﻿{"id":37100,"date":"2017-06-03T19:46:35","date_gmt":"2017-06-03T19:46:35","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=37100"},"modified":"2017-06-03T19:46:35","modified_gmt":"2017-06-03T19:46:35","slug":"suicidio-akim-rohula-neto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=37100","title":{"rendered":"SUIC\u00cdDIO &#8211; AKIM ROHULA NETO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/291_especial_3_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-37102\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/291_especial_3_1.jpg\" alt=\"291_especial_3_1\" width=\"272\" height=\"181\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/291_especial_3_1.jpg 589w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/291_especial_3_1-203x135.jpg 203w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/291_especial_3_1-377x250.jpg 377w\" sizes=\"(max-width: 272px) 100vw, 272px\" \/><\/a>Todos temos um desejo secreto pelo fim, mas este s\u00f3 chega quando n\u00e3o conseguimos viver bem o meio.<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Condenado em algumas culturas, bem visto em outras. O ato de tirar a pr\u00f3pria vida tem v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es, segue rituais distintos e \u00e9 executado das mais variadas formas. Por\u00e9m sempre deixa, mesmo nas culturas que o aceitam, marcas profundas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Japoneses e romanos antigos aceitavam o suic\u00eddio como uma maneira digna de deixar esta vida quando a pessoa havia sido derrotada. Mesmo que a sa\u00edda seja digna, ela, ainda assim, reflete a dor e a vergonha da derrota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nossa cultura, o suic\u00eddio n\u00e3o \u00e9 percebido como glamoroso ou digno. Tratamos o fen\u00f4meno como um problema de sa\u00fade mental. Esta vers\u00e3o n\u00e3o ajuda muito a pessoa que pensa no suic\u00eddio ou que o executa, ao inv\u00e9s da sa\u00edda digna, ela se afunda ainda mais na vergonha: a vida n\u00e3o deu certo e a sa\u00edda dela \u00e9 a prova disso, me matei, sou um doente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Por falar em \u201cpessoa que pensa no suic\u00eddio\u201d, vale lembrar que a maior parte das pessoas sadias j\u00e1 pensou em se matar. Algumas chegaram at\u00e9 a planejar. Este \u00e9 um fato ignorado sobre o ato do suic\u00eddio: a maior parte de n\u00f3s pensa sobre como seria se matar. O flerte com a morte talvez seja t\u00e3o comum quanto o ato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 perverso pensar na pr\u00f3pria morte, \u00e9 humano. A capacidade de imaginar o pr\u00f3prio fim &#8211; a morte &#8211; tamb\u00e9m nos faz c\u00f4nscios dela. Refletir sobre como n\u00f3s poder\u00edamos executar isso, aprofunda ainda mais este conhecimento. O desejo por destrui\u00e7\u00e3o e auto destrui\u00e7\u00e3o fazem parte da psique humana. Esta \u00e9 a verdade que poucos possuem a coragem para encarar. E ao mesmo tempo, talvez seja isso que nos apavora tanto sobre o suic\u00eddio: n\u00f3s sabemos que ele \u00e9 real, \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O suicida \u00e9 a pessoa que sai do simples ato de imaginar e passa ao ato. As pesquisas mostram que boa parte dos suicidas tinha algum tipo de transtorno mental, como depress\u00e3o. Isso n\u00e3o significa que eles s\u00e3o pessoas piores, mas sim que o n\u00edvel de sofrimento foi tamanho que eles resolveram agir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O que impacta no suic\u00eddio \u00e9 a impot\u00eancia que temos perante ele. A vida \u00e9 de propriedade de cada um e se a pessoa decide pelo suic\u00eddio, ela consegue. A a\u00e7\u00e3o do suicida \u00e9 mais do que terminar uma vida, \u00e9 buscar um al\u00edvio para a vida. Isso \u00e9 o que entristece. A pessoa poderia ter tido uma chance de reverter o quadro, apaixonar-se pela vida novamente, com aux\u00edlio, mas, infelizmente, n\u00e3o lhe foi poss\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vida que n\u00e3o mais \u00e9 poss\u00edvel. Este \u00e9 o resultado final do suic\u00eddio e n\u00e3o a morte. A perda \u00e9 das possibilidades de vida, a morte \u00e9 o \u201cganho\u201d. Por\u00e9m, se n\u00e3o falarmos sobre a morte, n\u00e3o poderemos fazer com que outras vidas n\u00e3o sejam impedidas de continuar. Isso porque a dor vai continuar existindo, os motivos e meios para o suic\u00eddio continuar\u00e3o. A quest\u00e3o reside ent\u00e3o em um delicado ponto: seremos n\u00f3s, enquanto sociedade, capazes de falar sobre isso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A instru\u00e7\u00e3o, creio, n\u00e3o deve ser feita criando temor em torno do suic\u00eddio. O verdadeiro tema \u00e9 como enfrentar a vida com as turbul\u00eancias que nos fazem sentir a morte como mais tentadora. Todos temos um desejo secreto pelo fim, mas este s\u00f3 chega quando n\u00e3o conseguimos viver bem o meio.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AKIM ROHULA NETO<\/strong> &#8211; Graduado em Psicologia pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1, em Psicologia Corporal pelo Instituto Reichiano Psicologia Cl\u00ednica e Centro de Estudos e em Programa\u00e7\u00e3o Neuroling\u00fc\u00edstica. <a title=\"AKIM ROHULA NETO\" href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=5069\" target=\"_blank\">Saiba mais<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"akimrohula@gmail.com&lt;akimrohula@gmail.com&gt;\" target=\"_blank\">akimrohula@gmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos temos um desejo secreto pelo fim, mas este s\u00f3 chega quando n\u00e3o conseguimos viver bem o meio. Condenado em algumas culturas, bem visto em outras. 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