﻿{"id":52192,"date":"2020-02-15T21:04:13","date_gmt":"2020-02-15T21:04:13","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=52192"},"modified":"2020-02-15T21:04:13","modified_gmt":"2020-02-15T21:04:13","slug":"quando-importa-cuidar-da-ameacada-biodiversidade-por-jayme-vita-roso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=52192","title":{"rendered":"QUANDO IMPORTA CUIDAR DA AMEA\u00c7ADA BIODIVERSIDADE! &#8211; POR JAYME VITA ROSO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_2_1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-52193\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_2_1.png\" alt=\"349_Especial_2_1\" width=\"184\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_2_1.png 184w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_2_1-106x135.png 106w\" sizes=\"(max-width: 184px) 100vw, 184px\" \/><\/a><strong><em>\u00c9 obrigat\u00f3ria a reflex\u00e3o sobre as bases e os fundamentos em que se assentam o conhecimento do que significa a biodiversidade<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_2_2.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-52194\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_2_2-472x250.png\" alt=\"349_Especial_2_2\" width=\"411\" height=\"218\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_2_2-472x250.png 472w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_2_2-228x121.png 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/349_Especial_2_2.png 680w\" sizes=\"(max-width: 411px) 100vw, 411px\" \/><\/a>\u201cA rejei\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 relacionada com o n\u00edvel educacional, mas com a ideologia\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong> Naomi Oreskes &#8211; Professora de Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias em Harvard.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Este ensaio tem como finalidade alertar, conscientizar e convocar os cidad\u00e3os brasileiros a agir em defesa da biodiversidade. A cidadania, quando exercida voltada para a preserva\u00e7\u00e3o das carcomidas \u201cregras p\u00e9treas\u201d, manca e necessita de apoio para se manter ereta: est\u00e1 compatibilizada com o mundo contempor\u00e2neo e seus \u00eddolos de barro! A cidadania n\u00e3o se restringe ao uso e gozo da biodiversidade, descompromissada com o cotidiano e com o futuro do pa\u00eds, mas de seus cidad\u00e3os em todos os rinc\u00f5es dele!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Por isso, cada etapa da biodiversidade faz parte de uma cadeia dos seres vivos e, se falta uma etapa, h\u00e1 interrup\u00e7\u00e3o e, isso acontecendo, poder\u00e1 ocorrer a extin\u00e7\u00e3o daqueles seres vivos sob os cuidados do humano!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, antes de mais nada, \u00e9 obrigat\u00f3ria a reflex\u00e3o sobre as bases e os fundamentos em que se assentam o conhecimento do que significa a biodiversidade. Aponto alguns dos fundamentos mais significativos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.1. A biodiversidade \u00e9 uma interdepend\u00eancia de esp\u00e9cies as mais variadas, que podem ir desde \u00e1rvores (nativas ou n\u00e3o) \u00e0 centenas de vegeta\u00e7\u00f5es marinhas, at\u00e9 a inser\u00e7\u00e3o do homem com os ecossistemas. Assim por diante e, portanto, cada \u201cdepartamento\u201d deve ser protegido. Repito: h\u00e1 uma interdepend\u00eancia entre cada \u201cdepartamento\u201d e os mecanismos de prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o sobrevivem quando solit\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.1.1. Tudo \u00e9 concreto, vis\u00edvel e escancarado para o homem cogitar e agir. Antes, repito, o cogitar pode nos levar a procurar esbo\u00e7ar uma filosofia do meio ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode parecer mero exerc\u00edcio te\u00f3rico para o homo economicus que se dedica intermitentemente em lucrar sobre tudo que toca. Todavia, a filosofia do meio ambiente n\u00e3o se aparta do homem, porque ele \u00e9 a causa eficiente de sua degrada\u00e7\u00e3o (que parte de uma epistemologia ecol\u00f3gica que se aprofunda no \u00e2mago das ci\u00eancias conservacionistas) e vai at\u00e9 a \u00e9tica do meio ambiente (consentida desde a meramente cient\u00edfica at\u00e9 a teologia moral).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.1.2. Advirto que essa reflex\u00e3o n\u00e3o \u00e9 e nem est\u00e1 limitada ou circunscrita ao pensamento especulativo, como se ensina no curr\u00edculo universit\u00e1rio. N\u00e3o. Ela se relaciona sempre com as pesquisas de campo dos bi\u00f3logos, por exemplo, que tentam esclarecer para propor solu\u00e7\u00e3o para algumas esp\u00e9cies introduzidas numa zona e que se adaptam ou convivem com as esp\u00e9cies aut\u00f3ctones.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seriedade do assunto \u00e9 alarmante, tanto quanto a quest\u00e3o antropol\u00f3gica cultural de recep\u00e7\u00e3o dos refugiados africanos nos pa\u00edses europeus (que exigem do pa\u00eds acolhedor um aparelhamento t\u00e9cnico especial sanit\u00e1rio, educativo, social, comunicativo, psicol\u00f3gico e profissional), quanto menos poder\u00e1 acontecer a rejei\u00e7\u00e3o deles, como ocorre num transplante mal conduzido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, no campo de uma invas\u00e3o biol\u00f3gica, quanto no campo da recep\u00e7\u00e3o dos refugiados, tanto quanto mais dados sejam recolhidos e pesquisados, acredito na predi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 causa hipot\u00e9tica, mas resulta da percep\u00e7\u00e3o dos mecanismos ecol\u00f3gicos ambientais. A sobreviv\u00eancia exige medidas concretas que n\u00e3o conflituassem com problemas \u00e9ticos emergentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Tendo em conta o que foi abordado, vemo-nos diante de um tr\u00edptico de vers\u00f5es poss\u00edveis do posicionamento dos interesses humanos frente ao mundo natural: \u201cos interesses humanos s\u00e3o eles os \u00fanicos a levar em conta (antropocentrismo)? Merecem os seres sens\u00edveis considera\u00e7\u00e3o moral direta e, eventualmente, dever-se-\u00e1 concordar em dar-lhes direito \u00e0 vida (patocentrismo)? Ou ainda, sua responsabilidade deve ainda ser superior a entidades supra-individuais, como os ecossistemas ou as esp\u00e9cies (ecocentrismo)?1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.1. Partindo da biodiversidade, \u201cque \u00e9 a diversidade de quem \u00e9 vivo em todos os seus n\u00edveis de organiza\u00e7\u00e3o\u201d2, e, em posse deste conceito adotado, que \u00e9 incompleto, tem-se presente que o pensar a preserva\u00e7\u00e3o (n\u00e3o basta descrever, digo: controlar, sistematizar em grupos ou esp\u00e9cies etc.) torne-se sumariamente importante, sempre levando em conta o contributo do pensamento ocidental e sua evolu\u00e7\u00e3o temporal, com todo os seus cambiantes, evolu\u00edmos dos tr\u00eas pensamentos supramencionados (antropocentrismo, patocentrismo e ecocentrismo) para cogitarmos que os sociossistemas sejam a via mais coerente diante do que nos confrontamos, ou do que o planeta enfrenta, portanto, eles s\u00e3o \u201csistemas resultantes da intera\u00e7\u00e3o entre os seres humano e os seres vivos n\u00e3o-humanos\u201d3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.2. Admitindo-se que a biodiversidade seja um \u201cfato cient\u00edfico\u201d para a comunidade estudiosa do termo e seu significado, didaticamente, surgem disciplinas surpreendentemente inovadoras, seja abrindo vias para a interdisciplinaridade, como propiciando que, entre elas, se admita ou se passe a admitir que o trabalho cient\u00edfico seja coerente com a finalidade que se quer propor. Qui\u00e7\u00e1, esse esfor\u00e7o poder\u00e1 dar mais valia ao que \u00e9 o ser vivo! \u00c9 o que se admite como cogita\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica para colocar na tela o ser vivo, frente \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos ecossistemas com a biodiversidade, no sentido estrito!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. A gest\u00e3o da biodiversidade \u00e9 recente, pois surge em 1986, e, admitida por consenso e por consci\u00eancia do seu valor cient\u00edfico, \u00e9 poss\u00edvel, como est\u00e1 sendo considerado, que a natureza tem valor, muito al\u00e9m do que se cogita e se propaga, pois ela \u00e9, se entendida como bem comum, ve\u00edculo de relevante import\u00e2ncia para propiciar que bens e servi\u00e7os sejam prestados \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inquestion\u00e1vel a import\u00e2ncia da necessidade de que os bens e servi\u00e7os n\u00e3o sejam considerados em termos econ\u00f4micos r\u00edgidos, sem modula\u00e7\u00f5es ou benef\u00edcio t\u00e9cnico-jur\u00eddico, mas em favor de pol\u00edticas p\u00fablicas coerentes. Afinal, devemos ter sensatez na prote\u00e7\u00e3o da natureza!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para arrematar, a \u00e9tica ambiental j\u00e1 vem se consolidando com contribui\u00e7\u00f5es de fil\u00f3sofos contempor\u00e2neos (Anders, Jonas, Dupruy), mas isso \u00e9 o complemento de uma teologia moral engajadora na valoriza\u00e7\u00e3o da natureza stricto sensu como para a dignidade humana ser consagrada como princ\u00edpio que fundamenta a pr\u00f3pria vida de todos os seres humanos, independentemente de onde se originem!<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">*Dispon\u00edvel em: <em>La Recherche<\/em>: les essentiels. <em>L\u2019ultime<\/em> alerte des scientifiques: <em>La biodiversit\u00e9 en p\u00e9ril<\/em>. n. 32, dezembro de 2019, p. 14-17. Este escrito foi o resultado de pesquisa sobre a transcend\u00eancia da \u00e9tica como valor da teologia moral, mas, no campo cient\u00edfico aqui explanado, contou com o primeiro fundamento da preserva\u00e7\u00e3o derivada da diversidade do ser vivo, na entrevista da professora, bi\u00f3loga e fil\u00f3sofa, Virginie Maris. Que o cr\u00e9dito lhe seja honrosamente conferido e a seu livro La part savage du monde, da editora Seuil, que defende, para o homem, \u201cHabitar melhor a terra em sociedade\u201d para proteger os espa\u00e7os ainda livres de interfer\u00eancias antr\u00f3picas e para preservar a diversidade como potencial impulso \u201c\u00e0 nova\u201d evolu\u00e7\u00e3o dos seres vivos. (N. do A.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>[1]1<\/strong> Ibidem, p. 16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>[1]2<\/strong> Ibidem, p. 16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>[1]3<\/strong> Ibidem, p. 17.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>JAYME VITA ROSO &#8211; Graduado pela Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo, \u00e9 fundador do site Auditoria Jur\u00eddica, especialista em leis antitruste, consultor jur\u00eddico de fama internacional, ecologista reconhecido e premiado, &#8220;Professor Honor\u00e1rio&#8221; da Universidade Inca Garcilaso de La Vega de Lima, Peru e autor de v\u00e1rios livros jur\u00eddicos. <a title=\"JAYME VITA ROSO\" href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=25303\" target=\"_blank\">Saiba mais.<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"vitaroso@vitaroso.com.br&lt;vitaroso@vitaroso.com.br&gt;\" target=\"_blank\"><strong>vitaroso@vitaroso.com.br<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Nota &#8211; Mat\u00e9ria publicada no site Migalhas: <a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/depeso\/318833\/quando-importa-cuidar-da-ameacada-biodiversidade\" target=\"_blank\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/dePeso\/16,MI318833,71043-Quando+importa+cuidar+da+ameacada+biodiversidade<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 obrigat\u00f3ria a reflex\u00e3o sobre as bases e os fundamentos em que se assentam o conhecimento do que significa a biodiversidade \u201cA rejei\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 relacionada com o n\u00edvel educacional, mas com a ideologia\u201d Naomi Oreskes &#8211; Professora de Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias em Harvard. 1. 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