﻿{"id":44796,"date":"2018-08-09T19:06:41","date_gmt":"2018-08-09T19:06:41","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=44796"},"modified":"2018-08-09T19:06:41","modified_gmt":"2018-08-09T19:06:41","slug":"hanseniase","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=44796","title":{"rendered":"HANSEN\u00cdASE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/319_saude_5_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-44799\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/319_saude_5_1.jpg\" alt=\"319_saude_5_1\" width=\"270\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/319_saude_5_1.jpg 270w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/319_saude_5_1-204x135.jpg 204w\" sizes=\"(max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><\/a>A hansen\u00edase \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa cr\u00f4nica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. \u00c9 uma das enfermidades mais antigas do mundo, sendo conhecida desde os tempos b\u00edblicos como lepra, termo substitu\u00eddo por hansen\u00edase em 1976. O termo hansen\u00edase faz refer\u00eancia ao m\u00e9dico noruegu\u00eas Gerhard Armauer Hansen, que identificou,em 1873, este bacilo como o causador da lepra. O M. leprae ataca a pele e os nervos perif\u00e9ricos, mas pode afetar, tamb\u00e9m, \u00f3rg\u00e3os como o f\u00edgado, os test\u00edculos e os olhos.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste artigo:<\/p>\n<p>&#8211;<a href=\"#O que \u00e9\">O que \u00e9<\/a><\/p>\n<p>&#8211;<a href=\"#Sintomas\">Sintomas<\/a><\/p>\n<p>&#8211;<a href=\"#Transmiss\u00e3o\">Transmiss\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>&#8211;<a href=\"#Tratamento\">Tratamento<\/a><\/p>\n<p>&#8211;<a href=\"#Preven\u00e7\u00e3o\">Preven\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p>&#8211;<a href=\"#Hansen\u00edase no Brasil\">Hansen\u00edase no Brasil<\/a><\/p>\n<p>&#8211;<a href=\"#Refer\u00eancias\">Refer\u00eancias<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"O que \u00e9\"><\/a><strong>O que \u00e9<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hansen\u00edase \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa cr\u00f4nica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. \u00c9 uma das enfermidades mais antigas do mundo, sendo conhecida desde os tempos b\u00edblicos como lepra, termo substitu\u00eddo por hansen\u00edase em 1976. O termo hansen\u00edase faz refer\u00eancia ao m\u00e9dico noruegu\u00eas Gerhard Armauer Hansen, que identificou,em 1873, este bacilo como o causador da lepra. O M. leprae ataca a pele e os nervos perif\u00e9ricos, mas pode afetar, tamb\u00e9m, \u00f3rg\u00e3os como o f\u00edgado, os test\u00edculos e os olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores do tema divergem sobre o local de origem da doen\u00e7a: alguns defendem que a hansen\u00edase surgiu na \u00c1frica, enquanto outros acreditam que ela se originou na \u00c1sia. Com as cruzadas e a expans\u00e3o mar\u00edtima, a doen\u00e7a se disseminou pelo mundo. Na Europa Medieval, existiam cerca de 20.000 doentes, tamb\u00e9m conhecidos como lazarentos. Nesse per\u00edodo, essas pessoas eram exclu\u00eddas da sociedade, tendo que se manterem afastadas das pessoas saud\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fins de tratamento, a hansen\u00edase \u00e9 classificada em duas formas: Paucibacilar, quanto ocorrem at\u00e9 cinco les\u00f5es na pele; e Multibacilar, quando ocorrem mais de cinco les\u00f5es na pele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"Sintomas\"><\/a><strong>Sintomas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o do bacilo varia entre tr\u00eas e cinco anos, sendo seus principais sintomas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Manchas esbranqui\u00e7adas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou altera\u00e7\u00e3o de sensibilidade;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 \u00c1rea de pele seca e com falta de suor;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 \u00c1rea da pele com queda de p\u00ealos, especialmente nas sobrancelhas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 \u00c1rea da pele com perda ou aus\u00eancia de sensibilidade ao calor, dor e tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Sensa\u00e7\u00e3o de formigamento;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Dor e sensa\u00e7\u00e3o de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos bra\u00e7os e das pernas, incha\u00e7o de m\u00e3os e p\u00e9s;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Diminui\u00e7\u00e3o da for\u00e7a dos m\u00fasculos das m\u00e3os, p\u00e9s e face devido \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 \u00dalceras de pernas e p\u00e9s;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 N\u00f3dulos no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Febre, edemas e dor nas juntas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Ressecamento nos olhos;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Locais do corpo com maior predisposi\u00e7\u00e3o para o surgimento das manchas: m\u00e3os, p\u00e9s, face, costas, n\u00e1degas e pernas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o avan\u00e7o da doen\u00e7a, o n\u00famero de manchas ou o tamanho das j\u00e1 existentes aumenta e os nervos ficam comprometidos, o que pode causar deforma\u00e7\u00f5es em regi\u00f5es como nariz e dedos, e dificultar a realiza\u00e7\u00e3o de determinados movimentos, como abrir e fechar as m\u00e3os. Al\u00e9m disso, a doen\u00e7a pode acarretar em acidentes, devido \u00e0 falta de sensibilidade nessas regi\u00f5es. \u00c9 importante destacar que, em alguns casos, a hansen\u00edase pode ocorrer sem manchas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"Transmiss\u00e3o\"><\/a><strong>Transmiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hansen\u00edase n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a heredit\u00e1ria, sendo que sua transmiss\u00e3o ocorre no contato com a pessoa doente. O bacilo de Hansen tem a capacidade de infectar grande n\u00famero de pessoas, mas n\u00e3o s\u00e3o todas que desenvolvem a doen\u00e7a, j\u00e1 que a maioria tem anticorpos capazes de suprimir a contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o doente com hansen\u00edase est\u00e1 sem tratamento, ele elimina o bacilo atrav\u00e9s das vias respirat\u00f3rias, como secre\u00e7\u00f5es nasais, tosses e espirros. Por isso, ambientes fechados representam perigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez o paciente estando em tratamento, ele deixa de transmitir a doen\u00e7a, podendo trabalhar, se relacionar com amigos e familiares e manter rela\u00e7\u00f5es sexuais com seu parceiro ou parceira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"Tratamento\"><\/a><strong>Tratamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, o tratamento da hansen\u00edase \u00e9 fornecido gratuitamente pelo governo atrav\u00e9s do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 fundamental para o bom desenrolar do tratamento, que recebe o nome de poliquimioterapia (PQT), sendo composto por dois ou tr\u00eas medicamentos, de acordo com os sintomas e a forma cl\u00ednica da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o paciente for diagnosticado com a forma paucibacilar da doen\u00e7a, s\u00e3o utilizados dois tipos medicamentos durante seis meses. J\u00e1 aqueles diagnosticados com a forma multibacilar da hansen\u00edase, fazem um tratamento \u00e0 base de tr\u00eas medicamentos por um per\u00edodo de tempo que varia entre 12 e 24 meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tratamento \u00e9 seguro e apresenta \u00f3timos resultados, mas deve ser realizado sob supervis\u00e3o m\u00e9dica regular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"Preven\u00e7\u00e3o\"><\/a><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o existe uma forma especifica para preven\u00e7\u00e3o da hansen\u00edase, mas a ado\u00e7\u00e3o de algumas medidas pode evitar o surgimento de novos casos. A primeira a\u00e7\u00e3o \u00e9 vacinar as crian\u00e7as com a BCG, que \u00e9 oferecida gratuitamente pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade. Observar o corpo e procurar o servi\u00e7o de sa\u00fade ao notar alguma macha suspeita \u00e9 fundamental para o diagn\u00f3stico e o tratamento precoces. As pessoas que residem ou mant\u00eam contato direto com a pessoa infectada nos cinco anos anteriores ao diagn\u00f3stico devem, tamb\u00e9m, ser examinadas para a doen\u00e7a. Evitar locais fechados tamb\u00e9m ajuda na preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"Hansen\u00edase no Brasil\"><\/a><strong>Hansen\u00edase no Brasil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os ind\u00edgenas brasileiros pr\u00e9-descobrimento n\u00e3o sofriam com a hansen\u00edase. Pesquisadores acreditam que a doen\u00e7a entrou no pa\u00eds com os primeiros colonizadores portugueses e com os escravos africanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, os primeiros casos da doen\u00e7a foram notificados no ano de 1600, na cidade do Rio de Janeiro onde, anos mais tarde, seria criado o primeiro lazareto (local destinado a abrigar os doentes com hansen\u00edase). Ap\u00f3s esses primeiros registros, foram identificados focos da doen\u00e7a na Bahia e no Par\u00e1, que se espalharam por todo pa\u00eds \u00e0 medida que ocorreram as migra\u00e7\u00f5es para o interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As medidas para controle da doen\u00e7a no Brasil evolu\u00edram conforme os s\u00e9culos. No s\u00e9culo XVIII, por exemplo, na cidade do Rio de Janeiro e no Estado do Par\u00e1 os doentes eram obrigados, por lei, a se isolarem da sociedade. No s\u00e9culo XIX, eles eram proibidos de exercerem algumas profiss\u00f5es. Foi nessa \u00e9poca, tamb\u00e9m, que surgiram os hospitais-col\u00f4nias, que ofereciam um tratamento humanit\u00e1rio aos doentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, o m\u00e9dico sanitarista Em\u00edlio Ribas come\u00e7ou a destacar a import\u00e2ncia de se tratar a hansen\u00edase com rigor cientifico e de se adotar medidas de profilaxia, entre essas, a separa\u00e7\u00e3o dos filhos rec\u00e9m-nascidos saud\u00e1veis dos pais doentes. Por volta de 1916, foi institu\u00edda, na cidade do Rio de Janeiro, a Comiss\u00e3o de Profilaxia da Lepra, e em 1920, foi criado o Departamento Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica, que instituiu a Inspetoria de Profilaxia da Lepra e Doen\u00e7as Ven\u00e9reas, que foi extinta em 1934.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1940 foram criados os dispens\u00e1rios, servi\u00e7os ambulatoriais para a investiga\u00e7\u00e3o de novos casos e observa\u00e7\u00e3o de casos suspeitos. Em 1954, foi revogada a lei da interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria, que obrigava todos os doentes a se isolarem em hospitais-col\u00f4nias. A partir da d\u00e9cada de 1960, ocorreram modifica\u00e7\u00f5es nos m\u00e9todos profil\u00e1ticos e nas pol\u00edticas de controle no atendimento e aumento da cobertura populacional, tratamento ambulatorial com sulfona, controle de comunicantes e educa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1980, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) passou a recomendar a poliquimioterapia (PQT), com esquema terap\u00eautico apropriado a cada forma cl\u00ednica da doen\u00e7a, para o controle e cura da hansen\u00edase. Al\u00e9m disso, foram adotadas medidas de diagn\u00f3stico precoce, vigil\u00e2ncia dos casos suspeitos, medidas educativas, preven\u00e7\u00e3o e tratamento das incapacidades f\u00edsicas que a doen\u00e7a acarreta. Tais medidas s\u00e3o adotadas at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade revelam que, em 2011, foram registrados 33.955 casos novos. O coeficiente geral de detec\u00e7\u00e3o em 2011, 17,65 por 100 mil habitantes, \u00e9 considerado m\u00e9dio, concentrando-se em estados da regi\u00e3o Norte e Centro-Oeste e em algumas regi\u00f5es metropolitanas do Nordeste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A detec\u00e7\u00e3o de casos est\u00e1 apresentando uma redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 4% ao ano, sendo que na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI vem ocorrendo redu\u00e7\u00e3o da carga de hansen\u00edase no Brasil, expressa pela redu\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros de doentes em tratamento e de casos diagnosticados com les\u00f5es incapacitantes de grau II.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"Refer\u00eancias\"><\/a><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.boasaude.com.br\/\" target=\"_blank\">Boa Sa\u00fade<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.bibliomed.com.br\/\" target=\"_blank\">Bibliomed<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portal da Sa\u00fade &#8211; Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ARA\u00daJO, Marcelo Grossi. Hansen\u00edase no Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 36(3):373-382, mai-jun, 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EIDT, Let\u00edcia Maria. Breve hist\u00f3ria da hansen\u00edase: sua expans\u00e3o do mundo para as Am\u00e9ricas, o Brasil e o Rio Grande do Sul e sua trajet\u00f3ria na sa\u00fade p\u00fablica brasileira. Sa\u00fade e Sociedade v.13, n.2, p.76-88, maio-ago 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FOSS, Norma Tiraboschi. Hansen\u00edase: aspectos cl\u00ednicos, imunol\u00f3gicos e terap\u00eauticos. Anais Brasileiros de Dermatologia. Rio de Janeiro, 74(2):113119, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OLIVEIRA, Maria Helena Pessini de. ROMANELLI, Geraldo. Os efeitos da hansen\u00edase em homens e mulheres: um estudo de g\u00eanero. Cad. Sa\u00fade P\u00fablica., Rio de Janeiro, 14(1):51-60, jan-mar, 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Copyright \u00a9 2017 Bibliomed, Inc. 01 de fevereiro de 2017<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.boasaude.com.br\/\" target=\"_blank\">www.boasaude.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hansen\u00edase \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa cr\u00f4nica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. \u00c9 uma das enfermidades mais antigas do mundo, sendo conhecida desde os tempos b\u00edblicos como lepra, termo substitu\u00eddo por hansen\u00edase em 1976. O termo hansen\u00edase faz refer\u00eancia ao m\u00e9dico noruegu\u00eas Gerhard Armauer Hansen, que identificou,em 1873, este bacilo como o causador da lepra. 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