﻿{"id":40846,"date":"2017-12-07T21:29:38","date_gmt":"2017-12-07T21:29:38","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=40846"},"modified":"2017-12-07T21:52:11","modified_gmt":"2017-12-07T21:52:11","slug":"israel-exemplo-para-o-brasil-entrevista-com-ric-scheinkman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=40846","title":{"rendered":"ISRAEL: EXEMPLO PARA O BRASIL &#8211; ENTREVISTA COM RIC SCHEINKMAN"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/303_especial_5_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-40847\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/303_especial_5_1.jpg\" alt=\"303_especial_5_1\" width=\"333\" height=\"181\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/303_especial_5_1.jpg 498w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/303_especial_5_1-228x124.jpg 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/303_especial_5_1-459x250.jpg 459w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a>Em Israel h\u00e1 um ecossistema muito favor\u00e1vel \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. H\u00e1 toda uma estrutura que permite que o empreendedor com uma boa ideia encontre apoio para transform\u00e1-la em um produto que seja um sucesso de mercado.<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olhando popula\u00e7\u00e3o e \u00e1rea, n\u00e3o faz sentido comparar Brasil e Israel. O territ\u00f3rio do pa\u00eds do Oriente M\u00e9dio \u00e9 de 20,7 mil quil\u00f4metros quadrados. S\u00e3o apenas 0,24% da \u00e1rea brasileira, pouco menos que o Estado de Sergipe. Sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de 8,5 milh\u00f5es de pessoas, 4,1% dos 208 milh\u00f5es de brasileiros. Por\u00e9m, \u00e9 no desempenho econ\u00f4mico que os n\u00fameros ficam realmente incompar\u00e1veis. Em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) israelense foi de US$ 318,7 bilh\u00f5es, quase 18% do PIB do Brasil. Em uma compara\u00e7\u00e3o simples, no ano passado, cada um dos israelenses produziu US$ 37,3 mil, ao passo que cada brasileiro produziu US$ 8,6 mil. Para o administrador de empresas Ric Scheinkman, diretor da C\u00e2mara Brasil-Israel de Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, e principal executivo da empresa de gest\u00e3o de fundos Harpia Capital, a vantagem econ\u00f4mica israelense \u00e9 facilmente explic\u00e1vel. Ela decorre da maneira como o governo financia e direciona recursos para a inova\u00e7\u00e3o. A boa not\u00edcia \u00e9 que, segundo ele, essa f\u00f3rmula pode ser replicada no Brasil. Leia a entrevista na \u00edntegra:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Produtos como o aplicativo Waze s\u00e3o inven\u00e7\u00f5es israelenses. Como Israel consegue tanto sucesso ao investir em inova\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Israel h\u00e1 um ecossistema muito favor\u00e1vel \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. H\u00e1 toda uma estrutura que permite que o empreendedor com uma boa ideia encontre apoio para transform\u00e1-la em um produto que seja um sucesso de mercado. Mas essa \u00e9 apenas uma parte vis\u00edvel desse processo. H\u00e1 muito mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 a base da inova\u00e7\u00e3o israelense?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Educa\u00e7\u00e3o. Desde o ensino b\u00e1sico, os alunos t\u00eam um grande acesso \u00e0 matem\u00e1tica, \u00e0s ci\u00eancias, estudam rob\u00f3tica, programa\u00e7\u00e3o. E \u00e9 poss\u00edvel pensar algo semelhante aqui no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mesmo com todas as defici\u00eancias que existem na educa\u00e7\u00e3o de base brasileira?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim. \u00c9 poss\u00edvel superar algumas dessas defici\u00eancias usando tecnologia. Vou dar um exemplo. Em 2012, um grupo de programadores desenvolveu uma plataforma educacional para crian\u00e7as chamada Matific, que \u00e9 baseada em jogos, e ensina matem\u00e1tica de uma maneira interativa. Ela capacita os jovens, desde cedo, a racionar matematicamente e os prepara para estudar programa\u00e7\u00e3o. Logo no in\u00edcio, ela recebeu US$ 40 milh\u00f5es em investimentos. Gra\u00e7as a isso, hoje ela \u00e9 uma das cinco melhores plataformas de ensino do mundo, e est\u00e1 em 45 pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isso n\u00e3o se restringe \u00e0 educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, imagino.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o. Essa \u00eanfase na capacita\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias e em matem\u00e1tica avan\u00e7a pelo ensino m\u00e9dio e superior. Outro fator que ajuda na capacita\u00e7\u00e3o \u00e9 o Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como assim?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ambiente local \u00e9 perigoso, pois a regi\u00e3o \u00e9 hostil ao Estado de Israel. \u00c9 um pa\u00eds militarizado. Todos os jovens servem o Ex\u00e9rcito. Os homens servem por tr\u00eas anos e as mulheres servem por dois anos. E o servi\u00e7o militar \u00e9 algo de extrema responsabilidade. H\u00e1 um perigo constante de soberania, pois \u00e9 preciso enfrentar inimigos armados. Assim, qualquer inova\u00e7\u00e3o que reduza o risco \u00e9 bem-vinda. N\u00e3o por acaso, as For\u00e7as Armadas israelenses possuem um dos departamentos de inova\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ados do mundo. As tecnologias desenvolvidas para resolver necessidades militares s\u00e3o, mais tarde, adaptadas para usos civis. Foi o que aconteceu com o GPS, e tamb\u00e9m foi o caso do Waze. Ele foi desenvolvido como uma ferramenta que permitia enxergar e acompanhar remotamente o movimento dos tanques, e depois foi adaptado a usos civis. E h\u00e1 muitos outros setores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As fintechs, por exemplo. H\u00e1 alguns anos, quando come\u00e7ou o movimento das fintechs, Israel percebeu que n\u00e3o estava produzindo nada relevante nesse campo. Assim, o governo come\u00e7ou a incentivar seu desenvolvimento, fomentando aceleradoras. Tempos depois, uma miss\u00e3o governamental israelense foi para Nova York. O ministro da economia para a America do Norte, Inon Elroy, apresentou pessoalmente 25 fintechs israelenses aos bancos. Hoje, elas s\u00e3o grandes prestadoras de servi\u00e7os para o sistema financeiro americano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No que elas atuam?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Principalmente em seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o. Desde verificar se a imagem do documento que a pessoa apresentou \u00e9 verdadeira at\u00e9 detectar fraudes. Muitos fraudadores criam sites clonados para capturar senhas dos clientes e realizar transa\u00e7\u00f5es n\u00e3o-autorizadas. H\u00e1 empresas que usam recursos de big data para conter essas fraudes. Elas navegam pela internet convencional, e pelo que se convencionou chamar de deep web, para ver se o cliente que est\u00e1 acessando os sistemas do banco, seja uma pessoa ou uma empresa, tem algo suspeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que mais?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sa\u00fade, por exemplo. Vale a pena falar um pouco sobre o instituto Weizmann. Ele \u00e9 uma universidade p\u00fablica que se dedica apenas \u00e0s ci\u00eancias. Hoje, sete dos 25 medicamentos mais vendidos no mundo tiveram origem em alguma patente desenvolvida no Weizmann. O caso mais recente \u00e9 uma vacina para o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata. Um cientista do Weizmann descobriu o produto, uma empresa incentivada israelense financiou o desenvolvimento, e os testes globais come\u00e7aram pouco depois. O uso foi aprovado no M\u00e9xico no fim do ano passado, e a Europa tamb\u00e9m est\u00e1 em vias de aprovar esse medicamento. Um dos maiores avan\u00e7os na medicina hoje s\u00e3o os tratamentos personalizados, especialmente na \u00e1rea do c\u00e2ncer. Todas as institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa israelenses, hoje, dedicam de 20% a 30% de seus recursos a pesquisas relacionadas a doen\u00e7as autoimunes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Tamb\u00e9m h\u00e1 pesquisas contra pragas, n\u00e9?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim. E esse \u00e9 um exemplo de como o Brasil pode participar desses processos. Investidores americanos e australianos est\u00e3o financiando o desenvolvimento de tecnologia israelense para combater o mosquito que dissemina o v\u00edrus da zika e da dengue. Sabemos que o v\u00edrus da zika j\u00e1 chegou a 80 pa\u00edses. Essa tecnologia controla o foco dos mosquitos. Assim, podemos evitar epidemias de zika em 80 pa\u00edses. Essa tecnologia tamb\u00e9m est\u00e1 sendo desenvolvida e testada aqui no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Como \u00e9 poss\u00edvel gerar mais exemplos como esses no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O governo teve uma atua\u00e7\u00e3o muito forte no in\u00edcio do processo, em 1997. Ele garantiu o dinheiro para os primeiros fundos de investimento em inova\u00e7\u00e3o, conhecidos como venture capital, ou fundos de capital de risco. No ano passado, os investimentos israelenses em inova\u00e7\u00e3o, tanto p\u00fablicos quanto privados, chegaram a cerca de US$ 5 bilh\u00f5es. Desse total, cerca de US$ 2 bilh\u00f5es foram para venture capital e US$ 3 bilh\u00f5es para private equity, que s\u00e3o investimentos em empresas mais maduras e estabelecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De onde vem o dinheiro?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De todos os lugares. No in\u00edcio do processo, 56% do capital era israelense. Hoje, esse percentual caiu para apenas 13%, ou seja, 87% do dinheiro \u00e9 estrangeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 poss\u00edvel atrair recursos desse tipo para o Brasil?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim. Em alguns sentidos, o Brasil est\u00e1 mais perto de Israel do que dos Estados Unidos, que \u00e9 considerado o para\u00edso do financiamento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. Em Israel, a grande maioria dos investimentos em venture capital oscila entre US$ 1 milh\u00e3o e US$ 10 milh\u00f5es. Esse total chega a US$ 20 milh\u00f5es, no m\u00e1ximo. Se for poss\u00edvel levantar US$ 800 milh\u00f5es por ano para esses investimentos de capital de risco no Brasil, em quatro ou cinco anos vamos chegar a um mercado de US$ 5 bilh\u00f5es em investimentos por ano, o que \u00e9 mais do que suficiente para sustentar o financiamento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa \u00e9 a \u00fanica mudan\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 mais algumas coisas. O Brasil precisa mudar sua forma de investir em tecnologia. H\u00e1 empresas de base tecnol\u00f3gica muito boas por aqui, como Guia Bolso, iFood, Mercado Livre. Por\u00e9m, essas empresas s\u00e3o processuais: elas buscam defici\u00eancias no mercado e procuram atend\u00ea-las por meio de melhoramento de processos, usando tecnologias j\u00e1 existentes. N\u00e3o h\u00e1 muita coisa disruptiva, n\u00e3o h\u00e1 tecnologia nova, a inova\u00e7\u00e3o profunda. \u00c9 preciso estimular isso, por exemplo, criando um n\u00facleo de tecnologia em S\u00e3o Paulo, um hub de inova\u00e7\u00e3o, e anunciando ao mundo todo que ele est\u00e1 aberto para neg\u00f3cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que mais?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais duas coisas. Uma delas \u00e9 que agentes financeiros e empres\u00e1rios t\u00eam de ter claro que \u00e9 preciso fomentar esse sistema para que haja resultados. Inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o nasce do nada, n\u00e3o surge instantaneamente. \u00c9 preciso dar espa\u00e7o para funcion\u00e1rios e para jovens empreendedores testarem suas ideias. A outra \u00e9 que \u00e9 preciso olhar para solu\u00e7\u00f5es globais. O empreendedor n\u00e3o pode ambicionar criar um produto que sirva apenas para o mercado brasileiro. Nem todos os talentos est\u00e3o no Brasil. Por\u00e9m, se houver coopera\u00e7\u00e3o com pesquisadores em Tel Aviv e Cingapura, com investidores em Londres e Nova York, se houver a abertura de canais de comunica\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 poss\u00edvel fazer o conhecimento fluir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 poss\u00edvel pensar em um setor inovador brasileiro que seja economicamente representativo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d\u00favida. As empresas tecnol\u00f3gicas com ambi\u00e7\u00e3o de competir no mercado global precisam de capital, mas tamb\u00e9m precisam de cr\u00e9dito para crescimento. Esse cr\u00e9dito n\u00e3o pode ser garantido por im\u00f3veis, ele tem de ser garantido por patentes e pelas receitas que essas patentes v\u00e3o gerar no futuro. E h\u00e1 o mercado de capitais, que pode sustentar a expans\u00e3o global. Com isso, ser\u00e1 poss\u00edvel tornar a tecnologia e a inova\u00e7\u00e3o economicamente relevantes no Brasil. Em Israel, as inova\u00e7\u00f5es respondem por at\u00e9 50% da receita de exporta\u00e7\u00f5es. No momento em que montarmos esse ecossistema de financiamento e incentivo, vamos atrair capital estrangeiro, fazer a economia crescer e gerar novos empregos de qualidade. A nova etapa de progresso do Brasil n\u00e3o vai vir do min\u00e9rio ou do agroneg\u00f3cio. Temos de obter receitas de novas fontes. Temos de pensar na inova\u00e7\u00e3o como um Plano Real 2.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nota &#8211; Mat\u00e9ria publicada na revista Isto \u00c9 Dinheiro<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Israel h\u00e1 um ecossistema muito favor\u00e1vel \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. H\u00e1 toda uma estrutura que permite que o empreendedor com uma boa ideia encontre apoio para transform\u00e1-la em um produto que seja um sucesso de mercado. Olhando popula\u00e7\u00e3o e \u00e1rea, n\u00e3o faz sentido comparar Brasil e Israel. 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