TRUMP DOMINA O NARCOTRÁFICO OU O PETROLEO? POR DAVID S. MORAN, DIRETO DE ISRAEL

O presidente americano que se acha o rei do mundo, como diz:” em menos de 1 ano terminei 8 guerras, uma de 3.000 anos”, que se fosse verdade seria estupendo. Na verdade, Trump está empenhado de encerrar a guerra entre Hamas e Israel, mas ainda não o conseguiu, a guerra que a Rússia trava contra a Ucrania também ninguém vê o fim, o Irã está em fervência e a China faz manobras militares frente a Taiwan, que tanto almeja.

A verdade é que a ação levada na madrugada de sábado (3/01/26) por forças americanas na Venezuela, só poderia ter sido ordenada por um presidente imprevisível como o é o Donald J. Trump. Já há algumas semanas que o Trump ordenou sua marinha bombardear navios e botes que carregariam narcóticos aos usuários americanos. No sábado foi muito mais adiante, despistando a verdadeira intenção, cerca de 150 caças bombardearam alvos militares nos arredores de Caracas, enquanto soldados da tropa de elite, Delta Force, invadiram o refúgio secreto do presidente venezuelano, Nicolas Maduro e o pegaram com pijama junto a sua esposa, Cília Flores. Em menos de 3 horas, os dois já estavam no navio Ivo Jima, sendo levados para a corte de Nova York. (foto)

Evidentemente, que a reação imediata do governo venezuelano foi de repúdio e reclamou a comunidade internacional do “pior ataque militar dos EUA”. Outros países aliados da Venezuela como o Irã, China e a Rússia condenaram. A alegação do Trump foi que agiu de acordo com a lei americana, que já colocou 50 milhões de dólares sobre a cabeça do Maduro, para leva lo a justiça por ordem emitida já em 2020.

Trump também não escondeu sua vibração, “assisti a operação, como se visse programa de TV”.

Estados Unidos e suas companhias petrolíferas querem estar envolvidos numa livre transição do governo. Por enquanto a vice presidente tornou-se a presidenta em efetivo, sendo preferida ao invés do que se imaginaria, empossar a líder da oposição, Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz.

A pergunta que se faz é e se a governo chinês invadisse Taiwan, o mundo continuaria indiferente? E se a Rússia atacaria mais uma de suas ex federadas, qual seria o argumento dos EUA em criticá-las.

A vida caótica na Venezuela já era desde que Chaves assumiu o poder. Desde que maduro assumiu, em 2014, cerca de 8 milhões de venezuelanos (1/4 da população) deixou o país. Maduro se aliou ao eixo do mal, seja aos bandos de traficantes de drogas, seja ao Irã, Hizballah, Rússia e China. Não há dúvida de que com a remoção do Maduro, um mal a menos no mundo. Agora resta saber como agirá a recém empossada presidente e para quando chamarão para fazer eleições democráticas e livres. Trump, que se vangloria de acabar com guerras (e falha à verdade), continuou no seu caminho e nestes dias apreendeu 2 navios russos, nas costas americanas. Tomará que Putin tenha mais juízo e não revide.


DAVID S. MORAN

DAVID S. MORAN – Mora em Israel, é formado em Relações Internacionais pela Universidade Hebraica de Jerusalém e Major da reserva do exército israelense.