﻿{"id":9962,"date":"2013-09-22T08:51:30","date_gmt":"2013-09-22T08:51:30","guid":{"rendered":"http:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=9962"},"modified":"2013-09-28T23:38:20","modified_gmt":"2013-09-28T23:38:20","slug":"a-verdadeira-compaixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/?p=9962","title":{"rendered":"A VERDADEIRA COMPAIX\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-9963\" alt=\"198_viver_3\" src=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/198_viver_3.jpg\" width=\"300\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/198_viver_3.jpg 300w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/198_viver_3-142x90.jpg 142w, https:\/\/glorinhacohen.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/198_viver_3-215x135.jpg 215w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Quando vivemos a compaix\u00e3o, olhamos de lado, de dentro e nos sentimos respons\u00e1veis, comprometidos com o outro.<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b>Quando sentimos pena, olhamos de\u00a0<i>cima para baixo<\/i>, evitando o envolvimento com a situa\u00e7\u00e3o ou com o outro.<\/b><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Quando resolveu contar hist\u00f3rias para crian\u00e7as em hospitais,\u00a0como volunt\u00e1rio da associa\u00e7\u00e3o\u00a0<i>Viva e deixe viver<\/i>,\u00a0aquele desembargador teve de superar a si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia escolhido para seu turno, na ala de queimados de um grande hospital de S\u00e3o Paulo, ele colocou seu nariz de palha\u00e7o, ajeitou seu avental colorido e enfrentou a forte vis\u00e3o das crian\u00e7as com queimaduras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi um grande choque.\u00a0Por\u00e9m, em poucos minutos, ele j\u00e1 estava solto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabia que sua maneira de exercitar a compaix\u00e3o ali era dar alegria a quem estava mergulhado no sofrimento. O que ele n\u00e3o podia, naquele momento, era sentir d\u00f3, piedade,\u00a0<i>peninha<\/i>. Por isso riu e arrancou muitos sorrisos, com as hist\u00f3rias que contou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi um verdadeiro sucesso. Quando estava quase saindo, sentiu um pux\u00e3o no seu avental. Era um menino de uns cinco anos,\u00a0com o rosto quase totalmente envolto por bandagens e esparadrapos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O garoto fez um sinal para o desembargador se inclinar e disse bem baixinho no seu ouvido:\u00a0<i>Tio, pode n\u00e3o parecer, mas eu estou rindo&#8230;<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00ed n\u00e3o teve jeito, algo se desmanchou em seu cora\u00e7\u00e3o.\u00a0Percebeu que ele se tornou mais terno, mais terno,\u00a0e perdeu um pouco sua carapa\u00e7a habitual de dureza. Como n\u00e3o preench\u00ea-lo de amor por aquela crian\u00e7a vivendo condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o dif\u00edceis?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">*********************************************************<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sentimento da compaix\u00e3o \u00e9 mesmo um transbordamento amoroso.\u00a0Como as l\u00e1grimas, que rolam dos olhos por causa da emo\u00e7\u00e3o, ela transborda diretamente do cora\u00e7\u00e3o, s\u00f3 que em dire\u00e7\u00e3o ao mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando sentimos pena, olhamos de\u00a0<i>cima para baixo<\/i>, evitando o envolvimento com a situa\u00e7\u00e3o ou com o outro. Quando vivemos a compaix\u00e3o, olhamos de lado, de dentro e nos sentimos respons\u00e1veis, comprometidos com o outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A verdadeira compaix\u00e3o tem por base o racioc\u00ednio de que todo ser humano tem o desejo inato de ser feliz e de superar o sofrimento, exatamente como n\u00f3s.\u00a0E, exatamente como n\u00f3s,\u00a0o outro tem o direito de realizar essa aspira\u00e7\u00e3o fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fil\u00f3sofo Andr\u00e9 Comte Sponville esclarece que compartilhar o sofrimento do outro n\u00e3o \u00e9 aprov\u00e1-lo nem compartilhar suas raz\u00f5es, boas ou m\u00e1s, para sofrer.\u00a0\u00c9 recusar-se a considerar um sofrimento, qualquer que seja, como um fato indiferente.\u00a0E um ser vivo, qualquer que seja, como coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os grandes mission\u00e1rios da Terra, aqueles que se dedicaram ao pr\u00f3ximo de forma intensa, foram grandes exemplos dessa compaix\u00e3o, pois n\u00e3o cederam \u00e0 indiferen\u00e7a. N\u00e3o suportaram ver o sofrimento alheio sem fazer nada a respeito e se atiraram a tarefas grandiosas de abnega\u00e7\u00e3o e coragem pelo mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A compaix\u00e3o \u00e9 din\u00e2mica, atuante e vibrante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis mais uma virtude que podemos aprender. Mais um tesouro escondido na alma que precisa ser descoberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\">***********************************************************<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Deixai que o vosso cora\u00e7\u00e3o se enterne\u00e7a ante o espet\u00e1culo das mis\u00e9rias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes. Vossas l\u00e1grimas s\u00e3o um b\u00e1lsamo que lhes derramais nas feridas e, quando, por bondosa simpatia, chegais a lhes proporcionar a esperan\u00e7a e a resigna\u00e7\u00e3o, que encanto n\u00e3o experimentais!<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">FONTE: \u00a0R<i>eda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base em mat\u00e9ria de autoria de Liane Alves, da revista\u00a0<\/i>Vida simples<i>, de novembro de 2007 e no cap.\u00a0<\/i>Compaix\u00e3o<i>, do livro\u00a0<\/i>Pequeno tratado das grandes virtudes<i>, de Andr\u00e9 Comte Sponville, ed. Martins Fontes.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando vivemos a compaix\u00e3o, olhamos de lado, de dentro e nos sentimos respons\u00e1veis, comprometidos com o outro. 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