﻿{"id":65588,"date":"2023-11-11T20:00:06","date_gmt":"2023-11-11T20:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=65588"},"modified":"2023-11-24T16:45:51","modified_gmt":"2023-11-24T16:45:51","slug":"se-isto-e-um-povo-por-miguel-granja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=65588","title":{"rendered":"Se isto \u00e9 um\u00a0povo \u2013 Por Miguel Granja"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Em Israel n\u00e3o existem humanos, apenas soldados; n\u00e3o existem casas, apenas tanques; n\u00e3o existem mortos, apenas estat\u00edsticas. N\u00e3o h\u00e1 mater dolorosa israelita neste conflito: toda a Piet\u00e0 \u00e9 palestiniana. Os beb\u00e9s israelitas carbonizados e mutilados, as raparigas israelitas violadas e desfiladas, os idosos israelitas mortos e humilhados nunca fazem primeira p\u00e1gina. N\u00e3o se veem nem se ouvem. \u00c9 como se nunca tivessem morrido.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das centenas de disputas territoriais atualmente em curso no mundo, apenas aquela que envolve Israel surge sempre, e n\u00e3o por acaso, enquadrada em termos legais. Mais do que enquadrada \u2013 reduzida a, e armadilhada em, termos legais. Em nenhum outro conflito ou disputa a quest\u00e3o legal \u00e9 t\u00e3o central e invari\u00e1vel: o conflito em Caxemira, que envolve a \u00cdndia e o Paquist\u00e3o, nunca \u00e9 qualificado em termos da sua legalidade: Caxemira \u00e9 \u201cdisputada\u201d. Ponto final. N\u00e3o h\u00e1 registos, por exemplo, de grandes manifesta\u00e7\u00f5es em Londres e Paris contra a ilegalidade da ocupa\u00e7\u00e3o turca do norte de Chipre, e o conflito curdo-iraquiano n\u00e3o desperta o m\u00ednimo interesse, nem legal nem outro, na opini\u00e3o p\u00fablica ou publicada. Se na maior parte dos casos as esferas do direito e da geopol\u00edtica s\u00e3o totalmente distintas e aut\u00f3nomas, e analisadas tendo como pressuposto essa distin\u00e7\u00e3o e essa autonomia, no caso de Israel elas s\u00e3o praticamente fundidas at\u00e9 \u00e0 total indistin\u00e7\u00e3o. A forma como enquadramos um conflito tamb\u00e9m \u00e9 parte do conflito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O atual conflito na Ucr\u00e2nia permite uma compara\u00e7\u00e3o oportuna. As an\u00e1lises ao exerc\u00edcio de leg\u00edtima defesa da Ucr\u00e2nia nunca incluem, por parte dos \u201cespecialistas\u201d, recomenda\u00e7\u00f5es a Zelensky sobre \u201cproporcionalidade\u201d e prele\u00e7\u00f5es sobre a inoc\u00eancia dos civis russos. Jos\u00e9 Milhazes, por exemplo, \u00e9 capaz de ir \u00e0 r\u00e1dio de manh\u00e3 defender que a Ucr\u00e2nia est\u00e1 a travar uma guerra defensiva e, portanto, todos os meios de defesa de que se sirva s\u00e3o leg\u00edtimos contra a agress\u00e3o russa (\u201ca Ucr\u00e2nia tem direito a defender-se com os mesmos meios que a R\u00fassia emprega\u201d) \u2013 e \u00e0 noite estar numa televis\u00e3o a fazer a defesa de que Israel, travando uma guerra defensiva contra uma organiza\u00e7\u00e3o terrorista que usa os seus pr\u00f3prios civis como escudos humanos e hospitais como centros de comando (admitido pelo pr\u00f3prio), n\u00e3o tem legitimidade de se defender plenamente (\u201cEsta ofensiva de Israel ir\u00e1 despertar um esp\u00edrito anti-israelita nos pa\u00edses \u00e1rabes e em algumas capitais europeias\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Israel tem, pois, todo o direito de travar uma \u00fanica guerra, que \u00e9 ao mesmo tempo uma guerra \u00fanica: a guerra em que ningu\u00e9m morre, a n\u00e3o ser judeus; em que ningu\u00e9m sofre, a n\u00e3o ser judeus; em que ningu\u00e9m \u00e9 desalojado ou hospitalizado, a n\u00e3o ser judeus. Em que a parte agredida tem como responsabilidade primeira a de proteger a parte agressora mais do que a parte agredida que est\u00e1 \u00e0 sua responsabilidade; em que Israel tem mais deveres de prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de Gaza do que o Hamas que a governa; em que Israel \u00e9 obrigado a preservar intactos os hospitais, as escolas e as mesquitas que o Hamas armadilha e a partir dos quais ataca Israel. De acordo com o enquadramento legal vigente que rege estas mat\u00e9rias sens\u00edveis, a guerra que n\u00e3o existe \u00e9 a \u00fanica guerra que Israel pode travar pela sua exist\u00eancia. Israel tem todo o direito de travar uma guerra imposs\u00edvel \u2013 e nenhuma outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso (sempre \u00fanico e isolado) de Israel, o especialista em rela\u00e7\u00f5es internacionais, tornado advogado instant\u00e2neo, suspende o seu of\u00edcio de compreens\u00e3o do mundo e ativa o seu anseio de transform\u00e1-lo: n\u00e3o h\u00e1 \u201can\u00e1lise\u201d (que \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o que atualmente a propaganda atribui \u00e0 propaganda) que n\u00e3o se sirva de express\u00f5es como \u201cdireito internacional\u201d, \u201cproporcionalidade\u201d, \u201ccrimes de guerra\u201d. Obviamente que o uso destas express\u00f5es, fortemente armadilhadas para paralisar a compreens\u00e3o, se dirige apenas a Israel e \u00e0 sua a\u00e7\u00e3o, nunca aos seus agressores e \u00e0s suas agress\u00f5es. Esta hiper-juridifica\u00e7\u00e3o do conflito n\u00e3o \u00e9, no entanto, acidental. Ela \u00e9 essencial ao seu prop\u00f3sito, o qual visa sobretudo um duplo condicionamento: (1) condicionar Israel \u00e0 absoluta ina\u00e7\u00e3o \u2013 em termos pr\u00e1ticos, \u00e0 capitula\u00e7\u00e3o \u2013 perante as agress\u00f5es de que \u00e9 v\u00edtima e (2) condicionar os \u201canalistas\u201d \u00e0 escolha entre duas escolas: a da covardia e a da indec\u00eancia. Ou seja, ou a equival\u00eancia moral entre beb\u00e9s degolados e degoladores de beb\u00e9s (em termos musicais, <em>\u201cImagine there\u2019s no heaven\u201d<\/em>) ou a superioridade moral dos degoladores de beb\u00e9s (em termos musicais, \u201cFrom the river to the sea\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da articula\u00e7\u00e3o deste duplo condicionamento, \u00e9 poss\u00edvel construir a percep\u00e7\u00e3o generalizada de que tudo aquilo que \u00e9 feito a Israel \u00e9 leg\u00edtimo, mesmo que ilegal (como degolar beb\u00e9s), e de que tudo aquilo que Israel faz \u00e9 ilegal, mesmo que leg\u00edtimo (como punir a degola\u00e7\u00e3o de beb\u00e9s). Israel tem toda a legitimidade de se defender, obviamente \u2013 desde que n\u00e3o se defenda. Porque defender-se \u00e9 simultaneamente um direito e um crime: exercer o direito \u00e9, <em>ipso facto<\/em>, cometer o crime; a \u00fanica forma de n\u00e3o cometer o crime \u00e9 n\u00e3o exercer o direito. Maravilhoso Catch-22. \u00c9 o direito como criminaliza\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio exerc\u00edcio do direito. \u00c9 o direito como criminaliza\u00e7\u00e3o daquilo mesmo que o direito tem como fun\u00e7\u00e3o assegurar. \u00c9 o direito como impossibilidade de exercer o direito. O nome deste direito antidireito, esplendorosamente orwelliano, \u00e9 \u201cdireito internacional\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando incide sobre Israel, o direito internacional \u2013 raramente especificado e invariavelmente distorcido \u2013 constitui a pr\u00f3pria aboli\u00e7\u00e3o do direito. Na medida em que visa a proscri\u00e7\u00e3o de um \u00fanico povo e a sua remo\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia dos povos, atuando assim como um instrumento de discrimina\u00e7\u00e3o legalizada, o \u201cdireito internacional\u201d s\u00e3o as Leis de Nuremberg das na\u00e7\u00f5es. Israel n\u00e3o \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o, \u00e9 o <em>Untermensch<\/em> das na\u00e7\u00f5es, \u00e9 o <em>dhimmi<\/em> das na\u00e7\u00f5es, criatura de classe inferior e proibida, agora como outrora, de se defender: \u201c<em>forbidden to strike a Muslim, carry arms, ride horses<\/em>\u201d (Benny Morris). O ato de atirar pedras aos judeus por parte das crian\u00e7as mu\u00e7ulmanas tem ra\u00edzes muito anteriores ao surgimento do corrente conflito. Constitui, como conta Bernard Lewis em <em>The Jews of Islam<\/em> (1984), um velho fen\u00f3meno relatado por v\u00e1rios observadores: \u201c<em>To all this the Jew is obliged to submit; it would be more than his life was worth to offer to strike a Mahommedan<\/em>\u201d. A \u201cdhimmiza\u00e7\u00e3o\u201d de Israel, essa sim, n\u00e3o acontece num v\u00e1cuo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e9cadas de desumaniza\u00e7\u00e3o dos israelitas por parte da imprensa ocidental conduziram \u00e0 absoluta dorm\u00eancia moral relativamente ao sofrimento de um dos lados do conflito. Desumaniza\u00e7\u00e3o que persiste, mesmo ap\u00f3s o pogrom de 7 de Outubro. Quem se der ao trabalho de fazer um levantamento das primeiras p\u00e1ginas do <em>P\u00fablico<\/em> dedicadas ao conflito desde o passado 8 de Outubro, ver\u00e1 que nem por uma vez o sofrimento israelita \u00e9 captado e transmitido. Em Israel, que n\u00e3o passa de uma grotesca abstra\u00e7\u00e3o militar, n\u00e3o existem humanos, apenas soldados; n\u00e3o existem casas, apenas tanques; n\u00e3o existem mortos, apenas estat\u00edsticas. Todas as crian\u00e7as apresentadas, mortas ou aterrorizadas, s\u00e3o palestinianas. N\u00e3o h\u00e1 <em>mater dolorosa<\/em> israelita neste conflito: toda a <em>Piet\u00e0<\/em> \u00e9 palestiniana. Os beb\u00e9s israelitas carbonizados e mutilados, as raparigas israelitas violadas e desfiladas, os idosos israelitas mortos e humilhados nunca fazem primeira p\u00e1gina. N\u00e3o se veem nem se ouvem. \u00c9 como se nunca tivessem morrido. \u00c9 como se nunca tivessem sequer existido. \u00c9 como se fossem apenas, de novo, cinza cuspida da chamin\u00e9 de um cremat\u00f3rio nazi e levada pelo vento: \u201c<em>nem os mortos estar\u00e3o em seguran\u00e7a<\/em>\u201d, alertou, n\u00e3o h\u00e1 muito, Walter Benjamin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma segunda morte em cima da primeira. Um novo rapto a somar ao velho. A inexist\u00eancia de fotos na imprensa n\u00e3o \u00e9, no essencial, moralmente diferente da nova moda que consiste em rasgar e deitar ao lixo os cartazes com as fotos dos sequestrados em Gaza. O sofrimento judaico n\u00e3o pode ser visto nem exposto em p\u00fablico. Sob pena de come\u00e7armos a colocar a n\u00f3s mesmos a eterna quest\u00e3o de Shylock: \u201c<em>Hath not a Jew eyes? Hath not a Jew hands, organs, dimensions, senses, affections, passions? Fed with the same food, hurt with the same weapons, subject to the same diseases, healed by the same means, warmed and cooled by the same winter and summer, as a Christian is? If you prick us, do we not bleed? If you tickle us, do we not laugh? If you poison us, do we not die? And if you wrong us, shall we not revenge?<\/em>\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem uma foto dos ref\u00e9ns. Nem uma foto dos beb\u00e9s mortos. Nem uma foto das jovens violadas. Se compararmos esta oculta\u00e7\u00e3o deliberada com as famosas fotos da guerra no Vietname, teremos uma ideia, ainda que vaga, do ponto a que a nossa imprensa desceu. Expor o monge budista que se autoimola numa rua de Saig\u00e3o (<em>World Press Photo of the Year, 1963<\/em>), ou o tiro na cabe\u00e7a de um suspeito vietcong por parte de um oficial vietnamita (<em>World Press Photo of the Year, 1968<\/em>), ou a menina aterrorizada que foge, completamente nua, de um ataque acidental de napalm (<em>World Press Photo of the Year, 1973<\/em>), era revelar \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica \u201c<em>the terror of war<\/em>\u201d. Onde est\u00e1 a menina israelita? A menina nua, aterrorizada, sequestrada, violada, morta? N\u00e3o existe. Nunca existiu. Todas as meninas s\u00e3o palestinianas. Em casa, em agonia, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma m\u00e3e \u00e0 espera da menina israelita. Porque, como as meninas, todas as m\u00e3es \u00e0 espera em casa e em agonia s\u00e3o palestinianas. As primeiras p\u00e1ginas n\u00e3o mentem: a menina israelita, j\u00e1 morta ou ainda sequestrada, n\u00e3o existe. Nunca existiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este conflito n\u00e3o \u00e9, na sua ess\u00eancia, sobre territ\u00f3rio. \u00c9 sobre esta menina. N\u00e3o \u00e9 um conflito imobili\u00e1rio. N\u00e3o \u00e9 um conflito geogr\u00e1fico. Numa coisa os antissionistas (isto \u00e9, os antissemitas, de esquerda e de direita, cada vez menos envergonhados) t\u00eam raz\u00e3o: este \u00e9 um conflito sobre o direito. N\u00e3o sobre o direito internacional, mas sobre o direito de existir. Sobre o direito, portanto, de que dependem todos os outros. Sobre a exist\u00eancia, o direito \u00e0 exist\u00eancia, daquela menina nua que n\u00e3o existe. Os milhares (milh\u00f5es?) que hoje gritam nas ruas \u201cFrom the river to the sea\u201d, n\u00e3o disfar\u00e7am j\u00e1 que \u00e9 \u2013 sempre foi e sempre ser\u00e1 \u2013 sobre o direito de existir. Quem viu o pogrom daquela manh\u00e3 sabe que o 7 de Outubro n\u00e3o \u00e9 apenas mais um epis\u00f3dio do longo conflito. N\u00e3o \u00e9 parte do conflito: \u00e9 onde o conflito se parte. O 7 de Outubro n\u00e3o \u00e9 mais um cap\u00edtulo da hist\u00f3ria do conflito \u2013 \u00e9 o instante, paradoxalmente sombrio e luminoso, crepuscular e amanhecente, em que todo o conflito se suspende, se confessa e exp\u00f5e, de uma vez por todas, o terr\u00edvel segredo da sua origem e perpetua\u00e7\u00e3o: se isto \u00e9 um povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <a href=\"https:\/\/observador.pt\/opiniao\/se-isto-e-um-povo\/\">https:\/\/observador.pt\/opiniao\/se-isto-e-um-povo\/<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Miguel Granja<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/422_Especial_3_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-65589 alignnone\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/422_Especial_3_1-250x250.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/422_Especial_3_1-250x250.jpg 250w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/422_Especial_3_1-135x135.jpg 135w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/422_Especial_3_1-50x50.jpg 50w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/422_Especial_3_1.jpg 340w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Professor, fil\u00f3sofo e doutorando de Ci\u00eancia Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade do Minho, Miguel Granja nasceu em Lisboa e \u00e9 licenciado em biologia molecular. Trabalhou como jornalista de r\u00e1dio na WDR (Alemanha) e na \u00f3pera de Col\u00f3nia. \u00c9 dramaturgo, romancista e can\u00e7onetista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Israel n\u00e3o existem humanos, apenas soldados; n\u00e3o existem casas, apenas tanques; n\u00e3o existem mortos, apenas estat\u00edsticas. N\u00e3o h\u00e1 mater dolorosa israelita neste conflito: toda a Piet\u00e0 \u00e9 palestiniana. Os beb\u00e9s israelitas carbonizados e mutilados, as raparigas israelitas violadas e desfiladas, os idosos israelitas mortos e humilhados nunca fazem primeira p\u00e1gina. 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