﻿{"id":32899,"date":"2016-10-22T14:47:35","date_gmt":"2016-10-22T14:47:35","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=32899"},"modified":"2016-10-22T14:47:37","modified_gmt":"2016-10-22T14:47:37","slug":"editora-contexto-lanca-a-porta-dos-leoes-de-steven-pressfield","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=32899","title":{"rendered":"EDITORA CONTEXTO LAN\u00c7A \u201cA PORTA DOS LE\u00d5ES\u201d DE STEVEN PRESSFIELD"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/276_especial_4_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-32900\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/276_especial_4_1-178x250.jpg\" alt=\"276_especial_4_1\" width=\"178\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/276_especial_4_1-178x250.jpg 178w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/276_especial_4_1-96x135.jpg 96w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/276_especial_4_1.jpg 343w\" sizes=\"(max-width: 178px) 100vw, 178px\" \/><\/a>Imerso em centenas de horas de entrevistas com veteranos da guerra, Steven Pressfield conta a hist\u00f3ria da Guerra dos Seis Dias de modo in\u00e9dito: pelas vozes de homens e mulheres que lutaram n\u00e3o apenas por suas vidas, mas pela sobreviv\u00eancia de sua na\u00e7\u00e3o e pelos sonhos dos seus ancestrais.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">SINOPSE<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 de junho de 1967. O Estado de Israel est\u00e1 cercado por inimigos que desejam sua completa extin\u00e7\u00e3o. O resto do mundo vira as costas para a jovem na\u00e7\u00e3o diante do perigo iminente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10 de junho de 1967. Os ex\u00e9rcitos \u00e1rabes s\u00e3o recha\u00e7ados, suas divis\u00f5es em solo, eliminadas, suas for\u00e7as a\u00e9reas, destru\u00eddas. O ministro da Defesa Moshe Dayan adentra a Cidade Velha de Jerusal\u00e9m pela Porta dos Le\u00f5es, para juntar-se aos paraquedistas que libertaram o local mais sagrado do juda\u00edsmo: o Muro das Lamenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa foi uma das mais improv\u00e1veis e impressionantes vit\u00f3rias militares da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imerso em centenas de horas de entrevistas com veteranos da guerra, Steven Pressfield conta a hist\u00f3ria da Guerra dos Seis Dias de modo in\u00e9dito: pelas vozes de homens e mulheres que lutaram n\u00e3o apenas por suas vidas, mas pela sobreviv\u00eancia de sua na\u00e7\u00e3o e pelos sonhos dos seus ancestrais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">SOBRE O AUTOR<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven Pressfield graduou-se na Duke University e, depois, serviu no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos. \u00c9 roteirista e autor de uma d\u00fazia de livros de n\u00e3o ficc\u00e7\u00e3o e fic\u00e7\u00e3o, como o romance hist\u00f3rico Gates of Fire.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira abaixo trechos do livro <a href=\"http:\/\/editoracontexto.com.br\/porta-dos-leoes-a.html\" target=\"_blank\">A Porta dos Le\u00f5es<\/a>, de Steven Pressfield.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">DOIS IRM\u00c3OS<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas semanas antes da guerra, fui visitar meu irm\u00e3o Nechemiah em Jerusal\u00e9m. N\u00f3s dois nascemos l\u00e1. Aquela cidade \u00e9 o nosso lar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>major<\/em> Eliezer \u201c<em>Chita<\/em>\u201d <em>Cohen \u00e9 piloto e comandante do 124\u00ba Esquadr\u00e3o, primeira e principal forma\u00e7\u00e3o de helic\u00f3pteros de Israel<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nechemiah tinha ent\u00e3o 24 anos e era capit\u00e3o do Sayeret Matkal, as For\u00e7as Especiais de Israel. Ao lado de Ehud Barak, o futuro primeiro-ministro, era o soldado mais condecorado do Ex\u00e9rcito de Israel. Nechemiah havia recebido cinco medalhas por bravura \u2013 uma por servi\u00e7os relevantes e quatro cita\u00e7\u00f5es do comandante das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/276_especial_4_2.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-32901 \" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/276_especial_4_2.png\" alt=\"276_especial_4_2\" width=\"262\" height=\"383\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/276_especial_4_2.png 300w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/276_especial_4_2-92x135.png 92w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/276_especial_4_2-171x250.png 171w\" sizes=\"(max-width: 262px) 100vw, 262px\" \/><\/a><em>Nechemiah Cohen ao lado do helic\u00f3ptero de seu irm\u00e3o, Chita, preparando-se para uma opera\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Especiais al\u00e9m das fronteiras, em 2 de dezembro de 1965.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nechemiah tinha sido promovido do posto de tenente havia quatro meses. Foi transferido para a 35\u00aa Brigada de Paraquedistas, uma unidade de elite, onde se tornou comandante de uma companhia, tudo isso para adquirir experi\u00eancia liderando forma\u00e7\u00f5es maiores que as equipes de 12 homens das For\u00e7as Especiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A data de nossa visita foi 15 de maio, Dia da Independ\u00eancia. Minha esposa, Ela, e eu fomos com nossos filhos assistir ao desfile em Jerusal\u00e9m Ocidental. Nechemiah ligou e nos convidou para ir ao seu posto de comando. \u201c\u00c9 seguro\u201d, ele disse. \u201cTraga as crian\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O posto avan\u00e7ado de Nechemiah ficava em Abu Tor, no meio de uma terra de ningu\u00e9m. Abu Tor \u00e9 a colina mais alta ao sul da Cidade Velha. Do local, controlam-se o acesso por terra da Jord\u00e2nia e os arredores ao sul da Velha Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nechemiah tinha cerca de cinquenta paraquedistas distribu\u00eddos em equipes de quatro ou cinco ao longo da linha do armist\u00edcio. Ele instalou seu quartel-general num belo casar\u00e3o de tijolos vermelhos que estava abandonado havia mais de vinte anos, desde os combates de 1948. Ao redor do casar\u00e3o, havia arame farpado, barricadas e ninhos de metralhadoras. As placas alertavam: \u201cPerigo \u2013 Minas\u201d. Era um lugar bel\u00edssimo no meio de uma paisagem desoladora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descendo a colina, havia postos e fortifica\u00e7\u00f5es da Legi\u00e3o \u00c1rabe. Eram, as tropas de elite do rei Hussein, treinadas pelos brit\u00e2nicos, usando os famosos keffiehs quadriculados nas cores vermelha e branca. Meus filhos ficaram arrepiados ao avistar soldados inimigos t\u00e3o de perto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nechemiah e eu passamos duas horas juntos. Fomos ao telhado plano do casar\u00e3o. O local se parecia com qualquer outro posto avan\u00e7ado ocupado por jovens soldados \u2013 sacas de areia, bin\u00f3culos potentes, caixas com ra\u00e7\u00e3o para combate, sacos de dormir empilhados pelos cantos, mochilas dispostas num semic\u00edrculo com armas e capacetes \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso levar em conta que Nechemiah e eu viemos de uma fam\u00edlia muito humilde. Crescemos brincando nos becos, nas ruas secund\u00e1rias e nas encostas pedregosas de uma cidade que n\u00e3o pod\u00edamos chamar de nossa. Jerusal\u00e9m estava ent\u00e3o sob o Mandato Brit\u00e2nico. N\u00e3o havia Israel. N\u00f3s, judeus, n\u00e3o t\u00ednhamos um pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o Estado foi fundado, em 1948, o Ex\u00e9rcito da Jord\u00e2nia venceu a batalha por Jerusal\u00e9m. A Legi\u00e3o \u00c1rabe expulsou nossas for\u00e7as da Cidade Velha e ateou fogo em mais de cinquenta sinagogas, matando todos os judeus que encontrava pela frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nechemiah e eu sab\u00edamos o que estava se passando e sent\u00edamos \u00f3dio, mesmo ainda crian\u00e7as. Quando crescemos, nos tornamos soldados e, depois, oficiais. Paramos de falar como crian\u00e7as birrentas e come\u00e7amos a planejar como militares profissionais. Nechemiah \u00e9 paraquedista, eu sou piloto. A bola est\u00e1 conosco. Temos que fazer o trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era assim que encar\u00e1vamos a situa\u00e7\u00e3o, Nechemiah e eu, no telhado do casar\u00e3o, admirando aquela terra de ningu\u00e9m. N\u00f3s dois sab\u00edamos que a guerra estava a caminho. \u201cVoc\u00ea se sente frustrado, irm\u00e3o\u201d, perguntei, \u201cpor estar preso aqui em Jerusal\u00e9m quando os combates certamente ser\u00e3o no Sinai ou na S\u00edria?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquele momento, ach\u00e1vamos que a guerra n\u00e3o chegaria \u00e0 Cidade Sagrada. A Jord\u00e2nia n\u00e3o arriscaria atacar Israel, temendo ser derrotada. E Israel n\u00e3o podia dar o primeiro passo. O restante do mundo jamais permitiria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do telhado, meu irm\u00e3o e eu avist\u00e1vamos o bosque de \u00e1lamos que fica acima do Muro das Lamenta\u00e7\u00f5es, o local mais sagrado para o nosso povo. As \u00e1rvores pareciam t\u00e3o pr\u00f3ximas que t\u00ednhamos a impress\u00e3o de quase poder toc\u00e1-las, ainda que entre n\u00f3s houvesse o arame farpado e os postos de combate da Legi\u00e3o \u00c1rabe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOlhe l\u00e1, irm\u00e3o\u201d, eu disse. \u201cO monte Mori\u00e1, onde Abra\u00e3o amarrou Isaac, \u00e0 dist\u00e2ncia de uma cusparada. Ali est\u00e1 a Torre de Davi e o que sobrou do bairro judeu da Cidade Velha. Tudo isso \u00e9 nosso. O que nos impede de tomar posse, <em>ahuyah<\/em>?\u201d Usei a palavra \u00e1rabe para \u201cirm\u00e3o\u201d, como todos faz\u00edamos em nossa fam\u00edlia. \u201cVamos esperar a permiss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas ou das pot\u00eancias mundiais? Os jordanianos n\u00e3o ocuparam a Cidade Velha porque tinham direito adquirido. Ela nunca fez parte daquele pa\u00eds. Eles a tomaram \u00e0 for\u00e7a em 1948!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perguntei a Nechemiah o que ele achava que os norte-americanos fariam em nosso lugar. O Ex\u00e9rcito deles ficaria quieto por um \u00fanico minuto que fosse se uma pot\u00eancia estrangeira ocupasse a avenida Pennsylvania? Os brit\u00e2nicos ficariam impass\u00edveis se uma na\u00e7\u00e3o estrangeira se apossasse de uma m\u00edsera rua em Londres? O que os russos fariam?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consigo ouvir a resposta do meu irm\u00e3o como se ele estivesse aqui bem na minha frente. \u201c<em>Ahuyah<\/em>\u201d, ele disse, \u201cse a guerra chegar, ela tamb\u00e9m chegar\u00e1 a Jerusal\u00e9m. Vamos libertar a Cidade Velha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o acreditei nele. Pensei comigo: \u201cIsso \u00e9 apenas um sonho\u201d. Todos os alertas de combate naquele tempo eram emitidos contra os eg\u00edpcios, os s\u00edrios e os iraquianos. Nunca contra os jordanianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVai acontecer\u201d, meu irm\u00e3o disse. \u201cVoc\u00ea vai ver.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s nos abra\u00e7amos e nos despedimos. Foi a \u00faltima vez que vi Nechemiah vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu irm\u00e3o ca\u00e7ula \u2013 sou oito anos mais velho \u2013 recebeu ordens para juntar-se com sua companhia \u00e0 35\u00aa Brigada de Paraquedistas, estacionada ao longo da fronteira com o Egito. Ele foi morto em Gaza, no primeiro dia da guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu esquadr\u00e3o de helic\u00f3pteros foi designado naquele dia para executar miss\u00f5es de evacua\u00e7\u00e3o no norte do Sinai e na Faixa de Gaza. Escutei o chamado de emerg\u00eancia pelo r\u00e1dio do meu esquadr\u00e3o: \u201cBaixas em massa pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Gaza\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enviei um dos meus pilotos, Reuven Levy, para cuidar da evacua\u00e7\u00e3o. Nunca me ocorreu que meu irm\u00e3o pudesse estar entre os mortos. Ele era muito bom, muito esperto. Nada poderia acontecer a ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Levy recebeu ordens de um oficial no local para n\u00e3o me contar sobre a morte de Nechemiah. \u201cChita \u00e9 um comandante de esquadr\u00e3o crucial\u201d, disseram a Levy. \u201cA na\u00e7\u00e3o precisa dele operando em plena capacidade.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, voei noite e dia em miss\u00f5es durante a guerra, em Gaza e no Sinai, na Cisjord\u00e2nia e em Jerusal\u00e9m e sobre as colinas de Gol\u00e3, sem saber o que tinha acontecido ao meu irm\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00faltimo dia, enquanto Israel inteiro rumava \u00e0 Jerusal\u00e9m libertada para tocar as pedras e admirar o milagre que muitos acreditavam que nunca iria ocorrer, eu estava no escrit\u00f3rio do comando da base a\u00e9rea de Tel Nof sendo finalmente informado de que meu irm\u00e3o n\u00e3o havia sobrevivido para testemunhar aquilo. Naquela hora meu mundo acabou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imerso em centenas de horas de entrevistas com veteranos da guerra, Steven Pressfield conta a hist\u00f3ria da Guerra dos Seis Dias de modo in\u00e9dito: pelas vozes de homens e mulheres que lutaram n\u00e3o apenas por suas vidas, mas pela sobreviv\u00eancia de sua na\u00e7\u00e3o e pelos sonhos dos seus ancestrais. SINOPSE 5 de junho de 1967. 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