﻿{"id":62717,"date":"2022-11-19T10:05:09","date_gmt":"2022-11-19T10:05:09","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=62717"},"modified":"2022-12-03T17:44:50","modified_gmt":"2022-12-03T17:44:50","slug":"novissima-medicina-devaneios-do-medico-como-caminhante-solitario-por-paulo-rosenbaum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=62717","title":{"rendered":"Nov\u00edssima Medicina*: devaneios do M\u00e9dico como caminhante solit\u00e1rio\u00a0\u2013 Por Paulo Rosenbaum"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>A nov\u00edssima Medicina abra\u00e7a a necessidade de incorporar as ci\u00eancias humanas \u00e0s naturais, reinaugurando uma interlocu\u00e7\u00e3o dispersa no tempo. Embalada pelo terceiro princ\u00edpio hipocr\u00e1tico, essa Medicina s\u00f3 pode ser aquela que mais conv\u00e9m a cada um.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez a Medicina seja a mais solit\u00e1ria de todas as artes. Refiro-me aos devaneios do m\u00e9dico como caminhante solit\u00e1rio. Ele deseja estar com os que ele deseja ajudar, e produz solil\u00f3quios e mon\u00f3logos inconclusivos sobre o que faz e o que deixa de fazer. Que eu tenha testemunhado essa rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o vem sendo parte de nenhuma biografia ou investiga\u00e7\u00e3o instigante. Mas, a despeito dessa neglig\u00eancia, ou exatamente por ela, as reflex\u00f5es subjetivas dessa pr\u00e1xis deveriam merecer mais aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores e da opini\u00e3o p\u00fablica, n\u00e3o exatamente pela rela\u00e7\u00e3o entre o m\u00e9dico e seu paciente &#8212; em suas muitas conota\u00e7\u00f5es &#8212; mas muito mais pela quietude misteriosa com que todo ato de cuidar deve estar revestido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O papel da medicina talvez tenha uma amplitude maior do que fazer interfer\u00eancias sobre doen\u00e7as conhecidas. Existem estados cl\u00ednicos de dif\u00edcil classifica\u00e7\u00e3o: s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es alteradas, sensibilidades em desassossego, ritmos deprimidos e perturba\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas e ps\u00edquicas sem resultados laboratoriais conclusivos. Diante desse quadro contempor\u00e2neo, qual ser\u00e1 a sa\u00edda? Como escapar do abuso da automedica\u00e7\u00e3o, das doses progressivas de antidepressivos? Como evitar os apelos di\u00e1rios \u00e1s solu\u00e7\u00f5es simplistas? Quais pesquisas s\u00e3o priorit\u00e1rias, e como acessar informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis? H\u00e1 alguma forma de se equilibrar na inst\u00e1vel balan\u00e7a da sa\u00fade, que oscila entre fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o? Talvez n\u00e3o haja resposta satisfat\u00f3ria, mas uma coisa \u00e9 certa: n\u00e3o bastam medicamentos eficazes, tecnoci\u00eancia aplicada ou procedimentos hospitalares sofisticados. Os m\u00e9dicos dever\u00e3o se preocupar cada vez mais em saber diferenciar as pessoas do que agrupa-las em tipologias. Eis as ra\u00edzes do Ethos do cuidado. \u00c9 nesse espa\u00e7o, territ\u00f3rio ou lugar que um novo tipo de arte medica para al\u00e9m do ultrapassado conflito entre Medicina standard e Integrativa pode se desenvolver. Deixou de ser utopia, j\u00e1 que a nov\u00edssima Medicina Comporta uma ideia das mais pr\u00e1ticas: qualquer a\u00e7\u00e3o terap\u00eautica deve ser baseada em cuidados pensados para cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 incomum ouvir falar sobre as crises da Medicina. Mas, por mais que as investigue, n\u00e3o as detecto, pelo menos n\u00e3o como um drama insinuado, crise de consci\u00eancia ou esgotamento do modelo cient\u00edfico sobre o qual ela se apoia. Ao contr\u00e1rio, sua hegemonia \u00e9 cada vez mais s\u00f3lida e abrangente. Pois, ent\u00e3o, onde \u00e9 que ela, a tal crise, estaria? Afirmo que n\u00e3o \u00e9 no sucesso da raz\u00e3o tecnol\u00f3gica, pois o \u00eaxito das novas tecnologias n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 estrondoso, mas parece possuir a consist\u00eancia do que \u00e9 tanto definitivo como irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O regime de valida\u00e7\u00e3o dos procedimentos da Medicina \u00e9 t\u00e3o extraordin\u00e1rio que n\u00e3o pode se dar ao luxo de se importar demasiadamente com as quest\u00f5es chamadas \u201cmenores\u201d, como, por exemplo, os conflitos de interesse que ocorrem nas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas revisadas por pares, mesmo quando n\u00e3o assumidos. N\u00e3o \u00e9 que os conflitos n\u00e3o estejam sendo avaliados, e muito menos que n\u00e3o gerem leg\u00edtima preocupa\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel para eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode gerar perplexidade, mas, sendo bem pragm\u00e1ticos: um pesquisador subsidiado \u00e9, antes de tudo, um funcion\u00e1rio. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 submeter-se a um regime que lhe pede, explicitamente ou n\u00e3o, presta\u00e7\u00e3o de contas. Ele precisa produzir para justificar seu custo na linha de produ\u00e7\u00e3o\/gera\u00e7\u00e3o de tecnologia, da\u00ed que papers, que crescem em profus\u00e3o geom\u00e9trica, contra leitores que n\u00e3o d\u00e3o conta de se atualizar, acabam sendo excedente de luxo. Vale dizer: o problema da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 como uma raiz que n\u00e3o pode ser apropriadamente desmembrada, pois, para control\u00e1-la, precisar\u00edamos de n\u00facleos de pesquisa subsidiados pelo Estado, que tamb\u00e9m teria de ser relativamente neutro e independente em suas pol\u00edticas de produ\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o cient\u00edficas. Obviamente, isso n\u00e3o acontece, pois, cada vez menos, os Estados s\u00e3o imparciais em suas pol\u00edticas de pesquisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso das pesquisas em biotecnologia m\u00e9dica, infelizmente vale mais o desenvolvimento de uma droga cara para uma enfermidade que tem visibilidade para a opini\u00e3o p\u00fablica e gera dividendos pol\u00edticos e n\u00e3o pol\u00edticos \u2013 ainda que n\u00e3o seja t\u00e3o priorit\u00e1ria \u2013 que medidas de car\u00e1ter s\u00f3cio-educativas ou t\u00e9cnicas substitutas\/complementares que apresentam menor impacto midi\u00e1tico imediato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando que os pleitos eleitorais s\u00e3o todos eventos de curto ou curt\u00edssimo prazo, n\u00e3o fica dif\u00edcil deduzir para qual lado habitualmente pendem as decis\u00f5es econ\u00f4micas em sa\u00fade. Esse \u00e9 o atual jogo jogado pelas pesquisas cient\u00edficas no mundo pol\u00edtico dos subs\u00eddios, e n\u00e3o adianta nada \u2013 parafraseando Ronald Laing \u2013 fingir que n\u00e3o vemos o jogo que eles fingem n\u00e3o jogar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a maior parte das experi\u00eancias com novos f\u00e1rmacos e vacinas, assim como o pr\u00f3prio desenvolvimento da biotecnologia encontra-se em m\u00e3os privadas, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o, qui\u00e7\u00e1 interesse, para ultrapassar a dimens\u00e3o burocr\u00e1tica da discuss\u00e3o. Ela se torna novamente ref\u00e9m dos v\u00edcios que as normas antiv\u00edcios tentavam, em v\u00e3o, corrigir. N\u00e3o se trata de entender o enredo da forma como Franz Kafka via o mundo, mas de apontar problemas que, de t\u00e3o assombrosos, funcionam como pontos cegos ao pr\u00f3prio desenvolvimento dos debates cient\u00edficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr\u00e1tica, isso significa que o novo, est\u00e1, a priori, condenado, pelo menos com s\u00e9rias chances de jamais nascer, ou de ser prematuramente asfixiado dentro dos meios institucionais. Nesse sentido, os pr\u00f3prios santu\u00e1rios da inova\u00e7\u00e3o, as universidades, acabam trabalhando contra si, pelo menos contra o sentido da sua perman\u00eancia. H\u00e1, assim, o novo paradoxo, j\u00e1 que a finalidade das pesquisas \u2013 que n\u00e3o \u00e9 necessariamente ratificadora de procedimentos institucionalizados \u2013 \u00e9 mais exatamente agir contra a natureza que a criou: o surgimento do novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A t\u00edtulo de exemplo, isso tudo pode ser mais bem observado nas pol\u00edticas p\u00fablicas da \u00e1rea cultural: o cinema independente, e qualquer atividade art\u00edstica que n\u00e3o seja comercial, s\u00f3 conseguem sobreviver com apoio e retaguarda do Estado. Isso induz, pelo menos, a dois tipos de s\u00ednteses duvidosas: as den\u00fancias que abusam de generaliza\u00e7\u00f5es simplistas e abstratas, como condenar o \u201csistema\u201d pelo estado de coisas, e outra, n\u00e3o menos comprometida, de fazer a defesa do alinhamento autom\u00e1tico com o status quo. Isso significa, na pr\u00e1tica, certa in\u00e9rcia diante dos tabuleiros viciados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode ser que nada de melhor tenha sido inventado, e que as normas e metodologias que a\u00ed est\u00e3o, apesar de extremamente problem\u00e1ticas, ainda sejam as menos absurdas. Mas ser\u00e1 que sob elas aflorariam as revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e, portanto, o pr\u00f3prio desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico? N\u00e3o poder\u00edamos responder, mas o problema apontado acima continua sem solu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o estruturalismo sobre o qual se ap\u00f3ia a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mundial permanece renegando sistematicamente sua voca\u00e7\u00e3o fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3xima pergunta seria saber se, mesmo nesse ciclo involunt\u00e1rio, que bloqueia toda perspectiva de disruptura, poder-se-ia esperar uma mudan\u00e7a significativa na pr\u00e1xis m\u00e9dica, por exemplo. Colocando de outro modo: como esperar, diante desse cen\u00e1rio, horizontes renovados? Como acreditar na indu\u00e7\u00e3o de uma nov\u00edssima Medicina? Se depend\u00eassemos da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica can\u00f4nica e do aparato instrumental das publica\u00e7\u00f5es, do jeito como est\u00e3o concebidas, jamais alcan\u00e7ar\u00edamos a ousadia. As chances, as boas chances, est\u00e3o nos lugares que est\u00e3o fora do mainstream hegem\u00f4nico. Tais \u00e1reas de escape s\u00e3o territ\u00f3rios n\u00e3o completamente mapeados. S\u00e3o continentes desconhecidos que fazem surgir press\u00f5es necess\u00e1rias para a renova\u00e7\u00e3o, malgrado seguem correndo por fora. H\u00e1, contudo, uma chave para que se possa compreender melhor a for\u00e7a dessas regi\u00f5es exclu\u00eddas: as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o pessoas que desejam que a Medicina tenha um sentido e uma dire\u00e7\u00e3o muito diferentes das fei\u00e7\u00f5es at\u00e9 aqui assumidas. \u00c9 desse espa\u00e7o, sem latitude ou longitude definidas, que est\u00e3o surgindo insatisfa\u00e7\u00f5es, desconfortos, de qualquer forma uma esp\u00e9cie de mal-estar ben\u00e9volo, que instiga e fomenta as mudan\u00e7as. Foi por causa dessa maioria, at\u00e9 h\u00e1 pouco silenciosa, que come\u00e7ou-se a falar de \u201cMedicina baseada em narrativas\u201d, de \u201cMedicina centrada no paciente\u201d, \u201cda Medicina do sujeito\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o pacientes com suas demandas, suas necessidades de se fazer ouvir, de expressar interpreta\u00e7\u00f5es de suas biografias junto \u00e0s queixas cl\u00ednicas. De avaliar seus pr\u00f3prios estados cl\u00ednicos. S\u00e3o narrativas com detalhes que mostram a singularidade dos contextos de cada sujeito, o clamor n\u00e3o verbalizado por solidariedade. A busca por pessoas que cuidem. O desejo forte de que o di\u00e1logo com os m\u00e9dicos n\u00e3o esteja restrito a meras constru\u00e7\u00f5es discursivas cient\u00edficas. O compartilhamento honesto sobre as d\u00favidas, prote\u00e7\u00e3o e riscos atr\u00e1s de cada interven\u00e7\u00e3o. A aten\u00e7\u00e3o focada no que \u00e9 vital em sa\u00fade mais do que na patologia propriamente dita. A qualidade da exist\u00eancia como crit\u00e9rio de sucesso mais importante. Todas essas aspira\u00e7\u00f5es crescem, mesmo numa sociedade saturada por informa\u00e7\u00f5es filtradas pelo jornalismo cient\u00edfico, ditadas de acordo com o humor das reda\u00e7\u00f5es ou articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas urdidas nos corredores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 desse ponto que as Medicinas integrativas, incluindo muitas Medicinas Tradicionais poderia induzir uma renova\u00e7\u00e3o da atitude dos pesquisadores para pode fazer renascer o pendor natural que a ci\u00eancia tem pelo desafio. Desafio que age contra duas for\u00e7as contempor\u00e2neas que enganam com um embate pr\u00e9-dial\u00e9tico: cientificismo versus rigor doutrin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um desafio que pode fazer romper a excessiva &#8212; e at\u00e9 certo ponto nociva &#8212; depend\u00eancia que temos hoje da tecnoci\u00eancia. Um desafio que recusa o descarte do ultrapassado. Pode ser um nov\u00edssimo que agrupe id\u00e9ias j\u00e1 rastreadas, ressurgimento de pesquisas em desuso, retomada da velha f\u00f3rmula da Medicina hipocr\u00e1tica baseada em observa\u00e7\u00e3o e em rituais emp\u00edricos. Pode ser repensar as categorias propostas por Samuel Hahnemann que, mesmo bem posicionado entre os homens da sua \u00e9poca, insistiu em afirmar sua resist\u00eancia, sempre um caminho mais dif\u00edcil que desfrutar das facilidades da correnteza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado pr\u00e1tico de n\u00e3o se deixa levar pela torrente de sensos comuns instalados na mente do velho continente acerca dos conceitos de doen\u00e7a e tratamentos foi descolar-se da m\u00e9dia e anunciar o in\u00e9dito, pois n\u00e3o se tratava s\u00f3 de apreender totalidades, mas de observar, analisar e medicar sujeitos particulares; entes com sofrimentos difusos extremamente pessoais. Decerto Hahnemann desejou uma Medicina com caracter\u00edsticas muito distintas daquela que conheceu. Percebeu que qualquer nov\u00edssimo requer permanente abertura intelectual para reinterpretar bibliografias can\u00f4nicas, inclusive as por ele produzidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1 no s\u00e9culo XIX, e no aqui e agora, d\u00e1-se exatamente o mesmo. Os m\u00e9dicos contempor\u00e2neos, assim como os dos s\u00e9culos precedentes, podem facilmente dar de ombros para a for\u00e7a desse empreendimento. Mesmo assim a dimens\u00e3o arte na pr\u00e1tica cl\u00ednica \u00e9 incrivelmente teimosa. H\u00e1 os que evocam as evid\u00eancias para bloquear qualquer repensar da filosofia cl\u00ednica. Mas, mesmo diante da progressiva escassez de defensores dentro das artes m\u00e9dicas, sobrevive, com algum vigor, o contra-pensamento. Por\u00e9m, dessa vez, h\u00e1 o detalhe da invers\u00e3o: os que est\u00e3o sussurrando encontram-se fora das fileiras m\u00e9dicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensemos juntos, ent\u00e3o, da seguinte forma: uma nova Medicina nada recusaria a priori, j\u00e1 que compreende, diante da vastid\u00e3o do mal-estar contempor\u00e2neo, que n\u00e3o se pode dar a esse luxo. Aceita o que parece ser o mais racional, o menos invasivo, e o mais de acordo com uma economia humana baseada no conhecimento da vitalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nov\u00edssima Medicina abra\u00e7a a necessidade de incorporar as ci\u00eancias humanas \u00e0s naturais, reinaugurando uma interlocu\u00e7\u00e3o dispersa no tempo. Embalada pelo terceiro princ\u00edpio hipocr\u00e1tico, essa Medicina s\u00f3 pode ser aquela que mais conv\u00e9m a cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/brasil.estadao.com.br\/blogs\/conto-de-noticia\/novissima-medicina-devaneios-do-medico-como-caminhante-solitario\/\">https:\/\/brasil.estadao.com.br\/blogs\/conto-de-noticia\/novissima-medicina-devaneios-do-medico-como-caminhante-solitario\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*Nov\u00edssima Medicina, Editora Organon, 2008<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Paulo Rosenbaum<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-62718 alignleft\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/402_Estilo_3_1-172x250.png\" alt=\"\" width=\"172\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/402_Estilo_3_1-172x250.png 172w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/402_Estilo_3_1-93x135.png 93w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/402_Estilo_3_1.png 248w\" sizes=\"(max-width: 172px) 100vw, 172px\" \/>Nasceu em S\u00e3o Paulo em 1959. \u00c9 m\u00e9dico e escritor. Possui Mestrado em Medicina Preventiva, Doutorado em Ci\u00eancias e P\u00f3s-doutorado em Medicina Preventiva pela USP, com mais de uma dezena de livros publicados na \u00e1rea. Escreve, regularmente, para o jornal Estado de S\u00e3o Paulo, no blog \u201cConto de not\u00edcia\u201d. Roteirista e produtor de document\u00e1rios, atuou como editor de revistas cient\u00edficas no campo da sa\u00fade. \u00c9 pesquisador na \u00e1rea de cl\u00ednica m\u00e9dica, semiologia cl\u00ednica, rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente, preven\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e pesquisa de medicamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de ensa\u00edsta, \u00e9 poeta, contista e romancista. Antes de Navalhas pendentes, publicou os romances: A verdade lan\u00e7ada ao solo (Record, 2010) e C\u00e9u subterr\u00e2neo (Perspectiva, 2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/rosenbau@usp.br<rosenbau@usp.br>&#8220;>rosenbau@usp.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nov\u00edssima Medicina abra\u00e7a a necessidade de incorporar as ci\u00eancias humanas \u00e0s naturais, reinaugurando uma interlocu\u00e7\u00e3o dispersa no tempo. Embalada pelo terceiro princ\u00edpio hipocr\u00e1tico, essa Medicina s\u00f3 pode ser aquela que mais conv\u00e9m a cada um. Talvez a Medicina seja a mais solit\u00e1ria de todas as artes. Refiro-me aos devaneios do m\u00e9dico como caminhante solit\u00e1rio. 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