﻿{"id":54990,"date":"2020-08-08T22:17:36","date_gmt":"2020-08-08T22:17:36","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=54990"},"modified":"2020-08-29T22:40:52","modified_gmt":"2020-08-29T22:40:52","slug":"seminario-internacional-de-literatura-judaica-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=54990","title":{"rendered":"SEMIN\u00c1RIO INTERNACIONAL DE LITERATURA JUDAICA BRASILEIRA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Tem por objetivo principal a divulga\u00e7\u00e3o de escritores judeus brasileiros e de suas obras em Israel\u00a0e os links estar\u00e3o dispon\u00edveis a partir do dia 27 de agosto<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-54992\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/261_fique_1_1-445x250.png\" alt=\"\" width=\"377\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/261_fique_1_1-445x250.png 445w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/261_fique_1_1-228x128.png 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/261_fique_1_1.png 708w\" sizes=\"(max-width: 377px) 100vw, 377px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Centro Cultural Brasileiro-Tel Aviv (Israel) e N\u00facleo de Estudos Judaicos da UFMG (Brasil)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Organiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Profa. Lyslei Nascimento (P\u00f3s-Lit\/UFMG) &amp; Raquel Yehezkel (CCB-Tel Aviv)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Objetivos:<\/strong> <strong>O Semin\u00e1rio Internacional de Literatura Judaica Brasileira<\/strong>, promovido pelo N\u00facleo de Estudos Judaicos da Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil) e pelo Centro Cultural Brasileiro CCB-Tel Aviv (Israel) tem por objetivo principal a divulga\u00e7\u00e3o de escritores judeus brasileiros e de suas obras em Israel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto o NEJ\/UFMG (<a href=\"http:\/\/www.letras.ufmg.br\/nucleos\/nej\/\">http:\/\/www.letras.ufmg.br\/nucleos\/nej\/<\/a>) quanto o CCB-Tel Aviv (<a href=\"https:\/\/centro-cultural-brasileiro-brazilian-cultural.business.site\/\">https:\/\/centro-cultural-brasileiro-brazilian-cultural.business.site\/<\/a>) possuem programa\u00e7\u00f5es e projetos voltados ao levantamento, ao estudo e \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o da excepcional produ\u00e7\u00e3o dos escritores judeus. Para isso, no NEJ, al\u00e9m de semin\u00e1rios, palestras e cursos locais, criou-se um banco de dados dispon\u00edvel em seu site para consulta. No CCB-Tel Aviv, a s\u00e9rie de eventos p\u00f5e em relevo o variado e rico painel da cena cultural e art\u00edstica brasileira para o p\u00fablico israelense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este semin\u00e1rio, composto por uma confer\u00eancia de abertura, v\u00eddeos com escritores lendo trechos de suas obras, pesquisadores analisando temas e obras, bem como uma oportunidade de intera\u00e7\u00e3o com os participantes respondendo, a posteriori, a perguntas ou a coment\u00e1rios do p\u00fablico, pretende consolidar o esfor\u00e7o das duas entidades na promo\u00e7\u00e3o cultural a que se destinam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Modalidade:<\/strong> programa\u00e7\u00e3o on-line (<span style=\"color: #ff0000;\">com links para os v\u00eddeos a partir de 27\/08\/2020<\/span>) e exibi\u00e7\u00e3o presencial para convidados no CCB-Tel Aviv, observando-se as normas da quarentena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Programa\u00e7\u00e3o:<\/strong> os links estar\u00e3o dispon\u00edveis a partir do dia 27\/08\/2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Abertura:<\/strong> Raquel Yehezkel (CCB-Tel Aviv) e Lyslei Nascimento (NEJ\/UFMG)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Confer\u00eancia de abertura:<\/strong> \u201cLeila Danziger ou a tarefa de \u2018anarquivar\u2019 os escombros da judeidade na di\u00e1spora\u201d, com o Prof. Dr. M\u00e1rcio Seligmann-Silva (UNICAMP)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Escritores convidados:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1) Ana Cec\u00edlia Carvalho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2) C\u00edntia Moscovich<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3) Leila Danziger<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4) Halina Grynberg<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5) Leonor Scliar-Cabral<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6) Luana Chnaiderman<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7) Noemi Jaffe<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8) Paulo Rosenbaum<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9) Ronaldo Wrobel<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10) Juliano Klevanskis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11) Lu\u00eds S\u00e9rgio Krausz<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comunica\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Vidas e mem\u00f3rias entrela\u00e7adas em<em> As \u00e1guas do mesmo rio<\/em>, Giselda Leirner<\/strong> \u2013 Ana Cl\u00e1udia Rufino: (Graduada em Letras da FALE\/UFMG) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> A Shoah marca de forma permanente os judeus e seus descendentes. Suas hist\u00f3rias que atravessaram rios e oceanos, tamb\u00e9m est\u00e3o presentes na literatura brasileira. Giselda Leirner cria em Nas \u00e1guas do mesmo rio, publicado em 2005, um relato em v\u00e1rios n\u00edveis, com as hist\u00f3rias impactantes de tr\u00eas mulheres marcadas pela cat\u00e1strofe. Imagens de um passado traum\u00e1tico s\u00e3o, assim, revisitadas em um presente conturbado, e o destino dessas personagens convida o leitor a refletir sobre transforma\u00e7\u00f5es, desejadas e poss\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Mem\u00f3rias indecifr\u00e1veis em \u00cdrizs: as Orqu\u00eddeas, de Noemi Jaffe<\/strong> \u2013 Andr\u00e9 de Souza Pinto (Doutorando em Letras do P\u00f3s-Lit\/UFMG) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> No romance \u00cdrisz: as orqu\u00eddeas, de Noemi Jaffe, publicado em 2015, uma imigrante h\u00fangara que se muda para o Brasil, abandonando, nesse movimento, sua terra natal, sua m\u00e3e e um companheiro. Em S\u00e3o Paulo, no Jardim Bot\u00e2nico, a narradora dedica-se ao estudo das orqu\u00eddeas, flores que ser\u00e3o met\u00e1fora dessa personagem flutuante e exilada, cujas ra\u00edzes a\u00e9reas e parasit\u00e1rias caracterizam o seu car\u00e1ter err\u00e1tico. Al\u00e9m disso, aliado \u00e0 mutabilidade da protagonista, que evita enraizar-se nos lugares, o seu estudo sobre as orqu\u00eddeas traduz uma an\u00e1lise da l\u00edngua, um tra\u00e7o que parece marcar a narrativa de \u00cdrisz. Desse modo, esta comunica\u00e7\u00e3o analisar\u00e1, a partir das orqu\u00eddeas, a ficcionaliza\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria familiar e a elabora\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias fragmentadas, dispersas e indecifr\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. Ser judeu e estar no Brasil no s\u00e9culo 20 em Moacyr Scliar e Clarice Lispector<\/strong> \u2013 Debi Chaimovitch-Yehoshafat (Mestre em Letras pela Universidade Ben Guri\u00f3n) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> Na primeira metade do s\u00e9culo 20, o Brasil recebeu imigrantes, oriundos dos mais variados pa\u00edses, o que, sem d\u00favida, marcou o desenvolvimento de sua sociedade e de sua cultura. No primeiro momento, o imigrante, e sua bagagem cultural, ainda conservou seus costumes tentando, ao mesmo tempo, adaptar-se \u00e0 nova sociedade. Entre os imigrantes que chegaram ao Brasil, encontram- se os judeus provindos da Europa e Oriente M\u00e9dio. Muitas vezes, a imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de deslocamento, deixar um lugar e n\u00e3o pertencer a lugar nenhum. Esse sentimento est\u00e1 expresso em A guerra do Bom Fim, de 1972, de Moacyr Scliar, e em A hora da estrela, publicado em 1977, por Clarice Lispector. Esta comunica\u00e7\u00e3o estudar\u00e1 essa condi\u00e7\u00e3o imigrat\u00f3rio nos dois romances, considerando que o processo de imigra\u00e7\u00e3o inclui etapas de adapta\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o e assimila\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. O cotidiano, o corriqueiro e o ef\u00eamero nos contos de C\u00edntia Moscovich<\/strong> em Essa coisa brilhante que \u00e9 a chuva \u2013 Filipe Menezes (Doutorando em Letras do P\u00f3s-Lit\/UFMG) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> Sempre renovada e brilhante, a obra de C\u00edntia Moscovich apresenta o cotidiano, o corriqueiro e o ef\u00eamero em suas, aparentemente, simples narrativas. Na colet\u00e2nea de contos Essa coisa brilhante que \u00e9 a chuva, 2012, a escritora compila pequenas hist\u00f3rias, re\u00fane narrativas que se entrela\u00e7am e colocam o leitor diante de um mundo, \u00e0s vezes, curioso ou cruelmente descrito em sua singeleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. O alfabeto po\u00e9tico de Leonor Scliar-Cabral e Noemi Jaffe<\/strong> \u2013 K\u00e9sia Oliveira (Doutoranda em Letras do P\u00f3s-Lit\/UFMG) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> De Sagra\u00e7\u00e3o do alfabeto, 2009, de Leonor Scliar-Cabral, a A verdadeira hist\u00f3ria do alfabeto e alguns verbetes de um dicion\u00e1rio, 2012, de Noemi Jaffe, a letra constitui um acervo de possibilidades po\u00e9ticas e narrativas. Ao conceberem a letra como uma unidade m\u00ednima de sentido, as escritoras se inscrevem numa tradi\u00e7\u00e3o de autores que veem no micro, as grandezas do m\u00faltiplo. Scliar-Cabral extrai do alfabeto hebraico in\u00fameras reverbera\u00e7\u00f5es l\u00edricas, transformando letra em poesia, escandindo o sentido do \u00fanico ao ampliar as conota\u00e7\u00f5es das letras. Jaffe, por sua vez, em prosa, redefine o significado da no\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria ao propor para cada letra do alfabeto latino uma inusitada linearidade. no contexto das textualidades judaicas contempor\u00e2neas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5. A guerra em surdina de Boris Schnaiderman: entre mem\u00f3ria e fic\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 Katryn de Souza (Graduanda da FALE\/UFMG) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> Em Guerra em surdina: hist\u00f3rias do Brasil na Segunda Guerra Mundial, publicado em 1964, Boris Schnaiderman \u00e9, o que poder\u00edamos chamar de um int\u00e9rprete de si e de mais de 20 mil homens da For\u00e7a Expedicion\u00e1ria Brasileira (FEB) que, assim como ele, foram convocados em 1944 para lutar, no conflito, ao lado dos aliados. A partir do que vivenciou como pracinha numa It\u00e1lia destru\u00edda, o escritor constr\u00f3i uma narrativa entre o relato factual e a fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6. A presen\u00e7a de midrashim em cr\u00f4nicas de Natal de Clarice Lispector<\/strong> \u2013 La\u00eds Maria Rosal Botler (Doutoranda em Estudos Latino-Americanos na Universidade Hebraica de Jerusal\u00e9m e Rodrigo Baumworcel (Mestrando em Educa\u00e7\u00e3o Judaica na Universidade Hebraica de Jerusal\u00e9m) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> O juda\u00edsmo nunca aparece de maneira expl\u00edcita na literatura de Clarice Lispector. No entanto, como demonstram Gilda Szklo (1989), Nelson Vieira (1989) e Berta Waldman (2011; 2014), a influ\u00eancia judaica pode ser percebida de diferentes formas na escrita de Clarice. Neste trabalho, analisaremos a presen\u00e7a de midrashim na representa\u00e7\u00e3o do Natal nas cr\u00f4nicas \u201cAnuncia\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cA virgem em todas as mulheres\u201d, \u201cEle seria alegre\u201d e \u201cA humildade de S\u00e3o Jos\u00e9\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>7. Moacyr Scliar: Fazedor de Golems<\/strong> \u2013 M\u00e1rcio Pereira (Mestre em Letras pelo P\u00f3s-Lit\/UFMG) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> O juda\u00edsmo e a tradi\u00e7\u00e3o judaica, a revis\u00e3o hist\u00f3rica, o discurso da ci\u00eancia, as Escrituras, a mem\u00f3ria e a identidade latino-americana, s\u00e3o algumas das linhas tem\u00e1ticas que conformam trama e novelo da obra multifacetada de Moacyr Scliar. A integra\u00e7\u00e3o de todos esses discursos no jogo infinito da fic\u00e7\u00e3o revela a sofisticada teia liter\u00e1ria tecida pelo escritor. N\u00e3o seria diferente quando o autor lida com um mito t\u00e3o cheio de nuances, como o Golem. Esta comunica\u00e7\u00e3o analisar\u00e1 a retomada desse mito, explicitamente, em dois livros de Scliar. De forma literal no romance Cenas da vida min\u00fascula, publicado em 2003, e, obliquamente, em Manual da paix\u00e3o solit\u00e1ria, de 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Palestras:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Escritores sefarditas na Amaz\u00f4nia<\/strong> \u2013 Profa. Dra. Alessandra Conde da Silva (UFPA) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> Os escritores Sultana Levy Rosenblatt, Marcos Serruya, Le\u00e3o Pac\u00edfico Esaguy e Paulo Jacob nasceram na Amaz\u00f4nia e, em suas obras, entretecem a tradi\u00e7\u00e3o judaica com a rica cultura amaz\u00f4nica. Busco, nesta palestra, analisar em que consiste a inscri\u00e7\u00e3o judaica, tomando como an\u00e1lise: Uma grande mancha de sol, 1951, e Barrac\u00e3o, 1963, de Rosenblatt; Chuva branca, 1967, e Um peda\u00e7o de lua ca\u00eda na mata, 1990, de Jacob; Contos amazonenses, 1981, e Enxuga as l\u00e1grimas e segue caminho que te determinaste, 1999, de Esaguy; e O cabalista, 2010, e Cabelos de fogo, 2010, de Serruya.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. O Tribunal do Santo Of\u00edcio nas \u00f3peras de Ant\u00f4nio Jos\u00e9 da Silva, O Judeu<\/strong> \u2013 Kenia Maria de Almeida Pereira (UFU) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> O dramaturgo luso-brasileiro Ant\u00f4nio Jos\u00e9 da Silva, mais conhecido pelo apelido, o Judeu, levou aos palcos de Lisboa oito pe\u00e7as c\u00f4micas, classificadas como \u00f3peras joco-s\u00e9rias. Nelas, ele dialoga de forma par\u00f3dica, ora com a mitologia grega, como, por exemplo, em Anfitri\u00e3o ou J\u00fapiter e Alcmena, Os Encantos de Medeia e Labirinto de Creta; ora com narrativas can\u00f4nicas da Literatura Ocidental, como se l\u00ea em A vida do Grande Dom Quixote de La Mancha e do Gordo Sancho Pan\u00e7a. V\u00edtima da Inquisi\u00e7\u00e3o portuguesa do s\u00e9culo 18, o Judeu, por meio de simbologias e met\u00e1foras, registrou em seus textos, os excessos do poder mon\u00e1rquico e eclesi\u00e1stico, durante o reinado do Tribunal do Santo Of\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Li\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas do Manual de Juda\u00edsmo Carioca segundo Paulo Blank<\/strong> \u2013 Profa. Dra. Nancy Rozenchan (USP) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> O romance Mentch, a arte de criar um homem, 2016, de Paulo Blank, prop\u00f5e-se a dar conta da forma\u00e7\u00e3o do pequeno carioca Paulo em todas as virtudes e vicissitudes de ser judeu no Rio de Janeiro nos anos 1950, assim como as viv\u00eancias t\u00edpicas da cidade de ent\u00e3o. Pass\u00edvel de ser abordado sob outras categorias, como romance da maturidade travestido de roupagem de Bildungroman ou como obra t\u00edpica da cultura judaica, a aprecia\u00e7\u00e3o do romance se presta a desentranhar aspectos do instigante universo judaico do Rio de Janeiro daquela \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. Identidade e testemunho em K. \u2013 Relato de uma busca, de Bernardo Kucinski<\/strong> \u2013 Ricardo Augusto Garro (UFMG) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> O romance K. \u2013 Relato de uma busca, de Bernardo Kucinski, publicado em 2014, inicia-se com cartas recebidas pelo narrador direcionadas \u00e0 sua irm\u00e3 desaparecida durante a ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Esse epis\u00f3dio resgata e p\u00f5e em relevo uma mem\u00f3ria dolorosa de perdas e irrepar\u00e1veis danos. O desaparecimento, debitado pelo narrador \u00e0 a\u00e7\u00e3o de agentes policiais ligados ao Estado, assume, desde o in\u00edcio, o tom tr\u00e1gico de um crime n\u00e3o redimido pela a\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, ao mesmo tempo em que articula o presente da narrativa \u00e0 hist\u00f3ria recente do Brasil. Esta comunica\u00e7\u00e3o analisa a capacidade da fic\u00e7\u00e3o de reescrever, em alguma medida, a hist\u00f3ria, al\u00e9m disso, espero avaliar a conex\u00e3o da biografia do escritor com narrador do romance.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>5. A comida e as dores da mem\u00f3ria na obra de Halina Grynberg<\/strong> \u2013 Profa. Dra. Sandra Almada (UNIFOR\/MG) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> Halina Grynberg, no romance Mameloshn: mem\u00f3ria em carne viva, 2004, trata da dor imposta por lembran\u00e7as e dos traumas que atravessam gera\u00e7\u00f5es passando, certamente, pela alimenta\u00e7\u00e3o. Nesse relato, a narrativa transporta o leitor para mem\u00f3rias afetivas que antes inquietam que confortam. De forma semelhante, em O padeiro polon\u00eas, 2005, a escritora articula a mem\u00f3ria sofrida \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o da chal\u00e1 o p\u00e3o tran\u00e7ado, feito pelo pai da narradora. Percebe-se que a comida, nesses dois romances autobiogr\u00e1ficos, possui uma linguagem temperada com l\u00e1grimas e m\u00faltiplas significa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>6. O \u201cestranho\u201d na obra de Samuel Rawet<\/strong> \u2013 Prof. Dr. Saul Kirschbaum (USP) \u2013 <strong>Resumo:<\/strong> A partir da an\u00e1lise da novela Viagens de Ahasverus \u00e0 terra alheia em busca de um passado que n\u00e3o existe porque \u00e9 futuro e de um futuro que j\u00e1 passou porque sonhado, de Samuel Rawet, publicada em 1970, esta comunica\u00e7\u00e3o abordar\u00e1 a forma com que o escritor \u2013 nas palavras de Gilles Deleuze e Felix Guattari, que cunharam a express\u00e3o \u201cliteratura menor\u201d \u2013 representa, em seus escritos, a popula\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica. Noutras palavras, como a minoria \u00e9 representada na obra de Rawet. Dessa forma, procuro entender a radicalidade do pr\u00f3prio estranhamento vivenciado por grupos minorit\u00e1rios, em sua manifesta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Confer\u00eancia de encerramento:<\/strong> \u201cO direito ao corpo nos romances de Bernardo Kucinski e Juli\u00e1n Fuks\u201d, com a Profa. Dra. Maria Zilda Ferreira Cury (P\u00f3s-Lit\/UFMG)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Encerramento:<\/strong> Lyslei Nascimento &amp; Raquel Yehezkel<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Links e mais informa\u00e7\u00f5es no site do N\u00facleo de Estudos Judaicos da UFMG: <a href=\"http:\/\/www.letras.ufmg.br\/nucleos\/nej\/\">http:\/\/www.letras.ufmg.br\/nucleos\/nej\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou pelo email <a href=\"http:\/\/nej.fale.ufmg@gmail.com&lt;nej.fale.ufmg@gmail.com&gt;\">nej.fale.ufmg@gmail.com<\/a> .<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem por objetivo principal a divulga\u00e7\u00e3o de escritores judeus brasileiros e de suas obras em Israel\u00a0e os links estar\u00e3o dispon\u00edveis a partir do dia 27 de agosto Realiza\u00e7\u00e3o: Centro Cultural Brasileiro-Tel Aviv (Israel) e N\u00facleo de Estudos Judaicos da UFMG (Brasil) Organiza\u00e7\u00e3o: Profa. 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