FARAÓ, HAMAS E IRÃ – RABINO DOVID GOLDBERG

Como é que as pessoas continuam fazendo o mesmo erro e esperando resultados diferentes?

Estou me referindo, especificamente, dos inimigos do povo judeu. Sinceramente, é difícil de entender.

A história se repete: toda vez que tentam nos destruir, quando tudo parece perdido, algo impossível acontece, e o povo judeu sobrevive e segue em frente ainda mais forte. Somos um povo eterno.

Veja o Êxodo do Egito. Depois de dez pragas, o Faraó deixa os judeus irem… e de repente muda de ideia e sai atrás deles outra vez. Sério, o que ele estava pensando? O resultado todo mundo conhece: o mar se abre e o exército egípcio desaparece.

E olhem para o Irã hoje, é a mesma história. Eles não aprendem nada, nem com a própria história? Purim aconteceu lá mesmo, na antiga Pérsia. Haman tentou destruir todo o povo judeu, e no final foi ele quem caiu. E nós ganhamos mais uma festa alegre.

Por que não investir em melhorar a vida do próprio povo, em vez de insistir em destruir os outros — e acabar se destruindo?

A Torá desta semana traz uma frase que explica esse erro e também nos dá uma lição para a vida:

“Vayar Paró ki barach haam”, o Faraó viu que o povo fugiu. E por isso pensou: “Vamos atrás deles”.

Aqui está o ponto: na vida, fugir não basta. Não adianta só largar hábitos ruins. A pessoa só encontra paz quando sabe para onde está indo.

Na história do Êxodo, Moshê nunca disse simplesmente “let my people go – deixa o meu povo ir”. Ele dizia: “Shla Et Ami – envie o povo para servir a D’us. Temos um compromisso.”

Se a gente só foge, o Faraó acha que pode vencer.

Mas ele erra, porque o povo judeu tem missão.

Tem Shabat chegando, Tu BiShvat, Purim… e muitas mitzvot para cumprir no meio do caminho.

E quando sabemos para onde estamos indo, quando temos rumo, ninguém consegue nos parar.


RABINO DOVID GOLDBERG

Sinagoga do Morumbi – São Paulo/Capital

dg@chabadmorumbi.org.br