SIMONE KESTELMAN ABRE “CANTIGAS” NO MU

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A mostra “Cantigas” foi aberta em SP hoje, dia 19,  por Simone Kestelman, na Sala Burle Marx do MUBE – Museu Brasileiro da Escultura. 


“A vinda da exposição para o MuBE é uma grande oportunidade para chamar a atenção de todos os brasileiros sobre a violência contra meninas mundo a fora.

A infância tem que ser protegida”.

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Cantigas é uma instalação composta com esculturas de vestidos de menina suspensos, moldados em cerâmica em tamanho real e ocos, em cujo ambiente é projetado o som de cantigas de roda. As esculturas são instaladas com elementos que remetem à violação do direito das mulheres sobre si mesmas, desde meninas. Formas sutis e explícitas de destituição da liberdade, de autonomia e do contato com o próprio desejo, desde a super proteção até o tráfico sexual.

“Através da arte encontrei o melhor meio de expressar os meus sentimentos e, se é difícil pensar sobre a violência contra as meninas, por meio destes trabalhos pretendo conduzir cada vez mais pessoas a perceber, pensar e agir a favor da proteção das meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade. A vinda da exposição para o MuBE é uma grande oportunidade para chamar a atenção de todos os brasileiros sobre a violência contra meninas mundo a fora. A infância tem que ser protegida”, diz Simone Kestelman.

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O trabalho visa produzir o efeito de sublimação capaz de conscientizar sobre a dor infringida pela coisificação da menina-mulher, ainda nos dias de hoje, em variadas situações em muitos lugares do mundo. Em Cantigas, o terror é minimizado diante da atração pela beleza das peças cuidadosamente elaboradas e compostas, terror capaz de ser assimilado e transformado na consciência que conduz ao compromisso político-social a favor dos direitos da criança e da mulher.

Detalhes sobre a montagem da mostra no espaço:
Sala Burle Marx

Número de obras: 10 conjuntos de esculturas em cerâmica relacionados entre si em uma única instalação:

1 – Gaiola: gaiola e vestidinho moldados em cerâmica
2 – Ciranda: vestidinhos moldados em cerâmica
3- Indesejadas: sapatinhos moldados em cerâmica
4 – Mamãe foi para a roça e papai foi trabalhar: vestidinho moldado em cerâmica
5 – Samba Lelê: vestidinho moldado em cerâmica e boneca
6 – Como pode o peixe vivo viver fora da agua fria: vestidinho moldado em cerâmica e cerca de ferro.
7 – Marcha Soldado: vestidinhos moldados em cerâmica
8 – O primeiro foi seu pai o segundo seu irmão: vestidinhos moldados em cerâmica e tinta
9 – Escravos de Jó: vestidinho moldado em cerâmica
10 – A canoa virou pois deixaram ela virar: vestidinho moldado em cerâmica

SERVIÇO:

Nome do curador: Fernanda Carlos Borges

Data de abertura ao público: 21 de outubro de 2013

Data de encerramento: 03/11/2013

Local: MUBE – Sala Burle Marx

Endereço: Av. Europa, 218 – Jardim Europa – São Paulo

Sobre a artista

Simone Kestelman iniciou a sua carreira como designer, desenvolvendo técnicas criativas e expressivas de pintura em cerâmica e em vidro, aplicadas em obras de design. A partir de 2009, decidiu combinar todo seu know how para a criação artística. Em 2011 deu acesso à 190 crianças surdas e cegas a reproduções em vidro de monumentos arquitetônicos e naturais do país que podiam ser tocadas, na exposição As Maravilhas Brasileiras, na Casa Cor. Em 2011 apresentou a série de esculturas de vidro Caminhos, nas quais expressa suas emoções diante das inúmeras estradas que percorreu em viagens, no Corning Museum of Glass, em Nova York. Em abril de 2012 a coleção Caminhos foi exposta na galeria A Hebraica em SP.

A habilidade na escultura, a paixão pelas crianças, o contato com a diversidade cultural e a conscientização de sua própria condição enquanto mulher despertou e m Simone a razão e a maturidade artística que vem conduzindo seu trabalho desde então: o uso artístico de roupas e acessórios, transformados em esculturas e objetos artísticos, como meio para evocar a vulnerabilidade social e cultural da mulher, desde meninas. Em fevereiro de 2013 o trabalho Undesired-Indesejadas recebeu a Medalha de Outro como melhor instalação contemporânea na ArtsLand, tratando do descarte de meninas na Índia e na China. Em 2013, foi a artista escolhida pela WCA International Caucus, afiliada a ONU, que reúne exemplos de projetos de arte e ativismo.

Atualmente pesquisa sobre gendercidio, mutilação feminina, transtornos psicológicos infantis e violência de guerra contra crianças, sobre os quais vem desenvolvendo projetos artísticos.

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