﻿{"id":39783,"date":"2017-10-21T21:17:13","date_gmt":"2017-10-21T21:17:13","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=39783"},"modified":"2017-10-21T21:17:27","modified_gmt":"2017-10-21T21:17:27","slug":"alberto-manguel-um-escritor-universal-por-jayme-vita-roso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=39783","title":{"rendered":"ALBERTO MANGUEL: UM ESCRITOR UNIVERSAL &#8211; POR JAYME VITA ROSO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-39786\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_1.jpg\" alt=\"300_especial_2_1\" width=\"265\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_1.jpg 300w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_1-142x90.jpg 142w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_1-213x135.jpg 213w\" sizes=\"(max-width: 265px) 100vw, 265px\" \/><\/a>&#8220;O mundo de hoje \u00e9 uma s\u00f3 sociedade de consumo que, para funcionar, deve educar o cidad\u00e3o a n\u00e3o pensar. Os valores s\u00e3o apenas aqueles da facilidade, da rapidez, do banal&#8221;.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-39784\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_2.jpg\" alt=\"300_especial_2_2\" width=\"333\" height=\"178\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_2.jpg 631w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_2-228x122.jpg 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_2-467x250.jpg 467w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a>Foto: David Levenson \/ Getty Images<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ocupo-me, neste artigo, de um judeu argentino, Alberto Manguel (1948), que reparte sua vida como romancista, ensa\u00edsta, tradutor e editor. Exilou-se do pa\u00eds natal, ap\u00f3s nele ter estudado e ap\u00f3s passar a inf\u00e2ncia em Israel, at\u00e9 naturalizar-se canadense. Escreveu cinco romances, participou de quinze antologias e publicou, entre 1980 e 2015, dezoito t\u00edtulos de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o (abordou Frankenstein, Pinocchio e Homero, al\u00e9m de enfrentar temas imagin\u00e1rios, quem sabe transmitidos por Borges e com quem partilhou momentos importantes: iam ao cinema e \u201cnarrava\u201d ao amigo-cego o que sucedia na tela).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Provocativo, nos romances, reviveu Stevenson e, entre \u201cUm amante extremamente minucioso\u201d pode surfar com \u201cTodos os humanos s\u00e3o mentirosos\u201d. Nas obras de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o, fustigou a mem\u00f3ria de Kipling, com uma biografia ousada; com Borges (With Borges), retroage \u00e0 mem\u00f3ria portenha e com \u201cAt themadhatter\u2019stable\u201d, traz Erasmo, ao mundo da precis\u00e3o, mas tamb\u00e9mda inconsist\u00eancia e do relativismo. Alguns autores, discutem a sua grandeza e o catalogam no movimento dop\u00f3s-modernismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s viver tamb\u00e9m na Espanha, na Fran\u00e7a, na Inglaterra e na It\u00e1lia, mesmo adotando a nacionalidade canadense, aceitou ser diretor da Biblioteca Nacional, em Buenos Aires. Em 2014, pronunciou confer\u00eancia em S\u00e3o Paulo (A Biblioteca do Inferno) e em Porto Alegre (A Biblioteca Imagin\u00e1ria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num passar de olhos, percebe-se que os livros, as leituras, as viagens imagin\u00e1rias tra\u00e7am o perfil deste escritor universal (vencedor do Pr\u00eamio Medicis em 1998), porque, \u201c<strong>malgr\u00e9 tout<\/strong>\u201d, com a nacionalidade canadense no passaporte, a Fran\u00e7a escolheu para viver e, numa pequena cidade do interior, tem sua casa com uma biblioteca de cerca de 30 mil livros!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 agora, narrei o homem, o escritor, o peripat\u00e9tico, com tintas leves como \u00e9 de rigor. Agora, depois de ter adquirido seis t\u00edtulos proclamo que Manguel \u00e9 um curioso: leitor \u00e1vido e ass\u00edduo e amante da Divina Com\u00e9dia, que considera um livro infinito: homem de destaque deste mundo contempor\u00e2neo que respeita o seu leitor (1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relevo, de uma entrevista a Arnaldo Bloch, em 20\/08\/2016, a pesquisa que foi respondida, sobre um tema que me fascina e angustia: educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cO que \u00e9 educar, hoje?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> O mundo de hoje \u00e9 uma s\u00f3 sociedade de consumo que, para funcionar, deve educar o cidad\u00e3o a n\u00e3o pensar. Os valores s\u00e3o apenas aqueles da facilidade, da rapidez, do banal. Essa educa\u00e7\u00e3o necessariamente se op\u00f5e \u00e0 inclina\u00e7\u00e3o natural do ser humano que \u00e9 a de parar, refletir, levar a curiosidade ao fundo. Apesar do esfor\u00e7o de alguns professores, prevalece o impedimento \u00e0 reflex\u00e3o. Nossos centros de estudo n\u00e3o s\u00e3o mais escolas: s\u00e3o centros de adestramento para criar escravos que devem cumprir certas fun\u00e7\u00f5es no seio de uma usina. Estamos no modelo de Chaplin em Tempos modernos. Isso permite que uma m\u00e1quina econ\u00f4mica falida e infernal continue a nos engolir e se alimentar do sangue de nossos filhos, chamada \u201cmodelo econ\u00f4mico&#8221;. (2)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua \u201cmagna opus\u201d (como era usual dizer-se nos meios intelectuais, quando se utilizava latim como fonte racioc\u00ednio e impulsionador cultural) \u00e9 \u201c Hist\u00f3ria da Leitura\u201d(3). Aclamada em todos os recantos do mundo ocidental, apresenta o impacto de que, no in\u00edcio, o autor se reporta \u00e0 \u00faltima p\u00e1gina e, no final, em ingl\u00eas, \u201cendpaperpages\u201d, como n\u00e3o se imaginaria diferente. Simetricamente, utilizou \u201cna introdu\u00e7\u00e3o fim\u201d, vinte e quatro p\u00e1ginas e, no final, catorze p\u00e1ginas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Provoca o leitor, com portentosa bibliografia de 431 t\u00edtulos utilizados e comprovados no texto da edi\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas \u00b3 (\u201cUma hist\u00f3ria da leitura\u201d, edi\u00e7\u00e3o da Companhia das Letras).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o intelectual est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o, como afirmou, se o homem \u00e9 o que j\u00e1 leu, acompanho com alegria o que, na Revista New Yorker, George Steiner, escreveu; \u201cManguel \u00e9 uma companhia generosa&#8230; ele permanece, no exato sentido da palavra, um \u201camador\u201d, um amante em lugar do que um especialista\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) Ao leitor \u00e1vido por conhecer outras facetas do escritor e do homem, Alberto Manguel, remeto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.1- Alberto Manguel: \u201cSomos os livros que j\u00e1 lemos\u201d\u2013 ZH Caderno PrOA, 01\/11\/2014;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.2- A curiosidade inspira a nova obra de Alberto Manguel, que vem a SP para o lan\u00e7amento \u2013 Estad\u00e3o, 27\/08\/2016;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.3- O intelectual est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o, diz escritor Alberto Manguel \u2013 Folha de S\u00e3o Paulo, 30\/08\/2016;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.4- Alberto Manguel: c\u00e9rebro paradoxal \u2013 David levenson\/ Getty Images \u2013 O Globo, 28\/08\/2016.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/livros\/novo-livro-de-alberto-manguel-conta-historia-da-curiosidade-guiado-por-dante-alighieri-20001556\" target=\"_blank\">https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/livros\/novo-livro-de-alberto-manguel-conta-historia-da-curiosidade-guiado-por-dante-alighieri-20001556]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) Destaque da entrevista, por Arnaldo Bloch \u2013 O Globo, 28\/08\/2016.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/livros\/novo-livro-de-alberto-manguel-conta-historia-da-curiosidade-guiado-por-dante-alighieri-20001556\" target=\"_blank\">https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/livros\/novo-livro-de-alberto-manguel-conta-historia-da-curiosidade-guiado-por-dante-alighieri-20001556<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) A History of Reading \u2013 Alberto Manguel \u2013 Publicado em Penguim Books, 1997 \u2013 Nova York.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JAYME VITA ROSO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.5;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-39785\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_3.jpg\" alt=\"300_especial_2_3\" width=\"228\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_3.jpg 648w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_3-76x135.jpg 76w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/300_especial_2_3-141x250.jpg 141w\" sizes=\"(max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><\/a>Graduado pela Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo, \u00e9 especialista em leis antitruste e consultor jur\u00eddico de fama internacional, ecologista reconhecido e premiado, &#8220;Professor Honor\u00e1rio&#8221; da Universidade Inca Garcilaso de La Vega de Lima, Peru e autor de v\u00e1rios livros jur\u00eddicos. Saiba mais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"%20vitaroso@vitaroso.com.br&lt; vitaroso@vitaroso.com.br&gt;\" target=\"_blank\"> vitaroso@vitaroso.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O mundo de hoje \u00e9 uma s\u00f3 sociedade de consumo que, para funcionar, deve educar o cidad\u00e3o a n\u00e3o pensar. Os valores s\u00e3o apenas aqueles da facilidade, da rapidez, do banal&#8221;. 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