﻿{"id":59241,"date":"2021-11-27T21:07:44","date_gmt":"2021-11-27T21:07:44","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=59241"},"modified":"2021-11-27T21:12:18","modified_gmt":"2021-11-27T21:12:18","slug":"museu-judaico-de-sao-paulo-e-inaugurado-conectando-historias-cultura-e-discussoes-contemporaneas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=59241","title":{"rendered":"MUSEU JUDAICO DE S\u00c3O PAULO \u00c9 INAUGURADO CONECTANDO HIST\u00d3RIAS, CULTURA E DISCUSS\u00d5ES CONTEMPOR\u00c2NEAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-59244\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_1-421x250.png\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"198\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_1-421x250.png 421w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_1-228x135.png 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_1.png 618w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/>A exemplo de outros museus judaicos do mundo, o MUJ pretende apresentar hist\u00f3rias plurais judaicas conectando-as ao p\u00fablico brasileiro. A institui\u00e7\u00e3o \u00e9 inaugurada como mais um dos protagonistas art\u00edsticos e culturais do centro de S\u00e3o Paulo em 2021<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do dia <span style=\"text-decoration: underline;\">5 de dezembro de 2021<\/span>, abre para visita\u00e7\u00e3o o <strong>Museu Judaico de S\u00e3o Paulo<\/strong> (MUJ), espa\u00e7o que ser\u00e1 inaugurado ap\u00f3s vinte anos de planejamento, fruto de uma mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Al\u00e9m de quatro andares expositivos, os visitantes tamb\u00e9m ter\u00e3o acesso a uma biblioteca com mais de mil livros para consulta e a um caf\u00e9 que servir\u00e1 comidas judaicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Localizado no antigo pr\u00e9dio do templo Beth-EL &#8211; uma das sinagogas mais antigas da cidade &#8211; o espa\u00e7o fica na Rua Martinho Prado, 128, no bairro da Bela Vista, e passou por um processo de restaura\u00e7\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o de um pr\u00e9dio contempor\u00e2neo anexo para finalmente receber o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com quatro exposi\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas &#8212; <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>duas de longa dura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span>, sendo elas <strong>A vida Judaica<\/strong>, sobre os rituais e ciclo de vida judaico e <strong>Judeus no Brasil: hist\u00f3rias tran\u00e7adas<\/strong>, que exp\u00f5e as v\u00e1rias correntes migrat\u00f3rias dos judeus para o Brasil, do in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o ao Brasil republicano; e <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>duas tempor\u00e1rias<\/strong><\/span>: <strong>Inquisi\u00e7\u00e3o e crist\u00e3os-novos no Brasil: 300 anos de resist\u00eancia<\/strong>, sobre a luta dos crist\u00e3os-novos para reconstruir suas vidas no pa\u00eds durante os 300 anos de vig\u00eancia da Inquisi\u00e7\u00e3o, e <strong>Da Letra \u00e0 Palavra<\/strong>, que explora a rela\u00e7\u00e3o entre a arte e a escrita, a imagem e a palavra, a partir da reuni\u00e3o de 32 artistas basilares da arte contempor\u00e2nea brasileira. Est\u00e3o \u00e0 frente do projeto o presidente <strong>Sergio Simon<\/strong>, o diretor executivo <strong>Felipe Arruda<\/strong> e, na curadoria, a pesquisadora e cr\u00edtica <strong>Ilana Feldman<\/strong>, al\u00e9m do grupo de volunt\u00e1rios que construiu a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A programa\u00e7\u00e3o expositiva do museu tem por objetivo cultivar e manter vivas as diversas express\u00f5es, hist\u00f3rias, mem\u00f3rias, tradi\u00e7\u00f5es e valores da cultura judaica, tecendo tamb\u00e9m um di\u00e1logo com o contexto brasileiro, com o tempo presente e com as aspira\u00e7\u00f5es de seus diferentes p\u00fablicos, criando assim uma matriz baseada em princ\u00edpios de diversidade, resist\u00eancia e atualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cConcebemos o Museu Judaico de S\u00e3o Paulo como um espa\u00e7o de vis\u00f5es plurais sobre o juda\u00edsmo, apresentado como um complexo sistema cultural e identit\u00e1rio, que est\u00e1 sempre se reinventando. A partir da experi\u00eancia judaica, o MUJ reflete sobre o tempo presente e cria tran\u00e7as com a diversidade cultural do contexto brasileiro, acionando debates sobre preconceito, intoler\u00e2ncia e outras quest\u00f5es sociais e pol\u00edticas urgentes\u201d, afirma Felipe Arruda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DIVERSIDADE E CONTEMPORANEIDADE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com presen\u00e7a em solo brasileiro desde o s\u00e9culo XVI, as narrativas judaicas no Brasil s\u00e3o extremamente diversas, fazendo parte, de forma capilar, da forma\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e apresentando hist\u00f3rias \u00fanicas de resist\u00eancia e senso de comunidade. A hist\u00f3ria de um povo com uma trajet\u00f3ria milenar liga-se \u00e0 for\u00e7a da comunidade judaica em Recife e ao juda\u00edsmo amaz\u00f4nico, exemplos de reverbera\u00e7\u00f5es locais que, por mais que se diferenciem em alguns pontos, compartilham as mesmas narrativas originais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-59243\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_2-204x250.png\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_2-204x250.png 204w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_2-110x135.png 110w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_2.png 359w\" sizes=\"(max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/>Corpo Celeste, de Aline Motta (Foto: divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O MUJ aborda a hist\u00f3ria e a mem\u00f3ria como fen\u00f4menos vivos, que costuram passado, presente e futuro, mas tamb\u00e9m se dedica a incentivar as produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas contempor\u00e2neas, promovendo um di\u00e1logo prof\u00edcuo entre as narrativas e express\u00f5es judaicas, a cultura brasileira e a arte contempor\u00e2nea. Sendo um museu conectado a seu tempo, o MUJ integra a narrativa memorial de seu acervo hist\u00f3rico \u2013 como um talit com mais de 150 anos e talheres vindos de um campo de concentra\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de numerosos documentos e objetos \u2013 \u00e0s produ\u00e7\u00f5es atuais que elaboram a experi\u00eancia judaica. Segundo a curadora do MUJ, Ilana Feldman, o museu \u201cn\u00e3o \u00e9 apenas lugar de preserva\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o, mas de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e experi\u00eancias, em conex\u00e3o com o tempo presente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXPOSI\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As exposi\u00e7\u00f5es materializam um rigoroso trabalho curatorial e museol\u00f3gico, fruto do esfor\u00e7o da institui\u00e7\u00e3o para estabelecer pontes de di\u00e1logos tanto dentro da comunidade quanto para o p\u00fablico n\u00e3o-judeu. A partir de obras multim\u00eddia, objetos hist\u00f3ricos, documentos e fotografias, o museu apresenta quatro exposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-59245 alignleft\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_3-178x250.png\" alt=\"\" width=\"178\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_3-178x250.png 178w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_3-96x135.png 96w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_3.png 272w\" sizes=\"(max-width: 178px) 100vw, 178px\" \/>Como aponta Sergio Daniel Simon (foto), presidente do Museu,<em> \u201ctanto a presen\u00e7a quanto a persegui\u00e7\u00e3o contra o seu povo no Brasil acontecem h\u00e1 s\u00e9culos\u201d<\/em>. Fugindo dos usuais estere\u00f3tipos hist\u00f3ricos que se concentram apenas no brutal antissemitismo disseminado durante a Segunda Guerra Mundial, Simon destaca a persegui\u00e7\u00e3o dos criptojudeus ib\u00e9ricos flagelados pela Inquisi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o, portanto, cinco s\u00e9culos de resist\u00eancia e for\u00e7a, materializados nas programa\u00e7\u00f5es do MUJ. Seguem abaixo informa\u00e7\u00f5es sobre cada uma das exposi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXPOSI\u00c7\u00c3O \u201cA VIDA JUDAICA\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira exposi\u00e7\u00e3o de longa dura\u00e7\u00e3o, A <em>vida judaica<\/em>, apresenta os costumes e rituais pelos quais o juda\u00edsmo se conecta com o sagrado, demarca o tempo, estuda seus textos, festeja valores, elege seus alimentos t\u00edpicos e vivencia coletivamente cada etapa da vida. Aborda, portanto, os acontecimentos cotidianos da vida judaica, entendendo-os n\u00e3o somente sob o prisma religioso, mas tamb\u00e9m como fen\u00f4meno cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXPOSI\u00c7\u00c3O \u201cJUDEUS NO BRASIL: HIST\u00d3RIAS TRAN\u00c7ADAS\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta exposi\u00e7\u00e3o, o objetivo \u00e9 tecer uma complexa narrativa da pluralidade da presen\u00e7a judaica no Brasil a partir dos diversos fluxos migrat\u00f3rios ao longo de 500 anos. A mostra analisa ainda a pluralidade resultante dos diversos p\u00f3los de implanta\u00e7\u00e3o das comunidades judaicas no Brasil e de que formas os costumes que pautam a vida judaica se comportam em suas din\u00e2micas intergeracionais, sejam elas a partir de viv\u00eancias individuais ou coletivas. A exposi\u00e7\u00e3o mostra tamb\u00e9m como a comunidade judaica brasileira apresenta in\u00fameras interse\u00e7\u00f5es e conflu\u00eancias na contemporaneidade, embora tenham diferentes matrizes culturais e geogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns objetos apresentados na mostra remetem aos v\u00ednculos de Dom Pedro II com o juda\u00edsmo no Brasil Imp\u00e9rio. Ela inclui, por exemplo, um fac-s\u00edmile de um fragmento de uma Tor\u00e1 que pertenceu ao imperador, encontrada na Quinta da Boa Vista, antiga resid\u00eancia imperial desde a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, hoje no acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXPOSI\u00c7\u00c3O \u201cINQUISI\u00c7\u00c3O E CRIST\u00c3OS NOVOS NO BRASIL: 300 ANOS DE RESIST\u00caNCIA\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Partindo igualmente de uma matriz hist\u00f3rico-documental, a exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria revela o funcionamento do Tribunal do Santo Of\u00edcio da Inquisi\u00e7\u00e3o e a luta dos crist\u00e3os-novos para reconstruir suas vidas no Brasil durante os 300 anos de vig\u00eancia da Inquisi\u00e7\u00e3o. Sobretudo sobre a vida dos judeus ib\u00e9ricos, a Inquisi\u00e7\u00e3o marcou o povo judeu por fortes discrimina\u00e7\u00f5es e persegui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos judeus foram obrigados a migrarem e a converterem-se publicamente ao cristianismo, mas mantendo clandestinamente as pr\u00e1ticas e cren\u00e7as judaicas em espa\u00e7os privados, como em suas resid\u00eancias. A mostra, repleta de documentos, mostra as reverbera\u00e7\u00f5es desses interc\u00e2mbios culturais frutos de uma onda de resist\u00eancia judaica nos aspectos hist\u00f3ricos e sociol\u00f3gicos do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EXPOSI\u00c7\u00c3O \u201cDA LETRA \u00c0 PALAVRA\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa mostra investiga as rela\u00e7\u00f5es, na arte contempor\u00e2nea, entre a escrita e as artes pl\u00e1sticas, entre imagem e texto, entre a escrita como desenho e a presen\u00e7a das palavras nas pinturas. A exposi\u00e7\u00e3o tem curadoria de dois artistas pl\u00e1sticos &#8211; Lena Bergstein e Sergio Fingermann &#8211; e re\u00fane 32 artistas pl\u00e1sticos contempor\u00e2neos, propondo uma grande diversidade po\u00e9tica e indaga\u00e7\u00f5es pl\u00e1sticas e te\u00f3ricas que fomentam a livre reflex\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-59246\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_4-376x250.png\" alt=\"\" width=\"332\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_4-376x250.png 376w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_4-203x135.png 203w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/382_Fique_1_4.png 519w\" sizes=\"(max-width: 332px) 100vw, 332px\" \/>Rolo ocidental com mapinhas, pintado \u00e0 m\u00e3o, e moedas romanas de chumbo<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Obra de Anna Bela Geiger (Foto: divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pluralidade de enfoques da quest\u00e3o central da exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane obras muito diferentes entre si, com pactos po\u00e9ticos distintos. H\u00e1 obras de Artur Bispo do Ros\u00e1rio, Beatriz Milhazes, Carmela Gross, Anna Maria Maiolino, Anna Bella Geiger, Arnaldo Antunes, Arthur Lescher, Carlos Vergara, Denilson Baniwa, Shirley Paes Leme e Paulo Pasta, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo os curadores, Da Letra \u00e0 Palavra aponta a import\u00e2ncia da constru\u00e7\u00e3o de significados atrav\u00e9s dos espa\u00e7os entre as letras, entre as palavras, dos vazios, dos brancos entre as linhas e entre as frases. Nesses intervalos, nesses espa\u00e7amentos, os desenhos e os textos ganham significados e tecem novas interpreta\u00e7\u00f5es. As obras expostas levam aos rolos da escrita, trazem uma rela\u00e7\u00e3o com o pergaminho, monotipias sobre len\u00e7os, pinturas com sobreposi\u00e7\u00f5es de escritas e alguns trabalhos onde a escrita se mostra leg\u00edvel e po\u00e9tica, sempre duplicando as possibilidades de leituras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros trabalhos t\u00eam um significado sem\u00e2ntico expl\u00edcito &#8211; avisos, indaga\u00e7\u00f5es, palavras chaves, levando tanto a uma po\u00e9tica da letra, do escrito, na sua fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica, mas tamb\u00e9m vistos na sua fun\u00e7\u00e3o de imagem &#8211; cartas, escritos e fotos que levam \u00e0 busca de uma mem\u00f3ria desejada e perdida. J\u00e1 outros artistas trabalham com signos, tra\u00e7os, riscos e cicatrizes, lembrando as primeiras escritas. Esta exposi\u00e7\u00e3o, embora mantenha fortes v\u00ednculos hist\u00f3ricos, tem car\u00e1ter principalmente art\u00edstico, inserindo o MUJ em um importante circuito de arte contempor\u00e2nea brasileira em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O CENTRO DE MEM\u00d3RIA DO MUJ<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Centro de Mem\u00f3ria do MUJ \u00e9 oriundo do esp\u00f3lio do antigo Arquivo Hist\u00f3rico Judaico Brasileiro, coletando e catalogando documentos raros sobre a comunidade judaica no Brasil. Uma das principais iniciativas da institui\u00e7\u00e3o \u00e9 revitalizar esse acervo documental, tanto no seu aspecto f\u00edsico, de restaura\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e cataloga\u00e7\u00e3o, quanto no \u00e2mbito narrativo, proporcionando o acesso atual a documentos que ajudam pessoas a compreenderem suas rela\u00e7\u00f5es geneal\u00f3gicas com as din\u00e2micas hist\u00f3ricas judaicas. S\u00e3o mais de 20 mil livros (8 mil em \u00edidiche), 100 mil fotos, 400 depoimentos de hist\u00f3ria oral, 1 milh\u00e3o de documentos, peri\u00f3dicos e outros registros que versam sobre os imigrantes, as institui\u00e7\u00f5es, a cultura e a contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade brasileira. Tal gesto possibilita uma hist\u00f3ria viva que redescobre, na atualidade, gera\u00e7\u00f5es e elos at\u00e9 ent\u00e3o perdidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A\u00c7\u00d5ES EDUCATIVAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Educa\u00e7\u00e3o e Participa\u00e7\u00e3o \u00e9 o programa de media\u00e7\u00e3o cultural do Museu Judaico de S\u00e3o Paulo, voltado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias compartilhadas e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de conhecimento por meio do di\u00e1logo, da troca e do debate. Comprometidas com seus diferentes p\u00fablicos, as a\u00e7\u00f5es de Educa\u00e7\u00e3o e Participa\u00e7\u00e3o do MUJ compreendem, como parte de sua programa\u00e7\u00e3o fixa, visitas mediadas com grupos agendados e espont\u00e2neos, oficinas de atividades, conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, media\u00e7\u00e3o de leituras, encontros com professores, cursos, palestras e a\u00e7\u00f5es territoriais.<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exemplo de outros museus judaicos do mundo, o MUJ pretende apresentar hist\u00f3rias plurais judaicas conectando-as ao p\u00fablico brasileiro. 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