﻿{"id":49813,"date":"2019-08-10T20:55:44","date_gmt":"2019-08-10T20:55:44","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=49813"},"modified":"2019-08-10T20:55:44","modified_gmt":"2019-08-10T20:55:44","slug":"tragedia-judaica-os-poetas-que-stalin-mandou-fuzilar-por-israel-blajberg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=49813","title":{"rendered":"TRAG\u00c9DIA JUDAICA: OS POETAS QUE STALIN MANDOU FUZILAR &#8211; POR ISRAEL BLAJBERG"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/339_especial_4_1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-49814\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/339_especial_4_1.png\" alt=\"339_especial_4_1\" width=\"219\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/339_especial_4_1.png 219w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/339_especial_4_1-136x135.png 136w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/339_especial_4_1-50x50.png 50w\" sizes=\"(max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><\/a>A cada 12 de agosto, alguns imigrantes russos, parentes e cultores do idish ainda se re\u00fanem em uma pequena pra\u00e7a de Jerusal\u00e9m, diante do modesto memorial onde est\u00e3o inscritos os nomes judaicos dos intelectuais mortos em 1952. Ironicamente, no pais que rejeitaram, sua mem\u00f3ria \u00e9 perpetuada&#8230; eles que combateram a vis\u00e3o de um Estado judeu, o renascimento do hebraico, a Santidade da Tor\u00e1 &#8230;<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco antes de falecer, Stalin, acometido de paranoia antissemita, mandou sacrificar na pris\u00e3o de Lubyanka os intelectuais judeus Peretz Markish, Itzik Fefer, Leib Kwitko e outros dez membros do extinto Comit\u00ea Judaico Antifascista. Comunistas ferrenhos, negavam a religi\u00e3o e a conex\u00e3o espiritual do judaismo com a Terra de Israel, tendo fundado o Comit\u00ea Judaico Antifascista, cujo Secretario Solomon Michailovitch Michoels j\u00e1 havia falecido em consequencia de um &#8220;acidente de tr\u00e2nsito&#8221; em Minsk.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os infelizes intelectuais judeus foram acusados de alta trai\u00e7\u00e3o, burgueses cosmopolitas, conspiradores antissovi\u00e9ticos, pr\u00f3-americanos, etc., ainda que alguns fossem colaboradores da NKVD e delatores de correligion\u00e1rios. N\u00e3o tiveram advogado de defesa e nem adiantaria, pois a senten\u00e7a j\u00e1 era conhecida antes mesmo do julgamento. Os comunistas judeus espalhados pelo mundo custaram a acreditar. Mas lamentavelmente era verdade. Com a morte de Stalin a farsa foi desmontada, bem como o chamado compl\u00f4 dos m\u00e9dicos. Nikita Krushchev concedeu um perd\u00e3o post-mortem, com base em \u201cflagrantes viola\u00e7\u00f5es da lei\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora tivesse desempenhado importante papel em 1948 quando da cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel (por raz\u00f5es geopoliticas), Stalin sempre teve atitudes antissemitas. Logo ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o de 1917 criou a Yevsektzia de triste memoria, o bra\u00e7o judaico do PC, incumbido de suprimir a religi\u00e3o, o ensino do hebraico, o sionismo, eliminando as entidades judaicas ditas imperialistas, em favor da p\u00e1tria-m\u00e3e socialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, as massas judaicas jamais aceitaram essa postura. Isso ficou bem claro quando 50 mil judeus se reuniram em torno da Grande Sinagoga no Yom Kippur para ver Golda Meir, a primeira embaixadora. Finalmente, algumas d\u00e9cadas depois, as portas da URSS se abriram para o grande \u00eaxodo judaico, libertando os Prisioneiros de Sion dos gulags siberianos, at\u00e9 que em nossos dias, Bibi Nataniahu, ao lado de Putin na Pra\u00e7a Vermelha, assistiu o Desfile da Vitoria na Grande Guerra Patri\u00f3tica do dia 9 de maio, simbolizando os novos tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Itzik Feffer, poeta e escritor brilhante, tinha uma vida dupla, era tambem informante e delator de seus irm\u00e3os, ao mesmo tempo autor do poema \u00e9pico Der Shotns fun Varshever Geto (As Sombras do gueto de Varsovia) e de Ych bin a Yid (Sou Judeu), onde louva herois e vultos famosos como Sans\u00e3o, Bar Kochba, o Profeta Isaias, Yehuda Maccabi, Yehuda Halevi e Baruch Spinoza, ainda que incluisse tambem Stalin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cada 12 de agosto, alguns imigrantes russos, parentes e cultores do idish ainda se reunem em uma pequena pra\u00e7a de Jerusal\u00e9m, diante do modesto memorial onde est\u00e3o inscritos os nomes judaicos dos intelectuais mortos em 1952. Ironicamente, no pais que rejeitaram, sua memoria \u00e9 perpetuada&#8230; eles que combateram a vis\u00e3o de um Estado judeu, o renascimento do hebraico, a Santidade da Tor\u00e1 &#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O culto a Stalin foi profundamente abalada, depois que a vis\u00e3o prof\u00e9tica da revolu\u00e7\u00e3o socialista se fundiu com a negra realidade do presente, a esperan\u00e7a dos lutadores sociais por uma nova sociedade ut\u00f3pica com a dor, a can\u00e7\u00e3o do futuro com as l\u00e1grimas vertidas, ainda que paradoxalmente o proprio Yitzik Feffer j\u00e1 houvesse profetizado nos versos imortais de seu tocante poema Ych bin a Yid que o comunismo jamais poderia arrancar a f\u00e9 milenar das almas judaicas:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201c&#8230; estamos unidos &#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>por um tel\u00e9grafo invisivel&#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>que interliga os cora\u00e7\u00f5es judaicos &#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>ainda dan\u00e7aremos sobre os tumulos dos nossos inimigos &#8230; &#8220;<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pagaram com a propria vida pelos seus erros. Mas essa hist\u00f3ria n\u00e3o pode nem deve ser esquecida, pelo conte\u00fado did\u00e1tico extremamente \u00fatil, como um alerta para aqueles que nos dias de hoje, ainda emulam sob outras bandeiras as mesmas atitudes negacionistas dos infelizes intelectuais judeus russos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alquebrados pelas torturas, depois de assinar falsas confissoes, caminharam para frente do pelot\u00e3o de fuzilamento sem saber porqu\u00ea nem de qu\u00ea eram acusados. Talvez naquele momento tivessem tentado recordar alguma ora\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia distante, quem sabe algumas palavras do Shem\u00e1 Israel (*), mas j\u00e1 era tarde demais&#8230;<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Israel Blajberg &#8211; Carioca, ex-engenheiro do BNDES e Professor da UFRJ e UFF, \u00e9 diplomado pela Escola Superior de Guerra em Altos Estudos de Pol\u00edtica e Estrat\u00e9gia e Log\u00edstica e Mobiliza\u00e7\u00e3o Nacional, e s\u00f3cio titular do Instituto de Geografia e Hist\u00f3ria Militar do Brasil e da Academia de Hist\u00f3ria Militar Terrestre do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"iblaj@hotmail.com%20&lt;iblaj@hotmail.com&gt;\" target=\"_blank\">iblaj@hotmail.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada 12 de agosto, alguns imigrantes russos, parentes e cultores do idish ainda se re\u00fanem em uma pequena pra\u00e7a de Jerusal\u00e9m, diante do modesto memorial onde est\u00e3o inscritos os nomes judaicos dos intelectuais mortos em 1952. 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