﻿{"id":71763,"date":"2025-10-23T12:40:48","date_gmt":"2025-10-23T12:40:48","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=71763"},"modified":"2025-10-25T16:47:01","modified_gmt":"2025-10-25T16:47:01","slug":"alcool-e-cancer-4-maneiras-como-a-bebida-pode-aumentar-o-risco-da-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=71763","title":{"rendered":"\u00c1LCOOL E C\u00c2NCER: 4 MANEIRAS COMO A BEBIDA PODE AUMENTAR O RISCO DA DOEN\u00c7A"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/462_estilo_1_1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-71770 aligncenter\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/462_estilo_1_1-384x250.png\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/462_estilo_1_1-384x250.png 384w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/462_estilo_1_1-208x135.png 208w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/462_estilo_1_1.png 449w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <span style=\"color: #000080;\"><strong>consumo de \u00e1lcool<\/strong><\/span> \u00e9 uma pr\u00e1tica enraizada e amplamente aceita em muitas culturas ao redor do mundo \u2013 inclusive no Brasil. O que pouca gente sabe \u00e9 que a pr\u00e1tica est\u00e1 associada a pelo menos sete tipos de c\u00e2ncer: <strong><span style=\"color: #000080;\">mama, boca, laringe, garganta, es\u00f4fago, f\u00edgado e c\u00f3lon<\/span><\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio de 2025, o Departamento de Sa\u00fade e Recursos Humanos dos Estados Unidos publicou o relat\u00f3rio <span style=\"color: #000080;\"><strong>Alcohol and Cancer Risk<\/strong><\/span>, em que destaca que o \u00e1lcool \u00e9 a terceira causa evit\u00e1vel de c\u00e2ncer, depois do tabaco e da obesidade, contribuindo para cerca de 100 mil casos e 20 mil mortes a cada ano naquele pa\u00eds. Al\u00e9m de citar os sete tipos de c\u00e2ncer diretamente associados ao consumo da bebida, o documento aponta que, globalmente, ao menos 741 mil casos da doen\u00e7a foram relacionados ao \u00e1lcool em 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E n\u00e3o \u00e9 preciso ser alco\u00f3latra para ter o risco de c\u00e2ncer aumentado. N\u00e3o existe consumo seguro de \u00e1lcool e n\u00e3o \u00e9 porque a pessoa faz uso controlado da bebida que ela estar\u00e1 livre do risco de c\u00e2ncer. Inclusive, o perigo se aplica a todo tipo de \u00e1lcool: vinho, destilados e at\u00e9 cerveja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mecanismos de a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estabelecer a rela\u00e7\u00e3o causal entre o fator de risco e um resultado na sa\u00fade \u00e9 complexo, mas v\u00e1rios estudos t\u00eam demonstrado que h\u00e1 quatro mecanismos biol\u00f3gicos que levam o \u00e1lcool a aumentar o risco de c\u00e2ncer:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Danos ao DNA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que a subst\u00e2ncia pode danificar o DNA. Isso porque o \u00e1lcool se decomp\u00f5e em acetalde\u00eddo, um metab\u00f3lito que causa c\u00e2ncer ao se ligar ao DNA de modo a danific\u00e1-lo. Uma c\u00e9lula pode come\u00e7ar a crescer descontroladamente e criar um tumor possivelmente maligno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso sistema imunol\u00f3gico \u00e9 capaz de nos proteger contra v\u00e1rios danos ao mesmo tempo. No entanto, chega uma hora que ele pode falhar. E a\u00ed, pode ter in\u00edcio um processo neopl\u00e1sico, que nada mais \u00e9 do que a multiplica\u00e7\u00e3o desordenada de uma c\u00e9lula com muta\u00e7\u00e3o. A chamada carcinog\u00eanese funciona dessa forma: tem um fator desencadeador, um erro no sistema de defesa e ali ele se prolifera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. Aumento da inflama\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo mecanismo de a\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool \u00e9 que ele gera esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio, que aumentam a inflama\u00e7\u00e3o no organismo por meio de um processo chamado estresse oxidativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Altera\u00e7\u00f5es hormonais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro mecanismo \u00e9 que a subst\u00e2ncia altera os n\u00edveis hormonais (especialmente do estrog\u00eanio), o que pode expor mulheres ao aumento desse horm\u00f4nio e, consequentemente, a um risco maior de c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4. Efeitos diretos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, a quarta forma de a\u00e7\u00e3o \u00e9 que alguns \u00f3rg\u00e3os (como f\u00edgado, boca e intestino) sofrem efeitos diretos do \u00e1lcool. Al\u00e9m disso, outros carcin\u00f3genos podem se associar ao \u00e1lcool e facilitar sua absor\u00e7\u00e3o pelo corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existe dose segura?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), n\u00e3o existe consumo seguro de \u00e1lcool \u2013 qualquer quantidade pode aumentar o risco de c\u00e2ncer. Um fator importante \u00e9 a quantidade total de \u00e1lcool consumida consistentemente ao longo do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o relat\u00f3rio dos EUA, para certos tipos de c\u00e2ncer, como de mama, boca e garganta, as evid\u00eancias mostram que esse risco pode come\u00e7ar a aumentar em torno de uma ou menos doses por dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, a refer\u00eancia de dose mais utilizada \u00e9 a divulgada pelo Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool (Cisa), que considera que uma dose (unidade) padr\u00e3o de \u00e1lcool correspondente a 14 g de etanol puro \u2013 isso equivale a cerca de 350 ml de cerveja (uma lata), 150 ml de vinho ou 45 ml de destilados (como vodca, cacha\u00e7a ou u\u00edsque).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A OMS, no entanto, usa como dose padr\u00e3o o equivalente a 10 g de \u00e1lcool e recomenda o m\u00e1ximo de duas doses por dia para homens e uma por dia para mulheres, desde que se abstenham de beber pelo menos duas vezes na semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Parar de beber diminui o risco?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 evid\u00eancias de que, em longo prazo, parar de beber ou reduzir o consumo de \u00e1lcool reduz diretamente a probabilidade de c\u00e2nceres de boca e es\u00f4fago. Segundo o relat\u00f3rio Alcohol and Cancer Risk, mais pesquisas s\u00e3o necess\u00e1rias para determinar se esse risco tamb\u00e9m diminui para outros tipos de c\u00e2ncer \u2014 ou at\u00e9 se pode chegar ao n\u00edvel observado em pessoas que n\u00e3o costumam beber.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte consultada: Ana Paula Garcia Cardoso, oncologista cl\u00ednica do Hospital Israelita Albert Einstein.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publicado por <a href=\"https:\/\/www.who.int\/europe\/news\/item\/04-01-2023-no-level-of-alcohol-consumption-is-safe-for-our-health\">Einstein Hospital Israelita<\/a> em 06\/05\/2025 | Atualizado em 03\/09\/2025<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O consumo de \u00e1lcool \u00e9 uma pr\u00e1tica enraizada e amplamente aceita em muitas culturas ao redor do mundo \u2013 inclusive no Brasil. 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