﻿{"id":41116,"date":"2017-12-21T17:55:21","date_gmt":"2017-12-21T17:55:21","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=41116"},"modified":"2017-12-21T17:55:21","modified_gmt":"2017-12-21T17:55:21","slug":"seminario-e-lancamento-de-livro-marcam-os-sete-anos-da-catedra-da-cultura-judaica-da-puc-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=41116","title":{"rendered":"SEMIN\u00c1RIO E LAN\u00c7AMENTO DE LIVRO MARCAM OS SETE ANOS DA C\u00c1TEDRA DA CULTURA JUDAICA DA PUC-SP"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Para marcar os sete anos da C\u00e1tedra da Cultura Judaica da PUC-SP, foi realizado o semin\u00e1rio \u201cO mundo depois do Holocausto: direitos humanos e direitos nacionais\u201d. O evento aconteceu no edif\u00edcio Reitor Bandeira de Mello, da PUC-SP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mesmo dia, aconteceu o lan\u00e7amento do livro \u201cA for\u00e7a da Mentira \u2013 a grande farsa de Os Protocolos dos S\u00e1bios de Si\u00e3o\u201d (480 p\u00e1ginas, R$ 81,00, Educ), de Hadassa Ben-Itto, com tradu\u00e7\u00e3o da jornalista Miriam Sanger, que esteve presente no evento. A instigante obra penetra nos principais julgamentos a respeito desse livro que \u00e9 o grande cl\u00e1ssico da literatura antissemita no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre a C\u00e1tedra da Cultura Judaica<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_11.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-41120\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_11.jpg\" alt=\"304_fique_2_1\" width=\"311\" height=\"276\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_11.jpg 378w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_11-152x135.jpg 152w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_11-281x250.jpg 281w\" sizes=\"(max-width: 311px) 100vw, 311px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final do ano de 2009 surgiu a ideia para a cria\u00e7\u00e3o de um centro focado em estudos sobre o juda\u00edsmo na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo. Esta ideia foi concebida na Pontif\u00edcia Academia Scientiarum, uma das Academias Pontificiais, ligada \u00e0 C\u00faria Romana, e proposta \u00e0 Secretaria-Executiva da Funda\u00e7\u00e3o S\u00e3o Paulo, que , em conjunto com a Reitoria, assim elegeu membros para que se pudessem iniciar os trabalhos. Durante o ano de 2010, uma comiss\u00e3o trabalhou intensamente para formatar a proposta e, ap\u00f3s consulta \u00e0 Pr\u00f3 Reitoria de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e Pr\u00f3 Reitoria de Gradua\u00e7\u00e3o (recebendo pareceres favor\u00e1veis) no dia 27 de outubro de 2010 o Reitor da PUC-SP apresentou a proposta ao Conselho Universit\u00e1rio (CONSUN) que aprovou por unanimidade a cria\u00e7\u00e3o da C\u00e1tedra da Cultura Judaica da PUC-SP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Instalada em novembro de 2010, a C\u00e1tedra da Cultura Judaica da PUC-SP tem como objetivo a promo\u00e7\u00e3o de estudos diversos de relev\u00e2ncia da Cultura Judaica, em aspectos como a l\u00edngua hebraica, juda\u00edsmo b\u00edblico e contempor\u00e2neo, pol\u00edticas internacionais e hist\u00f3ria dos povos antigos. Busca tamb\u00e9m criar instrumentos para a compreens\u00e3o e fomento ao di\u00e1logo intercultural e fortalecimento do di\u00e1logo inter-religioso, assim como identificar e valorizar o papel das comunidades judaicas na forma\u00e7\u00e3o sociocultural do Brasil, discutir a diversidade cultural, sob a tem\u00e1tica da promo\u00e7\u00e3o de valores \u00e9ticos a partir da perspectiva judaico-crist\u00e3; apoiar o desenvolvimento de pesquisas de demanda sobre juda\u00edsmo-cristianismo e a nacionalidade brasileira; articular a\u00e7\u00f5es entre os setores p\u00fablico, privado, universit\u00e1rio e governamental para a utiliza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados de refer\u00eancia no ensino; sugerir a ado\u00e7\u00e3o de conte\u00fados e disciplinas de tem\u00e1ticas pertencentes aos estudos sobre cultura judaica nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, produzir a difus\u00e3o de conhecimentos a respeito de cultura judaica, capacitar professores e alunos de escolas p\u00fablicas e particulares de Ensino M\u00e9dio com rela\u00e7\u00e3o aos di\u00e1logos inter-religiosos, identificar e avaliar experi\u00eancias internacionais e promover debates com dirigentes e sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNesses sete anos de exist\u00eancia, a C\u00e1tedra promoveu cursos de Hist\u00f3ria Judaica, Cultura Judaica, Poesia B\u00edblica, Hebraico B\u00edblico, semin\u00e1rios nacionais e internacionais sobre variados temas e cursos de direito internacional, entre outras atividades, com a cria\u00e7\u00e3o em 2017 da \u201cCole\u00e7\u00e3o C\u00e1tedra da Cultura Judaica\u201d na Educ \u2013 Editora da PUC-SP\u201d, diz Jos\u00e9 Luiz Goldfarb (foto), coordenador da C\u00e1tedra da Cultura Judaica e diretor da Educ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o Livro \u201cA For\u00e7a da Mentira \u2013 a grande farsa de Os Protocolos dos S\u00e1bios de Si\u00e3o\u201d<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-41117\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_2.jpg\" alt=\"304_fique_2_2\" width=\"333\" height=\"175\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_2.jpg 1280w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_2-228x120.jpg 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_2-475x250.jpg 475w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_2-1024x539.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Educ (Editora da PUC-SP) lan\u00e7a no Brasil o livro \u201cA For\u00e7a da Mentira \u2013 a grande farsa de Os Protocolos dos S\u00e1bios de Si\u00e3o\u201d (The Lie That Wouldn\u2019t Die), da ju\u00edza israelense Hadassa Ben-Itto (foto). Com 480 p\u00e1ginas, pre\u00e7o de R$ 81,00 e excelente tradu\u00e7\u00e3o da jornalista brasileira, residente em Israel, Miriam Sanger, a instigante obra penetra nos grandes julgamentos a respeito desse livro que \u00e9 o grande cl\u00e1ssico da literatura antissemita no mundo. O livro ser\u00e1 vendido nas melhores livrarias do ramo e pelo site da Livraria da F\u00edsica: <a href=\"http:\/\/www.livrariadafisica.com.br\/\" target=\"_blank\">www.livrariadafisica.com.br.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">The Lie That Wouldn\u2019t Die foi publicado pela primeira vez, com grande repercuss\u00e3o, em alem\u00e3o e hebraico, em 1998. Foram tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es em cada idioma. Depois, foi traduzido tamb\u00e9m para o ingl\u00eas (duas edi\u00e7\u00f5es), russo, holand\u00eas, espanhol, h\u00fangaro, b\u00falgaro, romeno, \u00e1rabe, parsi e, agora, portugu\u00eas. Escrito em ingl\u00eas, o livro foi traduzido pela pr\u00f3pria autora para o hebraico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cA For\u00e7a da Mentira \u2013 a grande farsa de Os Protocolos dos S\u00e1bios de Si\u00e3o\u201d, a ju\u00edza conta, em linguagem agrad\u00e1vel e tom de romance, seu primeiro contato com o infame Os Protocolos dos S\u00e1bios de Si\u00e3o, sua busca pelas origens do texto, sua entrevista com os envolvidos em sua reda\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o, sua investiga\u00e7\u00e3o em diversos pa\u00edses e os dois julgamentos p\u00fablicos da obra, realizados na \u00c1frica do Sul e na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como relata a autora, \u201cde todos os libelos que j\u00e1 serviram como meio de incita\u00e7\u00e3o contra os judeus e como justificativa intelectual para o antissemitismo, o mito da assim chamada \u2018conspira\u00e7\u00e3o judaica de domina\u00e7\u00e3o mundial\u2019 \u2013 que foi materializado na farsa expressa em Os Protocolos dos S\u00e1bios de Si\u00e3o \u2013 \u00e9 provavelmente o mais capcioso e, a longo prazo, o mais perigoso entre todos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A For\u00e7a da Mentira traz a hist\u00f3ria daqueles que forjaram esse texto, que o utilizaram e o distribu\u00edram pelo mundo. Ao mesmo tempo, presta homenagem \u00e0queles que o expuseram e o contestaram. No decorrer do \u00faltimo s\u00e9culo, essa farsa foi publicada e disseminada em praticamente todos os idiomas conhecidos nos pa\u00edses civilizados. \u201cPor outro lado, tem sido repetidamente, por muitas d\u00e9cadas, desafiada e exposta em pa\u00edses democr\u00e1ticos, por jornalistas honestos, historiadores eruditos, pol\u00edticos e diplomatas, l\u00edderes religiosos, ex-agentes policiais e, acima de tudo, por ju\u00edzes corajosos, respons\u00e1veis e irrepreens\u00edveis em pa\u00edses democr\u00e1ticos. A pr\u00f3pria hist\u00f3ria atroz do s\u00e9culo 20 refuta essa terr\u00edvel mentira\u201d, escreve a autora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra de Hadassa Ben-Itto traz elogiosos pref\u00e1cios de Lord Harry Woolf, chefe do Supremo Tribunal da Inglaterra, e do juiz Edward R. Korman, desembargador do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste de Nova York.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascida na Pol\u00f4nia em 1926, Hadassa Ben-Itto \u00e9 advogada especializada em lei criminal. Atuou por 31 anos como ju\u00edza (desde 1970) e aposentou-se precocemente, em 1991 de seu posto na Suprema Corte de Israel, comprometida com a investiga\u00e7\u00e3o e a publica\u00e7\u00e3o do livro (The Lie That Wouldn\u2019t Die). Atuou como membro da delega\u00e7\u00e3o israelense na ONU em 1965 e 1975. Representou Israel nos mais importantes eventos internacionais, como a Confer\u00eancia de Direitos Humanos da Unesco, em Paris em 1982. Foi presidente da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Advogados e Juristas Judeus (IAJLJ) de 1988 a 2004; nesse ano foi eleita como Presidente Honor\u00e1ria e coordenadora do comit\u00ea de combate do antissemitismo. Hadassa Ben-Itto dedicou-se por seis anos \u00e0 pesquisa e reda\u00e7\u00e3o dessa magn\u00edfica obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre Miriam Sanger<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-41118\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_3.jpg\" alt=\"304_fique_2_3\" width=\"168\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_3.jpg 715w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_3-89x135.jpg 89w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/304_fique_2_3-166x250.jpg 166w\" sizes=\"(max-width: 168px) 100vw, 168px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jornalista e tradutora, 48 anos, Miriam Sanger vive em Israel desde 2012. Escreve artigos, como freelancer, para v\u00e1rios ve\u00edculos do Pa\u00eds. J\u00e1 publicou cinco livros. \u201cA For\u00e7a da Mentira \u2013 a grande farsa de Os Protocolos dos S\u00e1bios de Si\u00e3o\u201d, \u00e9 sua primeira tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pref\u00e1cio do livro, pelo Dr. Carlos Roberto Schlesinger, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Advogados e Juristas Brasil-Israel<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meio do caminho havia uma pedra. Havia uma pedra no meio do caminho da carreira de Hadassa Ben-Itto. A experiente ju\u00edza israelense se deparou com ela em 1965, quando, ao representar o Estado de Israel na 20\u00aa sess\u00e3o da Assembleia Geral da ONU, foi apontada como a \u201cdelegada dos s\u00e1bios de Si\u00e3o\u201d por representantes de v\u00e1rios pa\u00edses que n\u00e3o reconheciam \u2013 e ainda n\u00e3o o fazem hoje \u2013 o Estado de Israel. Sequer mencionavam o nome do pa\u00eds, como conta a autora nesta obra, agora lan\u00e7ada em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao identificar um cidad\u00e3o israelense com o terr\u00edvel conceito descrito em Os Protocolos dos S\u00e1bios de Si\u00e3o, desqualifica-se o pr\u00f3prio Estado de Israel. Afinal, se o nome da na\u00e7\u00e3o pode ser substitu\u00eddo por essa express\u00e3o mentirosa, atribui-se a ele os mesmos princ\u00edpios defendidos naquela que j\u00e1 foi comprovada ser a maior farsa liter\u00e1ria do s\u00e9culo 20: a de que o pa\u00eds foi criado visando \u00e0 domina\u00e7\u00e3o mundial, \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o do cristianismo e \u00e0 soberania econ\u00f4mica por meio da especula\u00e7\u00e3o e da trapa\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos diferentes \u201cencontros\u201d entre Hadassa e Os Protocolos, como ela descreve logo no primeiro cap\u00edtulo de seu livro, fica evidente sua indaga\u00e7\u00e3o perene quase ing\u00eanua, explicitada por sua dificuldade em compreender que o mundo de fato conferiu a eles um dia, e ainda confere, credibilidade. Uma farsa criada com o prop\u00f3sito de acirrar os \u00e2nimos de russos, alem\u00e3es, europeus e n\u00e3o judeus do mundo todo contra uma \u201carrogante, criminosa e assassina associa\u00e7\u00e3o secreta\u201d, que, acusam, n\u00e3o teria nem ao menos escr\u00fapulos em documentar e sistematizar seus planos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hadassa indigna-se, repito, com comovedora inoc\u00eancia, contra o texto ap\u00f3crifo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuem poderia acreditar que havia uma conspira\u00e7\u00e3o judaica com o objetivo de dominar o mundo? Tudo o que n\u00f3s quer\u00edamos, eu refleti naquele momento, era sermos aceitos como iguais. Sempre, em todas as sociedades em que vivemos, tentamos nos misturar, ser admitidos em suas escolas e em seus clubes, convidados em suas casas&#8230;. Buscamos a excel\u00eancia, claro, mas isso significava dominar e governar os demais?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A autora aposentou-se da Corte Suprema de Israel para se dedicar \u00e0 fant\u00e1stica incurs\u00e3o na hist\u00f3ria dos julgamentos sobre os Protocolos, da qual nos d\u00e1 conta a obra A For\u00e7a da Mentira. A abordagem inusitada \u2013 examinar as quest\u00f5es judici\u00e1rias em lugar de preparar um libelo contra o livro \u2013 \u00e9 significativamente atual. Vivemos tempos assustadores, de discursos extremistas e de sua veicula\u00e7\u00e3o por diferentes meios, em especial pela internet. As massas ignaras se apresentam despudoradamente para explicitar seus conceitos racistas, excludentes e que t\u00eam temperado historicamente o caldo do qual os Protocolos s\u00e3o o ve\u00edculo excipiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discuss\u00e3o em todos os foros poss\u00edveis dos discursos de \u00f3dio contra judeus \u2013 e que atingir\u00e1, no final, a todos \u2013 \u00e9 uma urg\u00eancia. Neste cen\u00e1rio, A For\u00e7a da Mentira surge na impec\u00e1vel tradu\u00e7\u00e3o de Miriam Sanger para aparelhar esta intermin\u00e1vel luta. A edi\u00e7\u00e3o brasileira dos Protocolos dos S\u00e1bios de Si\u00e3o, traduzida e apostilada por Gustavo Barroso, l\u00edder integralista e considerado por muitos o mais antissemita intelectual brasileiro, \u00e9 vendida a 1 real pela internet. Outras vers\u00f5es podem ser baixadas livremente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edi\u00e7\u00f5es da Editora Revis\u00e3o, Edi\u00e7\u00f5es J\u00fapiter e outras circulam no Brasil e jamais foram questionadas. \u00c9 uma quest\u00e3o complexa, a da liberdade de informa\u00e7\u00e3o versus a veicula\u00e7\u00e3o de discurso incitador de \u00f3dio racial, \u00e9tnico ou de qualquer forma sect\u00e1rio. Talvez a leitura de A For\u00e7a da Mentira possa nos auxiliar a lidar com essas ferramentas de conten\u00e7\u00e3o e sua forma de utiliza\u00e7\u00e3o para elimina\u00e7\u00e3o de discursos insidiosos como o dos Protocolos, o da perf\u00eddia incrustada na voz da v\u00edtima, como se fosse ela sua autora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um discurso que n\u00e3o ser\u00e1 ultrapassado se n\u00e3o for enfrentado e destru\u00eddo pelo expurgo cat\u00e1rtico da an\u00e1lise de seus m\u00e9todos e pela an\u00e1lise dial\u00e9tica que Hadassa Ben-Itto teve em seu heroico empenho de aprofundar, na faina da procura e do encontro de fontes prim\u00e1rias a espessar sua obra. O caminho de Hadassa Ben-Itto est\u00e1 livre, por ter afastado com for\u00e7a atl\u00e2ntica aquela pedra que se atravessou no seu caminho. Agora \u00e9 nossa vez de agir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para marcar os sete anos da C\u00e1tedra da Cultura Judaica da PUC-SP, foi realizado o semin\u00e1rio \u201cO mundo depois do Holocausto: direitos humanos e direitos nacionais\u201d. O evento aconteceu no edif\u00edcio Reitor Bandeira de Mello, da PUC-SP. 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