﻿{"id":58480,"date":"2021-09-18T20:47:13","date_gmt":"2021-09-18T20:47:13","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=58480"},"modified":"2021-10-02T18:53:26","modified_gmt":"2021-10-02T18:53:26","slug":"brasileiro-se-torna-sommelier-de-cannabis-em-israel-e-como-um-vinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=58480","title":{"rendered":"BRASILEIRO SE TORNA SOMMELIER DE CANNABIS EM ISRAEL: \u2018\u00c9 COMO UM VINHO\u2019"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-58493\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/378_First_3_1-445x250.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/378_First_3_1-445x250.jpg 445w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/378_First_3_1-228x128.jpg 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/378_First_3_1.jpg 626w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/>O paulistano Silvio Scol, 59 anos, imigrou para Israel h\u00e1 dois anos e meio, em busca de um sonho. Apaixonado por tudo o que tem a ver com cannabis, a ponto de ter tatuado uma folha da erva em todo o seu antebra\u00e7o esquerdo, ele queria participar ativamente da revolu\u00e7\u00e3o mundial que tem levado a planta a ser chamada de \u201couro verde\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Scol sabia que, em Israel, o mercado de cannabis medicinal est\u00e1 a todo vapor, com a expectativa de que, em breve, a maconha tamb\u00e9m seja aprovada para uso recreativo. A aposta deu certo. O brasileiro \u00e9, atualmente, o \u201ccuring manager\u201d do Seach Medical Group, uma das maiores empresas de cannabis medicinal de Israel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trocando em mi\u00fados, Scol \u00e9 um &#8220;cannabin\u00f3logo&#8221;, uma esp\u00e9cie de sommelier da cannabis, sendo o respons\u00e1vel pela cura da flor, ou infloresc\u00eancia. Ele supervisiona, por meio de um processo que ele pr\u00f3prio criou, o amadurecimento e a conserva\u00e7\u00e3o at\u00e9 que a flor esteja pronta para o aproveitamento em produtos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDepois da colheita, existe o processamento\u201d, explica Silvio Scol. \u201cO processamento leva um tempo, quase dois meses para ela (a flor) estar preparada, pronta para o consumo. Nesse tempo, \u00e9 feita climagem, tirando as folhinhas, ela fica curando. \u00c9 igual \u00e0 cura de um vinho, por exemplo. E tem que ter uma certa habilidade, um certo conhecimento para fazer com que ela fique forte com todo o sabor, com todo o cheiro e com uma qualidade boa para se fumar e para os efeitos fazerem o efeito. Ent\u00e3o, \u00e9 uma coisa que exige um feeling. E eu fa\u00e7o isso na empresa.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o brasileiro, a cannabis \u00e9 uma paix\u00e3o que passou de hobby \u00e0 carreira profissional. Tudo come\u00e7ou apenas pela curiosidade, quando ele ainda era muito jovem, em S\u00e3o Paulo. Autodidata, ele aprendeu a plantar cannabis e come\u00e7ou a pesquisar as melhores formas de fazer a cura das t\u00e3o desejadas flores para que elas alcan\u00e7assem seu melhor potencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo quando a cannabis, mesmo a medicinal, era um tabu na maioria dos pa\u00edses, ele viajou pelo mundo em busca das melhores pr\u00e1ticas. O resultado foi a acumula\u00e7\u00e3o de um conhecimento que, hoje, \u00e9 buscado no mundo todo. Em seu trabalho, Silvio Scol une essa sabedoria de quem aprendeu tudo sozinho com a tecnologia inovadora dos israelenses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 uma mistura de old school brasileira, aquele jeit\u00e3o brasileiro, porque eu fazia tudo naquela base da gambiarra, com uma empresa de alta tecnologia, que tem tudo pronto e preparado para uma pessoa que entende fazer\u201d, diz Scol. \u201c\u00c9 igual a um cozinheiro, ou a vov\u00f3 que cozinhava em casa com aquela panela velha de ferro e de repente ela vai para uma cozinha industrial e tem tudo aquilo na m\u00e3o. Usando todos esses equipamentos e a tecnologia, consigo fazer o meu trabalho com qualidade melhor do que eu fazia antes, \u00e9 uma uni\u00e3o de feeling e conhecimento com tecnologia.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trabalhos pontuais antes de ter talento reconhecido<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a escolha do paulistano por um novo pa\u00eds e uma nova carreira n\u00e3o foi f\u00e1cil. Ele se mudou para o Oriente M\u00e9dio sem uma posi\u00e7\u00e3o assegurada e passou algum tempo trabalhando em fun\u00e7\u00f5es menos qualificadas at\u00e9 se recolocar no mercado. Scol chegou a trabalhar por quatro meses como seguran\u00e7a de shopping center, at\u00e9 conseguir ser contratado pela empresa de cannabis onde est\u00e1 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, mesmo na empresa, passou alguns meses como faxineiro, limpando o ch\u00e3o e o maquin\u00e1rio. Aos poucos, entretanto, foi conhecendo os diretores e os funcion\u00e1rios mais qualificados, mostrando a eles que seu conhecimento era necess\u00e1rio na empresa para melhorar a qualidade dos produtos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUm dia eu cheguei a comentar alguma coisa, come\u00e7aram a me questionar e eu expliquei muitas coisas que eu tinha de conhecimento. A bi\u00f3loga-chefe estava l\u00e1, junto com os donos da empresa\u201d, conta o brasileiro. \u201cEu comecei a falar tantas coisas e eles disseram: &#8216;Nossa, n\u00f3s precisamos de voc\u00ea, porque voc\u00ea tem as solu\u00e7\u00f5es para os nossos problemas&#8217;. A\u00ed eu fiz uns testes l\u00e1 dentro, modifiquei todo o sistema de processamento da empresa, do plantio \u00e0 colheita, at\u00e9 a hora em que \u00e9 ensacado e distribu\u00eddo o produto.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Silvio Scol, o futuro do mercado de cannabis \u00e9 mais do que promissor, tanto no vi\u00e9s medicinal quanto para uso recreativo. Em Israel, o uso medicinal \u00e9 legal para enfermidades espec\u00edficas e cada vez mais m\u00e9dicos e enfermeiros s\u00e3o preparados para receitar e preparar cannabis para quem tem autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tabu na sociedade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o uso recreativo ainda \u00e9 ilegal. Ele foi parcialmente descriminalizado em 2017, com o governo definindo, em vez de procedimentos criminais, multas e tratamento para os infratores iniciais e portadores de at\u00e9 15 gramas de maconha. Mas, recentemente, uma lei liberando o porte de 50 gramas e o cultivo caseiro de at\u00e9 15 plantas para uso pessoal foi barrado no Knesset, o Parlamento em Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continue lendo: <a href=\"https:\/\/www.rfi.fr\/br\/podcasts\/brasil-mundo\/20210829-brasileiro-autodidata-se-torna-sommelier-de-cannabis-em-israel\">https:\/\/www.rfi.fr\/br\/podcasts\/brasil-mundo\/20210829-brasileiro-autodidata-se-torna-sommelier-de-cannabis-em-israel<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O paulistano Silvio Scol, 59 anos, imigrou para Israel h\u00e1 dois anos e meio, em busca de um sonho. 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