﻿{"id":72388,"date":"2025-12-14T19:30:34","date_gmt":"2025-12-14T19:30:34","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=72388"},"modified":"2025-12-14T19:30:34","modified_gmt":"2025-12-14T19:30:34","slug":"a-inteligencia-artificial-nunca-vai-substituir-a-inteligencia-relacional-a-lideranca-e-intransferivel-por-camila-antunes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=72388","title":{"rendered":"A INTELIG\u00caNCIA ARTIFICIAL NUNCA VAI SUBSTITUIR A INTELIG\u00caNCIA RELACIONAL &#8211; A LIDERAN\u00c7A \u00c9 INTRANSFER\u00cdVEL \u2013 POR CAMILA ANTUNES"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos meses, muito se tem falado sobre o real impacto da intelig\u00eancia artificial no trabalho. Algoritmos j\u00e1 escrevem textos, tomam decis\u00f5es e executam tarefas com efici\u00eancia impressionante, al\u00e9m de operacionalizar tarefas repetitivas. Mas, dentre tantas transforma\u00e7\u00f5es no campo tecnol\u00f3gico, h\u00e1 uma pergunta que me inquieta sempre: o que continua sendo humano? Quais os limites entre humanidade e tecnologia? Enquanto empresas correm para treinar m\u00e1quinas, talvez o verdadeiro desafio da lideran\u00e7a contempor\u00e2nea seja reconhecer o que n\u00e3o \u00e9 deleg\u00e1vel \u2014 o que \u00e9 intransfer\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial publicado este ano, estima milh\u00f5es de novos empregos que ser\u00e3o criados at\u00e9 2030, e que demandam tanto habilidades tecnol\u00f3gicas em IA, big data e seguran\u00e7a cibern\u00e9tica, como habilidades humanas, classificadas como lideran\u00e7a, pensamento criativo, resili\u00eancia, flexibilidade, agilidade, pensamento anal\u00edtico e colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veja, existem sim tarefas que podem e devem ser automatizadas. A tecnologia precisa ser vista como uma extens\u00e3o da intelig\u00eancia humana, e l\u00edderes precisam usar a IA como copiloto, por\u00e9m, h\u00e1 fun\u00e7\u00f5es que pertencem exclusivamente ao campo humano como a presen\u00e7a, a escuta, o v\u00ednculo, o discernimento \u00e9tico, a coragem de se vulnerabilizar. Essas s\u00e3o as compet\u00eancias que constroem confian\u00e7a, como diz a pesquisadora norte-americana, Bren\u00e9 Brown.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela que \u00e9 refer\u00eancia em assuntos ligados \u00e0 lideran\u00e7a \u2013 conhecida pela famosa teoria do pote de bolinhas de gude para explicar a constru\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a -, faz uso recorrente das compet\u00eancias que aprende dialogando com a pr\u00f3pria filha em suas palestras pelo mundo. Segundo ela, as compet\u00eancias centrais dessa rela\u00e7\u00e3o, e que s\u00e3o vitais para o trabalho, passam pelo ato da coragem, empatia, resili\u00eancia \u00e0 vergonha, viver os valores. A vulnerabilidade, por sua vez, \u00e9 a base para a constru\u00e7\u00e3o de um l\u00edder forte. Ser l\u00edder \u00e9 exercer um tipo de intelig\u00eancia que nenhuma m\u00e1quina domina: a intelig\u00eancia relacional. Ela nasce da experi\u00eancia, da imperfei\u00e7\u00e3o e da empatia \u2014 n\u00e3o de dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A lideran\u00e7a que nasce da vida real<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 dez anos, eu fui \u201cpromovida\u201d ao cargo mais exigente e transformador da minha trajet\u00f3ria: o de m\u00e3e. Desde ent\u00e3o, descobri que liderar n\u00e3o \u00e9 sobre ter todas as respostas, mas sobre sustentar processos de crescimento \u2014 nossos e dos outros \u2014 com presen\u00e7a, coer\u00eancia e vulnerabilidade. Essa \u00e9 a escola da parentalidade: o treinamento di\u00e1rio em improvisar, negociar, escutar, acolher e, ainda assim, seguir. Compet\u00eancias invis\u00edveis aos olhos do mercado, mas fundamentais em tempos de incerteza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A parentalidade me ensinou que liderar \u00e9 um ato de presen\u00e7a, e essa n\u00e3o se delega. Nenhum software pode amar no seu lugar, construir confian\u00e7a no seu lugar, se responsabilizar no seu lugar. Essa \u00e9 a ess\u00eancia da lideran\u00e7a intransfer\u00edvel: aquela que s\u00f3 pode ser vivida por quem est\u00e1 inteiro. Quando tudo pode ser automatizado, o diferencial passa a ser o que \u00e9 insubstitu\u00edvel. E o que \u00e9 insubstitu\u00edvel, no fundo, s\u00e3o pessoas que sabem se relacionar. L\u00edderes capazes de sustentar v\u00ednculos, atravessar conversas dif\u00edceis e gerar pertencimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Livro das habilidades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O futuro do trabalho deve ser profundamente humano ou simplesmente n\u00e3o haver\u00e1 futuro. E esse \u00e9 justamente um dos pontos que defendo no meu mais recente projeto: o livro \u201cColoque os Filhos no Curr\u00edculo\u201d, em que convido a lideran\u00e7a a reposicionar o cuidado como vantagem competitiva no mundo do trabalho. Mas, para isso acontecer de verdade, \u00e9 preciso que as habilidades parentais sejam percebidas e valorizadas como aprendizado, uma escola, al\u00e9m de uma plataforma concreta de desenvolvimento humano e profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No meu livro mostro habilidades essenciais que todos n\u00f3s, profissionais com filhos, adquirimos no dia a dia: o saber cuidar, o saber educar, o saber negociar limites, o saber comunicar expectativas, o saber lidar com conflitos e o senso de prioriza\u00e7\u00e3o. Ouso a dizer que essas s\u00e3o as habilidades mais desejadas no momento no mercado de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto a IA progride, talvez o maior avan\u00e7o que podemos fazer como sociedade seja relembrar que cuidado tamb\u00e9m \u00e9 compet\u00eancia e, felizmente, ainda n\u00e3o \u00e9 automatiz\u00e1vel. E \u00e9 fato: todos saem ganhando quando a cultura corporativa valoriza habilidades parentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pense nisso!<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Camila Antunes<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/465_especial_3_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-72389 alignnone\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/465_especial_3_1.jpg\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/465_especial_3_1.jpg 274w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/465_especial_3_1-152x135.jpg 152w\" sizes=\"(max-width: 274px) 100vw, 274px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 formada em Direito e Pedagogia, escritora, palestrante e especialista em intelig\u00eancia emocional e parentalidade, \u00e9 cofundadora da consultoria Filhos no Curr\u00edculo. Transforma a forma como a parentalidade \u00e9 percebida no trabalho e encoraja pessoas a se apropriarem de suas hist\u00f3rias, reconectando-se com sua for\u00e7a e autenticidade depois da chegada dos filhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos meses, muito se tem falado sobre o real impacto da intelig\u00eancia artificial no trabalho. Algoritmos j\u00e1 escrevem textos, tomam decis\u00f5es e executam tarefas com efici\u00eancia impressionante, al\u00e9m de operacionalizar tarefas repetitivas. Mas, dentre tantas transforma\u00e7\u00f5es no campo tecnol\u00f3gico, h\u00e1 uma pergunta que me inquieta sempre: o que continua sendo humano? 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