﻿{"id":52179,"date":"2020-02-15T21:04:12","date_gmt":"2020-02-15T21:04:12","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=52179"},"modified":"2020-02-15T21:04:12","modified_gmt":"2020-02-15T21:04:12","slug":"meu-pais-do-carnaval-por-henrique-b-veltman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=52179","title":{"rendered":"MEU PA\u00cdS DO CARNAVAL &#8211; POR HENRIQUE B. VELTMAN"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_4_1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-52180\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_4_1-250x250.png\" alt=\"349_Especial_4_1\" width=\"250\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_4_1.png 250w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_4_1-135x135.png 135w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_4_1-50x50.png 50w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a>Minha mais antiga lembran\u00e7a do Carnaval data de 1942. Ali\u00e1s, tenho na minha mesinha de cabeceira uma foto, tirada na varanda de nosso apartamento na Rua Visconde de Ita\u00fana, em que estamos eu, meu irm\u00e3o e o David, nosso vizinho. Moys\u00e9s com uma m\u00e1scara negra pendurada na cabe\u00e7a, eu com um pandeiro na m\u00e3o, o David com um chap\u00e9u turco, um turbante?, n\u00f3s dois com uma esp\u00e9cie de camisola branca, deve ter sido uma inven\u00e7\u00e3o de dona Rachel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembro do meu pai com uma camisa florida e um colar havaiano, feliz da vida, cantando a marchinha N\u00f3s, Os Carecas, hoje sei que era de Arlindo Marques e Roberto Roberti:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s, n\u00f3s os carecas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com as mulheres somos maiorais<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois na hora do aperto<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dos carecas que elas gostam mais<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembro mais: as fam\u00edlias desciam at\u00e9 a Rua General Caldwell no in\u00edcio da noite, levando algumas cadeiras, um farnel com bolos e sucos, e ali fic\u00e1vamos na esperan\u00e7a, sempre alcan\u00e7ada, de assistir ao desfile de alguma escola de samba. N\u00e3o era desfile oficial, ao contr\u00e1rio, at\u00e9 onde sei, era espont\u00e2neo e talvez tolerado pero no mucho pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas noites de ter\u00e7a-feira gorda, a\u00ed sim, as cal\u00e7adas ficavam repletas, era o desfile das Grandes Sociedades, com carros aleg\u00f3ricos e mulheres mandando beijinhos para o p\u00fablico. Os adultos deliravam. Eram o Clube Democr\u00e1ticos (meu pai torcia por ele e at\u00e9 frequentava, ocasionalmente, sua sede na Rua do Riachuelo com sua tradicional dan\u00e7a de sal\u00e3o e seus bailes populares), os Fenianos, os Tenentes do Diabo o Pierr\u00f4 da Caverna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, \u00e9 verdade, Chico devia ser s\u00f3cio do Democr\u00e1ticos, mas n\u00e3o recordo se minha m\u00e3e o acompanhava nesse clube. Com certeza, minhas primas L\u00e9a e Chaike, meu primo Rubem, eram fi\u00e9is frequentadores. Parece que o clube tinha, em algum momento, um hist\u00f3rico de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e uma atitude positiva em rela\u00e7\u00e3o aos judeus. A conferir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse mesmo ano de 1942, Get\u00falio anunciou a abertura de uma grande avenida, nosso pr\u00e9dio estava na lista das demoli\u00e7\u00f5es e n\u00f3s nos mudamos para o Beco da M\u00e3e, a vila de n\u00famero 32 da Rua Hil\u00e1rio Ribeiro, ali do lado da Pra\u00e7a da Bandeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso novo cap\u00edtulo carnavalesco estava para come\u00e7ar: primeiro, brincadeiras na vila e nos arredores, depois o grande momento, nosso Bloco de sujos. Envergando um velho vestido de minha m\u00e3e, ocupamos o recinto do bonde que ligava a Pra\u00e7a da Bandeira \u00e0 Lapa, nosso bloco ia e voltava de um ponto ao outro enquanto cant\u00e1vamos, batuc\u00e1vamos, pul\u00e1vamos ao som do piston soprado pelo nosso vizinho da casa 10, Walter ou seria o Waldir (Al\u00e9m de tocar piston, um dos dois dava aula de matem\u00e1tica para o meu querido Fraim. A conferir).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra farra desse per\u00edodo de Carnaval, a fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00e1scaras de papel velho, geralmente jornais. N\u00e3o lembro como come\u00e7ou, mas recordo bem como se dava a produ\u00e7\u00e3o: p\u00e1ginas de um jornal velho cortado em pedacinhos, geralmente quadrados, uma pequena bola ou at\u00e9 uma bexiga cheia, no tamanho do rosto de quem for utilizar a m\u00e1scara. Esses peda\u00e7os de papel eram colados em toda a bola (ou bexiga), quanto mais camadas fossem colocadas, mais resistente ficava a m\u00e1scara. Depois, era esperar at\u00e9 que a secagem e o endurecimento se completasse. A gente j\u00e1 estava em pleno estudo de artes pl\u00e1sticas sem desconfiar&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras lembran\u00e7as do nosso Carnaval: confete, serpentina, lan\u00e7a-perfume \u2013 a\u00ed dois tipos, o mais caro e elegante, o Rodo met\u00e1lico e o mais barato, Rodo em embalagem de vidro, barato, que quebrava com facilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Clube dos Cabiras, da comunidade judaica, realizava um badalado baile de Carnaval na sede do Botafogo, na Rua General Severiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arl\u00eanio e eu est\u00e1vamos muito a fim de conhecer o baile, que era bastante falado na cidade, s\u00f3 que era preciso comprar ingressos. Claro, nem eu nem meu querido amigo t\u00ednhamos a menor chance nesse aspecto financeiro. Mas a santa m\u00e3e dele (n\u00e3o lembro o nome, l\u00e1stima) nos ofereceu uma sa\u00edda, \u201cque tal venderem refrescos de lim\u00e3o ali na esquina?\u201d. Era a esquina da Avenida Rio Branco com a Te\u00f3filo Otoni, onde o Arl\u00eanio morava. Com a ajuda dela, preparamos um enorme caldeir\u00e3o de \u00e1gua, lim\u00e3o, a\u00e7\u00facar e muito gelo. E fomos pra esquina vender. E n\u00e3o \u00e9 que vendemos tudo? Mas ainda faltavam alguns trocados para completar a compra dos ingressos do baile. E o estoque de lim\u00e3o tinha acabado. Por sugest\u00e3o da m\u00e3e de Arl\u00eanio, voltamos \u00e0 esquina, desta vez para vender \u00e1gua gelada com a\u00e7\u00facar. Deu certo. Sobrou dinheiro para os ingressos e at\u00e9 um troco para a condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi um baile inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00ed, por volta de 1953, fui trabalhar na \u00daltima Hora\/R\u00e1dio Clube do Brasil. No carnaval, jornalistas e funcion\u00e1rios organizaram um bloco fantasiado de Guilherme Tell, uma gra\u00e7a. E sa\u00edmos visitando muitas reda\u00e7\u00f5es de outros jornais. Quando deixamos o Di\u00e1rio Carioca, uma jovenzinha bonitinha me deu uma tremenda bola. E numa tal de esfrega\u00e7\u00e3o, fomos sambando em dire\u00e7\u00e3o ao pr\u00e9dio de A Noite, na Pra\u00e7a Mau\u00e1. Pois \u00e9, a mo\u00e7a tinha dono e ele resolveu acabar com a festa e partiu pra cima de mim. Eu vi tudo escuro, mas fui salvo pela solidariedade do pessoal da \u00daltima Hora, eles me defenderam, botaram o cara para correr e eu brinquei o resto do Carnaval em excelente companhia!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anos mais tarde, comecei a frequentar ensaios de algumas escolas de samba, Mangueira, Est\u00e1cio de S\u00e1, Portela e, sobretudo, Salgueiro \u2013 at\u00e9 porque, nessa \u00e9poca, o Salgueiro era reduto dos torcedores do Ameriquinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta de 1962, recebemos a visita de Fella, irm\u00e3 da Germaine, que pela primeira vez vinha ao Brasil. Catedr\u00e1tica de Psicologia na Sorbonne. Entre as v\u00e1rias atra\u00e7\u00f5es que lhe oferecemos, al\u00e9m de um enorme churrasco num restaurante de Copacabana, levamos Fella a um ensaio do Salgueiro, onde o Cal\u00e7a Larga fez as honras da escola, dando-nos o lugar de honra na quadra, oferecendo-nos cervejas e comidinhas. Sirio e Tia Alda tamb\u00e9m fizeram as honras da casa, dedicando um batuque especial \u201cpara a professora que veio de Paris para conhecer o samba\u201d. Fella vibrou, \u00e9 claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais ainda quando entendeu o enredo que seria sambado na avenida da\u00ed a alguns meses, Chica da Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem \u00e9 do ramo, foi o Salgueiro que fez dan\u00e7ar o minueto pela primeira vez na Avenida Presidente Vargas, na Candel\u00e1ria, ap\u00f3s deixar a Rio Branco. Eram as irm\u00e3s Marinho, bailarinos do Municipal e passistas do Salgueiro, tudo armado pelo Haroldo Costa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Salgueiro ganhou um t\u00edtulo in\u00e9dito, com esse enredo do Arlindo Rodrigues. O S\u00e9rgio Cabral, o Velho, estava na Presidente Vargas e sentiu o impacto para o bem e para o mal. Ficou impressionado, mas, a exemplo de parte da imprensa, questionou se aquilo era compat\u00edvel com a tradi\u00e7\u00e3o. Cinco d\u00e9cadas depois, contou que se rendeu com o maior prazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De n\u00e3o possuir grande beleza<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Xica da Silva<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgiu no seio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mais alta nobreza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contratador<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o Fernandes de Oliveira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comprou<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ser a sua companheira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a mulata que era escrava<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sentiu forte transforma\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trocando o gemido da senzala<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela fidalguia do sal\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a influ\u00eancia e o poder do seu amor,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que superou<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A barreira da cor,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisca da Silva<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do cativeiro zombou \u00f4\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00f4\u00f4\u00f4, \u00f4\u00f4, \u00f4\u00f4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Arraial do Tijuco,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1 no Estado de Minas,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje lend\u00e1ria cidade,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu lindo nome \u00e9 Diamantina,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Onde nasceu a Xica que manda,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deslumbrando a sociedade,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o orgulho e o capricho da mulata,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante, majestosa e invejada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que a vida lhe tornasse mais bela,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o Fernandes de Oliveira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mandou construir<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um vasto lago e uma bel\u00edssima galera<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E uma riqu\u00edssima liteira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para conduzi-la<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando ela ia assistir \u00e0 missa na capela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma p\u00e9rola&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar disso, quem me deu o t\u00edtulo de s\u00f3cio honor\u00e1rio foi a Portela, no tempo em que a escola ensaiava em Botafogo, numa quadra municipal ao lado da est\u00e1tua do Manequinho. Mas \u00e9 porque eu era secret\u00e1rio de Reda\u00e7\u00e3o de O Globo e a turma da Serrinha era grata pelo apoio que eu dava \u00e0s escolas de samba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em S\u00e3o Paulo, em 1972, aluguei um apartamento de frente na avenida S\u00e3o Jo\u00e3o para acompanhar, pela primeira vez, o desfile das escolas de samba paulistanas. Era muito conveniente, tinha uma grande varanda e dava para entrar, praticamente, no cora\u00e7\u00e3o das escolas. Que nessa altura do campeonato n\u00e3o eram um carbono das escolas cariocas, sambavam uma dan\u00e7a mais tradicional, daquelas que M\u00e1rio de Andrade cultuava, um samba rural. Pena que isso agora \u00e9 s\u00f3 mem\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E l\u00e1 dentro, numa boa mesa, com bebidas e comidinhas, Germaine, Fanny, Lagoutis, Maurice, Ester e outros gregos e romenos, passaram o Carnaval inteiro jogando cartas e contando piadas. Ah, sim, de vez em quando um ou outro se levantava, vinha at\u00e9 a varanda e espiava a escola que estava passando&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Santana de Parna\u00edba eu desfilei dois anos seguidos na ala das bichas, ao lado do Vicci, do Marcos, de todas aquelas figuras \u00f3timas dessa ala, verdadeira alma da escola de samba Unidos de Parna\u00edba. Num desses carnavais, fantasiado de guerreiro romano, entrei sambando na pracinha para desespero da neta Marina, ela tinha a\u00ed uns 5 ou 6 aninhos, e ficou nervosa ao avistar o av\u00f4 pulando ao ritmo da escola. \u201cMeu v\u00f4, meu v\u00f4!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a minha despedida efetiva dos Carnavais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paulo, t\u00famulo do samba?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizem que a frase \u00e9 de Vin\u00edcius de Moraes, h\u00e1 controv\u00e9rsias. Segundo o meu companheiro Azedo, seria um protesto contra o p\u00fablico da antiga boate Cave, na Rua da Consola\u00e7\u00e3o, durante apresenta\u00e7\u00e3o de Johnny Alf, um dos precursores da bossa nova, em 1960.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se \u00e9 vero, o poetinha devia j\u00e1 estar de cara cheia. Afinal, ele teria se arrependido rapidamente. S\u00e3o Paulo sempre foi um acolhedor mercado para os sambistas cariocas. E o que a gente est\u00e1 vendo agora pela televis\u00e3o, os blocos ocupando as principais avenidas e bairros, os desfiles de escolas de samba, tudo isso mostra que pioneiros paulistas como Germano Mathias, Geraldo Filme, Dona Inah, Oswaldinho da Cu\u00edca e Seu Nen\u00ea da Vila Matilde n\u00e3o semearam em v\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tiro ao \u00c1lvaro, Saudosa maloca, Iracema e Trem das 11, de Adoniran Barbosa, Ronda e Volta por cima, de Paulo Vanzolini, s\u00e3o cl\u00e1ssicos do samba paulista, cantados em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Henrique Bernardo Veltman \u00e9 jornalista.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"hbveltman@gmail.com&lt;hbveltman@gmail.com&gt;\" target=\"_blank\"><strong>hbveltman@gmail.com<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minha mais antiga lembran\u00e7a do Carnaval data de 1942. 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