﻿{"id":54407,"date":"2020-07-11T22:07:24","date_gmt":"2020-07-11T22:07:24","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=54407"},"modified":"2020-07-11T22:07:24","modified_gmt":"2020-07-11T22:07:24","slug":"tres-jovens-trans-compartilham-sua-vivencia-na-comunidade-judaica-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=54407","title":{"rendered":"TR\u00caS JOVENS TRANS COMPARTILHAM SUA VIV\u00caNCIA NA COMUNIDADE JUDAICA BRASILEIRA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u201cT\u00e1 na hora de dizer \u2018eu existo e sou t\u00e3o judeu quanto voc\u00ea\u2019\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/359_especial_1_1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-54411\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/359_especial_1_1-402x250.png\" alt=\"359_especial_1_1\" width=\"402\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/359_especial_1_1-402x250.png 402w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/359_especial_1_1-217x135.png 217w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/359_especial_1_1.png 699w\" sizes=\"(max-width: 402px) 100vw, 402px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Instituto Brasil-Israel, a Uni\u00e3o do Juda\u00edsmo Reformista e o grupo ARZENU organizam juntos uma s\u00e9rie de webinars para celebrar o m\u00eas do orgulho LGBTQ+. Ga\u2019avah em hebraico significa \u201corgulho\u201d, e o primeiro epis\u00f3dio, no dia 25 (junho), abordou a quest\u00e3o da transgeneridade na comunidade judaica brasileira. Os encontros ir\u00e3o reunir pessoas LGBTQ+ de setores progressistas da comunidade judaica, no Brasil e em Israel, no decorrer dos meses de junho e julho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas jovens judeus participaram do primeiro encontro e compartilharam sua viv\u00eancia e luta dentro e fora da comunidade judaica. Andr\u00e9 Liberman, um dos organizadores e idealizadores, come\u00e7ou lembrando a import\u00e2ncia de trazer o tema \u00e0 tona, n\u00e3o s\u00f3 para a comunidade judaica, mas tamb\u00e9m para que quem \u00e9 de fora conhe\u00e7a a pluralidade entre judeus e judias, desconstruindo estere\u00f3tipos enraizados na sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Assucena Assucena<\/strong>, cantora e compositora do grupo As Bahias e a Cozinha Mineira, <strong>Nicholas Steinmetz<\/strong>, mediador do Museu do Holocausto de Curitiba, e <strong>Lilyth Esther,<\/strong> antrop\u00f3loga norte-americana que veio para o Brasil estudar as rela\u00e7\u00f5es entre g\u00eanero, sexualidade e juda\u00edsmo, relataram suas hist\u00f3rias de afastamento e reaproxima\u00e7\u00e3o com o juda\u00edsmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nicholas, apesar de relutar em falar sobre sua experi\u00eancia na comunidade judaica, disse ser importante que pessoas LGBTQ+ ocupem cada vez mais esses espa\u00e7os, porque, apesar de n\u00e3o ter se sentido acolhido durante sua fase de transi\u00e7\u00e3o na adolesc\u00eancia, o juda\u00edsmo forjou muitos dos seus valores e identidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGrande parte das comunidades judaicas aqui do Brasil \u00e9 formada por pessoas que n\u00e3o t\u00eam problemas de serem inclu\u00eddas nesses espa\u00e7os: s\u00e3o pessoas brancas, cis, h\u00e9tero, de classe m\u00e9dia alta, classe m\u00e9dia, enquanto o juda\u00edsmo em si \u00e9 extremamente diverso. A gente n\u00e3o tem s\u00f3 esse pequeno nicho de judeus do Brasil (&#8230;). Ent\u00e3o, t\u00e1 na hora da gente ocupar esses espa\u00e7os. T\u00e1 na hora de dizer, \u2018n\u00e3o, eu existo e sou t\u00e3o judeu quanto voc\u00ea&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lilyth Esther compartilhou o qu\u00e3o interessante foi explorar um novo cen\u00e1rio judaico quando veio para S\u00e3o Paulo fazer seu mestrado sobre um assunto t\u00e3o pr\u00f3ximo de sua identidade. Filha de m\u00e3e judia e pai n\u00e3o judeu, cresceu em um contexto de grande assimila\u00e7\u00e3o, nos EUA. Sua viv\u00eancia no juda\u00edsmo foi completamente diferente da dos outros participantes, \u201cMeu juda\u00edsmo sempre foi um juda\u00edsmo LGBTQ+, um juda\u00edsmo queer. Ent\u00e3o, eu n\u00e3o entendia os judeus heterossexuais, cis. Eu ficava, \u2018Ah, existem? Verdade\u2019.\u201d A antrop\u00f3loga disse ter tido muita sorte nesse sentido, porque aprendeu desde o in\u00edcio que o juda\u00edsmo \u00e9 \u201cvoc\u00ea quem faz\u201d, e que sentiu muita diferen\u00e7a quando chegou no Brasil. Para ela, que frequentava uma sinagoga LGBT em S\u00e3o Francisco, aberta para todos, o juda\u00edsmo sempre foi um lugar de acolhimento. \u201cA comunidade judaica no Brasil \u00e9 muito dif\u00edcil, porque se voc\u00ea n\u00e3o t\u00e1 dentro da comunidade, \u00e9 muito dif\u00edcil entrar.\u201d No entanto, reconheceu que a comunidade brasileira tem feito um esfor\u00e7o para construir espa\u00e7os de discuss\u00e3o do tema e incluir cada vez mais as vozes trans.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto Lilyth Esther quanto Assucena reconheceram a import\u00e2ncia de suas av\u00f3s na forma\u00e7\u00e3o de sua identidade judaica. A cantora lembrou tamb\u00e9m que at\u00e9 pouco tempo a transsexualidade estava listada no cat\u00e1logo de \u201cdoen\u00e7as mentais\u201d, e que at\u00e9 hoje transsexuais n\u00e3o s\u00e3o bem vistos na sociedade, com a diferen\u00e7a de que agora h\u00e1 organiza\u00e7\u00f5es que, aliadas ao movimento feminista, negro e LGBT lutam por a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e civis que garantam o direito de ser e estar de pessoas trans. Segundo ela, esses s\u00e3o tr\u00eas movimentos fundamentais para entender o que significa o corpo LGBT dentro de uma sociedade, \u201cN\u00e3o existe uma sociedade que se sustente como justa ou democr\u00e1tica sem os nossos corpos.\u201d Al\u00e9m disso, contou que o v\u00ednculo com seu juda\u00edsmo e ancestralidade foi imprescind\u00edvel para que ela pudesse se compreender como \u201calgu\u00e9m no mundo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A busca pela espiritualidade sempre foi algo presente na vida da artista, e a mudan\u00e7a que fez para estudar em S\u00e3o Paulo e o contato com a vida universit\u00e1ria, que ao mesmo tempo fez com que se afastasse do juda\u00edsmo, possibilitou a ela se revelar como Assucena, \u201cA poesia me trouxe para fora\u201d, disse. \u201cTodo mundo que \u00e9 trans sabe o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 a transi\u00e7\u00e3o (&#8230;) A nossa experi\u00eancia de dor e de se afastar do seio da comunidade judaica (&#8230;) Para mim, foi muito doloroso, principalmente porque eu amava estar, eu amava ir num Cabalat Shabat, eu amava estar presente durante as festas, eu amava discutir juda\u00edsmo, uma coisa que eu amo at\u00e9 hoje (&#8230;) E eu tive que me afastar desse processo por um medo de rejei\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da experi\u00eancia de dor, mas tamb\u00e9m de autodescoberta enquanto pessoa trans, os jovens responderam perguntas do p\u00fablico que acompanhava a transmiss\u00e3o e compartilharam a import\u00e2ncia de terem decidido se reaproximar da comunidade judaica para reivindicar espa\u00e7o e levantar a bandeira da pluralidade. \u201cAcho relevante deixar claro que a comunidade judaica \u00e9 diversa. Quando a gente sai da nossa bolha, a gente descobre que tem comunidade judaica preta, comunidade judaica LGBTQ, essas pessoas existem\u201d, afirmou Lilyth Esther, contrariando a vis\u00e3o de que judeus s\u00e3o pessoas estritamente brancas, heterossexuais e cisg\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O webinar foi transmitido pelas redes sociais do Instituto Brasil-Israel e continua dispon\u00edvel para acesso no <a href=\"https:\/\/nam03.safelinks.protection.outlook.com\/?url=http%3A%2F%2Fshorturl.at%2FINVWZ&amp;data=02%7C01%7C%7C875f291e3c0c4c4384f808d82023bbf1%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C637294685131891496&amp;sdata=F7958hCrXFd6EiHm9qroNvB6F3QwJF5wwFoYW7Xkc%2FI%3D&amp;reserved=0\" target=\"_blank\">YouTube.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: <a href=\"http:\/\/institutobrasilisrael.org\/noticias\/noticias\/ta-na-hora-de-dizer-eu-existo-e-sou-tao-judeu-quanto-voce-tres-jovens-trans-compartilham-sua-vivencia-na-comunidade-judaica-brasileira\/\" target=\"_blank\">http:\/\/institutobrasilisrael.org\/noticias\/noticias\/ta-na-hora-de-dizer-eu-existo-e-sou-tao-judeu-quanto-voce-tres-jovens-trans-compartilham-sua-vivencia-na-comunidade-judaica-brasileira\/<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cT\u00e1 na hora de dizer \u2018eu existo e sou t\u00e3o judeu quanto voc\u00ea\u2019\u201d O Instituto Brasil-Israel, a Uni\u00e3o do Juda\u00edsmo Reformista e o grupo ARZENU organizam juntos uma s\u00e9rie de webinars para celebrar o m\u00eas do orgulho LGBTQ+. 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