﻿{"id":69399,"date":"2025-02-08T21:26:58","date_gmt":"2025-02-08T21:26:58","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=69399"},"modified":"2025-02-22T21:40:06","modified_gmt":"2025-02-22T21:40:06","slug":"26-dos-adultos-brasileiros-46-dos-adultos-no-mundo-tem-crencas-antissemiticas-significativas-segundo-pesquisa-da-adl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=69399","title":{"rendered":"26% dos adultos brasileiros &#8211; 46% dos adultos no mundo &#8211; t\u00eam cren\u00e7as antissem\u00edticas significativas, segundo pesquisa da ADL"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa mostra que os libelos contra os judeus encontram-se em uma alta hist\u00f3rica em todo o mundo, revelando \u00e1reas em que os governos devem tomar medidas para combater o \u00f3dio antissemita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de 41,2 milh\u00f5es de adultos no Brasil demonstram ter n\u00edveis elevados de atitudes antissem\u00edticas, de acordo com a mais recente pesquisa do \u00edndice Global 100 realizada pela Liga Antidifama\u00e7\u00e3o (ADL) em coordena\u00e7\u00e3o com a Ipsos e outros parceiros de pesquisa. A pesquisa constatou que 46% da popula\u00e7\u00e3o adulta mundial &#8211; um n\u00famero estimado de 2,2 bilh\u00f5es de pessoas &#8211; tem atitudes antissemitas profundamente arraigadas, ou seja, mais do que o dobro em compara\u00e7\u00e3o com a nossa primeira pesquisa mundial h\u00e1 uma d\u00e9cada e o n\u00edvel mais alto j\u00e1 registrado desde que come\u00e7amos a monitorar essas tend\u00eancias globalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quase sete em dez brasileiros (69%) t\u00eam opini\u00f5es favor\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o aos judeus, um n\u00famero significativamente maior do que a m\u00e9dia regional (49%). Entretanto, tr\u00eas em cada quatro (75%) acreditam que os judeus s\u00e3o mais leais ao Israel do que ao Brasil, superando assim a m\u00e9dia regional (62%). Al\u00e9m disso, metade dos brasileiros (55%) concordam com a alega\u00e7\u00e3o de que os judeus t\u00eam muito poder no mundo dos neg\u00f3cios, e esta \u00e9 a vis\u00e3o geral na Am\u00e9rica Latina. Cerca de um ter\u00e7o (35%) acreditam que os judeus t\u00eam muito controle sobre os assuntos globais, enquanto 20% acham que os judeus s\u00e3o respons\u00e1veis pela maioria das guerras do mundo, sendo que ambos os n\u00fameros s\u00e3o ligeiramente inferiores \u00e0 m\u00e9dia regional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Originalmente lan\u00e7ado em 2014, o \u00edndice Global 100 da ADL continua sendo o estudo mais abrangente do mundo sobre atitudes antissem\u00edticas. Para a \u00faltima pesquisa, mais de 58.000 adultos de 103 cidades e territ\u00f3rios foram entrevistados, representando 94% da popula\u00e7\u00e3o adulta global.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa tamb\u00e9m constatou que 20% dos respondentes em todo o mundo nunca ouviram falar do Holocausto. Menos da metade (48%) reconhece a precis\u00e3o hist\u00f3rica do Holocausto, que cai para 39% entre os jovens de 18 a 34 anos, o que destaca uma tend\u00eancia demogr\u00e1fica preocupante. Os respondentes com menos de 35 anos tamb\u00e9m t\u00eam n\u00edveis elevados de sentimentos antissemitas (50%), o que representa 13 pontos percentuais a mais do que os respondentes com mais de 50 anos. Os brasileiros s\u00e3o mais propensos do que outros na Am\u00e9rica Latina a acreditar que os judeus falam demais sobre o Holocausto (76%, em compara\u00e7\u00e3o com 54%). Entretanto, 64% t\u00eam uma compreens\u00e3o acurada do Holocausto e apenas 10% acreditam que o evento foi exagerado, o que est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia regional (18%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar dos resultados alarmantes sobre as atitudes antissemitas e a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o Holocausto, os dados do Global 100 destacam \u00e1reas em que os governos podem agir para come\u00e7ar a reverter essas tend\u00eancias. Os governos podem contar com o apoio de uma maioria encorajadora (57%) dos respondentes globalmente, que reconhecem que o \u00f3dio contra os judeus \u00e9 um problema s\u00e9rio no mundo. Isso tamb\u00e9m se aplica \u00e0 maioria dos respondentes em todas as sete regi\u00f5es geogr\u00e1ficas, faixas et\u00e1rias, n\u00edveis de escolaridade e orienta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO antissemitismo \u00e9 nada menos que uma emerg\u00eancia global, especialmente em um mundo ap\u00f3s o 7 de outubro. Estamos vendo essas tend\u00eancias se manifestarem do Oriente M\u00e9dio \u00e0 \u00c1sia, e da Europa \u00e0 Am\u00e9rica do Norte e do Sul\u201d, disse Jonathan A. Greenblatt, CEO da ADL. \u201cAs atitudes positivas em rela\u00e7\u00e3o aos judeus s\u00e3o um pilar importante que a ADL usa para avaliar os n\u00edveis gerais de antissemitismo em um pa\u00eds, e nossas descobertas s\u00e3o profundamente alarmantes. Est\u00e1 claro que precisamos de novas interven\u00e7\u00f5es governamentais, mais educa\u00e7\u00e3o, salvaguardas adicionais nas m\u00eddias sociais e novos protocolos de seguran\u00e7a para evitar crimes de \u00f3dio antissemitas. Essa luta exige uma abordagem de toda a sociedade, incluindo o governo, a sociedade civil e os indiv\u00edduos, e o momento de agir \u00e9 agora\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pontua\u00e7\u00e3o do \u00edndice Global 100 representa a porcentagem de entrevistados que responderam \u201cdefinitivamente verdadeiro\u201d ou \u201cprovavelmente verdadeiro\u201d para seis ou mais dos 11 estere\u00f3tipos negativos que foram submetidos ao teste em rela\u00e7\u00e3o aos judeus. Tr\u00eas quartos (76%) dos respondentes no Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica acreditam que a maioria das 11 alega\u00e7\u00f5es s\u00e3o verdadeiras. Cerca de metade dos respondentes na \u00c1sia (51%), Europa Oriental (49%) e \u00c1frica Subsaariana (45%) abrigam altos n\u00edveis de atitudes antissemitas. Outros t\u00eam n\u00edveis relativamente mais baixos de atitudes antissemitas, mas ainda assim cerca de um em cada cinco adultos tem esses sentimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a pesquisa, os pa\u00edses e territ\u00f3rios com as pontua\u00e7\u00f5es mais altas no \u00cdndice incluem a Cisjord\u00e2nia e Gaza (97%), o Kuwait (97%) e a Indon\u00e9sia (96%), enquanto aqueles com as pontua\u00e7\u00f5es mais baixas s\u00e3o a Su\u00e9cia (5%), a Noruega (8%), o Canad\u00e1 (8%) e os Pa\u00edses Baixos (8%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs libelos e as cren\u00e7as antissemitas est\u00e3o se tornando alarmantemente normalizados em todas as sociedades do mundo. Essa perigosa tend\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apenas uma amea\u00e7a \u00e0s comunidades judaicas: \u00e9 um alerta para todos n\u00f3s. Mesmo em pa\u00edses com os n\u00edveis mais baixos de atitudes antissemitas em todo o mundo, temos visto muitos incidentes antissemitas perpetrados por uma pequena minoria encorajada, barulhenta e violenta. Esse \u00e9 um alerta para a a\u00e7\u00e3o coletiva, e estamos comprometidos em continuar nosso trabalho com nossos parceiros em todo o mundo para confrontar e mitigar esse antissemitismo profundamente arraigado\u201d, disse Marina Rosenberg, vice-presidente s\u00eanior de assuntos internacionais da ADL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das 11 perguntas do \u00edndice, a pesquisa fez outras perguntas relacionadas aos judeus, bem como a atitudes para com Israel e ao envolvimento com pessoas e empresas israelenses. Embora os sentimentos em rela\u00e7\u00e3o a Israel sejam mistos, mais de sete em cada dez respondentes acreditam que seu pa\u00eds deveria ter rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com Israel (71%) e receber turistas provenientes de Israel (75%). Notavelmente, a grande maioria dos respondentes (75%) n\u00e3o quer que seu pa\u00eds boicote produtos e empresas israelenses. A maioria dos cidad\u00e3os (59%) t\u00eam uma vis\u00e3o favor\u00e1vel para com Israel e 76% apoiam rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com esse pa\u00eds. Quase 90% d\u00e3o boas-vindas aos turistas israelenses, o que \u00e9 mais do que a m\u00e9dia latino-americana. O apoio ao boicote de produtos provenientes do Israel \u00e9 de 16% e aumenta para 24% entre os adultos mais jovens (18 a 34 anos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa foi realizada por telefone, pessoalmente e on-line, usando amostras probabil\u00edsticas nacionalmente representativas em cada pa\u00eds ou territ\u00f3rio, e tem uma margem de erro de 4,4% para amostras de tamanho 500 (a grande maioria dos pa\u00edses) e de 3,2% para amostras de tamanho 1.000. O trabalho de campo e a coleta de dados foram conduzidos e coordenados pela Ipsos em todos os pa\u00edses fora da regi\u00e3o do Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica. A coleta de dados para os pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica foi conduzida e coordenada pela GDCC, Ronin e Catalyze Global Research. Todas as entrevistas foram realizadas entre 23 de julho e 13 de novembro de 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As principais conclus\u00f5es da pesquisa incluem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 De forma alarmante, os respondentes mais jovens em todo o mundo mostram uma maior preval\u00eancia de atitudes antissemitas. Por exemplo, 40% dos respondentes com menos de 35 anos afirmam que \u201cos judeus s\u00e3o respons\u00e1veis pela maioria das guerras do mundo\u201d, enquanto o valor \u00e9 de 29% para aqueles respondentes com mais de 50 anos, uma not\u00e1vel diferen\u00e7a de 11 pontos percentuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 23% dos respondentes em todo o mundo expressam opini\u00f5es favor\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o ao Hamas, o grupo terrorista palestino, e este valor aumenta para 29% entre os respondentes com menos de 35 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 Apenas 16% dos respondentes no Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica e 23% na \u00c1frica Subsaariana reconhecem a precis\u00e3o hist\u00f3rica do Holocausto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A luta contra o antissemitismo exige que os pa\u00edses adotem e implementem uma estrat\u00e9gia de toda a sociedade que envolva todos os n\u00edveis de governo, corpora\u00e7\u00f5es, academia, sociedade civil e o p\u00fablico. Embora nenhuma a\u00e7\u00e3o ou pol\u00edtica possa acabar com o antissemitismo, a ADL insta os governos, bem como as organiza\u00e7\u00f5es internacionais e n\u00e3o governamentais, a adotarem e implementarem as Diretrizes Globais para o Combate ao Antissemitismo, assim como dezenas de governos e organiza\u00e7\u00f5es em todo o mundo j\u00e1 fizeram para mitigar a amea\u00e7a e proteger as comunidades judaicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As atitudes negativas em rela\u00e7\u00e3o aos judeus s\u00e3o parte da forma como a ADL avalia os n\u00edveis de antissemitismo. A ADL tamb\u00e9m contabiliza o n\u00famero e a natureza dos incidentes antissemitas anualmente, as pesquisas das comunidades de judeus sobre suas experi\u00eancias com o antissemitismo, as pol\u00edticas governamentais e outros fatores. Para saber mais sobre as tend\u00eancias do antissemitismo global, visite o Global A.T.L.A.S da ADL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ADL \u00e9 a principal organiza\u00e7\u00e3o contra o \u00f3dio no mundo. Fundada em 1913, a ADL tem como miss\u00e3o atemporal \u201cdeter a difama\u00e7\u00e3o do povo judeu e garantir justi\u00e7a e tratamento equ\u00e2nime para todos\u201d. Hoje, a ADL continua a combater todas as formas de antissemitismo e preconceito, aproveitando para isso a inova\u00e7\u00e3o e as parcerias para gerar impacto. Como l\u00edder global no combate ao antissemitismo, no enfrentamento do extremismo e na luta contra o fanatismo onde e quando eles acontecem, a ADL trabalha para proteger a democracia e garantir uma sociedade justa e inclusiva para todas as pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisa mostra que os libelos contra os judeus encontram-se em uma alta hist\u00f3rica em todo o mundo, revelando \u00e1reas em que os governos devem tomar medidas para combater o \u00f3dio antissemita. 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