IA VEIO PARA FICAR – POR ARNALDO NISKIER

– Não será possível conter o avanço da IA, que veio para ficar.

É a opinião do escritor Sérgio Rodrigues, que dá vida à sua escrita em tempos de robôs. Nas negociações sobre a regulação da IA, os escritores são a parte mais fraca. Estamos a caminho da literatura orgânica, aquela em que uma pessoa escolhe palavras uma por uma e o texto com ambições artísticas produzido com aditivos robóticos, afirma Sérgio Rodrigues.

Estamos vivendo um mundo de transformações, no setor de livros. Autores como Clarice Lispector, Paulo Coelho e Chico Buarque têm sido utilizados para treinar seus modelos de linguagem. Vivemos uma nova era da linguagem. A própria Academia Brasileira de Letras passa por esse processo quando elege uma escritora negra (Ana Maria Gonçalves).

Há um novo ciclo de inovação, como é o caso do uso de infravermelho para mapeamento de veias da mão, em ascensão na China. Os softwares de reconhecimento facial se tornaram alvo de questionamentos. Enquanto isso, o retorno das impressões digitais é esperado para breve.

Assim, estamos diante de um novo ciclo. É o caso do infravermelho para mapeamento de veias da mão. Hoje, não basta pedir para o cliente movimentar o rosto, essa é uma tecnologia da geração anterior. Cerca de 25% dos 7 milhões de usuários mensais do Sora abrem o aplicativo diariamente com um tempo médio de uso de 13 minutos por dia. Apps de redes convencionais, como O TikTok, mantêm usuários engajados por até 90 minutos diários. O custo elevado para o OpenAI é um grande problema a ser enfrentado.

Uma consulta média na OpenAI custa 1,30 dólar para gerar um vídeo de 10 segundos. Já a consulta média no ChatGPT custa meio centavo de dólar, o que é bem mais razoável.

À medida que esses estudos avancem e a tecnologia se aperfeiçoe, é claro que a tendência é que se torne mais barato, o que significa um avanço extraordinário para o sistema. Há uma grande curiosidade no acompanhamento desse sistema, pois ele se encontra em processo natural de mudança (para melhor).


ARNALDO NISKIER

Imortal. Sétimo ocupante da Cadeira nº 18 da Academia Brasileira de Letras. Professor, escritor, filósofo, historiador e pedagogo. Professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi presidente da Academia Brasileira de Letras e secretário estadual de Ciência e Tecnologia e de Educação e Cultura do Rio de Janeiro. Presidente Emérito do CIEE/RJ.