﻿{"id":66428,"date":"2024-03-09T22:51:07","date_gmt":"2024-03-09T22:51:07","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=66428"},"modified":"2024-03-30T19:38:39","modified_gmt":"2024-03-30T19:38:39","slug":"quando-o-odio-aos-judeus-toma-conta-de-parte-da-esquerda-por-eva-alterman-blay","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=66428","title":{"rendered":"QUANDO O \u00d3DIO AOS JUDEUS TOMA CONTA DE PARTE DA ESQUERDA \u2013 Por Eva Alterman Blay"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em 1961 fui para Israel com um grupo de estudantes. Nunca tive educa\u00e7\u00e3o religiosa, sou fruto da escola p\u00fablica brasileira e, como os outros colegas de viagem, tinha curiosidade de conhecer a velha Jerusal\u00e9m, inclusive o Muro das Lamenta\u00e7\u00f5es. Se at\u00e9 o Papa o visita! Repentinamente, fui proibida de chegar perto do Muro, pois ele ficava no territ\u00f3rio da Jord\u00e2nia! Para mim, uma jovem orgulhosa da minha brasilidade, foi estranho ser impedida de chegar perto do Muro. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o pode, pois \u00e9 judia\u201d, me jogaram na cara! Hoje, anos depois e tendo sido discriminada por ser judia, enfrento novamente express\u00f5es de \u00f3dio e exclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Expande-se em v\u00e1rias partes do mundo uma pol\u00edtica de \u00f3dio aos judeus, e n\u00e3o se errar\u00e1 ao afirmar que esse \u00f3dio atingiu particularmente os judeus de esquerda, alijados pelos companheiros com os quais compartilham os mesmos ideais, a defesa da Democracia, dos Direitos Humanos, das minorias, das mulheres. Intempestivamente todos os sionistas, judeus que apoiam a exist\u00eancia do Estado de Israel, se tornaram c\u00famplices do \u201cassassinato de crian\u00e7as\u201d, suportes da direita israelense. Eva Illouz, professora na Universidade Hebraica de Jerusal\u00e9m mostra que, ao se alinhar ao grupo terrorista Hamas, a esquerda abdicou de seus valores morais e intelectuais \u2013 e que isso j\u00e1 ocorreu em outros momentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela cita, por exemplo, o caso da feminista somali Ayaan Hirsi, que em 2014 apresentou na Universidade de Brandeis seu doutorado que contestava o casamento infantil e a mutila\u00e7\u00e3o genital feminina. Era uma luta inclusive pessoal, posi\u00e7\u00e3o que os movimentos feministas compartilham. No entanto criou-se um impasse: apoiar a somali Ayaan poderia \u201cagredir os sentimentos dos estudantes mu\u00e7ulmanos, seus valores religiosos e \u00e9tnicos\u201d. Os estudantes fizeram um abaixo-assinado, apoiado pela universidade, e o doutorado da feminista somali foi rejeitado. Ou seja, prevaleceram a domina\u00e7\u00e3o patriarcal e a viol\u00eancia contra as mulheres. Ayaan n\u00e3o teve como enfrentar a oposi\u00e7\u00e3o da universidade e acabou imigrando para a Holanda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A liberdade de escolha fica cada vez mais restringida numa sociedade racista e autorit\u00e1ria. Em 2017, o movimento de mulheres l\u00e9sbicas fez uma marcha em Chicago portando suas bandeiras coloridas. Um dos grupos acrescentou em sua bandeira uma estrela de Davi. A repulsa a estas \u201cjudias-sionistas\u201d foi descrita pela professora Karin St\u00f6gner, citada por Illouz: \u201cOs judeus seriam bem-vindos \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o, desde que adotassem uma posi\u00e7\u00e3o antissionista\u201d. Foi a \u00fanica odiosa exclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discrimina\u00e7\u00e3o contra judeus sionistas abalou v\u00e1rios movimentos feministas. Os casos se multiplicam, e o \u00f3dio obscurece desde simples militantes at\u00e9 renomadas autoras, como Judith Butler. Illouz lembra a posi\u00e7\u00e3o de Butler e seu grupo na defesa dos assassinos mu\u00e7ulmanos que mataram 12 pessoas em Paris, na reda\u00e7\u00e3o do Charlie Hebdo, relacionados com a caricatura de Maom\u00e9. Butler os defendeu, \u201cexplicando\u201d que a a\u00e7\u00e3o deles era uma revolta \u00e0 \u201chipocrisia\u201d do Ocidente que desrespeitava o Islam; os cartoons com a figura de Maom\u00e9 n\u00e3o expressavam a liberdade de opini\u00e3o, mas um modo de o Ocidente hipocritamente desrespeitar o Islam. Para Butler, apoiar o Islam era denunciar o Ocidente mesmo que significasse afinidade ao mis\u00f3gino conservadorismo religioso isl\u00e2mico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concordo com Illouz quando afirma que esses exemplos revelam op\u00e7\u00f5es n\u00e3o democr\u00e1ticas: a \u201csensibilidade\u201d mu\u00e7ulmana contra o feminismo; queers-antissionistas contra queers-sionistas; validam-se estados governados pela lei da Sharia contra a laicidade ocidental da separa\u00e7\u00e3o entre o Estado e a religi\u00e3o. Estas escolhas privilegiam uma dada orienta\u00e7\u00e3o e imp\u00f5em exclus\u00f5es, desde que sejam exclu\u00eddos os judeus. Tenho certeza de que, ao ler essa conclus\u00e3o, encontraremos vozes que reportar\u00e3o o velho chav\u00e3o: \u201cos judeus tudo tomam com antissemitismo\u201d. Pergunto ent\u00e3o: se n\u00e3o \u00e9 antissemitismo, o que \u00e9?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vit\u00f3ria Baldin e Daniela Ramos, duas pesquisadoras da Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da USP, mostram como a cobertura jornal\u00edstica reconfigura a narrativa e os desdobramentos do conflito entre Palestina e Israel. Mostram como o notici\u00e1rio influencia ativamente, seja a constru\u00e7\u00e3o, seja a interpreta\u00e7\u00e3o dos conflitos. Apliquemos essas explica\u00e7\u00f5es ao papel das universidades, levando em conta que essas t\u00eam em ess\u00eancia a an\u00e1lise e compreens\u00e3o dos fatos sociais. Assisti, pela internet, a um semin\u00e1rio organizado pelo Departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da USP. Ouvi belos depoimentos de escritores e poetas \u00e1rabes, ao lado de raivosas manifesta\u00e7\u00f5es antissionistas e antijudaicas. No encerramento do semin\u00e1rio, confirmando a reflex\u00e3o de Baldin e Ramos, jovens estudantes fizeram uma performance, desfilando com embrulhos envoltos em tecido branco com manchas vermelhas simulando sangue. Ou seja, teatralizaram o trist\u00edssimo enterro de crian\u00e7as mortas em bombardeios que nos comovem a todos. Repetiram o que encontramos nos jornais, na televis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que pretendiam com essa teatraliza\u00e7\u00e3o sen\u00e3o acirrar o \u00f3dio aos israelenses? Esqueceram que todos n\u00f3s que assist\u00edamos sofr\u00edamos o impacto dessas mortes, quer\u00edamos que n\u00e3o morressem jovens de ambos os lados, pens\u00e1vamos que numa guerra todos perdem. Depois de quatro meses de destrui\u00e7\u00e3o no Oriente M\u00e9dio, a \u00c1frica do Sul, com apoio de outros pa\u00edses, pediu a interven\u00e7\u00e3o da ONU atrav\u00e9s da Corte Internacional de Justi\u00e7a. Criou-se expectativa mundial quanto \u00e0s decis\u00f5es, pois a Corte julgaria a guerra consequente ao ataque do Hamas contra o Estado de Israel, em 7 de outubro de 2023, e o violento revide. O grupo terrorista Hamas, naquela ocasi\u00e3o, assassinou 1.200 pessoas e sequestrou 320, desde beb\u00eas at\u00e9 pessoas com mais de 80 anos. A rea\u00e7\u00e3o institucional de Israel fora violenta, usando forte aparato militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A opini\u00e3o p\u00fablica passou a esperar a decis\u00e3o da Corte. A oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra e \u00e0s in\u00fameras mortes era acompanhada pelas redes sociais, pela TV, jornais e diuturnas manifesta\u00e7\u00f5es. As narrativas se dividiam entre a condena\u00e7\u00e3o do esquema militar israelense superidealizado e respons\u00e1vel pela morte de in\u00fameros civis, particularmente mulheres e crian\u00e7as, e a suposta fr\u00e1gil resist\u00eancia paramilitar do Hamas, que ainda retinha 120 sequestrados e que nunca parou de atacar com m\u00edsseis. Apesar da diferen\u00e7a das for\u00e7as, a guerra se prolongava, apoios vinham de outros pa\u00edses \u00e1rabes, do Ir\u00e3 e dos Estados Unidos. O conflito tinha uma imagem cada vez mais internacional, mas, para n\u00f3s, o p\u00fablico, o que se difundia na m\u00eddia eram os soldados israelenses com seus tanques de guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre informa\u00e7\u00f5es sempre contestadas, foram descobertos t\u00faneis constru\u00eddos pelo Hamas em v\u00e1rias partes de Gaza, inclusive sob hospitais e escolas. A m\u00eddia era econ\u00f4mica em revelar as bombas disparadas pelo Hamas, ou o deslocamento de enormes parcelas da popula\u00e7\u00e3o israelense que tinham de fugir dos ataques, ou o n\u00famero de mortes e feridos israelenses. Raramente se viam enterros, em especial de jovens soldados israelenses, uma a\u00e7\u00e3o muito discreta talvez pela tradi\u00e7\u00e3o judaica de respeito aos mortos, talvez por uma t\u00e1tica pol\u00edtica; mas mais de 500 soldados entre homens e mulheres foram mortos, al\u00e9m dos sequestrados cujos corpos s\u00e3o procurados pelos israelenses para um enterro ritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os m\u00edsseis continuam a cair dos dois lados: ainda hoje, quando escrevo esse texto, os m\u00edsseis do Hezbollah, aliado ao Hamas, continuam a atacar v\u00e1rias cidades (Sderot, arredores de Haifa, ou no entorno de Tel Aviv). Enfim esse era o clima de emo\u00e7\u00e3o que viv\u00edamos, \u00e0 espera da decis\u00e3o dos ju\u00edzes da Corte, que ap\u00f3s uma cuidadosa an\u00e1lise conclu\u00edram que: o governo de Israel deve tomar todas as medidas cab\u00edveis para \u201cprevenir um genoc\u00eddio na Faixa de Gaza\u201d e \u201cn\u00e3o acolheu um pedido de cessar-fogo imediato nos conflitos entre Israel e o Hamas no territ\u00f3rio palestino\u201d. Portanto n\u00e3o houve acusa\u00e7\u00e3o de genoc\u00eddio e n\u00e3o houve solicita\u00e7\u00e3o de cessar-fogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Analisando como repercutiu na imprensa o pronunciamento da Corte, observa-se uma divis\u00e3o em dois grupos: um, repetindo a linguagem da Corte, n\u00e3o acusava Israel de genoc\u00eddio e publicava, paralelamente, o contradit\u00f3rio de v\u00e1rias tend\u00eancias. Outro segmento da m\u00eddia tomava a liberdade de interpretar o pronunciamento da Corte, colorindo-o conforme o pr\u00f3prio gosto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exemplifico essa segunda vertente atrav\u00e9s das express\u00f5es usadas pelo cientista pol\u00edtico Paulo Sergio Pinheiro. Em lives autodefinidas como de esquerda, o entrevistado traduzia a express\u00e3o da Corte \u201cprevenir um genoc\u00eddio\u201d j\u00e1 que Israel tinha uma \u201cinten\u00e7\u00e3o genocida\u201d. E acrescentava, \u201cali\u00e1s, Israel n\u00e3o respeita nada\u201d. Para incrementar essa sua vers\u00e3o, citava frases infelizes de um membro do Gabinete israelense (n\u00e3o o Gabinete todo), chamando de animais os atacantes que, no dia 7 de outubro, violentaram e cometeram atrocidades contra mulheres e meninas. Desnecess\u00e1rio qualificar que essas express\u00f5es vinham de um ex-diplomata. A consequ\u00eancia dessa valorativa narrativa \u00e9 sentida at\u00e9 agora: incrementou-se o \u00f3dio contra os israelenses e os judeus, aumentou a disposi\u00e7\u00e3o de ataques \u00e0 di\u00e1spora judaica e \u00e0s propriedades e institui\u00e7\u00f5es judaicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Oportunamente alguns pol\u00edticos importantes vieram a p\u00fablico com frases que lembram a Inquisi\u00e7\u00e3o e o nazismo: propunham boicotar o segmento comercial, industrial de propriedade dos \u201cjudeus\u201d, nas palavras de Jos\u00e9 Genu\u00edno, aplaudido e apoiado por deputados como Paulo Teixeira e Luiz Marinho e pelo ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. A lista continua, incluindo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que duvida da identidade nacional dos judeus, professores foram obrigados a interromper suas aulas, alunos mal-informados fizeram manifesta\u00e7\u00f5es racistas, e assim por diante. Manifesta\u00e7\u00f5es ocorrem em todo o mundo, inclusive em Israel, contra as mortes nos dois lados. Em Israel h\u00e1 manifesta\u00e7\u00f5es contra o governo e pela soltura dos ref\u00e9ns mantidos pelo Hamas. Tem-se parcas not\u00edcias sobre rea\u00e7\u00f5es entre os palestinos de Gaza. Crescem o \u00f3dio e as acusa\u00e7\u00f5es de ambas as partes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas uma luz come\u00e7ou a aparecer entre jovens. Refletindo sobre essas duas bolhas de \u00f3dio, eles come\u00e7aram a conversar e a perceber que seria poss\u00edvel o di\u00e1logo entre esses grupos, pelo menos entre segmentos deles. Todos querem a paz, querem acabar com a guerra. Formou-se o grupo Stand Together, como descreveu Renato Beginsky, em entrevista no canal do YouTube do Instituto Brasil-Israel em 15\/2\/2024. Esse segmento j\u00e1 tem cinco mil membros, incluindo judeus da di\u00e1spora e de Israel e palestinos de Gaza e da di\u00e1spora. Esses grupos prop\u00f5em, literalmente, \u201cfiquemos juntos, somemos\u201d. Come\u00e7aram a atuar pela liberta\u00e7\u00e3o dos ref\u00e9ns. Caminham agora para a constru\u00e7\u00e3o de um acordo bilateral entre israelenses e palestinos. Idealismo jovem? N\u00e3o necessariamente. O que pode aproxim\u00e1-los \u00e9 delinear um governo voltado para a PAZ, a IGUALDADE e o BEM-ESTAR SOCIAL. Podemos nos juntar a eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <a href=\"https:\/\/us20.mailchimp.com\/mctx\/clicks?url=https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Farticulistas%2Feva-alterman-blay%2Fquando-o-odio-aos-judeus-toma-conta-de-parte-da-esquerda%2F&amp;xid=6d68cef973&amp;uid=126359078&amp;iid=4e82860e0b&amp;pool=cts&amp;v=2&amp;c=1708613067&amp;h=9c996a9c0f0af74c75174dc290dfd4b5062a98e13b054411ad007c05f2149f65\">Jornal da USP<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eva Alterman Blay<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/428_especial_1_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-66430 alignnone\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/428_especial_1_1.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/428_especial_1_1.jpg 225w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/428_especial_1_1-135x135.jpg 135w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/428_especial_1_1-50x50.jpg 50w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Professora titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da Universidade de S\u00e3o Paulo (FFLCH\/USP), a soci\u00f3loga Eva Blay, uma das pioneiras no estudo dos direitos das mulheres no Brasil, foi condecorada com o trof\u00e9u Personalidade Conalife 2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1961 fui para Israel com um grupo de estudantes. 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