﻿{"id":41289,"date":"2018-01-18T20:56:28","date_gmt":"2018-01-18T20:56:28","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=41289"},"modified":"2018-01-18T21:21:05","modified_gmt":"2018-01-18T21:21:05","slug":"cne-aprova-ensino-do-holocausto-como-materia-curricular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=41289","title":{"rendered":"CNE APROVA ENSINO DO HOLOCAUSTO COMO MAT\u00c9RIA CURRICULAR"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-41290\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_1.jpg\" alt=\"305_especial_2_1\" width=\"212\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_1.jpg 600w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_1-130x135.jpg 130w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_1-242x250.jpg 242w\" sizes=\"(max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a>Fernando Lottenberg e Mendon\u00e7a Filho. Foto: Conib<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o aprovou e recomendou o ensino do Holocausto como mat\u00e9ria curricular e o governo brasileiro endossou a decis\u00e3o. O documento oficial sobre a nova Base Nacional Comum Curricular inclui como temas obrigat\u00f3rios: &#8220;Judeus e outras v\u00edtimas do Holocausto&#8221; e o estudo &#8220;do exterm\u00ednio de judeus (como o Holocausto)\u201d. Ambos os temas foram inclu\u00eddos ao 9\u00ba ano do Ensino Fundamental, nas p\u00e1ginas 424 e 425 da BNCC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCreio que essa \u00e9 certamente uma grande vit\u00f3ria para n\u00f3s, judeus brasileiros, para os que ensinam hist\u00f3ria judaica e para as institui\u00e7\u00f5es representativas da comunidade judaica, que h\u00e1 muitos anos v\u00eam lutando para que esse resultado fosse alcan\u00e7ado. O MEC e o ministro Mendon\u00e7a (Filho) foram parceiros relevantes, o que merece ser registrado\u201d. \u201cCom isso, o Brasil passa a cumprir algumas das resolu\u00e7\u00f5es de organismos internacionais (ONU\/UNESCO) que cobram a obrigatoriedade do ensino do Holocausto, o que tamb\u00e9m \u00e9 digno de registro\u201d. Abra\u00e7os e parab\u00e9ns a todos os que ajudaram para que cheg\u00e1ssemos a esse resultado!\u201d, declarou o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Israelita do Brasil, Fernando K. Lottenberg<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Confedera\u00e7\u00e3o Israelita do Brasil (Conib) havia encaminhado documento em novembro ao Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o sugerindo a inclus\u00e3o dos temas da Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil e do Holocausto na Base Nacional Comum Curricular. O documento ressalta que a inclus\u00e3o dos temas preenche uma lacuna que merece ser observada por este conselho, tendo em vista os princ\u00edpios que regem a compreens\u00e3o de \u201cdesenvolvimento humano integral\u201d e os \u201cvalores humanit\u00e1rios\u201d que devem estruturar a \u201cforma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica comum\u201d na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desafio ao longo do ano de 2018 ser\u00e1 de ajudar o MEC e os especialistas a planejar como ser\u00e1 feita a capacita\u00e7\u00e3o de educadores a n\u00edvel nacional para que, a partir de 2019, a Conib possa exercer um papel protagonista no sentido de ajudar o MEC na implementa\u00e7\u00e3o dessa mat\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00faltimo dia 15, o Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE) aprovou, por 19 votos a favor e tr\u00eas contr\u00e1rios, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educa\u00e7\u00e3o infantil e ensino fundamental. A posi\u00e7\u00e3o dos relatores pela aprova\u00e7\u00e3o foi vencedora, contra o voto de tr\u00eas conselheiras que pediram mais tempo para debates, alegando lacunas e limita\u00e7\u00f5es do documento que servir\u00e1 de diretriz nacional do que ser\u00e1 ensinado em sala de aula. O placar selou uma vit\u00f3ria do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), que modificou a BNCC na reta final de discuss\u00e3o, suprimindo men\u00e7\u00f5es a quest\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade, e articulou nos \u00faltimos meses o placar favor\u00e1vel ao texto. Leia mat\u00e9ria em <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/educacao\/base-nacional-comum-curricular-aprovada-pelo-cne-22195834?utm_source=akna&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Boletim+526+-+envio\" target=\"_blank\">O Globo.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Objetivos:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta da Conib tem como objetivos principais exercitar a empatia, o di\u00e1logo, a resolu\u00e7\u00e3o de conflitos e a coopera\u00e7\u00e3o, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade de indiv\u00edduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, g\u00eanero, orienta\u00e7\u00e3o sexual, idade, habilidade\/necessidade, convic\u00e7\u00e3o religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer. Essa compet\u00eancia, informada pelas diretrizes dos direitos humanos, presentes na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, dialoga diretamente com as quest\u00f5es que organismos internacionais, particularmente a UNESCO, v\u00eam enfatizando para os quais: entender como e porque o Holocausto ocorreu, pode informar entendimentos mais amplos de genoc\u00eddios, t\u00e3o bem como iluminar os valores que promovem os direitos humanos, a \u00e9tica e o engajamento c\u00edvico, que refor\u00e7am a solidariedade humana nos n\u00edveis local, nacional e global.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, se a BNCC fundamenta-se tamb\u00e9m por princ\u00edpios \u00e9ticos \u2013 de justi\u00e7a, solidariedade, liberdade e autonomia; de respeito \u00e0 dignidade da pessoa humana e de compromisso com a promo\u00e7\u00e3o do bem de todos, contribuindo para combater e eliminar quaisquer manifesta\u00e7\u00f5es de preconceito de origem, ra\u00e7a, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discrimina\u00e7\u00e3o \u2013 , julgamos da maior import\u00e2ncia que a forma\u00e7\u00e3o do jovem estudante deva, desde os \u00faltimos anos do ensino fundamental, ser desafiada por eventos hist\u00f3ricos e fen\u00f4menos sociol\u00f3gicos que despertem uma particular sensibiliza\u00e7\u00e3o frente \u00e0 preconceitos, intoler\u00e2ncias, injusti\u00e7as e viola\u00e7\u00f5es de direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os temas hist\u00f3ricos da Inquisi\u00e7\u00e3o e do Holocausto, nesses termos, s\u00e3o emblem\u00e1ticos. Comunicam saberes e sensibilidades al\u00e9m dos temas em si e do seu contexto de ocorr\u00eancia. Tal como o tema da escravid\u00e3o, os temas da Inquisi\u00e7\u00e3o e do Holocausto promovem empatia e sentimentos morais como a indigna\u00e7\u00e3o, a compaix\u00e3o, a solidariedade o respeito pelo \u201coutro\u201d, ou seja, pela diferen\u00e7a, pela diversidade, colaborando para a melhor forma\u00e7\u00e3o do sujeito cidad\u00e3o que, em situa\u00e7\u00f5es nas quais venha a ser confrontado com a injusti\u00e7a, a dor, o sofrimento, com amea\u00e7as \u00e0 dignidade humana, contra si ou contra outros, seja capaz de enfrentar, combater e eliminar todas as formas de preconceito ou discrimina\u00e7\u00e3o que se insinuem em seus contextos pol\u00edticos, sociais e culturais. Trata-se de explorar o impacto de eventos hist\u00f3ricos que produziram enorme viol\u00eancia e como eles se relacionam com preconceitos que est\u00e3o na ordem do dia:, racismo, antissemitismo, homofobia, intoler\u00e2ncia religiosa e o qu\u00e3o efetivo \u00e9 o aprendizado desses fen\u00f4menos para promover ideais de cidadania, de democracia e direitos humanos a fim de edificar um mundo melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Conib havia destacado ainda que impressiona o fato de que no 9o. ano, n\u00e3o havia sequer uma men\u00e7\u00e3o ao Holocausto como objeto de conhecimento merecedor de espa\u00e7o \u00fanico e adequado a sua complexidade. N\u00e3o vemos o conceito de antissemitismo em nenhum momento. Nas habilidades propostas para o 9o. ano n\u00e3o se observa igualmente men\u00e7\u00e3o ao tema do Holocausto, como podemos observar abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tema de interesse e alcance global<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 inclus\u00e3o do tema do Holocausto, tema de interesse e alcance global, j\u00e1 \u00e9 consenso em quase todo mundo que o genoc\u00eddio perpetrado em toda a Europa contra cada judeu e contra o juda\u00edsmo, deva ser considerado tema obrigat\u00f3rio nas escolas de ensino fundamental e m\u00e9dio, bem como no ensino superior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em <a href=\"http:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0022\/002287\/228776e.pdf?utm_source=akna&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Boletim+526+-+envio\" target=\"_blank\">recente documento elaborado pela UNESCO<\/a>, Education about the Holocaust and preventing genocide. A policy guide (2017), o ensino do tema do Holocausto \u00e9 altamente recomendado e enfatizado por seu significado hist\u00f3rico e pela import\u00e2ncia do seu ensino como uma forma de preven\u00e7\u00e3o de genoc\u00eddios. A Resolu\u00e7\u00e3o 60\/7 de 2005, sobre a \u201cLembran\u00e7a do Holocausto\u201d (\u201cHolocaust Remembrance\u201d), recomendaaos membros de estado \u201cdesenvolver programas educacionais que levem a futuras gera\u00e7\u00f5es li\u00e7\u00f5es do Holocausto a fim de prevenir genoc\u00eddios futuros\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Holocausto como um t\u00f3pico de estudo est\u00e1 presente em v\u00e1rios pa\u00edses, principalmente na Europa. Um recente estudo da UNESCO identificou a inclus\u00e3o nominal desse tema em sistemas educacionais em 65 pa\u00edses, nos quais s\u00e3o mencionados o genoc\u00eddio dos judeus e outros crimes perpetrados pelos nazistas e seus colaboradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel desenvolver compet\u00eancias que reforcem valores de justi\u00e7a, solidariedade, liberdade e autonomia; de respeito \u00e0 dignidade da pessoa humana e de compromisso com a promo\u00e7\u00e3o do bem de todos, contribuindo para combater e eliminar quaisquer manifesta\u00e7\u00f5es de preconceito de origem, ra\u00e7a, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discrimina\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, mostrar-se alheio a um dos acontecimentos mais paradigm\u00e1ticos de viola\u00e7\u00e3o de direitos e de desumaniza\u00e7\u00e3o vistos na hist\u00f3ria do ocidente. Vale notar que a cria\u00e7\u00e3o da ONU e a base de direitos que se inaugura no p\u00f3s-guerra, t\u00eam o Holocausto como fonte maior a partir da qual esses direitos foram elaborados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como n\u00e3o incluir eventos hist\u00f3ricos na BNCC que resultaram em sofrimento de milh\u00f5es de pessoas que foram assassinadas pelo simples fato de serem parte de uma etnia? Acreditamos que incluir o Holocausto na BNCC significa dotar os estudantes com as ferramentas cr\u00edticas adequadas para que seja capaz de identificar no contexto da sua viv\u00eancia situa\u00e7\u00f5es que representem s\u00e9rias amea\u00e7as \u00e0s liberdades e \u00e0 conviv\u00eancia entre diferentes em um contexto de diversidade. Incluir o Holocausto na BNCC pode significar um importante aporte para que o estudante promova a compara\u00e7\u00e3o com outros eventos violentos: o drama dos refugiados de contextos impactados por guerras ou de persegui\u00e7\u00f5es, como observamos cotidianamente nas m\u00eddias; pode estimular releituras mais sens\u00edveis do tema da escravid\u00e3o e do racismo no p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Reivindica\u00e7\u00e3o antiga<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-41292\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_2.jpg\" alt=\"305_especial_2_2\" width=\"333\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_2.jpg 600w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_2-179x135.jpg 179w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_2-331x250.jpg 331w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a>Floriano Pesaro, Aloysio Nunes Ferreira e Fernando Lottenberg. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho de 2016, o presidente da Conib, Fernando Lottenberg, <a href=\"http:\/\/www.conib.org.br\/noticias\/3342\/conib-prope-ao-mec-incluso-da-histria-dos-judeus-no-brasil-na-base-nacional-curricular?utm_source=akna&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Boletim+526+-+envio\" target=\"_blank\">esteve em Bras\u00edlia<\/a>, para encontros com Aloysio Nunes Ferreira, presidente da Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Senado e l\u00edder do governo na Casa; General Sergio Etchegoyen, ministro-chefe da Secretaria de Seguran\u00e7a Institucional; e Maria Helena de Castro, secret\u00e1ria executiva do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Em todas as visitas, Lottenberg foi acompanhado por Floriano Pesaro, deputado federal licenciado e secret\u00e1rio de Desenvolvimento Social do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em style=\"line-height: 1.5;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-41293\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_3.jpg\" alt=\"305_especial_2_3\" width=\"333\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_3.jpg 600w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_3-188x135.jpg 188w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_3-347x250.jpg 347w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a>Maria Helena de Castro e Fernando Lottenberg. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na reuni\u00e3o no MEC, o presidente da Conib prop\u00f4s a Maria Helena de Castro a inclus\u00e3o de temas como a Inquisi\u00e7\u00e3o e o Holocausto na Base Nacional Comum Curricular. \u201cMuita gente acha que os judeus chegaram ao Brasil h\u00e1 pouco tempo, refugiados da Segunda Guerra. \u00c9 necess\u00e1rio contar nossa hist\u00f3ria desde que aqui chegamos em 1500. Temos orgulho disso\u201d, afirmou Lottenberg. Castro considerou a proposta pertinente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A realiza\u00e7\u00e3o da prova do ENEM aos s\u00e1bados foi o segundo tema tratado. O presidente da Conib apresentou \u00e0 secret\u00e1ria um hist\u00f3rico das conversas anteriores com os titulares da pasta da Educa\u00e7\u00e3o e as diversas propostas apresentadas. Ciente da quest\u00e3o, Maria Helena disse que \u00e9 poss\u00edvel resolv\u00ea-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com Aloysio Nunes Ferreira, Lottenberg fez uma an\u00e1lise do quadro internacional. A seguran\u00e7a nas Olimp\u00edadas e o trabalho coordenado com a comunidade judaica foi o tema do encontro com Etchegoyen. Ele manter\u00e1 contato estreito com a Conib.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Educadora Claudia Costin: \u201cCharlottesville mostra a urg\u00eancia do ensino do Holocausto nas escolas&#8221;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A educadora Claudia Costin escreve na Folha de S. Paulo sobre <a href=\"http:\/\/www.conib.org.br\/noticias\/3895\/educadora-claudia-costin-charlottesville-mostra-a-urgncia-do-ensino-do-holocausto-nas-escolas?utm_source=akna&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Boletim+526+-+envio\" target=\"_blank\">a urg\u00eancia<\/a> desta medida:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAssistindo aos v\u00eddeos sobre Charlottesville e \u00e0s amb\u00edguas declara\u00e7\u00f5es da Casa Branca sobre o epis\u00f3dio, ocorreu-me que nunca foi t\u00e3o urgente ensinar sobre o Holocausto e inclu\u00ed-lo nos curr\u00edculos escolares. As li\u00e7\u00f5es do passado precisam ser repassadas \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es para diminuir o risco de repetirmos os mesmos erros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gera\u00e7\u00e3o que vivenciou o drama est\u00e1 indo embora e, em breve, os supremacistas brancos e o discurso de \u00f3dio parecer\u00e3o novidades, prontas a inflamar jovens frustrados com um presente infeliz, ansiosos para encontrar inimigos e sa\u00eddas t\u00e3o f\u00e1ceis quanto equivocadas. A busca de culpados externos para os nossos males tem sido um expediente frequente de pol\u00edticos manipuladores e caem bem em popula\u00e7\u00f5es sem amadurecimento pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da\u00ed a urg\u00eancia de avan\u00e7ar na Base Nacional Comum Curricular, que vem sendo debatida em audi\u00eancias p\u00fablicas pelo Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, e fortalec\u00ea-la com um bom conjunto e sequenciamento de conhecimentos, habilidades e compet\u00eancias. Um pa\u00eds com uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade sofr\u00edvel se torna captura f\u00e1cil de l\u00edderes fisiol\u00f3gicos ou messi\u00e2nicos, que ou pensam pequeno ou buscam anular o potencial de contribui\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia o texto completo, no <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/claudia-costin\/2017\/08\/1910843-charlottesville-mostra-a-urgencia-do-ensino-do-holocausto-nas-escolas.shtml?utm_source=akna&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Boletim+526+-+envio\" target=\"_blank\">site da Folha.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ensino do Holocausto: Conib congratula governador do Cear\u00e1 por iniciativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-41294\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_4.jpg\" alt=\"305_especial_2_4\" width=\"333\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_4.jpg 600w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_4-204x135.jpg 204w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/305_especial_2_4-377x250.jpg 377w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><em>Eduardo Wurzmann, Floriano Pesaro e Mendon\u00e7a Filho. Foto: Coni<\/em>b.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em novembro, a Conib, em nome de seu presidente, Fernando Lottenberg, e do secret\u00e1rio-geral da institui\u00e7\u00e3o, Eduardo Wurzmann, enviou <a href=\"http:\/\/www.conib.org.br\/noticias\/4030\/ensino-do-holocausto-conib-congratula-governador-do-cear-por-iniciativa?utm_source=akna&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Boletim+526+-+envio\" target=\"_blank\">carta ao governador do Estado do Cear\u00e1,<\/a> Camilo Sobreira de Santana, cumprimentando pela iniciativa de incluir o ensino do Holocausto na disciplina de hist\u00f3ria nas escolas da rede estadual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diz a carta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;\u00c9 com muita satisfa\u00e7\u00e3o que aqui na Conib &#8211; Confedera\u00e7\u00e3o Israelita do Brasil &#8211; representante da comunidade judaica brasileira, tomamos conhecimento da Lei n\u00ba 16.401, de 17 de novembro \u00faltimo, sancionada por V. Exa., sobre a inclus\u00e3o de no\u00e7\u00f5es sobre o Holocausto na disciplina de hist\u00f3ria, ministrada nas escolas da rede estadual de ensino do Estado do Cear\u00e1. Vimos pela presente cumpriment\u00e1-lo por esta iniciativa, demonstrando sua permanente aten\u00e7\u00e3o aos assuntos que preocupam nossa comunidade\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia mais sobre o tema em:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ensino religioso nas escolas p\u00fablicas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ensino religioso nas escolas p\u00fablicas foi um dos temas discutidos pela Conib em encontros com representantes do governo. Isso porque o texto apresentado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o prev\u00ea que religi\u00e3o seja considerada uma \u00e1rea do conhecimento, como Matem\u00e1tica ou Linguagens, o que desagradou, inclusive, a conselheiros que participaram dos debates. Segundo a legisla\u00e7\u00e3o, o ensino religioso \u00e9 de matr\u00edcula facultativa em escolas p\u00fablicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O julgamento em setembro no Supremo Tribunal Federal sobre ensino religioso nas escolas p\u00fablicas mostrou ministros divididos sobre a promo\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as em sala de aula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por seis votos a cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no dia 27 de setembro liberar o ensino religioso confessional nas escolas p\u00fablicas, com aulas ministradas pelo representante de apenas uma determinada cren\u00e7a. A Constitui\u00e7\u00e3o Federal estabelece que \u201co ensino religioso, de matr\u00edcula facultativa, constituir\u00e1 disciplina dos hor\u00e1rios normais das escolas p\u00fablicas de ensino fundamental\u201d. A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) pediu para o STF declarar a neutralidade desse ensino, com aulas sobre v\u00e1rias cren\u00e7as e a hist\u00f3ria das religi\u00f5es, com base no princ\u00edpio da laicidade do Estado. Em <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/educacao\/stf-decide-que-escolas-publicas-podem-ter-ensino-confessional-21878145?utm_source=akna&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Boletim+526+-+envio\" target=\"_blank\">vota\u00e7\u00e3o apertada,<\/a> o pedido foi negado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Relator do caso, o ministro Lu\u00eds Roberto Barroso defendeu que o ensino religioso ministrado em escolas p\u00fablicas deve ser amplo, desvinculado de cren\u00e7as, de matr\u00edcula facultativa e n\u00e3o deve ser lecionado por representantes de religi\u00f5es. Essa tese entende que deve ocorrer exposi\u00e7\u00e3o das doutrinas, hist\u00f3ria, pr\u00e1ticas e dimens\u00f5es sociais das diferentes cren\u00e7as, assim como do ate\u00edsmo e do agnosticismo. Leia a \u00edntegra do voto dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Conib concorda com a Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, para a qual \u00e9 inconstitucional o ensino religioso em escolas p\u00fablicas da forma como vem sendo praticado no Brasil. Ao mesmo tempo, questiona a proposta de ensino religioso \u2018n\u00e3o-confessional\u2019, entendendo que, \u201cna pr\u00e1tica educativa, pode se transformar no contr\u00e1rio do que prop\u00f5e\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora Roseli Fischmann, doutora em Filosofia e Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o pela USP, representou a entidade na audi\u00eancia p\u00fablica que discutiu no Supremo Tribunal Federal, em 2015, a quest\u00e3o do ensino religioso nas escolas p\u00fablicas. Ela justificou a posi\u00e7\u00e3o da Conib: \u201cA compreens\u00e3o de que a pluralidade religiosa est\u00e1 presente em nossa sociedade, e que \u00e9 um patrim\u00f4nio imaterial, rejeita qualquer busca de homogeneiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, em que pode resultar a proposta de ensino religioso \u2018n\u00e3o-confessional\u2019. N\u00e3o se trata de oferecer ensino religioso para a forma\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, mas a possibilidade de viver e refletir sobre a alteridade, de aprender a colocar-se no lugar do Outro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Fonte: Conib<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernando Lottenberg e Mendon\u00e7a Filho. Foto: Conib O Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o aprovou e recomendou o ensino do Holocausto como mat\u00e9ria curricular e o governo brasileiro endossou a decis\u00e3o. O documento oficial sobre a nova Base Nacional Comum Curricular inclui como temas obrigat\u00f3rios: &#8220;Judeus e outras v\u00edtimas do Holocausto&#8221; e o estudo &#8220;do exterm\u00ednio de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":41485,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3,8],"tags":[171],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41289"}],"collection":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=41289"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41289\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41296,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41289\/revisions\/41296"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/41485"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=41289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=41289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=41289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}