﻿{"id":29884,"date":"2016-05-21T16:18:08","date_gmt":"2016-05-21T16:18:08","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=29884"},"modified":"2016-05-21T16:18:08","modified_gmt":"2016-05-21T16:18:08","slug":"a-libertacao-da-borboleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=29884","title":{"rendered":"A LIBERTA\u00c7\u00c3O DA BORBOLETA"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Deixar o ser amado partir sereno s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel aos cora\u00e7\u00f5es que amam de forma incondicional e verdadeira.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A doutora Elisabeth K\u00fcbler-Ross, psiquiatra de origem su\u00ed\u00e7a, especializou-se em doentes terminais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assistindo centenas de crian\u00e7as que estavam morrendo, ela nos diz que devemos aprender a ouvir. Ouvir o que a crian\u00e7a expressa verbalmente. E mesmo aquilo que ela transmite pela linguagem n\u00e3o verbal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Crian\u00e7as terminais, conta ela, sabem quando v\u00e3o morrer. E precisam de algum atendimento especial. Atendimento que s\u00f3 o amor incondicional pode dar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falando de sua experi\u00eancia, narra que conheceu um menino que, aos nove anos, se encontrava \u00e0 beira da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portador de c\u00e2ncer, desde os tr\u00eas anos de idade, Jeffy nem conseguia mais olhar para as agulhas de inje\u00e7\u00e3o. Tudo era doloroso para ele. No hospital, esperava a morte. O m\u00e9dico sugeriu que se iniciasse uma nova quimioterapia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o menino pediu: Quero ir para casa, hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pais optaram por lhe satisfazer a vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Jeffy chegou em casa, pediu ao pai que descesse da parede da garagem a sua bicicleta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante muito tempo, seu sonho tinha sido andar de bicicleta. O pai a comprara mas, por causa da doen\u00e7a, ele nunca pudera us\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dificuldade era imensa, at\u00e9 mesmo para se manter em p\u00e9. Ent\u00e3o Jeffy pedalou a bicicleta com o amparo das rodinhas auxiliares. Disse que iria dar uma volta no quarteir\u00e3o e que ningu\u00e9m o segurasse. Ele desejava fazer aquilo sozinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00e9dica que o acompanhava, a m\u00e3e e o pai ficaram ali, um segurando o outro. A vontade era de segui-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele era uma crian\u00e7a muito vulner\u00e1vel. Poderia cair, se machucar, sangrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele se foi. Uma eternidade depois, ele voltou, o homem mais orgulhoso que se possa ter visto um dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sorria de orelha a orelha. Parecia ter ganho a Medalha de Ouro nas Olimp\u00edadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sereno, pediu ao pai que retirasse as rodinhas auxiliares e levasse a bicicleta para seu quarto. E quando seu irm\u00e3o chegasse, era para ele subir para falar com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queria falar com o irm\u00e3o a s\u00f3s. Tudo aconteceu como ele pediu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao descer, o irm\u00e3o recusou-se a dizer aos pais o que haviam conversado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma semana depois, Jeffy morreu. E, na semana seguinte, era o anivers\u00e1rio do irm\u00e3o. Foi a\u00ed que o menino contou o que tinha acontecido naquele dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeffy lhe dissera que queria ter o prazer de lhe dar pessoalmente sua amada bicicleta. N\u00e3o podia esperar mais duas semanas, at\u00e9 o anivers\u00e1rio dele, porque ent\u00e3o j\u00e1 teria morrido. Por isso, a dava agora. Entretanto, havia uma condi\u00e7\u00e3o: que ele nunca usasse aquelas rodinhas auxiliares, pr\u00f3prias para crian\u00e7as bem pequenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando os pais souberam de tudo, sentiram muita tristeza. Uma tristeza sem medo, sem culpa, sem lamentos. Eles tinham a agrad\u00e1vel lembran\u00e7a do filho dando a sua volta de bicicleta pelo quarteir\u00e3o. E mais do que isso: o sorriso feliz no rosto de Jeffy, que foi capaz de conseguir sua grande vit\u00f3ria em algo que a maioria encara como comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">*************************************<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizemos que uma pessoa \u00e9 como o casulo de uma borboleta. O casulo \u00e9 o que ela v\u00ea no espelho. \u00c9 apenas uma morada tempor\u00e1ria do ser imortal. Quando esse casulo fica muito danificado, o ser o abandona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 como a borboleta que se liberta do casulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixar o ser amado partir sereno s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel aos cora\u00e7\u00f5es que amam de forma incondicional e verdadeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base no cap. O casulo e a borboleta (Jeffy), do livro O t\u00fanel e a luz, de Elisabeth K\u00fcbler-Ross, ed. Verus.<\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp; Deixar o ser amado partir sereno s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel aos cora\u00e7\u00f5es que amam de forma incondicional e verdadeira. &nbsp; A doutora Elisabeth K\u00fcbler-Ross, psiquiatra de origem su\u00ed\u00e7a, especializou-se em doentes terminais. Assistindo centenas de crian\u00e7as que estavam morrendo, ela nos diz que devemos aprender a ouvir. Ouvir o que a crian\u00e7a expressa verbalmente. 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