﻿{"id":68274,"date":"2024-10-05T18:21:37","date_gmt":"2024-10-05T18:21:37","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=68274"},"modified":"2024-10-19T19:16:52","modified_gmt":"2024-10-19T19:16:52","slug":"quem-devemos-ser-para-vencer-nesta-guerra-e-em-todas-as-que-virao-depois-dela-por-david-diesendruck","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=68274","title":{"rendered":"\u201cQuem devemos ser para vencer nesta guerra e em todas as que vir\u00e3o depois dela?\u201d &#8211; Por David Diesendruck"},"content":{"rendered":"<p>Shan\u00e1 tov\u00e1?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Screenshot_20241003-2040472.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-68275\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Screenshot_20241003-2040472.png\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Screenshot_20241003-2040472.png 662w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Screenshot_20241003-2040472-138x135.png 138w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Screenshot_20241003-2040472-255x250.png 255w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Screenshot_20241003-2040472-50x50.png 50w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A pergunta acima introduz o novo livro do pensador israelense Micah Goodman: \u201cO oitavo dia, Israel ap\u00f3s o 7 de outubro\u201d.<\/p>\n<p>Estamos no m\u00eas hebraico de Elul. No calend\u00e1rio judaico, um per\u00edodo que marca a aproxima\u00e7\u00e3o com o Ano Novo e o Dia do Perd\u00e3o. Dias de reflex\u00e3o sobre nossas a\u00e7\u00f5es, de arrependimento, perd\u00e3o e gratid\u00e3o. Provavelmente, n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia o fato de que o 7 de outubro, data que entra para a hist\u00f3ria como uma das mais tr\u00e1gicas da curta exist\u00eancia do Estado de Israel e da milenar hist\u00f3ria do povo judeu, seja justamente neste per\u00edodo.<\/p>\n<p>A provoca\u00e7\u00e3o de Goodman, com um olhar para o futuro, \u00e9 fundamental para a continuidade de Israel como Estado Judeu e democr\u00e1tico, e para a rela\u00e7\u00e3o de Israel com a di\u00e1spora judaica.<\/p>\n<p>Assim, \u00e9 necess\u00e1ria uma an\u00e1lise profunda que considere a complexidade destas quest\u00f5es: quais foram as origens desta trag\u00e9dia? Quando ela se iniciou? Como podemos evitar algo parecido no futuro?<\/p>\n<p>Podemos optar pela j\u00e1 secular disputa de narrativas sobre a quem pertence a terra: israelenses ou palestinos? Mas prefiro encarar o fato de que temos dois povos origin\u00e1rios, ambos com direito a sua autodetermina\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o ir\u00e3o a lugar algum.<\/p>\n<p>\u00c9 inaceit\u00e1vel o slogan \u201cdo rio ao mar\u201d, seja advindo de israelenses, seja advindo de palestinos. O \u00fanico caminho, por mais dif\u00edcil, distante e repleto de percal\u00e7os continua sendo o de dois Estados.<\/p>\n<p>Entretanto, durante anos, o governo que est\u00e1 no poder em Israel trabalhou para inviabilizar esta possibilidade. Posicionou-se como o \u00fanico que poderia oferecer seguran\u00e7a a seus cidad\u00e3os, dividiu o pa\u00eds, alienou aliados, minou a Autoridade Palestina e refor\u00e7ou o Hamas. Tudo isso para validar sua narrativa de que n\u00e3o existe um parceiro para paz.<\/p>\n<p>Construiu-se um sentimento que a quest\u00e3o palestina poderia ser mantida sem resolu\u00e7\u00e3o de forma indefinida por meio do crescimento econ\u00f4mico e dos acordos com os vizinhos sunitas. A preserva\u00e7\u00e3o do \u201cstatus quo\u201d era sua vis\u00e3o de futuro.<\/p>\n<p>At\u00e9 o 7 de outubro.<\/p>\n<p>Antes disso, a sociedade civil israelense vinha se manifestando, contra a tentativa do governo de impor uma reforma judicial, que limitaria o poder da Suprema Corte. Foram 10 meses de manifesta\u00e7\u00f5es, com centenas de milhares de pessoas nas ruas. Se por um lado, esses protestos evitaram a aprova\u00e7\u00e3o de reforma, por outro, escancararam a divis\u00e3o in\u00e9dita no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Essa luta interna rapidamente se transformou em uma disputa sobre a natureza e o futuro do projeto sionista. Que Israel queremos? Um pa\u00eds democr\u00e1tico e inclusivo para todos seus cidad\u00e3os ou uma teocracia autorit\u00e1ria? Um Estado fiel a seus valores e princ\u00edpios fundacionais ou um pa\u00eds semelhante a muitos de seus vizinhos, onde o fanatismo e a viol\u00eancia fundamentalista predominam?<\/p>\n<p>Neste contexto, o Hamas, com os ataques terroristas de 7\/10, abriu uma nova frente de luta para os israelenses. Uma guerra contra um inimigo externo, apoiado pelo Ir\u00e3 e outros proxies, com o objetivo declarado de exterminar Israel e sua popula\u00e7\u00e3o judaica.<\/p>\n<p>A solidariedade prevaleceu. A sociedade civil, numa demonstra\u00e7\u00e3o impressionante de organiza\u00e7\u00e3o, uniu-se e manteve o pa\u00eds funcionando. Mas os meses foram se passando e a indigna\u00e7\u00e3o pela falha do ex\u00e9rcito e dos servi\u00e7os de intelig\u00eancia que permitiram que o ataque acontecesse foi crescendo. A liberta\u00e7\u00e3o dos ref\u00e9ns tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 prioridade. As manifesta\u00e7\u00f5es voltaram com maior intensidade. Pela liberta\u00e7\u00e3o dos ref\u00e9ns, pelo fim da guerra e por novas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O sentimento \u00e9 de ang\u00fastia e frustra\u00e7\u00e3o com o destino de Israel. Neste grupo de insatisfeitos, temos acad\u00eamicos, cientistas, empreendedores e at\u00e9 mesmo militares. Pessoas que, por sua forma\u00e7\u00e3o e talento, conseguem oportunidades fora de Israel. As conversas sobre emigra\u00e7\u00e3o s\u00e3o cada vez mais frequentes. Viver em Israel sempre representou colocar, literalmente, a pr\u00f3pria vida, e a vida dos filhos e netos, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Um pre\u00e7o que um n\u00famero crescente de israelenses n\u00e3o est\u00e1 mais disposto a pagar para viver num lugar com valores que n\u00e3o os representam.<\/p>\n<p>Na di\u00e1spora, nossa gera\u00e7\u00e3o jamais sentiu o antissemitismo que estamos vivenciando. A seletividade do setor progressista na defesa dos direitos humanos, excluindo os judeus, \u00e9 desconcertante. A vida dos judeus n\u00e3o importa. Aqueles que tinham sua judeidade mais recolhida, t\u00eam sido denunciados por ela. S\u00e3o intimados a declarar sua \u201cposi\u00e7\u00e3o\u201d como se fossem cidad\u00e3os israelenses e respons\u00e1veis pelos atos do governo atual. O sionismo, que nada mais \u00e9 do que o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o do povo judeu, est\u00e1 interditado. Virou sin\u00f4nimo de pr\u00e1ticas cujos pr\u00f3prios judeus t\u00eam sido v\u00edtimas h\u00e1 s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Voltando ao t\u00edtulo\/pergunta deste artigo: quem devemos ser a partir de agora?<\/p>\n<p>Como n\u00f3s judeus, brasileiros e sionistas devemos nos relacionar com Israel? O apoio incondicional, seja qual for o governo ou a \u00edndole de seu representante deve ser mantido? Devemos separar Estado e governo? Devemos apoiar o lado da sociedade civil israelense que luta pela democracia? Ou continuar acreditando que criticar o governo israelense alimenta nossos inimigos? Que apenas quem vive em Israel pode opinar sobre suas pol\u00edticas? Que s\u00f3 existe uma forma de sionismo?<\/p>\n<p>Qual a educa\u00e7\u00e3o que melhor poderia assegurar a conex\u00e3o emocional de nossos filhos com Israel?<\/p>\n<p>Que tal levar esta conversa para os pr\u00f3ximos jantares familiares? Ou pensar neste assunto durante o jejum?<\/p>\n<p>Nossa tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 a do debate, do di\u00e1logo qualificado e respeitoso. E ela \u00e9 mais importante do que nunca neste momento.<\/p>\n<p>Precisamos conversar mais, saber mais sobre juda\u00edsmo e sionismo.<\/p>\n<p>Afinal, assim que chegamos at\u00e9 aqui. E certamente assim que continuaremos a estar pelas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Desejamos a todos Shan\u00e1 tov\u00e1 umetuk\u00e1. Que o ano que come\u00e7a traga paz e boas not\u00edcias para todos.<\/p>\n<p>Fonte: IBINews 355 \u2013 28 de setembro de 2024<\/p>\n<p>David Diesendruck<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/image002.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-68276\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/image002-275x250.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/image002-275x250.jpg 275w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/image002-148x135.jpg 148w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/image002.jpg 311w\" sizes=\"(max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/><\/a><span style=\"font-size: revert; color: initial;\">\u00c9 cofundador e diretor do Instituto Brasil-Israel<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Shan\u00e1 tov\u00e1? 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