﻿{"id":46313,"date":"2018-11-03T19:22:47","date_gmt":"2018-11-03T19:22:47","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=46313"},"modified":"2018-11-03T19:22:47","modified_gmt":"2018-11-03T19:22:47","slug":"com-tradicao-de-5-mil-anos-cozinha-judaica-e-rica-em-saude-e-cultura-luciana-mastrorosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=46313","title":{"rendered":"COM TRADI\u00c7\u00c3O DE 5 MIL ANOS, COZINHA JUDAICA \u00c9 RICA EM SA\u00daDE E CULTURA &#8211; LUCIANA MASTROROSA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/324_fique_1_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-46314\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/324_fique_1_1-357x250.jpg\" alt=\"324_fique_1_1\" width=\"333\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/324_fique_1_1-357x250.jpg 357w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/324_fique_1_1-193x135.jpg 193w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/324_fique_1_1.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a>Cr\u00e9dito: iStock<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos de alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 ineg\u00e1vel que a cultura e a religi\u00e3o exercem uma influ\u00eancia consider\u00e1vel sobre h\u00e1bitos, atitudes e a nutri\u00e7\u00e3o, em si. A maioria dos povos ao redor do mundo criou suas pr\u00f3prias tradi\u00e7\u00f5es e considera\u00e7\u00f5es sobre uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e correta, e a manuten\u00e7\u00e3o desses h\u00e1bitos \u00e9 essencial para se levar um estilo de vida que combine o prazer de comer aos cuidados com a sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 falei por aqui, por exemplo, da <a href=\"https:\/\/menudodia.blogosfera.uol.com.br\/2018\/05\/19\/dieta-nordica-e-possivel-e-necessaria-tambem-para-os-brasileiros\/\" target=\"_blank\">dieta n\u00f3rdica<\/a>, com sua riqueza de peixes, vegetais e produtos locais, ou ainda a <a href=\"https:\/\/menudodia.blogosfera.uol.com.br\/2018\/06\/21\/busca-mais-saude-e-longevidade-incorpore-habitos-da-alimentacao-japonesa\/\" target=\"_blank\">culin\u00e1ria japonesa<\/a>, considerada uma das mais saud\u00e1veis do mundo, contribuindo inclusive para a longevidade. <strong>Desta vez, falo da culin\u00e1ria judaica, menos difundida fora de sua comunidade (pelo menos aqui no Brasil), mas riqu\u00edssima em tradi\u00e7\u00e3o, cultura e identidade<\/strong> \u2013 e em ingredientes e h\u00e1bitos que podem ser incorporados tamb\u00e9m por quem n\u00e3o segue essa religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia de falar dessa cozinha t\u00e3o rica e antiga (mais de 5 mil anos de tradi\u00e7\u00e3o!) veio com o relan\u00e7amento do livro &#8220;Cozinha Judaica&#8221;, de Marcia Algranti (editora Record, R$ 89,90). A obra, um cl\u00e1ssico da literatura gastron\u00f4mica, volta \u00e0s livrarias com novo formato e 480 p\u00e1ginas de muita informa\u00e7\u00e3o para quem deseja saber mais n\u00e3o s\u00f3 sobre alimenta\u00e7\u00e3o judaica, mas tamb\u00e9m sobre essa cultura diversa, ritualizada e que conseguiu se manter por mil\u00eanios, apesar de toda a persegui\u00e7\u00e3o sofrida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/324_fique_1_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-46323\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/324_fique_1_2.jpg\" alt=\"324_fique_1_2\" width=\"380\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/324_fique_1_2.jpg 523w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/324_fique_1_2-105x135.jpg 105w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/324_fique_1_2-195x250.jpg 195w\" sizes=\"(max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dois estilos, duas contribui\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nO livro \u00e9 um verdadeiro passeio sobre a hist\u00f3ria do povo judeu, e mostra como a religi\u00e3o judaica \u00e9 definidora para os h\u00e1bitos alimentares de quem a segue. Com riqueza de detalhes hist\u00f3ricos e culturais, Marcia relata como funcionam todas as festas e ritos simb\u00f3licos judaicos, sempre com um enfoque na parte alimentar, intrinsecamente ligada a essas celebra\u00e7\u00f5es. Assim, aprendemos, por exemplo, que o Cholent e a Adafina s\u00e3o os pratos judeus que mais influenciaram outras cozinhas pelo mundo. E foram a solu\u00e7\u00e3o encontrada para usufruir de uma comida quente no Shabat (o descanso semanal judaico), sem precisar acender o fogo. Dentre os \u00edcones dessa cozinha, n\u00e3o se pode esquecer dos p\u00e3es e seu simbolismo, como o Challah, um p\u00e3o em formato de tran\u00e7a. Servido em ocasi\u00f5es especiais, ele representa a cria\u00e7\u00e3o de la\u00e7os e a continuidade das tradi\u00e7\u00f5es familiares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como explica a autora, a alimenta\u00e7\u00e3o judaica foi sendo formada ao longo de mil\u00eanios como um mosaico, de acordo com os locais onde as comunidades conseguiam se desenvolver e praticar livremente sua religi\u00e3o. Assim, essa cozinha \u00e9 marcada por dois estilos diferentes: ashkenaze e sepharade. Vindos de uma regi\u00e3o fria, os ashkenazim baseiam sua alimenta\u00e7\u00e3o principalmente em gordura de galinha, cebola, alho, repolho, cenoura, beterraba e batata, al\u00e9m de peixes defumados e salgados, como a carpa e o arenque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma cozinha mais austera, baseada em sabores de subsist\u00eancia, mas n\u00e3o menos nutritiva: o frango \u00e9 fonte de gordura saturada, necess\u00e1ria para a boa sa\u00fade, e a banha obtida da ave pode ser feita em casa mesmo, derretendo-se as peles de frango em fogo baixo. O resultado \u00e9 uma gordura rica e dourada, que fica particularmente boa nas sopas e caldos judaicos (\u00f3timo para o restauro dos convalescentes), e torresminhos crocantes de pele de frango para servir de aperitivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A raiz-forte \u00e9 um condimento tipicamente usado para acompanhar carnes e peixes, e sempre \u00e9 servida com o gefilte fish, um dos pratos emblem\u00e1ticos judaicos. Al\u00e9m de seu sabor picante caracter\u00edstico, a raiz forte tem sabor parecido com o do wasabi, tempero usado na cozinha japonesa, e, por sua pung\u00eancia, \u00e9 recomendada para aliviar problemas respirat\u00f3rios, como gripes, sinusites e bronquites, al\u00e9m de atuar como diur\u00e9tico, atenuante para problemas hep\u00e1ticos e digestivos e, ainda, como verm\u00edfugo. Outro diferencial da cozinha ashkenaze \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o de vinagre, suco de lim\u00e3o, sal e a\u00e7\u00facar ou mel, contribuindo sempre para um fundo agridoce nos preparos \u2013 e, tamb\u00e9m, ajudando a preservar os alimentos por meio de <a href=\"https:\/\/menudodia.blogosfera.uol.com.br\/2018\/06\/23\/aprenda-a-fazer-conservas-fermentadas-saudaveis-e-cheias-de-probioticos\/\" target=\"_blank\">conservas naturalmente fermentadas, como a de pepinos, ricas em probi\u00f3ticos.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, a cozinha dos sepharadim \u00e9 mais diversa e tem fortes marcas da dieta mediterr\u00e2nea, considerada uma das mais saud\u00e1veis do mundo. Como os judeus sepharadim foram expulsos da Espanha durante a Inquisi\u00e7\u00e3o, acabaram por se dispersar por todo o Mediterr\u00e2neo. Dessa forma, incorporaram ingredientes locais para seus h\u00e1bitos tamb\u00e9m, sem deixar de lado as regras e leis que regem a forma de se alimentar judaica (como o n\u00e3o consumo de carne de porco, por exemplo, nem de crust\u00e1ceos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, a cozinha dos sepharadim \u00e9 rica em frutas, ervas, gr\u00e3os e especiarias mediterr\u00e2neas, como alcachofras, aipo, aspargos, espinafre, alfaces variadas, tomates, berinjelas, azeitonas, piment\u00f5es, pepinos, feij\u00f5es-verdes, favas, am\u00eandoas, mel\u00f5es, tamarindos, abric\u00f3s, uvas, etc. O vinho, rico em polifen\u00f3is, tamb\u00e9m garante presen\u00e7a na mesa judaica. Por isso, como relata Marcia, a cozinha sepharadim \u00e9 considerada uma cozinha mais &#8220;pr\u00f3spera, colorida e variada&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso resulta em benef\u00edcios tamb\u00e9m para a sa\u00fade, pois o consumo de frutas, verduras e legumes, em particular os de \u00e9poca e locais, \u00e9 altamente recomendado para evitar o desenvolvimento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis, como hipertens\u00e3o, obesidade e diabetes, algumas das principais causas de morte no mundo atual. Diferentemente da cozinha ashkenaze, a sepharade \u00e9 abundante em <a href=\"https:\/\/menudodia.blogosfera.uol.com.br\/2018\/04\/19\/qual-o-melhor-oleo-vegetal-para-cozinhar-veja-os-beneficios-e-como-usar\/\" target=\"_blank\">azeite de oliva, rico em gordura monossaturada<\/a>, uma das mais ben\u00e9ficas para a sa\u00fade cardiovascular, al\u00e9m de c\u00edtricos (fontes de vitamina C e antioxidantes) e frutas secas oleaginosas, como am\u00eandoas e avel\u00e3s, consideradas um superalimento por conterem quantidades importantes de prote\u00ednas e gorduras de alta qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/324_fique_1_3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-46324\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/324_fique_1_3-375x250.jpg\" alt=\"324_fique_1_3\" width=\"375\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/324_fique_1_3-375x250.jpg 375w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/324_fique_1_3-202x135.jpg 202w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/324_fique_1_3.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/><\/a><\/strong>Challah, p\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o judaica \u2013 Cr\u00e9dito: iStock<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 preciso ser kosher?<\/strong><br \/>\nA alimenta\u00e7\u00e3o dos judeus, como disse acima, \u00e9 fortemente baseada em sua religi\u00e3o. Por isso, os mais ortodoxos seguem os preceitos \u00e0 risca, alimentando-se de um tipo espec\u00edfico de alimento, chamado de kosher ou kasher. Isso implica em seguir regras estritas de combina\u00e7\u00f5es alimentares, como n\u00e3o misturar carnes e leite, abater os animais de uma forma espec\u00edfica, remover completamente o sangue dos animais antes do consumo, etc. H\u00e1 mercearias especializadas em oferecer alimentos kosher, com selos que garantem que os preceitos foram seguidos. Por\u00e9m, a amplitude da culin\u00e1ria judaica \u00e9 tamanha que, mesmo n\u00e3o sendo judeu ou seguindo uma alimenta\u00e7\u00e3o kosher, muitos dos sabores, receitas e ingredientes t\u00edpicos dessa cozinha podem ser absorvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais importante, para mim, \u00e9 observar como a cultura alimentar tem sido t\u00e3o definidora para marcar a identidade do povo judeu, ao mesmo tempo em que suas regras alimentares os auxiliaram a manter a sa\u00fade em meio aos momentos de crise. Como afirma Marcia no livro, &#8220;os h\u00e1bitos alimentares s\u00e3o como genes em cada fam\u00edlia, de uma gera\u00e7\u00e3o para outra. Por meio de pratos familiares, pode-se definir sua identidade geogr\u00e1fica, e nesse sentido a cozinha judaica tem um sabor de mem\u00f3ria, apesar de ap\u00e1trida por s\u00e9culos, por conta de ter sofrido o dif\u00edcil caminho da di\u00e1spora&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, mesmo sendo milenar, continua a nos ensinar a import\u00e2ncia de se utilizar ao m\u00e1ximo o que se tem \u00e0 m\u00e3o, produzido de forma local, adaptando o que \u00e9 poss\u00edvel e atraindo novos sabores para receitas velhas conhecidas. Como afirma Marcia, &#8220;Dentro desse esp\u00edrito, a principal influ\u00eancia [que a cozinha judaica] recebeu foi a mobilidade imperiosa que fez com que fosse obrigada a fazer uso daquilo que se encontrasse dispon\u00edvel. Foi uma cozinha que se desenvolveu por pessoas comuns, cozinhando para suas fam\u00edlias, tendo muitas vezes que improvisar, onde quer que estivessem.&#8221; E n\u00e3o \u00e9 um pouco assim tamb\u00e9m a nossa vida, independentemente de nossas f\u00e9s ou cren\u00e7as?<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre a Autora<\/strong><br \/>\nLuciana Mastrorosa \u00e9 apaixonada por escrever, cozinhar e comer. Jornalista especializada em gastronomia e pesquisadora da \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o, passou pelos principais ve\u00edculos do pa\u00eds. Formada no Le Cordon Bleu Paris e Universit\u00e9 de Reims Champagne-Ardenne, atualmente cursa o Mestrado em Nutri\u00e7\u00e3o Humana Aplicada, na Universidade de S\u00e3o Paulo. \u00c9 autora do livro Pingado e P\u00e3o na Chapa &#8211; Hist\u00f3rias e Receitas de Caf\u00e9 da Manh\u00e3 (editora Mem\u00f3ria Visual) e do e-book &#8220;Natal Feliz &#8211; 30 Receitas Incr\u00edveis para a Sua Ceia&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte:<\/strong> <a href=\"https:\/\/menudodia.blogosfera.uol.com.br\/2018\/09\/27\/com-tradicao-de-5-mil-anos-cozinha-judaica-e-rica-em-cultura-e-saude\/\">https:\/\/menudodia.blogosfera.uol.com.br\/2018\/09\/27\/com-tradicao-de-5-mil-anos-cozinha-judaica-e-rica-em-cultura-e-saude\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00e9dito: iStock Em termos de alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 ineg\u00e1vel que a cultura e a religi\u00e3o exercem uma influ\u00eancia consider\u00e1vel sobre h\u00e1bitos, atitudes e a nutri\u00e7\u00e3o, em si. 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