“NÃO PRECISA SER FAMOSO PARA SER CANDIDATO A GOVERNADOR”, DIZ PESARO – POR THAIS BILENKY | Glorinha Cohen

“NÃO PRECISA SER FAMOSO PARA SER CANDIDATO A GOVERNADOR”, DIZ PESARO – POR THAIS BILENKY

302_first_4_1O secretário estadual Floriano Pesaro, que é pré-candidato a governador de São Paulo pelo PSDB

Ao defender sua campanha a governador de SP pelo PSDB, com a possibilidade de o senador José Serra ou o prefeito João Doria se lançarem, o secretário estadual Floriano Pesaro (Desenvolvimento Social) argumenta que “não precisa ser famoso” para disputar.

O tucano, entretanto, admite que, se o governador Geraldo Alckmin apoiar outro nome, abrirá mão do pleito para ajudar no projeto presidencial do chefe. Pesaro falou à Folha na terça-feira (8) em um café em São Paulo.


Folha – Qual será a principal bandeira de sua campanha?

A minha principal bandeira é a continuidade do que o PSDB faz em SP, que é gestão pública, e acho que eu daria prioridade para a área social e educação. Governar é cuidar de gente.

Quais sinais Alckmin tem dado sobre sua candidatura?

Sinais muito positivos. Temos uma série de inaugurações, andamos pelo Estado. Tem uma relação parceira.

Com as eventuais candidaturas de Serra ou Doria, como o senhor vai se colocar?

Já estou colocado. Geraldo será candidato a presidente e vai precisar de um nome competitivo em SP, que não precisa ser famoso. Nesse campo, me encaixo muito bem. Por ser uma pessoa de passado limpo, servidor público há 21 anos e tucano há 28, ter absoluto conhecimento do Estado. Alguém jovem e experiente.

Enfrentaria Doria ou Serra e dividiria a base de Alckmin?

Acho que a ideia é disputar, sou pré-candidato. Se o governador, ele é o grande maestro desse processo, reconhecer que é melhor o Doria, vamos todos com o Doria. Se esse reconhecimento for para o Serra, vamos com o Serra.

Alguns tucanos dizem que sua candidatura serve para dar visibilidade. É isso mesmo?

Posso até acreditar que alguns acharam que não era para valer. Se não levasse a sério, não faria esse esforço especialmente interno.

No aspecto da novidade, o pré-candidato Luiz Felipe d’Avila se enquadra melhor?

Acho que não. Falta preparo especialmente administrativo, profundo desconhecimento da máquina pública e soa algo artificial, uma criação de fora para dentro.

Critica ‘outsiders’ na política?

Acho temerário. Especialmente do ponto de vista da gestão pública.

O mesmo vale para Luciano Huck, por exemplo?

Temerário, não tenha dúvida. Quem vem de fora e não tem conhecimento de política pública erra muito.

Doria ajudou Alckmin com suas movimentações para ser presidenciável?

Não, acho que atrapalha. Mas, de alguma forma, acelerou tanto que acaba derrapando. Tem de retomar a concentração na prefeitura. Disputar é uma possibilidade posta.

Como é fazer campanha com o PSDB em momento difícil?

O PSDB tem um candidato a com chances imensas de vitória, que é o Alckmin. Um partido que se consolidou em São Paulo, um Estado tucano.

Isso é bom? Tem mais de 20 anos que o PSDB governa SP.

Acho ótimo. É um Estado exuberante, mostra os melhores resultados na educação, na saúde, na segurança. [A alternância de poder é salutar] quando o governo é ruim, sim. [Em SP], é um reconhecimento, fomos eleitos e reeleitos.

Como defender a candidatura de Alckmin com o discurso do novo e citações na Lava Jato?

Ele não responde a nenhum inquérito. O novo é representado na figura dele como uma pessoa que tem ideias novas, que vai enfrentar corporações, garantir um Estado voltado àqueles que mais precisam.

O que o senhor definiria como ideia nova dele?

A probidade, a honestidade. Ele vai enfrentar as corporações, é necessário que a gente acabe com os privilégios. Uma nova postura. Temos que esquecer o presidente macunaíma que tivemos, o Lula, por um homem de vida modesta. Um dia ele falou para mim, se quiser ir longe na política, tenha vida modesta.

E o senhor está seguindo?

Procuro seguir. Tenho uma vida de classe média, moro num apartamento de 130 metros na Vila Mariana, tenho um carro, que é da minha mulher, sem nenhum luxo.

Parte da comunidade judaica o critica por ter deixado a Câmara dos Deputados.

É verdade. Tenho justificado de forma transparente e correta. Um chamado do governador, que é o maior líder do Estado, do meu partido, não podia ser recusado, especialmente para uma área tão cara a nós, judeus, que é a do desenvolvimento social. Não foi pelo cargo.

Fonte: Folha de Paulo – Thais Bilenky – https://folha.com/no1934592

Nota – A convenção nacional do PSDB será dia 12 de dezembro, em Brasília.


SOBRE FLORIANO PESARO

Antonio Floriano Pereira Pesaro (São Paulo, 14 de abril de 1968) é um político brasileiro, já tendo ocupado o cargo de vereador da cidade de São Paulo e, em 2014, eleito deputado federal por São Paulo, integrando a bancada do Partido da Social Democracia Brasileira. Atualmente exerce o cargo de Secretário de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo.

Formação

Natural de São Paulo, Floriano é sociólogo formado pela USP, fez especialização em Processo Legislativo e Relações Executivo/Legislativo na Universidade de Brasília (UNB). Fez curso de extensão na Escola de Governo de São Paulo e pós-graduação em 2011 na FIA/USP e MBA sobre Meio Ambiente na Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (FUNDACE). Participou do curso Executive Leadership Program in Early Childhood Development na Universidade de Harvard, Massachusetts (EUA).

Trajetória Política

Foi eleito vereador em 2008 e, em 2012, foi reeleito. Em 2014 foi considerado, pela ONG Voto Consciente, o melhor parlamentar do Legislativo paulistano e eleito deputado federal com 113.949 votos. Atualmente é secretário de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo, deputado federal e representante da América Latina no Conselho Internacional de Parlamentares Judeus (ICJP).

Histórico de Serviço Público

Governo Federal

Servidor público desde 1995, Floriano exerceu importantes funções nas três esferas de governo. Em Brasília, foi subchefe para assuntos parlamentares da Casa Civil da Presidência da República, então chefiada por Clóvis de Barros Carvalho, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. No Ministério da Educação, em 1999, foi diretor de Projetos da Secretaria de Educação Superior, quando criou e implantou o Programa de Financiamento Estudantil (FIES), que substituiu o programa brasileiro de crédito educativo (CREDUC).

De Janeiro de 2001 a Dezembro de 2002, Floriano foi secretário do Programa Nacional da Bolsa Escola, o primeiro do País na área de transferência de renda que deu origem aos programas sociais do atual Governo, durante a gestão do Ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Integrou a Comissão Especial constituída pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, do Ministério da Justiça, então chefiado por José Gregório, para acompanhar denúncias de exploração do trabalho forçado, trabalho infantil e outras formas de violação de direitos. Foi membro do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), do Ministério da Previdência e Assistência Social.

Governo Estadual

Entre Janeiro de 2003 a Dezembro de 2004, foi Secretário Adjunto da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo, então chefiada por Arnaldo Madeira, durante o segundo mandato de Geraldo Alckmin; Secretário Executivo do Comitê de Qualidade da Gestão Pública; e Coordenador do Comitê Gestor de Política Social, criado para formular políticas, programas e ações sociais do Governo do Estado.

A partir de Janeiro de 2005, Floriano foi nomeado Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social da cidade de São Paulo na gestão José Serra. Atuou em importantes conselhos de administração de empresas públicas, como a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB); a Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (EMURB); a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (PRODESP), a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (IMESP); e a DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A.

Na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), criou um modelo inovador de gestão social, implantando os programas São Paulo Protege e Ação Família– viver em comunidade, além do lançamento da inédita campanha ”Dê mais que esmola, dê futuro”, que afastou do trabalho infantil mais de 2 mil crianças na capital.

No final do ano 2008, lançou o livro “O Futuro no Presente – Por uma São Paulo mais humana e participativa”, no qual relata sua experiência como secretário municipal.

Câmara Municipal

Em 2009, quando iniciou o primeiro mandato como vereador de São Paulo, tornou-se membro da Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) e Vice-Presidente de Comissão Extraordinária Permanente em defesa da Criança, do Adolescente e da Juventude.

Nos anos de 2010 e 2011, integrou a Comissão de Justiça e Legislação Participativa (CCJ) e foi o primeiro Presidente da Comissão Extraordinária Permanente do Meio Ambiente.

Na Câmara Municipal, foi Presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Microempresas, Empresas de Pequeno Porte, dos Microempreendedores Individuais e das Cooperativas.

Também foi membro da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia e de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto – Juvenil; integrou a Frente Parlamentar para implantação do Conselho de Representantes da Cidade de São Paulo (vice-presidente) e a Subcomissão de Acompanhamento do Plano de Metas 2012 (relator).

Em 2011, ganhou o prêmio “Boas Práticas Legislativas” (1ª edição), com o projeto “Aquisição de Papéis com Certificação”, na categoria “Inovação”. No mesmo ano, foi finalista na categoria “Excelência”, com a Lei 15.276, que estabelece diretrizes para a Política Municipal de Prevenção e Combate ao Trabalho Infantil em Suas Piores Formas.

Foi Presidente da Comissão Extraordinária Permanente de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude e participou da Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher. Além disso, lutou pela criação da Frente Parlamentar de Mobilidade Humana, recém-aprovada na Câmara Municipal.

Em 2012 foi Presidente da Comissão Extraordinária Permanente de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude e participou da Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher. Além disso, lutou pela criação da Frente Parlamentar de Mobilidade Humana.

Floriano permaneceu na liderança da bancada do PSDB na Câmara em 2013, ano em que o trabalho legislativo aumentou, uma vez que passou de situação a oposição. No mesmo ano foi vice-presidente da Comissão da Educação, Cultura e Esportes e integrou a Comissão Extraordinária Permanente de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude.

Em 2014, foi reeleito líder da bancada pela quarta vez consecutiva, membro da Comissão de Constituição e Justiça, e permaneceu ainda, na presidência da Frente Parlamentar em Defesa da Mobilidade Humana.

CARGOS

Governo FHC (1995-2002) – República do Brasil

Diretor de Projetos do Ensino Superior – Ministério da Educação;

Secretário Nacional do Bolsa-Escola Federal – Ministério da Educação;

Conselho Nacional da Assistência Social – CNAS.

Governo José Serra (2005-2006) – Prefeitura de São Paulo

Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social

Governo Alckmin (2003-2004) – Governo do Estado de São Paulo

Secretário-adjunto da Casa Civil

Governo Alckmin (2015-2019) – Governo do Estado de São Paulo

Secretário de Estado de Desenvolvimento Social

PROJETOS

Criou e implantou:

FIES – Financiamento Estudantil

Bolsa Escola Federal

Programa São Paulo Protege

Programa Ação Família– viver em comunidade

Campanha “Dê mais que Esmola. Dê Futuro”

Gerencia atualmente

Renda Cidadã

Ação Jovem

Bom Prato

Vivaleite

Programa Recomeço: uma vida sem drogas

Programa São Paulo Amigo do Idoso