﻿{"id":72538,"date":"2026-01-15T19:04:00","date_gmt":"2026-01-15T19:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=72538"},"modified":"2026-02-07T22:55:20","modified_gmt":"2026-02-07T22:55:20","slug":"museu-judaico-de-sp-apresenta-panorama-da-obra-de-lasar-segall","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=72538","title":{"rendered":"MUSEU JUDAICO DE SP APRESENTA PANORAMA DA OBRA DE LASAR SEGALL"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em><a href=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/466_Fique_1_1.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-72539\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/466_Fique_1_1-469x250.png\" alt=\"\" width=\"334\" height=\"178\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/466_Fique_1_1-469x250.png 469w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/466_Fique_1_1-228x122.png 228w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/466_Fique_1_1.png 508w\" sizes=\"(max-width: 334px) 100vw, 334px\" \/><\/a>Eternos caminhantes, 1919. Cr\u00e9dito: Acervo Museu Lasar Segall<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>Museu Judaico de S\u00e3o Paulo<\/strong> apresenta at\u00e9 o dia 5 de abril de 2026 a exposi\u00e7\u00e3o <strong>Lasar Segall: sempre a mesma lua<\/strong>, realizada em parceria com o <strong>Museu Lasar Segall<\/strong>. Reunindo 60 obras \u2014 entre pinturas, gravuras, desenhos, aquarelas e documentos in\u00e9ditos \u2014, a mostra apresenta um panorama amplo da produ\u00e7\u00e3o do artista. A curadoria de <strong>Patricia Wagner<\/strong> adota um olhar po\u00e9tico para explorar suas m\u00faltiplas linguagens e a constru\u00e7\u00e3o de uma identidade que, embora enraizada na tradi\u00e7\u00e3o judaica, dialoga com temas universais como deslocamento, espiritualidade e a condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto de partida \u00e9 a associa\u00e7\u00e3o entre a imagem da lua e o <strong>profundo sentimento humano<\/strong> que Segall atribu\u00eda \u00e0 pr\u00f3pria identidade judaica. Entendida como presen\u00e7a constante e transformadora, a lua orienta o percurso expositivo e articula mem\u00f3ria, espiritualidade e experi\u00eancia coletiva. A partir desse s\u00edmbolo, a mostra evidencia como, em cada fase, o artista equilibra tens\u00f5es pessoais, heran\u00e7as culturais e observa\u00e7\u00f5es sobre o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nascido em 1889 em Vilnius, na Litu\u00e2nia, e naturalizado brasileiro, Segall cresceu em um ambiente de ortodoxia religiosa e tradi\u00e7\u00f5es seculares. Filho de um escriba da Tor\u00e1, teve contato imediato com pr\u00e1ticas artesanais, influ\u00eancias que moldaram sua vis\u00e3o art\u00edstica. Em um contexto dominado pela representa\u00e7\u00e3o figurativa, sua escolha pela carreira representou uma ruptura relevante para a \u00e9poca. Na Europa, em di\u00e1logo com a modernidade, Segall desenvolveu uma linguagem pr\u00f3pria que combina sua ascend\u00eancia judaica lituana, a cultura da Europa Oriental e a intensidade espiritual da regi\u00e3o. Essa fase prepara o terreno para o n\u00facleo central da exposi\u00e7\u00e3o, que coloca lado a lado obras do per\u00edodo expressionista na Alemanha e trabalhos produzidos ap\u00f3s sua imigra\u00e7\u00e3o definitiva ao Brasil, em 1923. Nesse encontro, torna-se vis\u00edvel a \u201ctranscria\u00e7\u00e3o\u201d de suas linguagens: a paleta tropical brasileira se sobrep\u00f5e \u00e0s cores densas do per\u00edodo alem\u00e3o, expandindo suas rela\u00e7\u00f5es entre forma, cor e espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mostra destaca tamb\u00e9m a maneira como Segall absorveu os reflexos de seu tempo. Nos anos 1930, com o avan\u00e7o da Segunda Guerra, a dimens\u00e3o tr\u00e1gica da condi\u00e7\u00e3o humana retorna em obras marcadas por atmosferas opacas, tons terrosos e representa\u00e7\u00f5es de deslocamentos, persegui\u00e7\u00f5es e perdas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as obras presentes no conjunto est\u00e1 <em>Eternos caminhantes<\/em> (1919), confiscada pelo regime nazista em 1937 e exibida na mostra <em>Arte Degenerada<\/em>, parte da campanha contra o modernismo. A pintura tamb\u00e9m integrou o document\u00e1rio <em>Arquitetura da Destrui\u00e7\u00e3o<\/em> (1989), de Peter Cohen. S\u00e3o exibidas ainda obras emblem\u00e1ticas como<em> Morte<\/em> (1919), do acervo da Pinacoteca de S\u00e3o Paulo; <em>Morro vermelho<\/em> (1926), de cole\u00e7\u00e3o particular; e Interior de <em>pobres II<\/em> (1921), pe\u00e7a restaurada especialmente para a mostra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lasar Segall:<\/strong> sempre a mesma lua reafirma a relev\u00e2ncia do artista e sua capacidade de transformar viv\u00eancias pessoais e coletivas em imagens que continuam a suscitar reflex\u00f5es sobre arte, mem\u00f3ria e humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lasar Segall (Vilnius, 1889 \u2013 S\u00e3o Paulo, 1957) foi pintor, gravador, escultor e cen\u00f3grafo. Formado nas academias de Berlim e Dresden, integrou a vanguarda expressionista e foi um dos fundadores da Dresdner Sezession Gruppe 1919. Em 1923, emigrou para o Brasil, estabelecendo-se em S\u00e3o Paulo, onde participou do movimento modernista e contribuiu para a cria\u00e7\u00e3o da Sociedade Pr\u00f3-Arte Moderna. Impactado pela guerra na Europa e pelos deslocamentos humanos, iniciou na d\u00e9cada de 1930 uma s\u00e9rie de obras que traduzem a dor do ex\u00edlio e a condi\u00e7\u00e3o dos marginalizados, como Emigrantes e Navio de emigrantes. Sua pintura alia rigor formal e empatia \u00e9tica, articulando espiritualidade e cr\u00edtica social. Naturalizado brasileiro, foi homenageado em vida com retrospectivas no MNBA e no MASP. Ap\u00f3s sua morte, sua casa-ateli\u00ea transformou-se no Museu Lasar Segall, inaugurado em 1967.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre o Museu Judaico de S\u00e3o Paulo (MUJ)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Museu Judaico de S\u00e3o Paulo cultiva e apresenta a diversidade das express\u00f5es da cultura judaica em di\u00e1logo com o contexto brasileiro e com o contempor\u00e2neo, dedicando \u00e0 defesa dos direitos humanos e ao combate ao antissemitismo e a todas as formas de preconceito. Fruto de uma mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade civil, o MUJ foi inaugurado em 2021 como o maior museu judaico da Am\u00e9rica Latina e guardi\u00e3o do maior acervo judaico brasileiro. Al\u00e9m de quatro andares expositivos, com exposi\u00e7\u00f5es permanentes e tempor\u00e1rias, o museu realiza festivais liter\u00e1rios, concertos musicais, semin\u00e1rios, debates, publica\u00e7\u00f5es, oficinas e um amplo programa educativo, sempre entrela\u00e7ando perspectivas judaicas e n\u00e3o judaicas. Os visitantes tamb\u00e9m t\u00eam acesso a uma biblioteca com mais de mil livros para consulta e a um caf\u00e9 que serve comidas judaicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lasar Segall: sempre a mesma lua<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Curadoria:<\/strong> Patr\u00edcia Wagner<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Per\u00edodo expositivo:<\/strong> at\u00e9 5 de abril de 2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Local:<\/strong> Museu Judaico de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Endere\u00e7o:<\/strong> Rua Martinho Prado, 128 \u2013 S\u00e3o Paulo, SP<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Funcionamento:<\/strong> Ter\u00e7a a domingo, das 10 horas \u00e0s 18 horas (\u00faltima entrada \u00e0s 17h30).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ingresso:<\/strong> <a href=\"https:\/\/museujudaicosp.org.br\/programacao\/\">museujudaicosp.org.br\/programacao\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eternos caminhantes, 1919. 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