﻿{"id":43896,"date":"2018-06-07T18:10:31","date_gmt":"2018-06-07T18:10:31","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=43896"},"modified":"2018-06-21T21:04:35","modified_gmt":"2018-06-21T21:04:35","slug":"livro-a-pele-que-nos-divide-de-paulo-rosenbaum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=43896","title":{"rendered":"LIVRO:  \u201cA PELE QUE NOS DIVIDE\u201d DE PAULO ROSENBAUM"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/314_fique_2_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-43897\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/314_fique_2_1-161x250.jpg\" alt=\"314_fique_2_1\" width=\"161\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/314_fique_2_1-161x250.jpg 161w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/314_fique_2_1-87x135.jpg 87w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/314_fique_2_1.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 161px) 100vw, 161px\" \/><\/a>A Quixote+Do Editoras Associadas, editora mineira em atividade desde Mar\u00e7o de 2017, lan\u00e7ou a \u201c<strong>A pele que nos divide: di\u00e1foras continentais<\/strong>\u201d, novo livro do poeta e romancista Paulo Rosenbaum. O livro re\u00fane poemas que para Lyslei Nascimento, professora de Literatura Comparada e Teoria da Literatura na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, ecoam a c\u00e9lebre li\u00e7\u00e3o de Carlos Drummond de Andrade: \u201cpenetre surdamente no reino das palavras, elide sujeito e objeto, chegue mais perto e contemple as palavras: ei-las impregnadas de m\u00faltiplos sentidos, em estado de dicion\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Nascimento, esse estado de dicion\u00e1rio da poesia de Paulo Rosenbaum traduz-se em \u201cimpens\u00e1veis palavras\u201d, \u201clevas de assombros\u201d, \u201cpap\u00e9is pisados\u201d, numa l\u00edrica tens\u00e3o entre o que \u00e9 exato e m\u00faltiplo simultaneamente. Para Wander Melo Miranda, que apresenta o livro, \u201ceste livro se afasta da orienta\u00e7\u00e3o dominante na poesia brasileira contempor\u00e2nea, apegada em geral ao que se poderia chamar de \u201ctrivial e corriqueiro\u201d e \u201cpor isso o livro \u00e9 uma esp\u00e9cie de Muro das Lamenta\u00e7\u00f5es \u2013 \u201cdescont\u00ednua di\u00e1spora\/livro de bilhetes\u201d (\u201cOde ao Muro\u201d) \u2013 que se ergue como testamento e press\u00e1gio, conforto e desola\u00e7\u00e3o, linguagem e sil\u00eancio: palavra tornada coisa em si mesma\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conjunto de poemas aqui reunidos surge no momento apropriado, depois de Rosenbaum se firmar como romancista. \u201cDi\u00e1foras continentais convida o leitor a experimentar o poder redentor das palavras, capazes de se perguntar sobre a realidade e, ao mesmo tempo, de promover um salto para o maravilhoso e o on\u00edrico \u2013 ou mesmo para o tr\u00e1gico\u201d escreveu Fernando Paix\u00e3o no pref\u00e1cio. E para Nelson Archer, que assina o posf\u00e1cio do livro, os poemas reunidos em \u201cA Pele que nos divide\u201d configuram-se como metapoesia cr\u00edtica \u00e9 , moderna e arcaica ao mesmo tempo, pois diz de sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o judaica. O que Rosenbaum nos oferece neste livro \u00e9 o proverbial s\u00e9timo dia da cria\u00e7\u00e3o, aquele dia no qual nos dedicamos ao repouso dos m\u00fasculos, mas n\u00e3o da mente: o shabbat perp\u00e9tuo da poesia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mais um momento cr\u00edtico da hist\u00f3ria, no qual surtos xenof\u00f3bicos e espasmos de trucul\u00eancia disfar\u00e7ados de solu\u00e7\u00e3o aparecem ao redor do mundo, um livro de poesias parece deslocado e rigorosamente desnecess\u00e1rio. Pois esta costuma ser a marca da resist\u00eancia. Todo poema \u00e9 um instant\u00e2neo que n\u00e3o se deixa abater pelo \u00fatil nem submeter-se ao necess\u00e1rio. Contra o vendaval de coisas passageiras, a poesia permanece. Afinal, ela \u00e9 o registro de toda nossa invisibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo Rosenbaum \u00e9 poeta e romancista e escreve para o Estad\u00e3o (blog Conto de Not\u00edcia). M\u00e9dico, p\u00f3s-doutor em Ci\u00eancias, \u00e9 autor de <em>A verdade lan\u00e7ada ao solo <\/em>(Record, 2010)<em> e C\u00e9u Subterr\u00e2neo<\/em> (Perspectiva,2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">A pele que nos divide: di\u00e1foras continentais<\/span><br \/>\nAutor: Paulo Rosenbaum<br \/>\nEditora: Quixote+Do Editoras Associadas<br \/>\nCapa \u2013 concep\u00e7\u00e3o e design: Marcelo Girard<br \/>\nMiolo \u2013 concep\u00e7\u00e3o e diagrama\u00e7\u00e3o: Caroline Gischewski<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.quixote-do.com.br\/\" target=\"_blank\">www.quixote-do.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quixote+Do Editoras Associadas, editora mineira em atividade desde Mar\u00e7o de 2017, lan\u00e7ou a \u201cA pele que nos divide: di\u00e1foras continentais\u201d, novo livro do poeta e romancista Paulo Rosenbaum. 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