﻿{"id":49855,"date":"2019-08-24T20:28:45","date_gmt":"2019-08-24T20:28:45","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=49855"},"modified":"2019-09-07T21:04:03","modified_gmt":"2019-09-07T21:04:03","slug":"exercicio-fisico-excessivo-prejudica-orgaos-como-coracao-e-figado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=49855","title":{"rendered":"EXERC\u00cdCIO F\u00cdSICO EXCESSIVO PREJUDICA \u00d3RG\u00c3OS COMO CORA\u00c7\u00c3O E F\u00cdGADO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/340_sa\u00fade_2_1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-49856\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/340_sa\u00fade_2_1-351x250.png\" alt=\"340_sa\u00fade_2_1\" width=\"351\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/340_sa\u00fade_2_1-351x250.png 351w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/340_sa\u00fade_2_1-189x135.png 189w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/340_sa\u00fade_2_1.png 400w\" sizes=\"(max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><\/a>Al\u00e9m do tecido musculoesquel\u00e9tico, cora\u00e7\u00e3o, f\u00edgado e sistema nervoso s\u00e3o afetados pelo sobretreinamento, mostram estudos feitos na USP de Ribeir\u00e3o Preto. [Imagem: Adelino Sanchez Ramos da Silva]<\/strong><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Treinamento excessivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), em Ribeir\u00e3o Preto, demonstraram que as consequ\u00eancias do excesso de treinamento &#8211; exerc\u00edcios f\u00edsicos em excesso &#8211; para o organismo v\u00e3o muito al\u00e9m da queda no rendimento esportivo, havendo efeitos prejudiciais no tecido musculoesquel\u00e9tico, cora\u00e7\u00e3o, f\u00edgado e sistema nervoso central.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atletas costumam apresentar queda no rendimento quando submetidos a um treinamento muito intenso, sem per\u00edodo adequado de recupera\u00e7\u00e3o. O quadro \u00e9 conhecido como s\u00edndrome do sobretreinamento e pode incluir sintomas como perda de apetite e de peso, ins\u00f4nia, irritabilidade, queda na imunidade e depress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A explica\u00e7\u00e3o mais aceita para o fen\u00f4meno \u00e9 conhecida como teoria das citocinas, formulada h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas. O racioc\u00ednio \u00e9 que les\u00f5es no tecido musculoesquel\u00e9tico causadas pelo exerc\u00edcio excessivo induziriam a libera\u00e7\u00e3o na corrente sangu\u00ednea de subst\u00e2ncias pr\u00f3-inflamat\u00f3rias (prote\u00ednas produzidas por c\u00e9lulas de defesa e conhecidas como citocinas), que desencadeariam os efeitos sist\u00eamicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas os resultados obtidos pela equipe brasileira em experimentos com camundongos contrariam a hip\u00f3tese de que as citocinas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias seriam o \u00fanico fator respons\u00e1vel pela queda na performance, que, nos animais, se manteve prejudicada mesmo depois que o n\u00edvel dessas subst\u00e2ncias no sangue se normalizou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Essas informa\u00e7\u00f5es devem servir de alerta para quem treina de forma excessiva. Os atletas de elite, muitas vezes, n\u00e3o t\u00eam op\u00e7\u00e3o devido \u00e0 press\u00e3o de treinadores, patrocinadores e competi\u00e7\u00f5es. Mas \u00e9 fundamental que seja ao menos respeitado o tempo m\u00ednimo de recupera\u00e7\u00e3o,&#8221; explicou o professor Adelino Sanchez Ramos da Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m das citocinas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferentes protocolos de sobretreinamento &#8211; corrida no plano, na subida e na descida &#8211; foram testados com o objetivo de entender a a\u00e7\u00e3o das citocinas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias induzidas pelo exerc\u00edcio f\u00edsico excessivo em diferentes tecidos. Todos induziram um aumento no n\u00edvel de tr\u00eas citocinas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias no soro sangu\u00edneo: interleucina-1-beta (IL-1\u03b2), interleucina-6 (IL-6) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-\u03b1). O aumento das mol\u00e9culas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias tamb\u00e9m foi observado no tecido musculoesquel\u00e9tico, com efeitos variados nos tr\u00eas protocolos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os animais submetidos ao sobretreinamento na descida foram os mais prejudicados, apresentando sinais de atrofia e de estresse de ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico, uma organela celular que, entre outras fun\u00e7\u00f5es, faz com que as prote\u00ednas assumam sua forma funcional. &#8220;De forma simplificada, isso significa que as c\u00e9lulas da regi\u00e3o passaram a ter prote\u00ednas malformadas em seu interior, o que pode comprometer seu funcionamento&#8221;, disse Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s duas semanas de repouso, o n\u00edvel das citocinas pr\u00f3-inflamat\u00f3rias no soro e no tecido musculoesquel\u00e9tico retornou ao n\u00edvel basal e houve um aumento no conte\u00fado de mol\u00e9culas anti-inflamat\u00f3rias. &#8220;No entanto, a performance dos animais na corrida permaneceu prejudicada, sugerindo haver outros mecanismos envolvidos nesse processo&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E havia: Todos os protocolos de sobretreinamento provocaram preju\u00edzo na via de sinaliza\u00e7\u00e3o da insulina no tecido musculoesquel\u00e9tico, ou seja, as c\u00e9lulas musculares ficaram com mais dificuldade de captar a glicose circulante no sangue. No entanto, os camundongos n\u00e3o apresentaram altera\u00e7\u00e3o negativa no teste de toler\u00e2ncia \u00e0 glicose, que avalia se o a\u00e7\u00facar est\u00e1 sendo metabolizado adequadamente pelo organismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Suspeitamos que algum outro tecido estivesse atuando de forma compensat\u00f3ria para manter o equil\u00edbrio. E as an\u00e1lises mostraram uma melhora na via de sinaliza\u00e7\u00e3o da insulina no f\u00edgado e um aumento no estoque de glicog\u00eanio hep\u00e1tico dos animais submetidos aos protocolos de sobretreinamento na descida e na subida. Por outro lado, como adapta\u00e7\u00e3o negativa, observamos ac\u00famulo de gordura e sinais de inflama\u00e7\u00e3o no tecido hep\u00e1tico,&#8221; disse Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cora\u00e7\u00e3o e f\u00edgado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados sugerem ainda que o cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m atua de modo a compensar o preju\u00edzo na capta\u00e7\u00e3o de glicose pelas c\u00e9lulas musculoesquel\u00e9ticas, pois foi observado ac\u00famulo de glicog\u00eanio no tecido card\u00edaco em resposta a todos os tipos de sobretreinamento. Surpreendentemente, os tr\u00eas protocolos induziram sinais de fibrose no ventr\u00edculo esquerdo. Apenas os animais submetidos ao exerc\u00edcio excessivo na descida apresentaram sinais moleculares de hipertrofia patol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Continue lendo: <a href=\"https:\/\/www.diariodasaude.com.br\/news.php?article=exercicio-fisico-excessivo-prejudica-orgaos-como-coracao-figado&amp;id=13511\" target=\"_blank\">https:\/\/www.diariodasaude.com.br\/news.php?article=exercicio-fisico-excessivo-prejudica-orgaos-como-coracao-figado&amp;id=13511<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m do tecido musculoesquel\u00e9tico, cora\u00e7\u00e3o, f\u00edgado e sistema nervoso s\u00e3o afetados pelo sobretreinamento, mostram estudos feitos na USP de Ribeir\u00e3o Preto. [Imagem: Adelino Sanchez Ramos da Silva] Treinamento excessivo Pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), em Ribeir\u00e3o Preto, demonstraram que as consequ\u00eancias do excesso de treinamento &#8211; exerc\u00edcios f\u00edsicos em excesso &#8211; para o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":49856,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[14],"tags":[208],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49855"}],"collection":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=49855"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49855\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49857,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49855\/revisions\/49857"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/49856"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=49855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=49855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=49855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}