CÂMARA BRASIL ISRAEL RECEBE OCTÁVIO DE BARROS, ECONOMISTA-CHEFE DO BANCO BRADESCO

“Ninguém vive sem cenário. A volta da previsibilidade, sobretudo política, é fundamental para a melhora do cenário econômico”, declarou Octavio de Barros, economista-chefe do Banco Bradesco durante almoço realizado pela Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, no Restaurante Cantaloup, onde falou sobre “2016 – O ano da resolução das incertezas?”.

Para o economista, o Brasil nunca esteve tão próximo de avançar em relação às reformas tão necessárias para o País. “Estamos em um momento desafiador, o país precisa de um choque de racionalidade, e não de normalidade. Os momentos agudos de crise são muito propícios para costurarmos reformas e avanços”, destacou.

“O Brasil terá de se reinventar, com uma dinâmica de crescimento diferente, mais baseada nos investimentos e nas exportações. Se apostarmos na abertura junto com a Argentina, será muito bom para o Cone Sul e o Brasil poderá voltar para o jogo”, destacou.

Barros também elencou as quatro agendas relevantes que podem mudar a história econômica do Brasil em relativamente pouco tempo: agenda da governança e orçamentária, que passa por desvinculações e qualidade do gasto público; agenda do aumento da potência política monetária – para questões de dualismo do crédito, indexação e meta menor; agenda da produtividade, o que inclui revisões de questões tributárias, trabalhistas, educação e abertura; e por fim a agenda de infraestrutura, que passa pelo foco nos mercados de capitais e também em um BNDES mais focado, garantias de mercado, além de segurança jurídica.

No caso da reforma da previdência, o economista considera de extrema urgência o seu ajuste. “A população em idade ativa no Brasil cresce 0,5% ao ano e a população acima de 60 anos cresce a 4,2% ao ano. Apoiar reformas como a da previdência é apoiar o fortalecimento do estado do bem-estar brasileiro e não o contrário. O Brasil não pode se dar ao luxo de abrir mão da proteção social e precisa fazer com que o gasto social seja mais eficiente”. O economista encerrou concluindo que “confiança é tudo, ou quase tudo, é a forma mais barata de estímulo econômico. Precisamos ingressar na era da exemplaridade, perseguindo o que deu certo em outros países”.

“O Brasil é um país para quem não gosta de monotonia e aprecia fortes emoções. Hoje, Octavio de Barros nos deu uma verdadeira aula em um momento crucial da vida nacional”, destacou Jayme Blay, presidente da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria.

Ex-assessor do Ministério da Fazenda por duas ocasiões Octavio de Barros foi o primeiro economista convidado do Banco Central do Brasil e atuou como consultor do BNDES. Atualmente é membro do Conselho Superior de Economia da FIESP (COSEC) e diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Banco Bradesco.

Co-autor dos livros “Brasil Globalizado” e “Brasil pós-crise: agenda para a próxima década” e autor de um grande número de artigos de economia no Brasil e no exterior, recebeu o Prêmio Destaque 2014 do IBEF- Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, também foi condecorado pelo governo francês e pelo governo brasileiro.

265_fique_3_1Fares Saeb, Leo Rosenbaum, Ivan Luvisoto, Marcia F. Borger, Leandro Karam e Sergio Magalhães

265_fique_3_2Julio Sampaio, Jan Jarne, Roberto Faldini e Salomão Keiner

265_fique_3_3Kariana Valença e Daniel Klein

265_fique_3_4Octavio de Barros e Jayme Blay

265_fique_3_5Octavio de Barros, Beno Suchodolsky e Marcia F. Borger

265_fique_3_6Pedro Saad, Rafael Mantovani e Abram Berland

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