3O PROIBIDA NO RJ<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz Alberto Salom\u00e3o Junior, da 33\u00aa Vara Criminal do Rio de Janeiro, determinou que sejam proibidas a comercializa\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do livro \u201cMinha Luta\u201d de Adolf Hitler. A a\u00e7\u00e3o cautelar foi ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual. Quem descumprir a decis\u00e3o ter\u00e1 que pagar multa de R$ 5 mil. A decis\u00e3o ocorreu ap\u00f3s despacho entre o juiz Alberto Salom\u00e3o e os advogados Paulo Maltz, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Israelita do Estado do Rio de Janeiro e vice-presidente da Conib; Carlos Schlesinger, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Juristas Brasil-Israel, Ari Bergher e Bernardo Kappen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Trata-se de uma decis\u00e3o hist\u00f3rica e acertada&#8221;, comemorou Maltz. &#8220;Ela descarta a ideia de que a proibi\u00e7\u00e3o de uma obra de apologia ao nazismo de alguma forma fere o direito \u00e0 livre express\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mandados de busca e apreens\u00e3o j\u00e1 foram expedidos. Diretores de livrarias em que ocorrem as buscas ser\u00e3o nomeados como os deposit\u00e1rios dos livros apreendidos. O juiz deu o prazo de cinco dias para que as livrarias e seus representantes legais apresentem resposta. Na decis\u00e3o, o juiz avalia que o livro incita pr\u00e1ticas de intoler\u00e2ncia contra grupos sociais, \u00e9tnicos e religiosos e recorda que a discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa humana contraria valores humanos e jur\u00eddicos estabelecidos pela Rep\u00fablica brasileira, justificando a proibi\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cRegistre-se que a quest\u00e3o relevante a ser conhecida por este ju\u00edzo \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos de pessoas que possam vir a ser v\u00edtimas do nazismo, bem como a mem\u00f3ria daqueles que j\u00e1 foram vitimados. A obra em quest\u00e3o tem o cond\u00e3o de fomentar a lament\u00e1vel pr\u00e1tica que a hist\u00f3ria demonstrou ser respons\u00e1vel pela morte de milh\u00f5es de pessoas inocentes, sobretudo, nos epis\u00f3dios ligados \u00e0 Segunda Guerra Mundial e seus horrores oriundos do nazismo preconizado por Adolf Hitler\u201d, avaliou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz descartou que haja conflito de direitos fundamentais, ou seja, o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sem o crivo da censura versus a dignidade da pessoa humana: &#8220;N\u00e3o h\u00e1 que se falar em conflito. Isto porque, trata-se da prote\u00e7\u00e3o a bens diversos em diferentes n\u00edveis de tutela jur\u00eddica e social. Assim, estes n\u00e3o se confundem&#8221;. &#8220;D\u00favida inexiste que se houver um confronto entre os interesses jur\u00eddicos em comento, vai prevalecer a tutela dos direitos humanos, seja se utilizando da t\u00e9cnica de solu\u00e7\u00e3o de conflitos consistente na preponder\u00e2ncia de interesses, seja pela t\u00e9cnica da harmoniza\u00e7\u00e3o entre os interesses em conflito. Essa afirmativa decorre da preval\u00eancia dos direitos humanos sobre qualquer outro v\u00e1 de encontro a este&#8221;, prosseguiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outro trecho da decis\u00e3o, o juiz recorda um caso em que uma pessoa teve a solicita\u00e7\u00e3o de habeas corpus negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), condenado por publicar obra liter\u00e1ria com conte\u00fado discriminat\u00f3rio. A pena est\u00e1 estabelecida pela Lei n\u00ba7.716\/89, que prev\u00ea puni\u00e7\u00e3o a crimes de descrimina\u00e7\u00e3o e preconceito. \u201c\u00c9 importante destacar que o Supremo Tribunal Federal j\u00e1 se pronunciou sobre o tema, oportunidades em que se posicionou pela tutela das garantias das pessoas humanas em detrimento de atos discriminat\u00f3rios e incentivadores de \u00f3dio e viol\u00eancia\u201d, lembrou. Leia a \u00edntegra da decis\u00e3o do juiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: CONIB<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com sua venda e divulga\u00e7\u00e3o proibida no Rio de Janeiro mediante decis\u00e3o da Justi\u00e7a, o livro \u201cMinha Luta\u201d de Hitler vem causando pol\u00eamica e personalidades v\u00e1rias t\u00eam se manifestado contra, ou a favor da publica\u00e7\u00e3o, como o escritor Luis Fernando Ver\u00edssimo. 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