﻿{"id":63770,"date":"2023-04-14T00:03:51","date_gmt":"2023-04-14T00:03:51","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=63770"},"modified":"2023-04-15T19:37:58","modified_gmt":"2023-04-15T19:37:58","slug":"museu-judaico-de-sao-paulo-exibe-a-obra-de-boris-lurie-pela-primeira-vez-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=63770","title":{"rendered":"Museu Judaico de S\u00e3o Paulo exibe a obra de\u00a0Boris\u00a0Lurie\u00a0pela primeira vez no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Sobrevivente do Holocausto e fundador do movimento No!art, artista radicado nos Estados Unidos fez do luto energia criativa<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-63773\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_1.png\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_1.png 602w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_1-168x135.png 168w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_1-312x250.png 312w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a>Boris Lurie em seu est\u00fadio &#8211; 1977 | Foto: Joseph Shneberg<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que fazer com o luto, a raiva, a dor, o inconformismo? Com grande parte de sua fam\u00edlia executada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, Boris Lurie (1924-2008) passou a vida dedicado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma obra pl\u00e1stica irrequieta e inquietante. At\u00e9 o dia 9 de julho, um conjunto importante de seus trabalhos est\u00e1 sendo apresentado pelo <strong>Museu Judaico de S\u00e3o Paulo<\/strong>, dando sequ\u00eancia a uma s\u00e9rie de exposi\u00e7\u00f5es realizadas pela Europa, Estados Unidos e Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_2-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-63772\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_2-375x250.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_2-375x250.jpg 375w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_2-203x135.jpg 203w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_2-768x512.jpg 768w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_2-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_2-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a>Com curadoria de Felipe Chaimovich e desenvolvida com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Boris Lurie, &#8220;Boris Lurie &#8211; Arte, Luto e Sobreviv\u00eancia&#8221; percorre o legado do artista por meio de 44 colagens, desenhos, pinturas e esculturas pautados pela mem\u00f3ria dos acontecimentos e atravessados por um forte componente er\u00f3tico, \u00e0s vezes sadomasoquista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascido em Leningrado, R\u00fassia, no ano de 1924, Boris viveu sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia em Riga, Let\u00f4nia. Em 1941, sua m\u00e3e, a av\u00f3 materna, a irm\u00e3 ca\u00e7ula e sua primeira namorada foram assassinadas ap\u00f3s a pris\u00e3o num campo de evacua\u00e7\u00e3o. Lurie e seu pai, por sua vez, passaram pelos campos de trabalho de Lenta e Salaspils e pelos campos de concentra\u00e7\u00e3o de Stutthof e Buchenwald-Magdeburg e sobreviveram \u00e0 Shoah. Libertos em 1945, emigraram para os Estados Unidos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_3-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-63771\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_3-375x250.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"222\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_3-375x250.jpg 375w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_3-202x135.jpg 202w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_3-768x512.jpg 768w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_3-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_3-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/410_Fique_3_3-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi em Nova York, para onde emigrou com ajuda de uma irm\u00e3 mais velha, que Lurie iniciou a forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica que lhe permitiria dar novas formas \u00e0 mem\u00f3ria. Esse processo se faz sentir, por exemplo, em <em>&#8220;O Retrato de minha m\u00e3e antes do fuzilamento&#8221;<\/em>, de 1947, uma evoca\u00e7\u00e3o da figura materna e obra-chave em seu percurso de luto\/cria\u00e7\u00e3o. A partir dela, a figura da mulher se torna permanente em sua obra, assim como a estrela de Davi amarela \u2013 elemento que marcava pessoas judias durante o regime nazista e que o artista continuou a usar na <em>sua roupa ap\u00f3s emigrar para os Estados Unidos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8220;Boris Lurie produziu quadros e objetos com a estrela amarela, inclusive usando pe\u00e7as de roupa \u00edntima, como cuecas e corseletes&#8221;<\/em>, escreve o curador, assinalando a indissociabilidade entre morte e desejo na obra do artista. <em>&#8220;Negando-se a esquecer, sua indument\u00e1ria continuava a testemunhar uma sobrevida impacific\u00e1vel&#8221;<\/em>, complementa Chaimovich.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frequentador da escola de arte nova-iorquina Art Students League e tendo convivido com pintores gestuais como o franc\u00eas Pierre Soulages, Lurie baseou-se na linguagem publicit\u00e1ria e na mass m\u00eddia norte-americana para trabalhar suas <strong>&#8220;pin-ups&#8221;<\/strong>. A partir de 1955, produziu colagens cr\u00edticas \u00e0 objetifica\u00e7\u00e3o do corpo feminino e, em 1960, fundou <strong>No!art<\/strong>, um movimento contra os valores da sociedade de consumo da \u00e9poca criado junto com Sam Goodman e Stanley Fisher. De volta a Riga em 1975, pela primeira vez desde a Segunda Guerra, deu in\u00edcio \u00e0 reda\u00e7\u00e3o de um di\u00e1rio de viagem, que, juntamente com uma novela de fic\u00e7\u00e3o, foram publicados postumamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Um artista que sobreviveu n\u00e3o porque sustentado pela arte, mas por causa dela\u201d, sugere Felipe Arruda, Diretor Executivo do Museu Judaico. <strong>\u201cUm artista que confrontou e reelaborou por toda a vida as imagens do horror presenciado, que vocalizou em seus trabalhos o protesto contra o antissemitismo, que manipulou signos do sexo, da propaganda, do consumo, do poder e da morte para construir uma obra cr\u00edtica e sem esquiva, \u00e0s vezes perturbadora.&#8221;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre o Museu Judaico de S\u00e3o Paulo (MUJ)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inaugurado ap\u00f3s vinte anos de planejamento, <strong>o Museu Judaico de S\u00e3o Paulo<\/strong> \u00e9 fruto de uma mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Al\u00e9m de quatro andares expositivos, os visitantes tamb\u00e9m t\u00eam acesso a uma biblioteca com mais de mil livros para consulta e a um caf\u00e9 que serve comidas judaicas. Para os projetos de 2023, o MUJ conta com o Banco Alfa e Ita\u00fa como patrocinadores e a CSN, Leal Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o, Banco Daycoval, Porto Seguro, Deutche Bank, Cescon Barrieu, RaiaDrogasil S.A, BMA Advogados, Credit Suisse e Verde Asset Management como apoiadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre a Funda\u00e7\u00e3o Boris Lurie<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Localizada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a Boris Lurie Art Foundation dedica-se a cuidar e divulgar a vida, o trabalho e as aspira\u00e7\u00f5es de Boris Lurie e a preservar e promover o movimento NO!art com foco no vision\u00e1rio social na arte e na cultura. A Funda\u00e7\u00e3o det\u00e9m os trabalhos, poesia, escritos pessoais e arquivos do artista, bem como as obras de outros artistas NO!art que est\u00e3o sob seu controle, tornando-os dispon\u00edveis ao p\u00fablico e institui\u00e7\u00f5es de ensino em todo o mundo. No esp\u00edrito do legado de Lurie, a funda\u00e7\u00e3o apoia uma variedade de iniciativas, incluindo exposi\u00e7\u00f5es, publica\u00e7\u00f5es, filmes, aquisi\u00e7\u00f5es, est\u00e1gios e doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Boris Lurie &#8211; Arte, Luto e Sobreviv\u00eancia<\/strong><br \/>\n<strong>Museu Judaico de S\u00e3o Paulo (MUJ)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curadoria: Felipe Chaimovich<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Per\u00edodo expositivo: AT\u00c9 9 de julho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Local: Rua Martinho Prado, 128 &#8211; S\u00e3o Paulo, SP<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Funcionamento: Ter\u00e7a a domingo, das 10 horas \u00e0s 19 horas (\u00faltima entrada \u00e0s 18h30)<br \/>\nIngresso: R$ 20 inteira; R$10 meia<br \/>\nClassifica\u00e7\u00e3o indicativa: Livre<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acesso para pessoas com mobilidade reduzida<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobrevivente do Holocausto e fundador do movimento No!art, artista radicado nos Estados Unidos fez do luto energia criativa Boris Lurie em seu est\u00fadio &#8211; 1977 | Foto: Joseph Shneberg O que fazer com o luto, a raiva, a dor, o inconformismo? 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