ALGUMAS RESPOSTAS SOBRE O LUTO – RABINO KALMAN PACKOUZ, AISH HÁ TORÁ | Glorinha Cohen

ALGUMAS RESPOSTAS SOBRE O LUTO – RABINO KALMAN PACKOUZ, AISH HÁ TORÁ

Rabino Kalman Pa


 

Quando se visita um enlutado durante a Shivá (os 7 primeiros dias do luto), a pessoa não deve falar até que o(a) enlutado(a) fale com ela. O propósito de se ir a uma casa em Shivá é para que o(a) enlutado(a) sinta que não está sozinho(a) – que as pessoas e a comunidade se importam com ele(a). Por isto, apenas sentar-se com a pessoa já é o suficiente. Se o(a) enlutado(a) resolver conversar, não tente distraí-lo de sua perda falando, por exemplo, sobre esportes ou finanças. Faça perguntas como: “Se você pudesse pensar numa história que resumisse e exemplificasse o seu pai, qual seria?” ou “Qual foi a maior coisa que a sua mãe fez por você?”, ou ainda: “Que característica você mais admirava em seu irmão?”

Ao focalizar a conversa no(a) falecido(a), o(a) enlutado(a) tem a possibilidade de lidar com a dor e a perda. Ao recontar histórias e destacar atitudes ou características notáveis, nos inspiramos e nos motivamos a aperfeiçoarmo-nos e melhorarmos nossas atitudes. Este é um tremendo mérito para o(a) falecido(a) … e para nós!

Recentemente li uma lista que recebi muitos anos atrás intitulada “Do’s and Dont’s While Visiting a Mourner (Os Sims e Nãos ao se Visitar um Enlutado)”. Esta lista foi compilada pela sra. L. Musckel depois de sentar Shivá por seu pai. Eis a lista que ela escreveu:

Não telefone aos enlutados para pedir uma carona para o funeral. Resolva de outra maneira.

Não pergunte a idade do(a) falecido(a). Isto realmente não importa. Se ele (ou ela) era de idade, esta pergunta implica que o falecimento não foi assim tão doloroso para os enlutados. Não diga: “Ele(a) teve uma vida longa”. A vida nunca parece longa o suficiente para qualquer um de nós.

Não pergunte se o(a) falecido(a) sabia que estava doente ou que estava para morrer. Não faz diferença e apenas machuca.

Não diga aos enlutados que ‘semana que vem será ainda pior para vocês”. Eles já sabem sozinhos.

Não pergunte aos enlutados: “Por que sua mãe (a viúva) não parece tão alegre como sempre?” são palavras imperdoáveis.

Não faça ou receba ligações no celular. Isto é incrivelmente grosseiro e rude.

Se você é uma viúva, não diga à nova viúva o quão solitária ela ficará. Por que você acha que isto ajudaria agora – ou em qualquer outro momento?

Se você perdeu um pai ou mãe ou está sofrendo com alguma doença, tente manter o assunto ao máximo fora de evidência. Algumas pessoas usam as visitas numa Shivá como sessões de terapia. O(a) enlutado(a) entende que você tem um problema, mas não está com cabeça para ouvi-lo agora.

Não socialize com outras pessoas na frente dos enlutados. Se tem algo importante a dizer a alguém que encontrou lá – e não dá para esperar para depois – leve a pessoa para fora.

Não discuta tratamentos para a doença que você crê que poderiam ter ajudado. É muito tarde.

Não diga: “Ao menos ele(a) não está mais sofrendo”  ou “Ele(a) está em paz agora”. Talvez a pessoa não estivesse sofrendo.

Não pergunte se há um testamento. É um comportamento mesquinho e de mal gosto.

Auxilie em algo, como preparando ou comprando a comida (e entregando-a). Assegure-se de que os alimentos sejam casher, para que todos possam comer. Cuide de todas as tarefas mundanas que precisam ser realizadas, que os enlutados não podem resolver agora.

Fique pouco tempo. Se você não é particularmente chegado ou um familiar, manifeste seus pêsames e saia.

Respeite o horário. Se já passou das 22:00 horas, tente lembrar-se de ir para casa.

Mantenha contato com os enlutados após a Shivá. Os enlutados não devem ser abandonados apenas porque o período oficial de luto se encerrou. Isto se aplica particularmente a alguém que ficou sozinho(a) no mundo.


NOTA – Desejando contribuir para o Meor Hashabat acesse o www.aishdonate.com – Email – meor18@hotmail.com