﻿{"id":34121,"date":"2016-12-17T22:32:58","date_gmt":"2016-12-17T22:32:58","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=34121"},"modified":"2016-12-17T22:32:58","modified_gmt":"2016-12-17T22:32:58","slug":"problemas-desnecessarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=34121","title":{"rendered":"PROBLEMAS DESNECESS\u00c1RIOS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>N\u00e3o nos permitamos divulgar apontamentos desairosos sobre quem quer que seja.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>O mal n\u00e3o merece divulga\u00e7\u00e3o em tempo algum, salvo se for para salvaguardar o bem-estar de pessoas ou institui\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certo dia, uma \u00e1guia olhou para baixo, do alto do seu ninho, e viu uma coruja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQue estranho animal!\u201d &#8211; Pensou consigo mesma. \u201cCertamente n\u00e3o se trata de um p\u00e1ssaro.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Movida pela curiosidade, abriu suas grandes asas e p\u00f4s-se a descer voando em c\u00edrculos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao aproximar-se da coruja, perguntou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuem \u00e9 voc\u00ea? Como \u00e9 seu nome?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSou a coruja.\u201d &#8211; Respondeu o pobre p\u00e1ssaro, em voz tr\u00eamula, tentando se esconder atr\u00e1s de um galho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cComo voc\u00ea \u00e9 rid\u00edcula!\u201d &#8211; Riu a \u00e1guia, sempre voando em torno da \u00e1rvore.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cS\u00f3 tem olhos e penas! Vamos ver\u201d, acrescentou, pousando num galho, \u201cvamos ver de perto como voc\u00ea \u00e9. Deixe-me ouvir sua voz. Se for t\u00e3o bonita quanto sua cara vou ter que tapar os ouvidos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, a \u00e1guia tentava, por meio das asas, abrir caminho por entre os galhos para apanhar a coruja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, um fazendeiro havia colocado, entre os galhos da \u00e1rvore, diversos ramos cobertos de visgo, e tamb\u00e9m espalhara visgo nos galhos maiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Subitamente, a \u00e1guia se viu com as asas presas \u00e0 \u00e1rvore e, quanto mais lutava para se desvencilhar, mais grudadas ficavam suas penas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coruja lhe disse:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c1guia, daqui a pouco o fazendeiro vai chegar, apanhar voc\u00ea e tranc\u00e1-la numa grande gaiola. Ou talvez a mate para vingar-se pelos cordeiros que comeu. Voc\u00ea, que passou toda a sua vida no c\u00e9u, livre de qualquer perigo, tinha alguma necessidade de vir at\u00e9 aqui para ca\u00e7oar de mim?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">* * *<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00e1bula nos remete a reflex\u00f5es em torno de nossa pr\u00f3pria forma de ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 de nos indagarmos quantas vezes, simplesmente pelo prazer de nos imiscuirmos em quest\u00f5es que n\u00e3o nos dizem respeito, criamos problemas para n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos, por exemplo, a fofoca. Quando recebemos uma informa\u00e7\u00e3o e passamos a repeti-la, de boca a ouvido, ou pelas redes sociais, sem nos indagarmos da sua veracidade, podemos criar dificuldades para n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mais simples \u00e9 de vermos nosso nome mencionado aqui e acol\u00e1, com desprezo ou com reservas, pela forma da nossa divulga\u00e7\u00e3o. Afinal, diz-se, que quem de outro fala mal a um amigo, poder\u00e1, em breve, igualmente, desse amigo comentar com terceiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consequ\u00eancia mais grave \u00e9 nos envolvermos em processo que invoque indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral daquele de quem passamos adiante acontecimentos, inver\u00eddicos ou n\u00e3o. Ou podemos ser chamados \u00e0 barra dos tribunais para prestarmos testemunho exatamente do que divulgamos, sem termos sido a fonte original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro exemplo \u00e9 nos inserirmos em discuss\u00f5es de terceiros, a respeito de assuntos pol\u00eamicos e delicados. Nossos apartes poder\u00e3o ser tidos como intromiss\u00e3o indevida e poderemos ouvir apontamentos desagrad\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, a fim de evitarmos nos emaranhar, como a \u00e1guia, ficando prisioneiros das nossas palavras e atitudes, pensemos bem antes de falar e de agir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o nos permitamos divulgar apontamentos desairosos sobre quem quer que seja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mal n\u00e3o merece divulga\u00e7\u00e3o em tempo algum, salvo se for para salvaguardar o bem-estar de pessoas ou institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meditemos a respeito.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base no cap. &#8220;A \u00e1guia&#8221;, do livro F\u00e1bulas e Lendas, de Leonardo da Vinci, ed. Salamandra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o nos permitamos divulgar apontamentos desairosos sobre quem quer que seja. O mal n\u00e3o merece divulga\u00e7\u00e3o em tempo algum, salvo se for para salvaguardar o bem-estar de pessoas ou institui\u00e7\u00f5es. 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