﻿{"id":4670,"date":"2013-05-06T13:55:47","date_gmt":"2013-05-06T13:55:47","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhawp.hospedagemdesites.ws\/?p=4670"},"modified":"2013-06-09T21:26:11","modified_gmt":"2013-06-09T21:26:11","slug":"a-utopia-e-o-amor-meraldo-zisman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=4670","title":{"rendered":"A UTOPIA E O AMOR &#8211; MERALDO ZISMAN"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4671\" alt=\"MERALDO ZISMAN\" src=\"http:\/\/glorinhawp.hospedagemdesites.ws\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/174_especial_5.1.png\" width=\"126\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/174_especial_5.1.png 126w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/174_especial_5.1-94x135.png 94w\" sizes=\"(max-width: 126px) 100vw, 126px\" \/><\/p>\n<p>Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. Membro da Sociedade Brasileira de M\u00e9dicos Escritores, da Uni\u00e3o Brasileira de Escritores e da Academia Brasileira de Escritores M\u00e9dicos. S\u00f3cio da Sociedade Internacional de Psicossom\u00e1tica-London. Doutor em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade de Bristol (UK). Consultor Honor\u00e1rio da Universidade de Oxford (UK). S\u00f3cio Fundador da ABMP-PE. Professor Livre Docente da Universidade Federal de Pernambuco. Cientista Visitante do Tavistock Institute.<\/p>\n<hr \/>\n<p><b><i>Viva o amor e pouco importa se \u00e9 uma utopia.<\/i><\/b><\/p>\n<p>O que a mente imagina torna-se realidade, pois, em um momento pode-se viver uma vida. Um instante de felicidade equivale a anos de vida.<\/p>\n<p>Utopia, nome dado por Thomas Morus (humanista ingl\u00eas, 1477-1535) a uma ilha imagin\u00e1ria, com um sistema sociopol\u00edtico ideal. Amor: forma de intera\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica ou psicobiol\u00f3gica entre pessoas, seja por afinidade imanente, seja por formalidade social; atra\u00e7\u00e3o afetiva ou f\u00edsica que, devido a certa afinidade, um ser manifesta por outro; forte afei\u00e7\u00e3o por outra pessoa, nascida de la\u00e7os de consang\u00fcinidade ou de rela\u00e7\u00f5es sociais; atra\u00e7\u00e3o baseada no desejo sexual; afei\u00e7\u00e3o e ternura sentida por amantes. Deriva\u00e7\u00e3o por extens\u00e3o de sentido: rela\u00e7\u00e3o amorosa, aventura amorosa; caso, namoro. (Dicion\u00e1rio Eletr\u00f4nico Houaiss, 2011).<\/p>\n<p>Meus leitores ir\u00e3o estranhar o fato de eu escrever sobre Utopia (ilus\u00e3o, fantasia, quimera, sonho) em um texto que pretende falar do Amor. Esclare\u00e7o. Enquanto a utopia \u00e9 pura imagina\u00e7\u00e3o, o amor acontece.<\/p>\n<p>O amor acontece sob o olhar do presente, do di\u00e1rio, do cotidiano e pode tornar-se necessidade para que seja usufru\u00eddo dentro da plenitude existencial do que \u00e9: o lugar comum onde o dia-dia-acontece&#8230;<\/p>\n<p>Queiramos ou n\u00e3o, a hist\u00f3ria caminha rumo \u00e0 utopia, levando-nos a esquecer, de quando em vez, do t\u00e9rmino da vida. Como na metaf\u00edsica de Spinoza ( 1632- 1677) \u2014 h\u00e1 a Subst\u00e2ncia, isto \u00e9, o ser absolutamente infinito que tem infinitos atributos.<\/p>\n<p>E os s\u00e1bios, fil\u00f3sofos e at\u00e9 os poetas encontram-se no dilema de Todos os Tempos, a procurar uma maneira de evitar, de sonhar acontecer e poder explanar a realidade de um amor-ut\u00f3pico que acontece em uma sociedade n\u00e3o\u2013ut\u00f3pica, menos perfeita e cada vez mais livre e egoista.<\/p>\n<p>Portanto, considero o amor entre os amantes uma ilha cercada pelo mesmo oceano que cerca a Utopia. Vi\u00e1vel e Naveg\u00e1vel e com Pontes, ligando o imposs\u00edvel ao poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Apesar de crer ser o Mundo do futuro um mundo de toler\u00e2ncia e de aceita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo, fico em d\u00favida&#8230; Sei que as pessoas jamais poder\u00e3o aceitar incondicionalmente as diferen\u00e7as. Creio que nascemos portadores de determinados preconceitos e desigualdades, sem com isso defender o fundamentalismo de todos os tipos ou g\u00eaneros e muito menos acastelar a passividade que obrigue a uma concord\u00e2ncia total.<\/p>\n<p>Assim como um amor ut\u00f3pico \u00e9 imposs\u00edvel de acontecer e mesmo assim nele embarcamos, sabemos que amantes ut\u00f3picos s\u00e3o imposs\u00edveis de s\u00ea-lo.<\/p>\n<p>O Amor Ut\u00f3pico, ou a Ilha da Utopia, \u00e9 uma fantasia que nunca poder\u00e1 ser concretizada. E isso faz parte do seu conceito: assim que ela se realize, deixa de ser \u2014 uma utopia.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei o motivo desta procura descomedida pelo amor de outra pessoa, se o amor, para que aconte\u00e7a, nasce ut\u00f3pico.<\/p>\n<p>Mas, apesar de tudo, escrevo: Ampliar a possibilidade de amar \u00e9 ampliar os limites do poss\u00edvel, pois o amar ser\u00e1 \u2013 sempre &#8211; um processo em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas para que se amofinar? Ora, \u201c&#8230; o amor acontece na vida. Estavas desprevenida e por acaso eu tamb\u00e9m\u201d, como cantam os que est\u00e3o plenos de amor, atrav\u00e9s da m\u00fasica simples de Dorival Caymmi (1914-2008)?<\/p>\n<p>\u201cParece que a utopia est\u00e1 mais pr\u00f3xima de n\u00f3s do que imaginamos e se as coisas s\u00e3o inating\u00edveis&#8230; Ora! N\u00e3o \u00e9 motivo para n\u00e3o quer\u00ea-las&#8230; Que tristes os caminhos, se n\u00e3o fora a presen\u00e7a distante das estrelas!\u201d Mario Quintana (1906 -1994). O amor vive de recorda\u00e7\u00f5es, enquanto o \u00f3dio, para continuar existindo, necessita da realidade presente.<\/p>\n<p>Viva o amor e pouco importa se \u00e9 uma utopia. O que a mente imagina torna-se realidade, pois, em um momento pode-se viver uma vida. Um instante de felicidade equivale a anos de vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Professor Titular da Pediatria da Universidade de Pernambuco. Psicoterapeuta. 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