﻿{"id":47942,"date":"2019-04-11T16:12:26","date_gmt":"2019-04-11T16:12:26","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=47942"},"modified":"2019-04-11T16:12:26","modified_gmt":"2019-04-11T16:12:26","slug":"o-que-pode-deixar-o-coracao-feminino-mais-suscetivel-a-um-infarto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=47942","title":{"rendered":"O QUE PODE DEIXAR O CORA\u00c7\u00c3O FEMININO MAIS SUSCET\u00cdVEL A UM INFARTO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Estudo brit\u00e2nico aponta que cigarro, press\u00e3o alta e diabetes talvez sejam fatores de risco mais preponderantes\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>para o problema ocorrer nas mulheres do que nos homens<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma pesquisa publicada no peri\u00f3dico cient\u00edfico The British Medical Journal analisou os dados de quase meio milh\u00e3o de pessoas sem hist\u00f3rico de doen\u00e7a cardiovascular e com idade entre 40 e 69 anos. Os autores do estudo tinham um objetivo: checar porque alguns fatores de risco podem tornar mais elevada a possibilidade de ocorr\u00eancia de um infarto em mulheres do que em homens \u2013 apesar de a possibilidade de um ataque card\u00edaco nos homens ser maior. A fonte foi o UK Biobank, uma base de dados com informa\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas sobre os adultos do Reino Unido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma m\u00e9dia de 7 anos, 5.081 indiv\u00edduos, sendo 29% deles mulheres, tiveram seu primeiro infarto. A incid\u00eancia foi de 7.76 por 10 mil pessoas\/ano nelas contra 24.35 por 10 mil pessoas\/ano neles. Os pesquisadores descobriram que press\u00e3o alta, diabetes e tabagismo aumentaram o risco de o problema ocorrer em ambos os sexos, mas, entre as mulheres, o impacto foi bem mais significativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mulheres tabagistas apresentaram um risco de ataque card\u00edaco 55% maior do que homens fumantes. J\u00e1 a hipertens\u00e3o elevou a probabilidade de o mal ocorrer entre elas em 83%. Por fim, no caso do diabetes tipo 2, o \u00edndice foi de 47% e no do tipo 1, tr\u00eas vezes mais acentuado na ala feminina. Os pesquisadores acreditam que esse seja o primeiro trabalho a analisar a diferen\u00e7a absoluta e relativa no risco de infarto entre os sexos por meio de uma s\u00e9rie de fatores de risco em uma popula\u00e7\u00e3o em geral. Mas, enfatizam, trata-se de um trabalho observacional, o que n\u00e3o permite tirar conclus\u00f5es de causa e efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/332_sa\u00fade_1_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-47943\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/332_sa\u00fade_1_1-254x250.jpg\" alt=\"332_sa\u00fade_1_1\" width=\"254\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/332_sa\u00fade_1_1-254x250.jpg 254w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/332_sa\u00fade_1_1-137x135.jpg 137w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/332_sa\u00fade_1_1-50x50.jpg 50w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/332_sa\u00fade_1_1.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><\/a>\u201cPor esse importante estudo, atual e representativo, tais fatores de risco estatisticamente impactam mais fortemente o cora\u00e7\u00e3o das mulheres\u201d, diz a cardiologista e cl\u00ednica-geral Sofia Lagudis (foto), da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. \u201cN\u00e3o se pode afirmar se isso reflete maior sensibilidade card\u00edaca, se tem a ver com pior controle dos n\u00edveis de press\u00e3o e diabetes (diferen\u00e7as de tratamento ou de ader\u00eancia \u00e0 medica\u00e7\u00e3o, por exemplo), ou mesmo com maior tempo de doen\u00e7a antes de iniciar o tratamento.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros estudos t\u00eam demonstrado resultados semelhantes. \u201cH\u00e1 mais evid\u00eancias demonstrando que, por exemplo, o fumo acarreta maior risco de infarto na mulher que no homem\u201d, revela Sofia Lagudis, que tamb\u00e9m \u00e9 vice-diretora cl\u00ednica do Einstein. \u201c\u00c9 interessante observar que essas diferen\u00e7as s\u00e3o um pouco atenuadas pela idade, quando a mulher tem um aumento significativo do risco de infarto.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela continua: \u201cAl\u00e9m disso, h\u00e1 caracter\u00edsticas raciais, como maior mortalidade das mulheres negras que sofrem infarto, talvez por fatores de risco mais graves\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mortalidade por doen\u00e7a cardiovascular como um todo \u00e9 maior nas mulheres de que nos homens, conta a especialista. \u201cVerificou-se tamb\u00e9m que est\u00e1 ocorrendo um crescimento da incid\u00eancia de infarto nas mulheres de meia-idade, na faixa entre 45 e 65 anos.\u201d Al\u00e9m disso, de acordo com a cardiologista, a mulher permanece sob risco elevado de insufici\u00eancia card\u00edaca, acidente vascular cerebral e morte, mais de que os homens, no primeiro ano ap\u00f3s um infarto. \u201cDiscute-se se isso est\u00e1 relacionado com maiores taxas de hipertens\u00e3o arterial, diabetes e depress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As doen\u00e7as cardiovasculares s\u00e3o a principal causa de morte no Brasil. A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima em quase 400 mil \u00f3bitos por ano. E o infarto tem grande destaque nesse panorama. \u201cSua incid\u00eancia vem aumentando no Nordeste e diminuindo no Sudeste, o que evidencia uma tend\u00eancia relacionada a disparidades socioecon\u00f4micas e qualidade da assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade\u201d, explica Lagudis. \u201cTemos indicadores de primeiro mundo nos estados mais desenvolvidos, ao mesmo tempo em que nos mais pobres podemos nos comparar \u00e0 \u00c1frica.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outras diferen\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o sintoma de infarto na maioria das mulheres seja a dor no peito, a incid\u00eancia de manifesta\u00e7\u00f5es at\u00edpicas \u00e9 mais ampla nas mulheres quando comparadas aos homens, o que pode levar n\u00e3o \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do ataque card\u00edaco, mas \u00e0 suspeita de um quadro de origem emocional. \u201cIsso classicamente leva a atraso ou falha no diagn\u00f3stico, com consequ\u00eancias danosas para a paciente\u201d, diz Sofia Lagudis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um infarto pode vir \u00e0 tona associado ou n\u00e3o \u00e0 dor no peito. Outros ind\u00edcios incluem sensa\u00e7\u00e3o dolorosa ou desconforto em um ou nos dois bra\u00e7os, nas costas, no pesco\u00e7o, na mand\u00edbula ou no est\u00f4mago. A respira\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ficar curta ou haver falta de ar, n\u00e1usea e v\u00f4mito. \u201cSuor frio e tonturas tamb\u00e9m podem ser os \u00fanicos sintomas\u201d, fala a cardiologista. \u201cAl\u00e9m disso, h\u00e1 diferen\u00e7as no tratamento da mulher infartada, como menor uso de medicamentos considerados essenciais, e tamb\u00e9m maior risco de efeitos colaterais, caso de sangramento provocado por anticoagulantes e antiplaquet\u00e1rios.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Sofia Lagudis, estudos mostram que a mulher, principalmente se idosa ou de baixa renda, demora mais para procurar atendimento m\u00e9dico em casos de ataque card\u00edaco. \u201cIsso \u00e9 muito preocupante, considerando-se que a maioria das mortes por infarto ocorre nas primeiras horas de manifesta\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, sendo de 40% a 65% na primeira hora\u201d, diz. Da\u00ed uma enorme preocupa\u00e7\u00e3o das sociedades de cardiologia nos diversos pa\u00edses para aumentar o diagn\u00f3stico precoce, com a\u00e7\u00f5es como campanhas de esclarecimento ao p\u00fablico sobre os sintomas e a import\u00e2ncia de procurar logo atendimento m\u00e9dico. Sem falar em estrat\u00e9gias para tornar o atendimento mais r\u00e1pido e eficiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que a maioria dos fatores de risco de infarto na mulher s\u00e3o modific\u00e1veis, como h\u00e1bito de fumar, hipertens\u00e3o arterial e diabetes\u201d, afirma a especialista. A mulher saud\u00e1vel deveria ser avaliada por um cardiologista de rotina a partir da \u00e9poca da menopausa. Por\u00e9m, em caso de hist\u00f3rico familiar de doen\u00e7a card\u00edaca ou de colesterol alto, sintomas como dor no peito, falta de ar ou taquicardia, presen\u00e7a de press\u00e3o alta, diabetes ou tabagismo, essa avalia\u00e7\u00e3o deve realizada independentemente da idade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo brit\u00e2nico aponta que cigarro, press\u00e3o alta e diabetes talvez sejam fatores de risco mais preponderantes\u00a0para o problema ocorrer nas mulheres do que nos homens Uma pesquisa publicada no peri\u00f3dico cient\u00edfico The British Medical Journal analisou os dados de quase meio milh\u00e3o de pessoas sem hist\u00f3rico de doen\u00e7a cardiovascular e com idade entre 40 e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":47943,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[14,34],"tags":[199],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47942"}],"collection":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47942"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47942\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47944,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47942\/revisions\/47944"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/47943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47942"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47942"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47942"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}