﻿{"id":66776,"date":"2024-04-13T21:01:58","date_gmt":"2024-04-13T21:01:58","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=66776"},"modified":"2024-04-27T19:30:05","modified_gmt":"2024-04-27T19:30:05","slug":"incontinencia-urinaria-acende-alerta-sobre-casos-de-depressao-relacionados-ao-disturbio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=66776","title":{"rendered":"INCONTIN\u00caNCIA URIN\u00c1RIA ACENDE ALERTA SOBRE CASOS DE DEPRESS\u00c3O RELACIONADOS AO DIST\u00daRBIO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Mulheres s\u00e3o as mais afetadas fisicamente e socialmente. Dados mostram que cerca de 30% dos pacientes desenvolvem depress\u00e3o e ansiedade. Pesquisadora na \u00e1rea de Urologia, a Dra. Maria Claudia Bicudo esclarece sintomas, tratamentos e ressalta que o problema pode ser um indicativo para diferentes situa\u00e7\u00f5es, at\u00e9 mesmo para doen\u00e7as neurol\u00f3gicas.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que cerca de 30% dos pacientes com incontin\u00eancia urin\u00e1ria desenvolvem depress\u00e3o e ansiedade. De acordo com revis\u00e3o do estudo publicado pelo European Medical Journal, o dist\u00farbio do trato urin\u00e1rio est\u00e1 relacionado a alguns casos de depress\u00e3o, sendo muito comum nos artigos analisados. Das pessoas que se autodeclararam com incontin\u00eancia, cerca de 20,5% delas tiveram alta pontua\u00e7\u00e3o na escala de avalia\u00e7\u00e3o de cuidados prim\u00e1rios para pacientes com desordens mentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/430_estilo_3_1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-66778 alignleft\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/430_estilo_3_1.png\" alt=\"\" width=\"209\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/430_estilo_3_1.png 209w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/430_estilo_3_1-117x135.png 117w\" sizes=\"(max-width: 209px) 100vw, 209px\" \/><\/a>\u201cA incontin\u00eancia impacta na qualidade de vida em todas as esferas &#8211; f\u00edsica, emocional, social &#8211; pacientes deixam de sair, mudam de atividade por conta da perda -, na parte sexual, por receio de perda durante a rela\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m afeta a pele, causando dermatite (les\u00e3o de pele da urna tem dor a rela\u00e7\u00e3o), al\u00e9m do impacto econ\u00f4mico com gastos em absorventes e fraldas\u201d, diz a Dra. Maria Claudia Bicudo, urologista, Mestre e Doutora pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), professora da Faculdade de Medicina do ABC e coordenadora do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Urologia de SP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No calend\u00e1rio de datas comemorativas no Brasil, um dia pouco conhecido \u00e9 o 14 de mar\u00e7o. Institu\u00edda como lei pelo Congresso Nacional no ano passado, a data celebra a conscientiza\u00e7\u00e3o da incontin\u00eancia urin\u00e1ria. \u00c0 \u00e9poca de sua cria\u00e7\u00e3o, um dado chamou aten\u00e7\u00e3o: 5% dos brasileiros sofrem com problema. No entanto, dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que o dist\u00farbio atinge cerca de 35% das mulheres, com mais de 40 anos e ap\u00f3s a menopausa, e 40% das gestantes, afetando diretamente a qualidade de vida e autoestima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que o dist\u00farbio atinge cerca de 35% das mulheres, com mais de 40 anos e ap\u00f3s a menopausa, e 40% das gestantes, afetando diretamente a qualidade de vida e autoestima. Outros estudos apontam que a preval\u00eancia dos casos de incontin\u00eancia pode chegar at\u00e9 70% nas mulheres dependendo da defini\u00e7\u00e3o de perda adotada. Entre as mulheres idosas, o \u00edndice pode chegar a 50%. Ou seja, temos muitas mulheres com incontin\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale lembrar que, a defini\u00e7\u00e3o de incontin\u00eancia define a perda de qualquer quantidade de urina como incontin\u00eancia, o que pode elevar ainda mais esses n\u00edveis de preval\u00eancia, portanto embora muito frequente n\u00e3o \u00e9 normal. a mulher por quest\u00f5es anat\u00f4micas, somadas a quest\u00f5es gen\u00e9ticas e de exposi\u00e7\u00e3o a fatores de risco ao longo da vida como obesidade, gesta\u00e7\u00e3o, partos apresenta mais incontin\u00eancia que os homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O transtorno pode ser tamb\u00e9m heredit\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nExistem estudos que correlacionam determinados genes tanto a incontin\u00eancia de esfor\u00e7o, quanto a de urg\u00eancia e prolapso genital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em que casos s\u00f3 cirurgia pode resolver?<\/strong><br \/>\nSeja na incontin\u00eancia de esfor\u00e7o ou urg\u00eancia, a cirurgia ou procedimento invasivo s\u00f3 \u00e9 proposto em casos e refratariedade a medidas conservadoras, como mudan\u00e7a no estilo de vida, perda de peso, cess\u00e3o do tabagismo, diminuir consumo de cafe\u00edna. tamb\u00e9m, fisioterapia para o assolho p\u00e9lvico, e, no caso de bexiga hiperativa, o tratamento com medica\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Poderia detalhar o que \u00e9 incontin\u00eancia urin\u00e1ria?<\/strong><br \/>\nA defini\u00e7\u00e3o do termo pela Sociedade Internacional de Contin\u00eancia refere-se \u00e0 perda de urina, independentemente da quantidade. Ou seja, perder urina N\u00c3O \u00e9 o normal, independentemente da idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais as principais causas do problema?<\/strong><br \/>\nA bexiga \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o que tem duas fun\u00e7\u00f5es: armazenar a urina produzida constantemente pelos rins e esvaziar esse conte\u00fado produzido. A incontin\u00eancia urin\u00e1ria ocorre na fase que a urina est\u00e1 sendo armazenada. Sendo assim, as causas para que a perda ocorra podem estar na bexiga, na uretra (canal da urina) ou ambos. Ou ainda, em mecanismos que afetem a sincronicidade entre a bexiga contrair e o canal abrir para que saia a urina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os sintomas e como as pessoas podem reconhecer o problema?<\/strong><br \/>\nO principal sintoma \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria perda de urina. O momento em que essa perda se manifesta pode estar associado ao tipo de incontin\u00eancia urin\u00e1ria e isso \u00e9 algo muito importante para definir o tratamento. A perda pode acontecer relacionada ao esfor\u00e7o, como uma tosse, espirro, ou seja, quando ocorre um aumento da press\u00e3o dentro do abdome. Pode se manifestar por meio da urg\u00eancia, da vontade imperiosa de urinar, ou at\u00e9 de forma mista por esfor\u00e7o e urg\u00eancia. A perda tamb\u00e9m pode ser cont\u00ednua quando existe uma comunica\u00e7\u00e3o da bexiga com a vagina, ou at\u00e9 por transbordamento, quando na verdade a pessoa tem problema no esvaziamento e a bexiga transborda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A incontin\u00eancia urin\u00e1ria \u00e9 mais comum em homens ou em mulheres?<\/strong><br \/>\nA incontin\u00eancia urin\u00e1ria \u00e9 mais frequente nas mulheres do que nos homens, e isso est\u00e1 relacionamento a uma condi\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica. A mulher tem a uretra (canal da urina) menor, al\u00e9m disso o mecanismo de conten\u00e7\u00e3o da urina (esf\u00edncter) que \u201cmant\u00e9m a torneira fechada\u201d, est\u00e1 exposto a diversos fatores ao longo da vida da mulher que compreendem maior risco de incontin\u00eancia, como: gravidez, partos e obesidade. Alguns estudos epidemiol\u00f3gicos mostram que a preval\u00eancia dos casos de incontin\u00eancia pode chegar at\u00e9 70% nas mulheres dependendo da defini\u00e7\u00e3o de perda adotada. Entre as mulheres idosas, esse \u00edndice pode chegar a 50%. Ent\u00e3o temos muitas mulheres com incontin\u00eancia e embora frequente, n\u00e3o \u00e9 normal!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existe diferen\u00e7a nos sintomas e no tratamento dado para o problema, na compara\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres?<\/strong><br \/>\nOs sintomas est\u00e3o relacionados mecanismo de perda, seja associado ao esfor\u00e7o ou urg\u00eancia. No homem, a incontin\u00eancia geralmente est\u00e1 associada a quest\u00f5es relacionadas \u00e0 pr\u00f3stata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outras doen\u00e7as podem ocasionalmente provocar incontin\u00eancia urin\u00e1ria?<\/strong><br \/>\nA incontin\u00eancia \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o da perda de urina em diferentes situa\u00e7\u00f5es que acometem o trato urin\u00e1rio podem levar a isso. Doen\u00e7as que afetem a pr\u00f3stata, a bexiga, a uretra (canal da urina), al\u00e9m de quest\u00f5es neurol\u00f3gicas que podem impactar a sincroniza\u00e7\u00e3o do mecanismo de armazenar e esvaziar, como AVC, mal de Parkinson, esclerose m\u00faltipla e, podem se manifestar da mesma forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais implica\u00e7\u00f5es um(a) paciente pode ter ao n\u00e3o tratar a incontin\u00eancia urin\u00e1ria?<\/strong><br \/>\nNa realidade, a incontin\u00eancia urin\u00e1ria afeta mais a qualidade de vida do que traz um problema mais grave ao paciente, entretanto, estabelecer\/identificar o mecanismo de perda \u00e9 fundamental para definir riscos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A incontin\u00eancia urin\u00e1ria pode sinalizar algo mais grave?<\/strong><br \/>\nEm via de regra s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o sinalizam nada mais grave, mas \u00e9 sempre importante entender o mecanismo de perda. Algumas condi\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas, como a esclerose m\u00faltipla, por exemplo, a quest\u00e3o urin\u00e1ria pode ser um dos primeiros sintomas, o que mostra que a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os tratamentos atuais e mais adequados para acabar com o problema?<\/strong><br \/>\nDefinir o tipo de incontin\u00eancia \u00e9 fundamental, para definir o melhor tratamento. Os tratamentos podem ser mais ou menos invasivos conforme a gravidade do problema. O tratamento conservador envolve altera\u00e7\u00f5es no estilo de vida, orienta\u00e7\u00e3o com ingest\u00e3o de l\u00edquidos, diminuir o consumo de bebidas e alimentos que sejam irritantes para a bexiga, como por exemplo o caf\u00e9. E, tamb\u00e9m, a fisioterapia do assoalho p\u00e9lvico com uma s\u00e9rie de exerc\u00edcios para fortalecer a musculatura dessa regi\u00e3o. Pode-se utilizar medicamentos orais com foco de a\u00e7\u00e3o na bexiga e tratamento da urg\u00eancia e, tratamentos mais invasivos que compreendem cirurgias, inje\u00e7\u00e3o de toxina botul\u00ednica e implantes de dispositivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gostaria de acrescentar outras informa\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nEmbora seja extremamente frequente que se manifeste, especialmente em indiv\u00edduos mais idosos, sintomas da incontin\u00eancia urin\u00e1ria n\u00e3o s\u00e3o normais. Sendo assim, caso apresente perda de urina procure atendimento m\u00e9dico para entender qual \u00e9 o mecanismo que est\u00e1 levando para essa perda, qual o impacto que isso pode trazer e buscar a melhor alternativa de tratamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres s\u00e3o as mais afetadas fisicamente e socialmente. Dados mostram que cerca de 30% dos pacientes desenvolvem depress\u00e3o e ansiedade. 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