﻿{"id":29293,"date":"2016-04-24T22:47:37","date_gmt":"2016-04-24T22:47:37","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=29293"},"modified":"2016-04-24T22:47:37","modified_gmt":"2016-04-24T22:47:37","slug":"o-caso-dreyfus-ainda-perturba-o-papel-de-zola-no-esclarecimento-por-jayme-vita-roso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=29293","title":{"rendered":"O CASO DREYFUS AINDA PERTURBA: O PAPEL DE ZOLA NO ESCLARECIMENTO \u2013 POR JAYME VITA ROSO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/263_especial_3_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-29294\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/263_especial_3_1.jpg\" alt=\"263_especial_3_1\" width=\"300\" height=\"190\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/263_especial_3_1.jpg 300w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/263_especial_3_1-142x90.jpg 142w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/263_especial_3_1-213x135.jpg 213w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Mais de um s\u00e9culo passado desde o ocorrido, com centenas de questionamentos, ainda inquieta o julgamento do \u201cjudeu\u201d Dreyfus com sua condena\u00e7\u00e3o e deporta\u00e7\u00e3o \u00e0 Ilha do Diabo (1894), na Guiana Francesa. \u00c0 \u00e9poca, houve consenso de que a decis\u00e3o foi justa e os magistrados que a aplicaram n\u00e3o deram a pena merecida. De repente, em 1897, o verdadeiro culpado do crime imputado a Dreyfus foi encontrado e revelado ao p\u00fablico. Partiu, em ano antes, de Bernard Lazare a revela\u00e7\u00e3o, que, sem medo, alertou a inoc\u00eancia de Dreyfus, mas, contra ele, pesou ser judeu tamb\u00e9m, guiado por simpatias estranhas (no dizer da imprensa) e militante anarquista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bernard, combativo e incans\u00e1vel \u00e0 causa assumida, convenceu Zola, escritor de renome, voltado \u00e0 causa p\u00fablica e ativista preocupado pelos sofrimentos dos infelizes e dos exclu\u00eddos. Mas s\u00f3 o conhecimento n\u00e3o foi seu empenho, valendo-se de personagens de import\u00e2ncia, \u00e0 \u00e9poca para instigar Zola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, Zola abra\u00e7a a causa do injusto julgamento de Dreyfus e, manejando a pena como poucos \u00e0 \u00e9poca, com destemor, publicou tr\u00eas artigos no prestigiado jornal <em>Le Figaro<\/em>: \u201cScheurer-Kestner\u201d, em favor do vice-presidente do Senado, que abra\u00e7ou o movimento libert\u00e1rio; o \u201cO Sindicato\u201d e \u201cProcesso-oral\u201d, em que atribui \u00e0 imprensa a condu\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica contra Dreyfus e a estupidez da legenda sindical que o condenava. Com esses ataques, partindo do prestigiado e aclamado escritor surgiram os exitantes, gra\u00e7as \u00e0 press\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, sobretudo de leitores do Figaro. Os advers\u00e1rios de Dreyfus conseguiram que o jornal se desculpasse por ter dado espa\u00e7o a Zola. Este n\u00e3o se intimidou e, com seu talento efervescente, publicou uma brochura intitulada \u201cCarta \u00e0 Juventude\u201d e \u201cCarta \u00e0 Fran\u00e7a\u201d, para, ao derradeiro, no jornal <em>L\u2019Aurore<\/em> de 18 de janeiro de 1898, na primeira p\u00e1gina escrever o manifesto que se tornou imortal \u201c<em>J\u2019Acuse<\/em>&#8230;!\u201d ou Carta ao Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado \u00e9 que Zola tamb\u00e9m foi condenado em uma par\u00f3dia de processo por essa interven\u00e7\u00e3o. Preferiu o ex\u00edlio, para seguir combatente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, no dizer do historiador Phillipe Oriol, \u201ca palavra \u2018intelectual\u2019 que procurava sua defini\u00e7\u00e3o, encontrou seu sentido moderno, abrindo caminho a um novo modo de interven\u00e7\u00e3o no debate democr\u00e1tico\u201d[1], com esse personagem.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">JAYME VITA ROSO &#8211; Graduado pela Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo, \u00e9 especialista em leis antitruste e consultor jur\u00eddico de fama internacional, ecologista reconhecido e premiado, &#8220;Professor Honor\u00e1rio&#8221; da Universidade Inca Garcilaso de La Vega de Lima, Peru e autor de v\u00e1rios livros jur\u00eddicos. <a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=25303\" target=\"_blank\">Saiba mais<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"vitaroso@vitaroso.com.br%20&lt;vitaroso@vitaroso.com.br&gt;\" target=\"_blank\">vitaroso@vitaroso.com.br<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">[1] Le Magazine Litt\u00e9raire, n\u00ba559, setembro de 2015, p. 89, sendo Oriol especialista do caso Dreyfus, tendo j\u00e1 publicado em livro \u201cHist\u00f3ria do caso Dreyfus de 1894 at\u00e9 hoje\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de um s\u00e9culo passado desde o ocorrido, com centenas de questionamentos, ainda inquieta o julgamento do \u201cjudeu\u201d Dreyfus com sua condena\u00e7\u00e3o e deporta\u00e7\u00e3o \u00e0 Ilha do Diabo (1894), na Guiana Francesa. \u00c0 \u00e9poca, houve consenso de que a decis\u00e3o foi justa e os magistrados que a aplicaram n\u00e3o deram a pena merecida. 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